Quinta, né? Eu tinha prometido que ia postar uma coluna do Paulo Francis todas as quintas, e vocês acreditaram.
Mas ok. Desta vez decidi postar um dos ensaios do livro "Paulo Francis Nu e Cru" (Editora Codecri, 1976), sobre Evelyn Waugh. Talvez escaneie uns outros depois.
"...Ronald Knox, um padre inglês, cuja única distinção na vida foi ter tido um caso platônico, em Eton, com Harold Macmillan..." - not so, ele escreveu uns livros divertidos.
Discordo de mais coisas nesse ensaio do que de costume, e quando Francis diz que a descrição das crianças lá em Put Out More Flags é "um acinte", a única resposta civilizada é provavelmente dizer ui ui. Mas gosto do ensaio mesmo assim.
Posted by: Alexandre at January 31, 2008 11:13 PMDesse gênio eu sei que você gosta.
"Diz que ele amava a mulher, Laura, e os filhos."
Lembrei de uma citação dele, e achei outra parecida.
"My unhealthy affection for my second daughter has waned. Now I despise all my seven children equally."
"Of children as of procreation—the pleasure momentary, the posture ridiculous, the expense damnable."
Posted by: Dude at January 31, 2008 11:21 PMMeio dispersa, a crítica, não acha (interrogação. Não sei onde está a interrogação neste teclado. Posso usar ], ao invés] Posso] Obrigado.) Li há pouco o Vile Bodies e não gostei muito. The Loved One e A Handful of Dust me pareceram mais bacanas, com enredinhos menos forçados, sem tanta firula literária (aspas. Também não acho as malditas aspas. Ponha aspas em literária, por favor). Ah, sim - boa noite.
Posted by: mauro at January 31, 2008 11:27 PMAh, não tinha visto seu comment. Chamei de crítica bestamente. Mas também não me parece um ensaio (aspas no ensaio, pf). Ele parece estar escrevendo from the top of his head, sem pensar muito aliás. É engraçado dizer que se a Inglaterra fosse católica seria uma Itália com clima ruim - mas é bobagem, não acha]
Posted by: mauro at January 31, 2008 11:33 PMMauro, ele era disperso, em tudo que escrevia, mas eu gosto disso nele. Quanto a ser bobagem, não sei. Talvez seja verdade. Mas é uma boa frase.
Mas sério que não gostou de Vile Bodies? Eu gosto bastante.
Posted by: Alexandre at January 31, 2008 11:38 PMTinha prometido não falar mais do Paulo Francis, mas não resisto: é inacreditável que se consiga ler, sem rir, o que ele escrevia, principalmente nessa fase esquerdista.
Há muito tempo eu não via tanta besteira em tão pouco espaço.
Posted by: Burke at January 31, 2008 11:39 PMSim, não gostei muito, não. Prefiro os enredos mais lineares dele. Você gostou do Black Mischief] Quase comecei, mas preferi um Flashman, instead.
Posted by: mauro at January 31, 2008 11:45 PMO jeito disperso do Francis me agrada, o que não agrada é a sintaxe relaxada demais, uma sucessão meio displicente de períodos. Fazia tempo que não lia textos dele, mas esse parece mais mal escrito que o normal. Ele devia ter ditado os livros e lançado em CD, ficaria mais divertido.
Posted by: Igor at January 31, 2008 11:51 PMIgor, não sei, estava pensando nisso. A frase da Itália, por exemplo, eu escreveria assim:
"A Inglaterra, católica, teria sido talvez uma Itália com um clima desagradável."
Ele escreveu assim:
"A Inglaterra, católica, teria sido, talvez, uma Itália, com um clima desagradável."
Um monte de vírgula. Mas eu gosto. Eu não escreveria assim, mas eu gosto que ele escreva assim. Não ia gostar se um revisor saísse cortando as vírgulas dele.
Mauro, gostei. O livro de Waugh que eu gosto mais acho que é A Handful of Dust mesmo. Mas Flashman, hein? Nice, uh?
Posted by: Alexandre at January 31, 2008 11:57 PMAh, sim, o negócio da Itália. Me parece rasamente weberiano, e despreza todo o resto da história dos dois países, né] Além disso, os brits nunca conseguiram uma massa al dente.
Mas me sinto meio ridículo de ficar fazendo críticas ao que o Paulo Francis escreveu - e acho que era essa, justamente, a intenção dele.
