May 21, 2008

Por Que Não A Mamãe?

Lá está o Dr.Urbano andando no horário de almoço pelo quarteirão do seu consultório em São Paulo, quando, senão quando - alas, vixe, - tendo olhado a vitrina de uma livraria e seguido adiante distraído, de repente se perguntou se estava maluco ou havia mesmo, seria possível, visto uma foto da mãe dele na capa de um livro? Não podia ser, podia? A Dona Alzira? Também conhecida como a mamãe?

Mas voltou atrás e, ué, era sim. Mamãe! Na capa de um livro! Na capa de vários livros, na verdade, ou de vários exemplares de um mesmo livro, que era a edição brasileira do bestseller filosófico daquele ano, "Vamos Matar a Dona Alzira", do Professor de Bioética de Oxford, o célebre, controverso, cabeludo, extremamente branco Prof.Nicholas Killer-Couch.

O coração do Dr.Urbano ficou parado e encolhido durante dois segundos, como uma caloura na qual tivessem despejado um barril de gatorade gelado durante um trote, e só aos poucos voltou a bater, dolorosa e quase deliberadamente. Nunca tinha ouvido falar daquele livro. Leu e releu o título. Voltou a olhar a foto. Era a mamãe! Sorrindo enrugadinha no seu vestido azul de maria-mijona e tal, seus óculos de leitura pendurados por uma cordinha e descansando nos peitos monstruosos.

"Vamos Matar a Dona Alzira", por quê? Por que ela? Uma santa que só ficava em casa fazendo quitute? O Dr.Urbano entrou na loja e estudou o livro, que viu ter o subtítulo de "O Livro que Deu Origem à Campanha Para Matar a Dona Alzira". O texto da orelha, que não conseguiu ler direito de tão, qual a palavra? nervoso? pasmo? em choque? abestado?, dizia qualquer coisa sobre brilhante blablablá análise arguta da necessidade ética da descriminalização de procedimentos legais para pôr um termo à vida, não, entre aspas, "vida", da Dona Alzira; "o Professor Killer-Couch merece encômios", estava assim, mais abaixo, num blurb, "por abordar com tanta sutileza um tema complexo, sem jamais ceder ao clima moral atual de certezas à esquerda ou à direita", blablablá, Jesus Cristo!

Tremendo, nem tanto de indignação mas de medo mesmo, o Dr.Urbano comprou o livro e foi ler no consultório. Descobriu que o título original era "Pray Let Us Kill Doña Alzira", uma brincadeira com os dois sentidos da palavra "pray", "por favor" e "rezar" (Killer-Couch era ateu). O prefácio brasileiro, de um professor da Usp, avisava que o livro "tinha material de sobra para causar revolta nos espíritos mais fracos, diante da exposição fria e desapaixonada de uma vida inútil e dos muitos argumentos para terminá-la". O prefácio da edição americana era assinado pelo "Diretor Internacional da Campanha para Matar a Dona Alzira" (a CKDA). Mas era difícil ler qualquer coisa com seus olhos em pânico. Havia na orelha uma foto de Killer-Couch, bonitão para os padrões científicos, assim com uma espécie de beleza de astrônomo.

O Dr.Urbano veio lendo, tentando ler, o livro no carro, em cada sinal fechado - e sempre encontrava uma frase absurda, de implicações surpreendentemente malignas, justamente quando o farol abria. Antes de entrar em casa escondeu o livro na sua pasta. Sua mãe estava na cozinha, descascando ervilha e vendo novela. Ela deu a bochecha pra beijar, disse "Ô filho, cê não morre tão cedo", e começou a dizer que estava falando dele com a tia Célia que estava com diabete. E, francamente, o Dr.Urbano parou de ouvir.

