A única maneira de combater do lado certo na Guerra Contra o Natal é comemorar o Natal até quando não é Natal.
Portanto traduzi este conto natalino de John Collier, autor que fez a minha alegria durante os últimos cinco dias. Claro, é comprido e ninguém vai ler, mas é a minha intenção que conta. Estava mais do que na hora do Natal começar a reagir.
Feliz Natal, seu judeu!
Aguente os influxos do meu amor natalino!
Ah, de nada.
DE VOLTA PARA O NATAL
John Collier
“Doutor”, disse o Major Sinclair, “o senhor tem que passar o Natal conosco.” Chá era servido, e a sala dos Carpenters estava cheia de amigos que haviam vindo se despedir do Doutor e de sua mulher.
“Ele volta,” disse Mrs.Carpenter. “Eu prometo.”
“Não posso dar certeza,” disse o Dr.Carpenter. “Acharia ótimo, claro.”
“Afinal das contas,” disse Mr.Hewitt, “você foi contratado pra fazer as palestras só por três meses.”
“Nunca se sabe”, disse o Dr.Carpenter.
“Aconteça o que acontecer”, disse Mrs.Carpenter, sorrindo para eles, “ele volta à Inglaterra para o Natal. Podem ter certeza.”
Acreditaram nela. O próprio Doutor quase acreditou nela. Durante dez anos ela havia prometido a presença dele em jantares, comitês, churrascos, Deus sabe o que mais, e as promessas sempre haviam sido cumpridas.
As despedidas começaram. Fizeram muitos elogios aos maravilhosos planos da querida Hermione. Ela e o marido iam dirigir aquela noite até Southampton. Embarcariam no dia seguinte. Nada de trens, correria, problemas de última hora. O Doutor era obviamente muito bem cuidado. Faria muito sucesso na América. Especialmente com a Hermione cuidando de tudo. Ela também se divertiria muito. Iria ver os arranhacéus. Não havia nada parecido em Little Godwearing. Mas ela devia fazer todo o possível para trazê-lo de volta. “Sim, vou trazê-lo de volta. Podem confiar.” Vão tentar convencê-lo a ficar. Não deixa. Nada de extensões. Nada de cargos maravilhosos em algum hospital super-ultra-americano. O hospital daqui precisa dele. E ele tem que estar de volta para o Natal. “Podem deixar”, Mrs.Carpenter disse ao último convidado que ia partindo, “eu cuido disso. Ele vai estar de volta para o Natal”.
Os últimos arranjos para fechar a casa foram muito bem feitos. As criadas logo lavaram a louça do chá; elas vieram até a sala, disseram adeus e saíram a tempo de pegar o último ônibus da tarde para Devizes.
Não sobrava mais nada além de pequenas tarefas, trancar as portas, ver se tudo estava pronto. “Sobe”, disse Hermione, “e põe o seu paletó marrom. Tira as coisas do bolso desse casaco antes de colocar na mala. O resto eu arranjo. Se não atrapalhar já ajudou bastante.”
O Doutor subiu e tirou o casaco que estava usando, mas ao invés do paletó marrom ele colocou um roupão de banho velho e sujo que tirou do fundo do armário. Daí, depois de preparar uma coisinha ou duas, ele se curvou no alto da escada e gritou para a mulher, “Hermione! Pode vir aqui um momento?”
“Claro, querido. Já acabei.”
“Então sobe aqui um momento. Tem uma coisa esquisita aqui.”
Hermione subiu imediatamente. “Minha nossa senhora”, ela disse quando viu o marido. “Por que é que você colocou esse roupão fedido? Eu falei pra você queimar isso faz tempo.”
“Quem diabos”, disse o Doutor, “deixou cair uma corrente de ouro no ralo da banheira?”
“Ninguém, claro”, disse Hermione. “Não tenho corrente de ouro.”
“Então o que é que aquela corrente de ouro está fazendo lá?”, disse o Doutor. “Pega esta lanterna. Se você se inclinar bem consegue ver a corrente brilhando bem lá no fundo.”