Posted by: mauro at January 31, 2008 11:57 PMO ano começou bem - li um Rex S., o Frech Leave do Old Plum e aquele do Henry Cecil, que te disse outro dia. Agora, Flashman and the Mountain of Light. It doesn't get any better.
Posted by: mauro at February 1, 2008 12:01 AMDevo ao Alexandre a descoberta de Wodehouse e Waugh.
Francis menciona o "detestável Brideshead Revisited". Detestável? Eu estou lendo e sinto-me contaminado pelo "detestável" proferido por Francis. Ok, eu sei, parece que nem o prórrio Waugh gostava muito deste:
It was a bleak period of present privation and threatening disaster? The period of soya beans and Basic English? And in consequence the book is infused with a kind of gluttony, for food and wine, for the splendours of the recent past, and for rhetorical and ornamental language which now, with a full stomach, I find distasteful.
Posted by: Ricardo at February 1, 2008 12:39 AMSorry... na citação onde houver ponto de interrogação, leiam um traço - ....
Posted by: Ricardo at February 1, 2008 12:42 AM"os brits nunca conseguiram uma massa al dente". É mesmo? E quantos brits conhece o mauro? "Ah, sim - boa noite" (adoro isto)
Posted by: caramelo at February 1, 2008 09:11 AMAh, todos, né, Caramelo. E fi-los cozinhar um spaghetti, just to be on the safe side, quando quisesse fazer um comentário besta sobre eles ;)
Posted by: mauro at February 1, 2008 09:24 AMeu gosto muito de 'brideshead revisited'. talvez haja lá alguns problemas - o modo como o sabastian aos poucos vai desaparecendo no livro, perdendo importância (mas mesmo isso eu acho interessante). agora, julia é inesquecível. uma das personagens femininas que mais me fascinaram. sem falar no estilo em que o livro está escrito. só pode ser 'detestável' para um comunista. to hell with francis, hehe. abraço, alexandre!
Posted by: ludovico at February 1, 2008 05:12 PMEu gosto da Cordélia. E do irmão mais velho que coleciona caixinhas de fósforo.
Eu tenho no computador uma versão com John Gielgud lendo o livro em voz alta (não, em silêncio, dã), muito boa, e às vezes vou correr no Ibirapuera ouvindo isso no iPod. Ou Jeremy Irons lendo Lolita, o que ele faz bem, ao contrário do que fez naquele filme horrível lá.
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 05:33 PMExiste Jeremy Irons lendo Lolita, além da narração do que fez naquele filme horrível lá?
Posted by: Lucas at February 1, 2008 06:31 PMIndeed, sir, é ele lendo o livro inteiro. E muito bem.
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 06:43 PMPoderia não estar lendo em voz alta, mas em voz baixa. Poderia inclusive estar lendo em silêncio. Agora, Evelyn Waugh não tem gênio nem talento. Deus do céu cara, quanta jequice.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 07:39 PMhahahaha
E estar lendo em silêncio no meu iPod? Sim, eu suponho que podia. ;>)
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 07:52 PMSeria tolice, mas podia.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 07:55 PMTosquinho, você está confundindo finalidade com possibilidade.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 08:11 PMOnde?
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 08:27 PMNo Ibirapuera. Hahahaha... nossa Alê, desculpe, mas assim na cara do gol é gol.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 08:42 PMOk, mas fiquei curioso. Em que ponto do que eu disse eu "confundi finalidade e possibilidade"?
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 09:08 PMTá Alexandre, olha só, se ficou mesmo curioso te mando um e-mail apontando exatamente "onde" acho que você confundiu "finalidade e possibilidade". Só não vou fazer isso numa caixa de comentários. E desculpe ter me dirigido a você por "tosquinho". Você foi bastante educado e me envergonhei.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 09:20 PMEste ensaio mostra bem uns defeitos que o Paulo Francis tinha e que eu não notava uns anos atrás. Aquele mau-gosto típico de intelectual, por exemplo. Desqualificar "Brideshead Revisited" por questões de classe social e não comentar nada sobre o humor e a beleza das cenas é bem coisa de gente que lê Edmund Wilson.
Posted by: rodrigo de lemos at February 1, 2008 09:33 PMRafael, tudo bem.