Ao vê-la curvada tetuda sobre as ervilhas, toda entretida com a saúde da tia Célia, seu cotovelo cascudo em cima do livro espírita que também sustentava um isqueiro azul de plástico, ao ver seus cabelos grisalhos de velhinha que nunca ouviu que os setenta são os novos cinquenta, ao ver debaixo da mesa suas pernas de maternal elefanta, seu chinelo estourado, e sobretudo ao ouvir sua voz rouca de velhinha fumante, sua voz de mamãe, Urbano decidiu que ela nunca iria ficar sabendo que lá fora, no vasto mundo filosófico, sutil, ético, palestrante, milhares de pessoas com diplomas queriam matá-la.


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-Eles não querem matar ela - disse o Inácio, seu melhor amigo, quando Urbano telefonou pra ele trancado no escritório - Eles querem ter o direito legal de matar ela. É diferente.
-Ah, você sabia? Por que não disse nada?
-Eu pensei que você sabia. Tá a semana toda passando isso na televisão.

Não, aparentemente, nos intervalos da novela - ou a mãe saberia. Ou ela sabia? Seria possível? Urbano desceu, e quando viu que estava passando o jornal, disse às pressas qualquer coisa sobre querer ver o jogo e mudou de canal, sob os protestos estridentes da Dona Alzira.

A conversa com Inácio o havia deixado tão indignado quanto antes, mas ao mesmo tempo com a sensação de que estava sendo injusto por ficar indignado - que havia uma razoabilidade nos argumentos do Professor Killer-Couch, e que ele, Urbano, não havia entendido nada, julgando "com o coração e não com a cabeça".

Essa foi exatamente a sensação que teve quando finalmente conheceu o Professor Killer-Couch, quatro meses depois, nos bastidores do estúdio paulistano em que os dois gravariam um debate. Inicialmente o Professor queria debater diretamente com "Doña Alzira" - como ele disse, no telefone, para a própria, antes que Urbano arrancasse o aparelho das mãos maternais pintalgadas. Urbano havia se recusado, insistindo que a mãe não devia saber de nada, e se ofereceu no lugar. De modo que os dois se encontraram, numa manhã de chuva, num prédio feio e esparramado perto da Marginal.

O Professor era muito alto, seus cabelos brancos mais amarelos e ensebados do que parecia nas fotos, e sorria tão timidamente que o Dr.Urbano, que veio disposto a briga, não soube o que fazer. Isso ficou pior quando Killer-Couch disse em inglês, com grande simplicidade, e se curvando todo lá de cima até a altura do otorrino paulista:

-Agradeço a sua presença. Deve ser difícil para você.

E bastou isso para o Dr.Urbano desfranzir o rosto e dizer, com um leve ar de míope, "Ah sim."

Pouco antes do debate começar, os dois ainda em pé nos bastidores, Urbano pediu um copo d'água para a mulher lá do programa e Killer-Couch deu uma corridinha, voltando com um copo pra ele.

-Obrigado - Urbano resmungou.
-De nada.

Os dois subiram num palco e sentaram em cadeiras brancas de plástico. Na platéia pessoas sentavam até nos corredores, garotas bonitinhas segurando o livro do Professor Killer-Couch com a Dona Alzira na capa. Jesus, havia uma foto bem grande da mamãe na parede do fundo.

Um moderador invisível, uma voz de imparcialidade sinistra, pediu que Urbano explicasse o motivo de ele achar que a mãe não devia ser morta. Monotonamente, Urbano recitou o texto que havia preparado contando a história da mãe, o campeonato de natação, o casamento, a lua-de-mel em Poços de Caldas, os três filhos, a viuvez, a novela, o centro, o medo de trovão, a gota, a paixão por côco. Disse que a vida dela não era inútil e que ela era muito amada por três filhos, uma irmã diabética e um weimaraner chamado Coxinha. O texto acabava muito de repente e Urbano teve a certeza de que não havia conseguido dar o tom emocional que queria.