“Alguma bijuteria das empregadas”, disse Hermione. “Não tem outra explicação.”
Mesmo assim ela pegou a lanterna e se inclinou, tentando ver dentro do ralo. O Doutor, levantando um pedaço curto de cano, bateu duas ou três vezes com grande força e precisão, e segurando na parte de trás dos joelhos dela jogou o corpo dentro da banheira.
Depois ele tirou o roupão e, completamente nu, desenrolou uma toalha cheia de ferramentas e as colocou na pia. Espalhou várias folhas de jornal no chão e mais uma vez se voltou para a sua vítima.
Estava morta, claro – horrivelmente dobrada como um acrobata numa das pontas da banheira. Ficou olhando para ela durante bastante tempo, pensando em coisa alguma. Depois viu a quantidade de sangue que havia e a sua mente começou a funcionar de novo.
Primeiro ele empurrou e puxou até que ela estivesse deitada ao longo da banheira, e daí ele tirou as roupas dela. Numa banheira estreita isso era muito desajeitado de fazer, mas no final ele conseguiu, e depois abriu a torneira. A água correu para a banheira, e depois parou, e ele ouviu um barulho nos canos.
“Meu Deus!”, ele disse. “Ela fechou o registro.”
Só havia uma coisa a fazer: o Doutor limpou as mãos às pressas numa toalha, abriu a porta do banheiro com um canto limpo da toalha, a jogou de volta no banquinho dentro do banheiro e correu para baixo, descalço, ágil como um gato. A porta do porão ficava num canto do hall de entrada, embaixo das escadas. Ele sabia onde ficava o registro. Com motivo: ele havia fuçado ali por algum tempo - tentando fazer uma adega, ele tinha dito para Hermione. Abriu a porta do porão, desceu os degraus íngremes e, logo antes que a porta fechasse mergulhando o lugar na escuridão completa, colocou as mãos no painel e ligou o registro. Depois ele voltou, tateando a parede úmida até chegar aos degraus. Estava prestes a subir quando a campainha tocou.
O Doutor mal percebeu a campainha como um som. Era mais como uma lança de ferro sendo enfiada devagar no seu estômago. Ela subiu até atingir o cérebro. Daí alguma coisa rompeu. Ele se jogou na poeira de carvão que havia no chão e disse, “Estou morto. Estou morto!”
“Eles não têm o direito de vir”, ele disse. Daí ele se ouviu ofegando. “Calma”, disse para si mesmo. “Calma.”
Começou a reviver. Ficou em pé, e quando a campainha tocou de novo o som passou por ele quase sem dor alguma. “Deixa que eles vão embora”, ele disse. Daí ele ouviu a porta da frente abrindo. “Não me importo”, ele disse. Seu ombro subiu, como de um lutador de boxe, para esconder o seu rosto. “Desisto”, ele disse.
Ouviu pessoas chamando. “Herbert!” “Hermione!” Eram os Wallingfords. “Filhos da puta! Eles vão entrando assim. Com pessoas ansiosas pra sair. Sem roupa nenhuma! E sangue e pó de carvão! É o fim! Desisto! Não posso fazer nada.”
“Herbert!”
“Hermione!”
“Onde será que eles podem ter ido?”
“O carro está aí.”
“Eles podem ter dado uma passada na casa de Mrs. Liddell.”
“Precisamos falar com eles.”
“Ou foram pra alguma loja. Compras de última hora.”
“Não a Hermione. Escuta, está ouvindo? Não é alguém tomando banho? E se eu gritar? Ou bater na porta?”
“Sh-h-h! Não faz isso. Pode não ser muito delicado.”
“Não custa gritar.”
“Olha, querida. A gente tenta de novo na volta. A Hermione disse que eles não iam partir antes das sete. Eles vão jantar no caminho, em Salisbury.”
“Você acha? Tudo bem. Mas é que eu quero tomar um último drink com o Herbert. Ele pode ficar magoado.”