Rodrigo, exato. A linguagem esquerdinha às vezes também é um pouco, sei lá eu. Marxismo na juventude estraga uma pessoa para a vida inteira, mesmo Paulo Francis.
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 09:42 PMAgora, trocando do saco pra viola, Paulo Francis tem umas frases bacaninhas e um jeitinho de quem já vai morrer e por isso mesmo se permite ainda fazer uma graça e mais uma e mais uma... mas tá longe, o Paulo Francis, de ser critério pra (ia dizer pra alguma coisa, mas não é isso), bom, pra separar o joio (sempre supondo que exista joio) do trigo na literatura. Li, acho que aqui mesmo numa dessas colunas, o Francis chamando o Ser e Tempo de "ser e existir". Isso é meio constrangedor. Tudo bem se ele só passou os olhos nas coisas. Tanto faz. Nem aí. Mas é constrangedor de qualquer forma. Mais ou menos como no post anterior você desconhecer (ou parecer desconhecer) que Nietzsche tinha também esse "nojinho" pelos profundos que pra ele (ele Nietzsche) não eram senão aqueles carinhas que ainda não haviam chegado à superfície. É tudo muito divertido e um pouco (ou muito, vai) constrangedor.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 10:16 PMRafael, não vou fingir que acho constrangedor você não saber que Nietzsche se orgulhava da "profundidade" de "Aurora" e "A Gaia Ciência", porque acho só engraçado (relê lá o capítulo de "A Gaia Ciência" em "Ecce Homo": ""Aurora" é um livro que afirma, livro profundo, mas claro e bonançoso. "A Gaia Ciência" vale a mesma coisa, porém num nível superior. Rara é a frase em que a profundidade e a jactância não se apertem a mão"...).
Mas aproveita e resume lá onde foi que eu confundi "possibilidade e finalidade".
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 10:27 PME me diz Alexandre de que outra menção sua à Nietzsche eu preciso pra inferir o que inferi? É mesmo nesse tripezinho (Dostoiévski e psicologia e profundidade) que você coloca o teu "Ê, Nietzsche, viu."
Hum... acabo de notar ali que você mudou teu comentário. Se quer ir noutra direção, iremos. Mas não aqui. Pudor, Alexandre, pudor. Me passa te e-mail aí.
Aqui é um lugar tão bom quanto qualquer outro, Rafael.
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 11:04 PMAh, pra quem tem inclinação pro picadeiro pode até ser, mas pra mim não.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 11:06 PMClaro que não, Rafael. Nunca pensei menos de ti. ;>)
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 11:10 PMClaro, a questão é: e de ti Alexandre, é capaz de pensar mais de ti?
Posted by: Rafael at February 1, 2008 11:17 PMNot really. Rara é a frase em que a profundidade e a jactância não se apertem as mãos nos meus posts.
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 11:20 PMNão são só elas, profundidade e jactância, que andam se dando as mãos nos teus posts, meu (com o perdão da palavra, mas ela existe) amigo.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 11:22 PMEu espero que não, ou eu estaria reduzido ao nível de um simples Nietzsche.
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 11:25 PMHehehe... não seja mais estúpido que o necessário. Gosto menos de Nietzsche que você Alexandre, não me apetece nada aquele tom afetado e elegíaco.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 11:31 PMNão posso deixar de ser estúpido, eu sou um pouco como Zelig. Mas agora lembrei que você não gosta de Waugh. Que livros leu dele? Não gostou do quê, do ritmo dos diálogos?
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 11:36 PM"Ser e tempo", "ser e existir", who the hell cares? Heidegger parece um robô escrevendo ontologia em alemão. Aquilo sim é "profundidade" embaraçosa. Pelo menos N. e D. escreviam com uma linguagem humana. Heidegger é um lixo.
Posted by: Dude at February 1, 2008 11:38 PMHahaha... concordo, você é como o Zelig: te falta personalidade. "Sê fiel a ti", lembra? Claro que lembra.
Não me apetece falar de Waugh. No fundo porque não me apetece continuar esta conversa. Você tem meu e-mail, não tem?
Well, talvez tenha, mas não confie na minha disposição de responder emails, Rafael. Apareça aqui sempre que quiser, claro.
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 11:49 PMTalvez tenha? Desculpe, mas eu não entendo nada de blogs. Tive de fornecer um e-mail pra comentar, não tive? Pensei que ficasse com você.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 11:54 PMAcho grotesca essa sua vontade de se expor numa caixa de comentários. Não compreendo.
