Millôr Fernandes? Prefiro "My Dick in a Box".
E obrigado, Gabriel Trigueiro, pelo link.
Posted by: Alexandre at September 10, 2007 03:03 PMPerfeito, Alexandre.
Posted by: Gabriel Trigueiro at September 10, 2007 03:18 PMAdorei, adorei, adorei.
Posted by: Maria at September 10, 2007 05:54 PMmesquinharias, mesquinharias. o engraçado é que talvez não haja como chegar lá aos sessenta anos sem imitar a si mesmo, né. mas se vc é o Paulo Francis, não vai ter de se envergonhar da imitar.
Posted by: ludovico at September 10, 2007 08:10 PMAh, "My Dick in a Box"...
Louvado seja Adam Samberg e seus SNL Digital Shorts.
Posted by: Daniel Trielli at September 10, 2007 09:03 PMMy dick in a box do Saturday Night Live é a versão americana do brasileiro Cachichola, que é um membro de jumento dentro de uma sacola.
Posted by: Fabio Henrique at September 11, 2007 08:20 AMAh, vai, não é bem assim. São os fãs do Francis está sempre na defensiva ;)
Mas: que texto ruim do Millôr, hein.
Posted by: Arnaldo at September 11, 2007 10:32 AMMas hein, Arnaldo, o segundo ponto: exatamente. E credo.
Posted by: Alexandre at September 11, 2007 10:34 AME talvez eu tenha visto demais, mas vamos examinar a coisa:
" Fallstaffiano na forma e no conteúdo, ampliava o que sabia, o que lia, o que via..." = Mentia, né?
"assim como assumia o grotesco na televisão..." = era grotesco.
" Falando apenas do sucesso, sem discuti-lo, não conheço outro jornalista que tenha tido o que ele teve." Tenho dúvidas dessa parte, mas o que exatamente quer dizer esse "sem discutí-lo" se não for a interpretação que eu dei? Ou seja, "sem discutir a qualidade desse sucesso, ou o que ele fez para chegar lá"?
"...de uma pessoa tão disposta a atacar, justa ou injustamente, tabus nacionalistas, feministas, literários e que tais..." - como é que se ataca injustamente um tabu nacionalista ou feminista? Mas deixa pra lá.
"Tudo a bom preço, que fazia questão de ostentar, materializando, nos grandes hotéis do mundo, na primeira classe dos aviões, nos carros com motorista..." = gostava de mostrar que tinha dinheiro.
Pode ser que tudo isso seja verdade, mas enfim. Só sei que não quero que nenhum amigo meu, dez anos depois da minha morte, escreva um texto para dizer que ao contrário do que todo mundo pensa eu não era bicha, e que ele conheceu umas cinco mulheres com as quais me envolvi e tal, com algum grau de histeria da minha parte. É muita sembracice.
And don´t even het me started com a ruindade daquele parágrafo da mãe que me fez fazer eeeek, ou ainda aquele "zombava, parodiando, comicamente". Não bastava ter parado no "zombava"? E quantas outras formas existem de parodiar que não sejam cômicas? E ele garante que foi bem cômico mesmo? Jesus.
Posted by: Alexandre at September 11, 2007 11:18 AMOps, escrevi "São os fãs do Francis está sempre na defensiva" - é que mudei a forma como ia fazer o comentário e não reli. Mau!
E relendo o Millôr, é muito eufemismo sim. No mínimo, parece incapaz de fazer um único elogio ao Francis na razão direta, precisa se justificar e tal.
Bem, ele sabe que vai deixar admiradores, mas não virar referência a ponto de inspirar "imitadores do Millôr" - talvez seja esse o motivo da bronca.
Posted by: Arnaldo at September 11, 2007 02:22 PMÉ a síndrome dos ressentidos ipanemenhos. O Ruy Castro também escreveu na Cult (argh!) sobre uma possível virgindade (?) do Francis. A vulgaridade de "piada do hugo bidet" é difícil de ser dissipada, meu caro.
Posted by: Gabriel Trigueiro at September 11, 2007 04:34 PMEu gostei do texto do Millôr. Aliás, depois de muitos textos ruins dele, foi o primeiro de que gostei. E não achei que falasse mal assim do Francis não, Alexandre. O "parodiando comicamente" é que matou. O primeiro tiro foi aquela coisa de "angústia existencial", sei lá.
Mas eu até fiquei com vontade de conhecer mais o Francis depois do texto (quase não conheço, porque ele morreu antes que eu me interessasse por artigos e não há muito dele disponível por aí e nenhum fã colecionador de artigos publica uma coletânea. Fiquei até hoje com o que li no livro do Pasquim, que não é grande coisa, é só médio).
Mas, nossa, como estou sério. O resumo ficou muito bom, e não vou dizer que "apesar de eu discordar" etc. Muito deselegante. Muito bom.
Posted by: Gustavo at September 11, 2007 06:16 PMGustavo:
http://www.paulofrancis.com/main/main.htm
http://hps.infolink.com.br/paulofrancis/index.htm
http://paulofrancis.multiply.com/
http://www.paulofrancis.com.br/#
E o testimonial do Lessa:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070205_ivanlessa_tp.shtml
Quanto aos livros, 'O afeto que se encerra' e 'Trinta anos esta noite' ganharam novas edições, a R$ 29,00 e R$ 36,00. Nos sebos de São Paulo você encontra exemplares em bom estado das edições antigas pela metade do preço.
'O afeto' merece, com facilidade, o prêmio de melhor autobiografia escrita por um brasileño - ou ao menos o título de melhor autobiografia brasileña escrita aos 50 anos por autor morto aos 76.
'Waaal' custa R$ 52,00. Indeed, WAAAL. Se achar nos sebos por R$ 30,00 não pense duas vezes: vale.
Das coletâneas, 'Certezas da dúvida' é a mais fácil de encontrar em sebos ou livrarias decentes; tem bons textos e você pode encomendar na Cultura por trinta e poucos dinheiros.
'Paulo Francis nu e cru' é o melhor resumo da carreira de Francis como articulista, pela ironia, pelo estilo, pelas análises incisivas, pela variedade de assuntos, mas em anos de procura nos sebos eu só achei uma única edição caindo aos pedaços.
Abraços,
Posted by: Mercuccio, grumete fanfarrão at September 11, 2007 07:59 PMEu queria saber o que ele falou do Caetano Veloso?
Posted by: Rosana at September 11, 2007 08:41 PMMas o verbete do Francis no livro do Ruy Castro sobre Ipanema é um hino. Peraí.
Posted by: Arnaldo at September 11, 2007 09:23 PMNossa, Mercuccio, finalmente. Obrigado, muito obrigado.
E abraço.
Posted by: Gustavo at September 13, 2007 06:33 AMNao entendo essa adoracao por Francis. Alguns dos piores livros que ja li.
Posted by: José at September 13, 2007 04:00 PMMuito bom!
Já tinha lido esse texto do Millôr quando saiu, e a impressão que ficou foi: "Está se vendo que o Francis não era muito amigo dele."
Superficial, é a palavra. Fazer uma homenagem dúbia e cheia de lacunas, como essa, é bem pior que não fazer homenagem nenhuma. IMO.
Posted by: Norma at September 21, 2007 02:54 PMMillor falou em entrevista à Playboy que não engolia Machado de Assis por nunca ter ouvido falar de história dele com mulher...
e a vontade de esfregar "Crisálidas", o maldito soneto que ele fez para esposa Carolina - que toda professora de português simplesmente adoraria que fosse para ela - na cara do Millor!
Posted by: Marcus V. F. Lacerda at October 9, 2007 10:16 PM