November 29, 2007

Diário da Corte

Um Diário da Corte de 30 de Junho de 1990.

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"Vou comprar um rifle de alta precisão e me postar numa janela..."

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Posted by Alexandre S. at 12:46 AM | Comments (32)

November 22, 2007

Um giro pela big apple

Coluna de Paulo Francis de 28 de junho de 1990.

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Obrigado ao Helder que fez questão de me emprestar o scanner, apesar de eu ter avisado que tudo quebra nas minhas mãos peludas de Balzac.

Posted by Alexandre S. at 12:29 AM | Comments (6)

November 19, 2007

Please respect the caviar

* Um texto sobre o sujeito que organiza a Classic Series da NYRB. Conheci alguns autores graças a essa coleção. Outros já conhecia, mas finalmente pude comprar.

* "Americans think of Europe as Goethe and Mozart and 12th century castles and 6th century churches, but the Continent's governing mechanisms are no more ancient than the Partridge Family."

* Fotos de Sharon Tate.

* A esta altura acho que todo mundo já viu essas coisas, mas se você não viu, vê aqui.

* It's business time, baby (via Beatriz).

* Vi acho que uns quinze vídeos dessa garota cantando. Ela fica melhor nas músicas mais frívolas porque ela continua fazendo charminho até nas mais dramáticas. Ouve isto e isto . (Já não lembro em que página de SU vi o link para o Mambo Italiano.)

* Gosto muito desta citação (tirada daqui), que tem me voltado à cabeça cada vez que vejo uma blogueira semi-analfabeta (não você, outra) dizendo que Shakespeare é chato e, aparentemente, esperando um high-five depois:

"Arnold Bennett once wrote a little book he called Literary Taste, a work of such immense good sense, it surprised me, for I did not expect it from a devoted follower of Zola's naturalism, an Edwardian down to his steam yacht. It is a book of admirably blunt assurance. He informs his readers, and there were many, that "your taste has to pass before the bar of the classics. That is the point. If you differ with a classic, it is you who are wrong, and not the book." Bennett is talking about taste--the perception of excellence--not about truth. Regarding the truth, you are earnestly entreated to differ. Appreciation is Bennett's subject and reading's desired result. If you do not admire the writings of Thomas Hobbes, it is not Hobbes whose ghost now has to feel uneasy."

* Gosto bastante deste post, mas não vá lá estragar tudo porque a caixa de comentários dele ainda é bem frequentada.

* Rubber Johnny.

* Uma entrevista de Lee Marvin sobre John Wayne e John Ford.

* Itzhak Perlman tocando Klezmer.

* Homossexual a explicar um poema.

* Um texto no The Guardian sobre estações de trem e literatura.

* Dane-se Norman Mailer, estou mais interessado em Ira Levin.

* Top 10 physical transformations for film.

* Passei uma boa meia-hora vendo sketches de Mr.Show no YouTube. O melhor talvez seja este.

* Baixei. Estou vendo e gostando.

* Longo texto sobre Jacques Barzun na New Yorker (via DGS).

* Melhor crítica de restaurante que já li (via Djoolz).

* Ok, minha opinião sobre aquele problema envolvendo Ann Coulter e os judeus é mais ou menos esta também.

* Bom texto sobre a conveniência de se adaptar velhas leis contra piratas para uso contra terroristas.

* Eu gosto do que Roger Kimball escreve, geralmente, mas como ele pode ter uma aparência dessas e depois ficar surpreso por não vencer debates?

* Ok, deve ser fake, concordo.

* GIFs animados de Arrested Development.

* John Banville escrevendo sobre literatura pulp. Só acho horrível esta frase: "I was reading them in the middle years of the bleak ’50s, when even ten-year-old boys were in need of diversion from the frightening realities of a world locked in a cold war that was steadily getting hotter." Deuses, tudo era por causa da Guerra Fria, né? Ninguém lia literatura policial só por ler, né?

* "No conceivable number of false mediums affects the probability of the existence of real mediums one way or the other. This is surely obvious enough. No conceivable number of forged bank-notes can disprove the existence of the Bank of England." (via Sileno)

* Vídeos do Beirut. E aqui, mais concertos de rua da Blogotheque.

* Hoje, amanhã, sei lá, é Dia da Consciência Negra ou algo assim, não é? Então toma.