Quando chegou a vez de Killer-Couch, o Professor sorriu, pôs a mão no joelho do Dr.Urbano e falou:

-Deixe começar dizendo que se é por falta das famosas tortas de limão da sua mãe que você não quer que ela seja morta, há em Londres uma famosa doceria (risos da platéia) e eu ficaria contente em mandar quantas tortas você quisesse para a sua casa se você simplesmente deixar (pausa, mais risos da platéia), deixar, enfim, que a Doña Alzira nos abandone.

O Dr.Urbano não quis que pensassem que não tinha senso esportivo, e riu também.

Ficando mais sério, Killer-Couch explicou os argumentos apresentados no livro. Disse também que pessoalmente não achava que a vida de Dona Alzira fosse inútil, mas que esse ponto era irrelevante para a sua argumentação. Parecia tão lógico, tão razoável, tão educado, que Urbano começou a se sentir como um estraga-prazeres por estar lá contrariando todo mundo. Tinha certeza que as pessoas na platéia olhavam para ele com raiva dos seus preconceitos ridículos, do seu apego sentimental à sua mãe gordinha, catarrenta e noveleira. E Killer-Couch falava tão bem! Todos os argumentos que Urbano mencionava, e que havia escrito na palma da mão, Killer-Couch anulava com uma facilidade humilhante.

A frase da noite foi:

-É arcaico que existam leis para que o Estado proteja a vida de uma senhora de braços flácidos no bairro da Chácara Flora.

Todos riram muito disso.

-Mas e o direito à vida? - Urbano perguntou a certa altura, sem convicção nenhuma e se sentindo absurdo, gordo, estúpido.
-O direito à vida, meu caro Urbano, é um jogo de palavras que significa apenas a campanha, mais ou menos explícita, por parte do Estado moderno, para acabar com o direito de terminar a vida.

Não conseguiram nem aplaudir de tão admirados - e longe dali, na Chácara Flora, Dona Alzira lavando a garagem sentiu um arrepio sem saber por quê.

-Peço que retroceda no tempo e imagine uma época que uns dirão sem lei, que uns dirão se tratar do reinado do mais forte, - Killer-Couch continuou, - mas que digo que antes de tudo foi uma época de grande liberdade. Refiro-me à época anterior à criação do Estado. Pois bem, nessa época, se eu quisesse matar a sua mãe, não haveria Estado para retirar essa decisão dos meus ombros. Repito o que já disse no meu livro, o Estado não tem o direito de retirar essa decisão dos meus ombros. Essa decisão é minha - metafisicamente minha, abismalmente minha.

Houve um longo silêncio, e Urbano, lembrando da mãe, quase vendo a mãe na frente, achou que tinha que dizer alguma coisa. O quê, precisamente, não sabia. Os holofotes queimavam a sua careca com uma intensidade assustadora, mas na sua frente Killer-Couch parecia imune ao calor. Só nesse ponto Urbano percebeu que Killer-Couch estava usando sandálias de couro e tinha as unhas do pé muito compridas - e por mais que se esforçasse para voltar a pensar na mãe, não conseguia pensar em mais nada.

-Mas, mas, mas - apelou o Dr.Urbano, finalmente sem argumentos - Por que a mamãe?
-Me deixe devolver a pergunta - Killer-Couch disse, juntando as pontas dos longos dedos pálidos e abrindo um sorriso na verdade muito simpático - Por que não a mamãe?

Posted by Alexandre S. at May 21, 2008 05:10 AM
Comments

Parabéns, Alexandre.

Posted by: tiago a. at May 21, 2008 07:07 AM

Perfecto.

Posted by: mauro at May 21, 2008 08:51 AM

Eu e minha mãe adoramos, Alexandre! :-)

Posted by: Gabriel Trigueiro at May 21, 2008 09:49 AM

Sensacional, Alexandre!

Posted by: Gabriela at May 21, 2008 10:39 AM

Acho que teria ficado mais adequado se o Dr. Urbano (ou uma variante mais verossímil, tipo a Lilazinha, filha mais nova da D. Alzira) é que quisesse matar a mãe, enquanto um bando de religiosos com argumentos sem fundamento lógico tentam impedi-lo de tornar isso legal.

