O Sinatra ainda tinha a desculpa de já estar velhinho, mas todos eles, mesmos os melhores cantores do mundo (em disco) quando ao vivo soam mal, desafinam, atrapalham-se. Acho que as pessoas não reparam ou não querem porque elas ouvem com os olhos, isto é, o que elas querem mesmo é estar na presença dos seus ídolos. Agora acho que já só pagava para ver a Kate Bush. Essa agora até em disco desafina (podem-se ouvir muitissimo bem as fífias dela no seu último e chatíssimo album). Mas não interessa, porque causa do que em tempos ela foi. Se ela continuasse a lançar albums eu continuava a comprar, por uma questão de princípio.
Posted by: Mariana at October 11, 2007 09:19 PMheidegger vivo em 1989... nunca se blefou tanto
Posted by: martin at October 11, 2007 09:37 PMEntão, nunca entendo quem defende o Francis das acusações de que ele às vezes pisava no tomate (o sujeito não queria ser sensato o tempo todo, do contrário não seria o Francis) e nem quem fica ARRÁ OTÁRIO FOI CITAR DE CABEÇA E SE DEU MAL PALHAÇO. Gosto, sei das presepadas e ainda assim acho lesgal. E tá lá o apóstrofo no Finnegans Wake, que me mata. Não que a pessoa tenha obrigação de saber, né, mas me dá gastura em gente que tem mais de 4 graus de miopia, se me entendem.
Posted by: Jules at October 11, 2007 10:17 PMO Martin - aqui, embaixo de mim - é só mais um dos rancorosos analfabetos de esquerda que pululam na Internet. Onde foi que o colunista escreveu que Heidegger estava vivo em 1989? O ódio que esse tipo de gente nutre por caras bem-humorados e inteligentes como Paulo Francis, Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo é incrível. Causa-lhes cegueira. Quis dar uma de espertinho e se revelou um completo idiota. Vá para o inferno puxar o saco do Mino Carta e do Paulo Henrique Amorim, rapaz.
P.S.: Muito feliz, Alexandre, a idéia de fazer circular seus velhos recortes de jornal. Os que temos cérebro agradecemos.
Posted by: Diego Teixeira at October 11, 2007 11:21 PMEntão, "Finnegan's Wake", com apóstrofo, é o nome da canção que deu nome ao livro. De qualquer maneira, não entendo como a falta de um apóstrofo (ou coisas do tipo) pode ser chamada de "presepada", "pisada no tomate" ou mesmo "falta de sensatez"...
É só um erro bobo, extremamente perdoável numa época pré-Google.
Posted by: Rafael Azevedo at October 12, 2007 06:33 AMStop, rewind, repeat: eu disse que acho bobo quem fica obcecado em apontar erros bobos assim nele. Só citei o Finnegans Wake porque é um pet peeve meu, mas eu também disse que ninguém é obrigado a saber. ;)
Falta de sensatez: eu acho que às vezes (leram os às vezes? tá bem claro?) ele falava besteira, sim. E, olha, nunca li o cara querendo que ele fosse um oráculo perfeito, e nem acho que ele quisesse isso. Entendo e concordo com a grandeza que atribuem ao Francis, acho ele fantástico, estou adorando a "quinta com Francis". Só quis dizer que não entendo os leões de chácara e nem os eu-te-disse-eu-te-disse. Posso estar errada, mas acho que o Francis não devia morrer de amores por nenhum dos dois tipos, também.
Deixa eu sair de fininho antes que de repente eu passe a "pulular" na internet junto aos "analfabetos rancorosos de esquerda". ^^
Posted by: Jules at October 12, 2007 08:38 AMOlá, Alexandre, Jules,
Tem um "mau estar" no texto também. Realmente, quem se importa. Mas só uma coisa no comentário do Diego, precisa comprar todo o pacote Francis-Mainardi-Reinaldo?
Gosto dos três, menos do Reinaldo quando se mete justamente a bem-humorado, mas Francis pra mim é completamente another ball game. E ainda por cima um gênio editorial.
Posted by: Arnaldo at October 12, 2007 08:52 AMcalma, balilla... quiçá 'foi tido como o maior filosofo vivo'(quando ainda estava vivo...)
Posted by: martin at October 12, 2007 12:07 PMEu não exijo que um escritor dê informações exatas. Exijo que ele me divirta. (As restrições ao Paulo Francis, à direita e à esquerda, são o maior exemplo vivo de filisteísmo que conheço).
Posted by: jorge nobre at October 12, 2007 01:01 PMAdorei a Jules. Espero que ela não seja linda também, senão fica difícil (pra mim, que consigo amar mulheres também à distãncia).
Mas, voltando, o jornalismo do Francis é muito divertido - não que ele faça humor -, mas é bom de ler.
E os dois romances do Francis são melhores que qualquer coisa, de Machado de Assis a Rubem Fonseca; passando por Dalton Trevisan, Galera e Milton Hauton. Né não?
"Mas essa história de acabar com Deus - deveria ter sido óbvio aos intelectuais do século 19 - tinha de dar na certa em idolatria." (Francis II:7)
Posted by: evaldo at October 13, 2007 01:04 PM