Posted by: Rafael at February 1, 2008 11:57 PMSim, tenho, Rafael - acabei de verificar. E estou aqui anotando num papelzinho pra não perder e tudo. Fica bem.
Posted by: Alexandre at February 1, 2008 11:59 PMO quê, você acha grotesca a esperança de encontrar pessoas que saibam conversar educadamente? Às vezes eu também acho, mas não é nada que impeça a conversa em si - especialmente quando o filme que está passando à minha esquerda (Igby) é chato.
Posted by: Alexandre at February 2, 2008 12:01 AMQue sutileza, a imagem de um rinoceronte de tamanquinhos. A mesma deficiência em tudo que fala (que escreve), você simplesmente reedita a confusão "finalidade - possibilidade" em todas as coisas. Não acho grotesca "a esperança de encontrar pessoas que saibam conversar educadamente", o que acho grotesco é não fazê-lo reservadamente.
Posted by: Rafael at February 2, 2008 12:10 AMVocê acha que uma conversa sobre possibilidade e finalidade, Nietzsche, Waugh e iPods com gravações de Jeremy Irons lendo Lolita em silêncio tem que ser em privado, Rafael?
Posted by: Alexandre at February 2, 2008 12:15 AMSe a opinião que estiver "ali" (ali no meio da turba) for a minha, sim. Que falta de elitismo, credo!
Posted by: Rafael at February 2, 2008 12:27 AMFique bem, também.
Posted by: Rafael at February 2, 2008 12:28 AMOpiniões não devem ser ditas em público? Por que demorou uns vinte comentários pra chegar a essa conclusão, Rafael?
Posted by: Alexandre at February 2, 2008 12:30 AMTouché.
Posted by: Dude at February 2, 2008 12:34 AMAs opiniões daqueles que querem publicidade, sim, devem ser ditas em público, Alexandre. Custa muito pra você entender que não é este o meu caso?
Preciso jantar. Boa noite.
Mas espera, me explica por que você disse as suas opiniões em público então.
Oh, ok, boa noite.
Posted by: Alexandre at February 2, 2008 12:43 AMApontei pra você "onde", na minha opinião, você confundiu finalidade e possibilidade? Não. Lhe mostrei porque, também na minha opinião, não considero que Nietzsche tivesse mais profundidade que um pires? Não. Não lhe dei minha opinião Alexandre. O que fiz, na falta de algo melhor, foi passar o tempo com você.
Boa noite.
Você deu a sua opinião sobre Evelyn Waugh? Sim. Sobre Paulo Francis? Sim. Sobre audios silenciosos? Sim, mas quando pedi pra esclarecer você quis continuar a conversa por email. Sobre Nietzsche? Sim, e quando corrigido quis continuar a conversa por email. Boa noite.
Posted by: Alexandre at February 2, 2008 12:55 AMDesculpe Alexandre, eu tenho outra opinião do que seja opinião.
Posted by: Rafael at February 2, 2008 12:59 AMUé, ok, nem por isso.
Posted by: Alexandre at February 2, 2008 01:01 AM"Restava o gin e olhar pela janela. Não há nada lá fora. Nunca houve. Apenas, hoje, sabemos melhor que em qualquer era".
Ah vai, ninguém gosta disto?
Posted by: Júpiter at February 2, 2008 04:21 AM¿Opinião: parecer copyrightável?
Posted by: Permafrost at February 2, 2008 10:29 AMOi, Alexandre, tudo bem? Passei aqui só pra dizer que este debate (foi um debate, não foi?) entre você e Rafael é muito melhor que o próprio post (que não li*). Me lembrou--ai, meu Deus, já espero pelas pedras; estou dizendo apenas "ME LEMBROU", minha gente, não que está no mesmo nível ou, sei lá eu, etc.--, me lembrou Chesterton x Shaw (que vou ali reler, clicando no meu nome), tirando, claro, o fato de Rafael só querer debater privadamente. Um abraço.
_________
* confesso que adotei este atalho: antes de ler os posts com colunas de Paulo Francis, sempre dou uma passadinha na caixa de comentários. Se o papo estiver bom, leio o post; se não, fico só com o espetáculo da caixa de comentários mesmo.