“A gente vai rápido. Dá pra voltar antes das seis e meia.”
O Doutor os ouviu saindo e fechando a porta da frente. Pensou, “Seis e meia, vou conseguir.”
Atravessou o hall, fechou a porta com a tranca, subiu e, tirando as ferramentas da pia, terminou o que tinha que fazer. Desceu de novo, vestindo o seu roupão de banho e carregando pacote atrás de pacote de toalhas ou folhas de jornal fechados com alfinete. Isso tudo ele colocou com cuidado no buraco estreito e fundo que havia cavado no canto do porão, e depois tapou o buraco com a ajuda de uma pá, espalhou pó de carvão em cima, verificou se tudo estava em ordem e subiu de novo. Depois deu uma limpeza completa na banheira, e em si mesmo, e na banheira de novo, se vestiu e jogou as roupas da sua mulher e o roupão de banho no incinerador.
Uma ou duas limpezas a mais e tudo estava certo. Eram só seis e quinze. Os Wallingfords estavam sempre atrasados; só precisava entrar no carro e ir embora. Era pena que ele não pudesse esperar até que escurecesse, mas podia fazer um desvio para não passar na rua principal, e mesmo que fosse visto dirigindo sozinho as pessoas pensariam que Hermione havia ido na frente por algum motivo e acabariam se esquecendo disso.
Mesmo assim ele ficou contente quando finalmente alcançou a estrada, sem ter sido observado por ninguém, e continuou dirigindo enquanto escurecia. Tinha que dirigir com cuidado; descobriu que no momento era incapaz de avaliar distâncias, e que as suas reações estavam anormalmente lentas. Mas isso era um detalhe. Quando estava bem escuro, se permitiu uma parada no alto de um morro para pensar.
As estrelas estavam espetaculares. Podia ver as luzes de uma ou duas cidadezinhas bem longe na planície à sua frente. Estava exultante. Tudo o que iria acontecer a seguir era muito simples. Marion estava esperando em Chicago. Ela já achava que ele era um viúvo. O pessoal das palestras podia ser avisado do cancelamento por carta. Não tinha nada a fazer além de se estabelecer numa cidade próspera e obscura da América, e estaria a salvo para sempre. As roupas de Hermione estavam na mala, claro; podiam ser jogadas pela escotilha. Graças a Deus ela escrevia as cartas dela à maquina – um detalhe como a caligrafia dela poderia ter estragado tudo. “Mas aí é que está”, ele disse. “Ela estava sempre atualizada, sempre eficientíssima. Tinha que tomar conta de tudo. Pois morreu de tanto tomar conta de tudo, a filha da puta!”
“Não existe nenhum motivo para ficar excitado”, pensou. “Vou escrever algumas cartas como se fosse ela, e depois vou parando aos pouquinhos. Vou escrever em meu nome também – sempre tendo a intenção de voltar, mas sem conseguir. Vou manter a casa um ano, depois outro, depois outro; eles vão se acostumar com isso. Posso até voltar sozinho em um ano ou dois e limpar as coisas mais apropriadamente. Nada mais fácil. Mas não para o Natal!” Ligou o motor e foi embora.
Em Nova Iorque ele se sentiu finalmente livre, livre de verdade. Estava a salvo. Podia se lembrar com prazer – pelo menos depois de comer, acendendo um cigarro, podia se lembrar com alguma espécie de prazer – do minuto que havia passado no porão ouvindo a campainha, a porta e as vozes. Podia pensar no futuro com Marion.
Quando passeava pelo saguão do hotel, o funcionário, sorrindo, indicou que havia cartas. Era a primeira entrega da Inglaterra. Bom, que importância tinha? Ia ser divertido forjar o estilo direto de Hermione, fazendo a assinatura dela, contando a todo mundo que sucesso tinha sido a sua primeira palestra, o quanto ele estava excitado com a América mas apesar disso o quão certamente ela o traria de volta para o Natal. As dúvidas podiam ir surgindo depois.