Posted by Alexandre S. at 07:32 PM | Comments (26)

November 04, 2007

Press your space face close to mine, love

Existe um problema de hierarquia espiritual, sentida por todas as pessoas que se acham superiores, com razão ou sem - proponho que com - que consiste em fazer ver às pessoas inferiores duas coisas: em primeiro lugar que existe uma hierarquia espiritual, e em segundo qual é precisamente a posição relativa das duas pessoas envolvidas na conversa.

O problema nasce da dificuldade que todos temos de enxergar bem todas as hierarquias que nos estão acima. Essa dificuldade não existe nas hierarquias físicas: um faixa branca de judô sabe que existem faixas pretas, e sente imediatamente a própria inferioridade assim que encosta num faixa preta. Mas essa dificuldade já começa a aparecer nas hierarquias sociais: pobres sabem que ricos existem, claro, mas têm mais dificuldade em perceber diferenças de classe do que os ricos. Se você pedir para um rico que faça uma lista de nomes de pobre, por exemplo, ele é capaz de dar uma boa lista, rindo, mas um pobre não consegue fazer uma lista de nomes de rico, ou não batizaria os próprios filhos com nomes evidentemente de pobre que vão limitar as chances dos filhos a vida toda. Quanto mais alta a classe, maior a percepção das diferenças entre as classes. As classes baixas não vêem muito bem as diferenças de costumes; enxergam só as diferenças de bolsos.

Essa dificuldade é muito maior nas hierarquias espirituais, e uso a palavra "espirituais" num sentido vago, e talvez chinfrim, que inclui as diferenças de intelecto e de sensibilidade estética. Especialmente nos casos de diferença de sensibilidade estética - para a maior parte das pessoas que se pode chamar de filistinas, pessoas que nunca se preocuparam em aprender grande coisa sobre as artes, não há grande coisa para se aprender sobre as artes. Para se praticar a arte, talvez, mas não para apreciar a arte; a minha opinião é tão boa quanto a sua, seu metido, seu hoity-toity.

E daí, que importância tem isso? Por que é que ele tem que saber que é inferior? Basta argumentar com ele, Alexandre, seu metido, seu hoity-toity, e se você é de fato superior não vai ter problema em vencer a argumentação com ele. Ao que eu digo, ok, está bem - embora eu não seja necessariamente superior em argumentação, tendo os vícios da desatenção e do cansaço. Mas o problema está em que às vezes não se trata tanto da dificuldade em vencer uma discussão, mas do simples choque (nunca sentiu?) de se ver de repente interpelado rudemente por uma manifestação espiritual tão baixa na escala evolutiva, e tão inacreditavelmente inconsciente da diferença de escala evolutiva, que é como se as bactérias num potinho de Yakult, a remela nos olhos de um pastor alemão ou a casquinha de ferida no joelho dum skatista subitamente ridicularizassem as suas opiniões, dissessem que você escreve mal e chamassem você de burro.

Vive acontecendo na internet, claro - mais do que na vida real, porque filisteus dificilmente encontram, na vida real, gente que lê um pouquinho e tal, e as duas categorias de organismos se deparam uma com a outra na internet com grande frequência e com grande desgosto e espanto mútuos. Todos nós tivemos nossas próprias experiências nesse sentido. Outro dia me deparei com pessoas para as quais "intelectual" - nem mesmo "pseudo-intelectual", o que já seria ruim o suficiente - era uma forma de xingamento.*

Você pode argumentar com a calma que quiser, mas nada supera o susto de se perceber de repente defendendo a sua tese sobre Pascal dos ataques da remela do seu pastor alemão. É um choque que causa um certo emudecimento, momentâneo que seja.

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* Não digo que seja um elogio, necessariamente. Só acho estranho que a palavra sequer ocorra num texto, fora do contexto histórico da origem da palavra. Que alguém se espante tanto de ver pessoas falando sobre livros, a ponto de que a palavra "intelectual" lhe ocorra, me parece tão estranho quanto se espantar, ao entrar numa sala, com o fato de que todas as pessoas ali parecem estar de banho tomado - e mencionar o fato em voz alta ainda por cima. Não deveria ser o estado normal da humanidade, pessoas que tomam banho e lêem livros? Precisamos de palavras específicas para pessoas que tomam banho e lêem livros? Que tal só uma palavra específica para pessoas que não tomam banho nem lêem livros?

Posted by Alexandre S. at 11:38 PM | Comments (244)

November 01, 2007

Diário de Londres

Sem data, mas no verso da página dá pra ver que estava passando "9 e 1/2 Semanas de Amor" e "Rain Man". 89?

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Posted by Alexandre S. at 02:41 PM | Comments (10)