Mas não posso negar, está fenomenalmente engraçado.

Posted by: Rafael at May 21, 2008 11:29 AM

A Lilazinha é gostosa, pelo menos?

Posted by: Guto at May 21, 2008 11:37 AM

Óbvio. Inclusive um dos motivos pelos quais ela quer matar D. Alzira é que a mãe a enche de quitutes, e ela está perdendo seu corpo, seu precioso corpo jovem! por culpa da velha.

Posted by: Rafael at May 21, 2008 11:41 AM

Isso tem aquela qualidade estranha das coisas do Nabokov, de enfiar um absurdo qualquer pela goela dos leitores sem que estes possam sequer ensaiar uma reação, porque o negócio é feito com muita arte. Engenho e arte, diria Camões. Um conto bárbaro, no sentido de ser muito legal e no sentido literal. É muito engraçado e um pouco aterrorizante também. E é por falta de contos assim que os livros de contos, dos novos escritores por aí (e dos velhos escritores que estão há um século por aí), são tão ruins. Alexandre, sei lá, escreve um livro de contos desse naipe, cara.

Posted by: FritzGG at May 21, 2008 01:40 PM

Grande post, Alexandre -de antologia. Um abraço.

Posted by: Ruy at May 21, 2008 01:54 PM

Muito bom. Só uma coisa: se saírem matando as donas Alziras que existem por aí, você não vai poder dizer que a culpa não é sua :).
Um abraço,
Marcos

Posted by: Marcos Matamoros at May 21, 2008 05:15 PM

Ótimo.
¿Killer-Couch falaria com sotaque?

Posted by: Permafrost at May 21, 2008 08:15 PM

Vintage ASS! Meu único reparo é o atraso na entrega: não era para postar no Dia das Mães?

Posted by: F.Arranhaponte at May 21, 2008 10:01 PM

Esperei chegar em casa para ler com calma. Valeu a pena.

Posted by: Bruno at May 21, 2008 11:12 PM

Obrigado, Tiago, Gabriel e mamã, Gabriela, Rafael (boa idéia), Guto, Fritz (a verdade é que no ano passado juntei todos os contos que eu gosto e deu só 40 páginas; acho que preciso de mais uns anos escrevendo pra conseguir volume suficiente prum livro), Ruy, Marcos Matamoros (epa, não direi, não direi), Permafrost (bom ponto! mudei um trecho pra indicar que eles estão falando em inglês), Arranhaponte (é verdade, meio que teria servido pra data) e Bruno (obrigado pelas correções, old thing) pela visita e comentários. Abraços!

Posted by: Alexandre S. at May 22, 2008 03:36 PM


Como a letra do blog é muito pequenina pro meu tipo de visão fiquei com a versão em áudio feita pelo Rafael. (ele é um bom namorado e lê tudinho para mim) E na versão dele o Killer-Couch tinha um sotaque americano-nerdolóide que deixou tudo ainda mais engraçado!

Acho que ele falando em inglês não produziria o mesmo efeito.

Ah, eu adorei o conto.

Posted by: Drayfine at May 22, 2008 07:00 PM

por que barril de gatorade? por que, veja: gatorade é demasiado caro pra ser desperdiçado assim em trotes e pans

Posted by: filipe at May 22, 2008 10:11 PM

comentário parte dois.
olha que imbecil: fui berceber se tratar de um conto depois de já ter comentado, veja: o detalhe dos pés hahah ... q

Posted by: filipe at May 22, 2008 11:07 PM

Alexandre,
Não sei se este é o espaço adequado para se dizer o que eu vou dizer (isto não é um comentário). Mas, como esta é só a terceira vez que eu faço um comentário (o que definitivamente isto que não é) num blog, não sabia pra onde ir.
Seguinte. Eu não consigo ver as atualizações do seu blog na minha página do iGoogle. Procurei os tais feeds, etc., mas nada. Qual o problema, tecnicamente falando, não sei dizer. Só sei que tudo corria muito bem antes do site ser transferido para o apostos (não me entenda errado: isto não é uma crítica ao apostos. Eles - vocês! - são ótimos.)
Bem, como dizia o Joaquin Phoenix, I just thought you'd like to know.
Um abraço e até.