Deu uma olhada nas cartas. A maioria era para Hermione. Dos Sinclairs, dos Wallingfords, do vigário, e uma de uma firma chamada Holts&Filhos, Carpinteiros e Decoradores.
Ele ficou em pé no saguão, pessoas esbarrando nele. Abriu as cartas com o polegar, lendo um pouco aqui e ali, sorrindo. Todos pareciam muito confiantes que ele estaria de volta para o Natal. Confiavam em Hermione. “Aí é que você se engana, buddy”, disse o Doutor, que já estava adotando expressões americanas. A carta dos carpinteiros ele deixou para o final. Uma conta, provavelmente. Dizia o seguinte:
“Cara Madame,
Estamos de posse da sua aprovação da nossa estimativa, assim como da chave.
Pedimos mais uma vez que a Sra. tenha toda a confiança de que o trabalho esteja terminado antes do Natal conforme requisitado.Estamos enviando nossos funcionários para o trabalho nesta semana.
Agradecendo a atenção e a confiança depositada,
Cordialmente,
PAUL HOLT & FILHOS
Para escavar, construir, e forrar de modo apropriado uma estante de adega no porão como indicado, usando os melhores materiais, garantindo a satisfação, etc.
............£ 18/0/0"
Ainda lerei o conto, mas desde já quero deixar registrado que o textinho sobre Verissimo na Bravo está muito bom, muito mesmo.
Posted by: Paulo at May 14, 2007 02:08 PMMeu comentário não entrou? Bom, repito: o texto sobre Verissimo na Bravo está muito bom!
Posted by: Paulo at May 14, 2007 02:10 PMNão sou tradutor, nem nada, mas... "Chá era servido"?!
Posted by: walter at May 14, 2007 02:18 PMPaulo, gracias! Walter, não vejo problema: "o jantar era servido", "chá era servido" etc. Onde você vê problema nisso? Abraços.
Posted by: Alexandre S. at May 14, 2007 02:24 PMNossa, adorei isso. E vai, nem é tão comprido assim. Obrigada pelo conto e obrigada por me apresentar esse John Collier.
Posted by: Alessandra at May 14, 2007 04:50 PMMais, mais! Mais contos!
Posted by: BJ at May 14, 2007 07:00 PMO continho é legal. Não tenho o original, mas a tradução está bem leve e lê-se sem sotaque, muito boa, buddy.
Posted by: mauro at May 14, 2007 07:39 PMConcordo com o Paulo, sobre a Bravo!, duas vezes até ;)
Posted by: Caio at May 14, 2007 09:22 PMGostei do conto, não conhecia o autor. Por algum motivo, além do final, minha parte preferida foi o parágrafo que diz "horrivelmente dobrada como um acrobata numa das pontas da banheira".
E, pra adular um pouco, também gostei do seu texto da Bravo.
Abraço.
Posted by: Gustavo at May 14, 2007 10:19 PMExcelente, Alexandre.
Posted by: frost at May 15, 2007 01:00 AMMuito bom. E gostei da ilustração do livro lá em cima.
Posted by: Alexandre at May 15, 2007 10:44 AMAlexandre, preciso muito falar com você.
Posted by: Carlos Eduardo at May 15, 2007 12:32 PMPor e-mail, porque o diálogo de um Lord deve acontecer longe das massas...
Posted by: Carlos Eduardo at May 15, 2007 12:33 PMCarlos, o email é asoaressilva2000@yahoo.com.br. Olá a todos. Faço uma vênia entontecida.
Esse nem é o melhor conto do livro. Vou ver se traduzo pelo menos mais um. (E Alessandra, de nada. O livro está à venda na Cultura - ou estava, uns meses atrás). Abraços.
Posted by: Alexandre S. at May 15, 2007 02:27 PMAlexandre, postaram esse trecho de um conto lá na Amazon:
"In Hell, as in other places we know of, conditions are damnably disagreeable. Well-adjusted, energetic, and ambitious devils take this very much in their stride. They expect to improve their lot and ultimately to become fiends of distinction."