Não sei se vocês concordam comigo, mas acho que se Chesterton tivesse dito estas coisas--
I do not wish to challenge Mr. Shaw about later remarks of his, but I doubt whether Mr. Shaw, in his eternal youth, still believes in democracy in that sense. I quite admit he has a more hopeful and hearty outlook in some respects, and he has even gone to the length of saying that if democracy will not do for mankind, perhaps it will do for some other creature different from mankind. He has almost proposed to invent a new animal, which might be supposed to live for 300 years. I am inclined to think that if Mr. Shaw lived for 300 years--and I heartily hope he will--I never knew a man more likely to do it--he would certainly agree with me. I would even undertake to prove it from the actual history of the last 300 years, but though I think it is probable I will not insist upon it. As a very profound philosopher has said, "You never can tell." And it may be that Mr. Shaw's immortal power of talking nonsense would survive even that 300 years and he would still be fixed in his unnatural theories in the matter.
--numa caixa de comentários do blog de Bernard Shaw, o próximo comentarista muito provavelmente diria alguma variação de um VAI SHAW AGORA CHUUUPA!!1
(tomem isso como um incentivo pra clicar no meu nome se não o fizeram ainda)
Posted by: tiago a. at February 2, 2008 10:06 PMAlexandre, expediente baixo esse de criar o "Rafael" só pra criar polhêmica, hein >)
Posted by: Elton at February 3, 2008 12:12 AMtambém desconfiei disso, elton.
Posted by: tiago a. at February 3, 2008 12:32 AMCompreende agora Alexandre? Tá bem aí na sua frente uma das razões pelas quais acho peixeirice conversar dessa maneirazinha aí que te agrada.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 01:07 AM: )
Posted by: tiago a. at February 3, 2008 01:14 AMMas Rafael, essa é uma opinião sua?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 01:42 AMNão Alexandre, este é um saber meu... e uma ignorância sua.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 02:08 AME é ok espalhar saberes publicamente, Rafael?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 02:09 AMAi ai, nem essa discriminaçãozinha mínima entre doxa e episteme essa sua cabecinha consegue fazer?
Posted by: Rafael at February 3, 2008 02:18 AMHigh five por falar bonito! Achei que era sua opinião porque você disse "acho peixeirice conversar", não "sei que é peixeirice conversar". Talvez tenha ouvido mal. Mas responde, é ok espalhar saberes publicamente, Rafael?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 02:25 AM"High five"? Que besteirento. Estou um pouco ocupado. Mas vou dizer de uma maneira que até você entenda Alexandre: a verdade é que você é um capacho e eu cansei de limpar meus pés em você. Se quiser mais manda um e-mail, se não quiser, tanto melhor. Boa noite, dama de companhia.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 02:53 AMTem certeza que não quer espalhar mais saberes por aqui, Rafael? Quando você diz que só limpou os pés em mim, quer dizer que tudo que fez foi deixar bosta por aqui? Nem saberes nem opiniões? Não está sendo muito autocrítico quanto à qualidade das suas epistemes? Ah, foi embora.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 02:58 AMGod damn, ele me divertiu durante dois dias. Um brinde para o Rafael.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 03:09 AMHehehehehe... Alexandre, você tem mais vontade de apanhar do que eu de bater.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 03:14 AMBaseado em quê você diz isso, Rafael? E pode-se resumir a sua opinião, ou talvez saber, como sendo que é ok espalhar saberes publicamente, como você fez, segundo a sua própria confissão, mas que não é ok espalhar meras opiniões publicamente? É essa a sua posição?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 03:20 AMJesus Cristo esse Rafael soa como retardado.
Ôu, consegui baixar e ver "Juno". Valeu pela dica. ^^p
Posted by: Júpiter at February 3, 2008 03:25 AMBaseado em quê? Ei Alexandre não dá mesmo pra ti sair sozinho desse teu estado de ignorância socrática? Dá pra ti parar de fingir que tá interessado em outra coisa que não seja parecer muito malandrão pra esse bando de arigó que agradece até "dicas" (dica?, puta que o pariu) de "Juno"?
