Me ocorreu que seria bom se colocassem uma enfermeira nas redações de jornal para testar o nível de testosterona no sangue dos críticos de cinema que reclamam de "violência gratuita", "estetização da violência", "brutalidade acéfala", "cinéma des mecs". E outra para testar a testosterona dos homens que não gostam de Hemingway pelos mesmos motivos de Harvey Pekar: "não acredito nessa besteira de machice" (claro que não, Harvey). Não tenho dúvida que os resultados iam ser interessantes.
Eu ia começar este post com as palavras "não quero soar muito pseudo-científico", mas daí pensei, "epa, quero sim. Deve ser gostoso".
Posted by Alexandre S. at June 21, 2007 02:42 PMPuxa, eu gosto de violência gratuita. Que será que diriam meus níveis de testosterona?
Posted by: Alessandra at June 21, 2007 04:45 PMAh, o seu amor por violência gratuita se explica assim, Alessandra:
http://soaressilva.wunderblogs.com/archives/000177.html
O meu amor pela violência é brutal, franco e nobre :^i (emoticon de nariz empinado).
Posted by: Alexandre at June 21, 2007 05:07 PMHumm, pode ser, pode ser. Mas eu já fiz boxe e era mais divertido que dar unhada.
Acho que preciso ter uma conversa com os meus pais.
Posted by: Alessandra at June 21, 2007 05:15 PM;>)
Posted by: Alexandre at June 21, 2007 05:21 PMOi, Alexandre,
bom te ver devolta depois de tanto tempo!
VOce anda fazendo um monte de coisas chatas nos últimos tempos que ja nao tem tempo pra postar...
Excelentes os dois últimos posts curitnhos, eu também sou a favor da violência explícita.
Abracos,
Dietrich
Violência nunca é gratuita. No máximo é tão gratuita quanto o amor. Ninguém diz que os filmes têm "amor gratuito", "beleza gratuita", "emoções gratuitas". A única coisa gratuita no cinema é a contemplação vazia dos críticos. O resto costuma ter motivos.
Posted by: Gustavo at June 21, 2007 09:43 PMeu só li a moveable feast e o hemingway me pareceu bem gay
Posted by: mariana at June 22, 2007 01:01 AMMas o Hemingway implicava com o fato do Fitzgerald escrever sobre gente rica e bonita. Pfui. Bom dia, rapaz.
Posted by: Gabriel Trigueiro at June 22, 2007 09:08 AMUm homem que não acredita nessa besteira de machice é tão absolutamente inumano quanto uma mulher que não acredite nessa besteira de Chanel nº 5 ou uma criança que não acredite nessa besteira de Papai Noel. Um chato de galochas².
Sem violência ou unhadas a vida é tão pouco siciliana que acaba sendo constrangedora.
A pobre enfermeira forjaria laudos, como os críticos forjam seus conhecimentos. Tudo pacificamente falso.
Que críticos? Pensei que eram uma raça extinta.
Pela falta de testosterona.
Harvey. What a wuss.
Posted by: Richard at June 30, 2007 01:37 AM