C'mon, traduz esse, vai?
Posted by: Marcio at May 15, 2007 03:51 PMQue tal "Servia-se chá"? Não é assim a voz passiva?
Posted by: walter at May 16, 2007 08:59 AMOh my, que suspense, viu. Cheguei a torcer pra dar certo.
Traduza mais, gostei da sua tradução. Pega uns do Maupassant.
ótima trad
pontuação aspas + ponto, ou aspas + vírgula, não
faça ponto + aspas, ou vírgula + aspas
note inconsistência de pontuação na trad
troque "quanto estava bem escuro" pra "quando ficou bem escuro"
troque "tenha toda a confiança de que o trabalho esteja terminado antes do Natal" pra "tenha toda a confiança de que o trabalho estará terminado antes do Natal"
ótima trad
informal, contando a história apenas, nenhum pedantismo, tão comum
não, não sou bia berna
Posted by: moque le brun at May 16, 2007 08:59 PMEu desejo Feliz Natal várias vezes ao ano a várias pessoas e nem sabia que estávamos em guerra.
Jeez.
Posted by: Mercuccio, Ignorantão do Natal at May 17, 2007 03:31 PMPra você que gosta da Uma Thurman:
http://forum.glam0ur.com/index.php/topic,1342.0.html
Criei um blogue de opinião que agora estou a divulgar.
Se tiver interesse, não deixe de fazer uma visita: http://www.cegueiralusa.blogspot.com/
Caso goste, por favor divulgue, pois pretende ser mais um espaço de discussão em busca de uma cidadania mais activa.
O meu muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos,
José Carreira
"Que tal 'Servia-se chá'? Não é assim a voz passiva?"
Ai, que implicância com "Chá era servido". E não é só assim a voz passiva; "chá era servido" é certo também, walter.
Posted by: Gustavo at May 20, 2007 10:50 PMCom preguiça demais pra procurar o local certo, se ele existir, para deixar meu comentário.
Tenho uma relação de odio e amor por você, numa hora você escreve palavras coerentes, noutras é tão completamente vulgar, um simplorio mediocre que até me desgosto em pensar que, perco tempo lendo, se todas as suas criticas viessem acompanhadas de uma solução, mas não você se abstem em apenas criticar e nem se dá ao trabalho de mostrar como poderia ser diferente.
Estou me referindo ao texto sobre o Verissimo, mal conheço a obra dele, mas sua critica foi péssima, pois de certa maneira esse é um jeito de pessoas não intelectualizadas começarem a ler, e se daí surgir um interesse por outros assuntos maravilha! ganhamos um cidadão melhor, mas se não houvessem os autores como ele, as "massas" poderiam jamais se interessar por "coisas" como ler e quem perderia somos nós, pois a medida que se educa todo a população a sociedade molda-se por um lado mais cultural, mais educado, caminha para um progresso intelectual, e então escritores como o Verissimo não presisarão de mascaras para a literatura, pois todos poderão percebe-la.
Caramba e no natal ele estará de volta ou não rs?!
Posted by: =) Pri!!! at May 22, 2007 11:48 AMAlém de mandona, que ela seja ostensivamente competente: não tem preço.
Posted by: renata at May 22, 2007 01:55 PMDinheiro Fácil
http://absolutamenteninguem.blogspot.com/2007/05/taeg-no-sei-o-que.html
Posted by: Zé Ninguém at May 23, 2007 08:12 PMisto sim é serviço público!!
muito obrigado e um abraço do lado de cá do Atlántico!
Posted by: radiomafia at May 24, 2007 12:09 PMNão não sou seja lá quem for Jay, mas sou humana e estava digitando rápido, cometo erros rs obrigada eu nem ia perceber!
Posted by: =) Pri!!! at May 24, 2007 02:43 PME aí Boneca Vitoriana, pronta para perder os dentes?
Posted by: Lucas Pelizaro at May 28, 2007 04:33 PM