Posted by: Rafael at February 3, 2008 03:43 AMJúpiter, de nada. Gostou? E esse é o emoticom mais esquisito que eu já vi. ;>)
Mas Rafael, eu estou interessado sinceramente. É que você veio aqui, por vontade própria, supõe-se, deu várias opiniões, ou saberes, ao longo de algumas dezenas de comentários, e de repente passou a reclamar que era vulgar das opiniões e saberes publicamente. No dia seguinte, voltou e deu a mesma opinião, ou saber, publicamente, de que era vulgar dar opiniões ou saberes publicamente. Depois repetiu a mesma opinião, ou saber, publicamente, umas dez vezes, e está prestes a repetir a mesma coisa mais umas tantas. Não entendi, ué, mas pode continuar.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 03:52 AM"Please respect the caviar". Caviar? Chama essa tua galinha com farofa de caviar? Puta merda, dá licença.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 03:52 AMHein?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 03:58 AMDeixa de ser mascarado cara. Se tu estivesse "sinceramente interessado", teria aceitado escutar/ler as explicações que me pediu por e-mail. Ué digo eu caraio.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 03:59 AMO cara tá bebum.
Gostei, gostei. Nem reclamei da "quirkiness".
Posted by: Júpiter at February 3, 2008 04:01 AMAh Júpiter, cala a boca. Já deu a tua lambida de hoje nas bolas do Alexandre. Já pode ir tua pra cama agora.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 04:05 AMQual a diferença, por email ou aqui? Talvez minha curiosidade seja, por que você se dispõe a dar umas opiniões, ou saberes, aqui, publicamente, e por livre vontade, como fez e continua fazendo, em dezenas de comentários - mas outras parece achar que é inconveniente, ou vulgar?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 04:06 AMUé Alexandre, se não faz diferença alguma pra ti entre lá e cá (e pra mim faz), por que então não aceitou ir pra lá?
Posted by: Rafael at February 3, 2008 04:08 AMPorque estamos aqui. E por que você decidiu vir aqui, e continuar aqui, Rafael?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 04:09 AMMas se não faz diferença alguma pra você entre estar aqui e estar lá, e vendo que pra mim faz toda (ou quase toda a diferença), por que não aceitar ir pra lá por cordialidade ao menos? Será que o teu cavalheirismo não pode ser um tiquinho mais forte que a inércia de estar aqui e aqui continuar?
Posted by: Rafael at February 3, 2008 04:15 AMRafael, no curso de uma única conversa você me chamou de "tosco", "estúpido", "constrangedor", "dama da noite", "sem personalidade", "grotesco", "capacho", etc. Por que o meu cavalheirismo me faria querer continuar a conversa em privado com você? Pelo seu charme pessoal? Em público, pelo menos, como você viu, algumas pessoas se divertem, e há piores maneiras de passar uma hora ou duas.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 04:21 AMCuidado que ele vai te passar uma cantada por email, Alexandre. :)
Posted by: Outro Rafael at February 3, 2008 04:30 AMTudo bem Alexandre, mas se o teu interesse nas explicações que me pediu fosse realmente sincero (como você afirma e reitera que é), você teria ido, em primeiro lugar porque eu não comecei essa "conversa" lhe chamando de "tosco, etc.", e segundo porque, pra você, aqui e acolá são o mesmo. Quer dizer, eu lamento, mas o que parece pra mim, acredito que pra todo mundo, é que o teu interesse não era exatamente nas explicações que me pediu e segue pedindo.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 04:31 AMDigamos que não é tanto uma explicação lógica, porque em algum ponto da conversa perdi a fé de que ia receber uma, mas uma explicação psicológica do motivo de você dizer que esta conversa o desagrada tanto e no entanto continuá-la noite adentro. Pode dar uma?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 04:35 AMPois é, percebe Alexandre, você em algum ponto da conversa perdeu a fé de que iria receber uma explicação lógica e eu, também em algum ponto da conversa (talvez inclusive no mesmo ou num ponto muito próximo no teu), perdi a fé de que você queria receber um explicação lógica.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 04:43 AMSuponha que ela voltasse. Lógica ou psicológica, pode dizer.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 04:45 AMVocê quer saber das minhas motivações. Posso responder sobre elas, seguramente que posso. Mas não vou dá-las aqui, não me sinto à vontade com toda essa bicharada lotando os camarotes da tua caixa de comentários.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 04:58 AMHmm. O que se sente à vontade para dizer nesta caixa de comentários, então?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 04:59 AMNada.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 05:01 AMMas, Rafael, não está dizendo? Quantas vezes já não nos desejamos boa noite?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 05:04 AMSim, estou dizendo. Mas não estou (não estive) dizendo à vontade.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 05:06 AMAlgo o força?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 05:09 AMDigamos que aqui estamos numa quase (nem tão quase) supercialidade (supondo que a supercialidade tenha mesmo essa vantagem sobre a profundidade que você assegura que tem), mas poderíamos, acolá, ter atingido a superfície. Falar de "forças" é algo profundo e não queremos isso, não é mesmo Alexandre?