Posted by: Fabricio at May 22, 2008 11:27 PM

Olá!
Olha, lamento informar: Muita dificuldade de chegar até o final do panfletão. O que é bastante incomum.
Espremendo, juntando tudo, daria no máximo uns dois bons parágrafos.
Decididamente mantenha o texto longe de crianças albinas, do Dr. Kevorkian e de antologias.
Abraços,

Posted by: ratapulgo Dr. Zaius at May 23, 2008 02:03 AM

Killer-Couch, killer gag ^^

Posted by: Elton at May 23, 2008 01:25 PM

O Dr. Zaius aí sentiu-se ofendidinho nas suas crenças, I presume. É só o que explica chamar o ótimo texto do ASS de "panfleto". Way to go, ASS.

Posted by: Robert Mitchum at May 23, 2008 07:01 PM

ASS, Esse eu vou imprimir pra ler com calma e comento depois, será que pode? Tem um tempão que eu não comento aqui. Tenho que trocar seu link, mas tô com preguiça.

abrazoz.

Posted by: Caiocito at May 23, 2008 09:45 PM

Drayfine, queria ter ouvido isso. Filipe, mas já ouvi de trotes assim. Fabricio, obrigado pelo aviso! Estou tentando resolver, mas está difícil. Ratapulgo, mas pra que lamentar? Elton me boy, não postas mais? Robert Mitchum, fiquei com essa impressão também. Caiocito, claro, comente quando quiser. Abraços!

Posted by: Alexandre S. at May 24, 2008 03:00 AM

Fiquei por último porque estava até agora de boca aberta e sem poder me expressar por ler post tão bom. Dá prazer ler você, Alexandre. Um grande beijo.

Posted by: marie tourvel at May 25, 2008 09:08 AM

Fantástico! Meus parabéns!

Posted by: Emanuelle Carvalho Moura at May 26, 2008 09:50 AM

Esse post me lembrou um relato no NYT onde uma moça com pouca mobilidade debateu com Peter Singer.

Muito bom, by the way.

Abs,

Posted by: Lucas Novaes at May 26, 2008 11:26 AM

Explicando a questão dos gatorades, esse é um trote bastante comum em esportes americanos patrocinados pela gatorade.
O banho não é da bebida isotônica e sim do gelo do recipiente térmico em que se guardam as garrafinhas.
O texto é bom, faz com que se reflita o que é liberdade e quais são os seus limites. Principalmente, quais são os limites que pretendemos dar às liberdades.
O Estado liberal não é correto, assim como o Estado ultra-intervencionista.
O meio termo é exatamente a decisão democrática, atualizada a cada nova geração, com observância da vontade da maioria, com respeito às minorias.
enquanto não nos adequarmos à democracia, mataremos as Donas Alziras.
abraços

Posted by: Felippe at May 26, 2008 02:17 PM

Adorei este conto e estava a pensar iniciar o movimento "Save Dona Alzira" deste lado do Atlântico. Parece-me que tem tudo para ser um sucesso de "merchandising": canecas, T-shirts, esferográficas, isqueiros, screen-savers-Dona-Alzira...

Pensando bem, "Kill Dona Alzira" tem mais potencial. Já estou a imaginar filas de canecas com o retrato estampado da Dona Alzira encimado pelas palavras "Por que não a mamãe?" a ocupar, ominosa e imperialisticamente, os escritórios mundiais. Aposto & ganho que vai ser um sucesso no Japão. Pense nisso.

Ibidem

P.S. Parabéns pela nova casa!

Posted by: Ibidem at May 27, 2008 09:01 PM

"por que não a mamãe?" cara, senti um arrepio no meu ossinho sacral.

Posted by: at June 1, 2008 06:01 AM
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