Posted by: Rafael at February 3, 2008 05:17 AMO que você está dizendo é que conversar comigo por email seria uma oportunidade que você não quer deixar passar, e que permanece aqui sem vontade, como que compelido pela necessidade de me convencer disso?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 05:19 AMNão sei se permaneço aqui "compelido" por alguma necessidade. Não esperava, ao menos não de você, uma conjectura dessa ordem. É correto dizer que permaneço aqui sem vontade, da mesma maneira que imagino ser isto correto se dito de você. Bom, até onde sei você me pediu explicações Alexandre. Algumas, estou tentando dá-las aqui, outras... tudo que posso dizer sobre essas é que não posso, por pudor, dá-las aqui.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 05:31 AMNão, Rafael, esse é todo o ponto, a conversa é agradável para mim. Estou traduzindo noite adentro, acho divertido intercalar o trabalho com isto. Mas a conversa não diverte você - por isso o meu estranhamento que você fique.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 05:36 AMBom, de alguma maneira me alegra saber que esta conversa tornou teu trabalho menos árido. Mas não tive sequer essa intenção. Posso dizer que partilho completamente do teu estranhamento. Não está claro também para mim, que razão tenho (ou tive) pra estar aqui.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 05:46 AMMas qual a dificuldade em aceitar que conversar, dar opiniões e tal, ser contrariado e tal, mesmo em público, pode ser divertido? Não é algo que eu queira fazer sempre, mas não é a pior coisa do mundo.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 05:51 AMNão a dificuldade em aceitar nada disso, desde que isso seja realmente verdade. Acontece que pra mim, honestamente, não é. Não acho divertido. O que estou falando, estou falando pra você. Não me diverte saber que outras pessoas lerão algo que não escrevi pra elas.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 05:57 AMOk, Rafael, fair enough. Quer terminar a conversa?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 05:59 AMEstou com sono. Acho que você também. Boa noite, Alexandre.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 06:02 AM"Rafael", um diálogo platônico. A maiêutica alexandrina.
Posted by: Dude at February 3, 2008 06:06 AMLi e continuo. Alguém aí quer me passar o email?
Posted by: Eutueles at February 3, 2008 06:07 AMBoa noite. Um pouco, sim, mas ainda vou ver The Squid and the Whale.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 06:08 AMPhoda.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 06:09 AMNum bom ou num mau sentido?
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 06:10 AMAh,tudo bem. Podem me ignorar. Faz de conta que nem estou aqui.
Posted by: Eutueles at February 3, 2008 06:12 AMPS: "Plato ist langweilig."
Posted by: Dude at February 3, 2008 06:15 AMGosto de pensar que se trata (que se tratava, não sei) de um bom sentido.
Posted by: Rafael at February 3, 2008 06:15 AMNão parece ruim. "Eutueles", desculpe, estava esperando pra ver se alguém dava. Vou voltar a ver o filme e depois dormir. Fiquem à vontade.
Posted by: Alexandre at February 3, 2008 06:51 AMJá percebi: sem pvt, aqui é tudo às claras.
Posted by: Eutueles at February 3, 2008 05:22 PMSou mais um do fã-clube de Brideshead Revisited..
Posted by: Jonas at February 8, 2008 01:33 PMO mais interessante é o preço do livro. Achei o ensaio um amontoado de bobagens e imprecisões, agravado pela ridícula pretensão de ser superior a Waugh. Ronald Knox, o "padre inglês" sem distinções, além de autor policial, traduziu a Bíblia sozinho. E quanto à piada grotesca de uma Itália com um clima desagradável, ele teria muito a aprender com Peter Ackroyd sobre o fundo católico da cultura e civilização inglesas.
O próprio PF devia ter, mais tarde, vergonha de seus resquícios de trotskismo, ou o pedágio para ser publicado pela editora do Pasquim. E se os anarquistas de direita em sua época eram raros, hoje parecem ser o que há de mais interessante.
Posted by: Gaertner at February 11, 2008 04:06 PM