December 20, 2006

Y tu mamá también

Hesitei antes de responder a corrente-de-blogs (oh, ok, "meme") que recebi do Filthy McNasty porque, a rigor, eu não desisto de autores; os que eu leio são na pior hipótese bonzinhos. Tenho uma boa intuição, suponho. Se um autor é realmente ruim me basta passar a palma da mão perto da capa para sentir o chi maligno, e eu nem abro a coisa. Vou fazer um desenhinho depois para ilustrar a minha técnica.

Então no lugar disso vou citar três autores que nunca li, mas que acho que são ruins. E acho isso baseado simplesmente nas bad vibes.

1) Ian McEwan. Porque os livros dele soltam seriedade ersatz que atinge o canto do meu olho como esguichos de mexirica. Oh, a gravitas. Oh, 9/11. Eis um homem que virou em vida um busto de mármore, como um Goethe em miniatura.

2) Mario Vargas Llosa. Seria fácil falar de Garcia Marquez, que a rigor me é mais repelente, mas eu até já dei umas lidas em GM e acabaria falando com conhecimento de causa, o que quero evitar a qualquer custo. Acuso Vargas Llosa de soltar emanações de solenidade pertinente e atual de seus livros que me borrifam a cara toda. Nos últimos vinte anos nunca pude abrir um caderno de cultura no domingo sem que um jato de chatice saltasse duma resenha dum livro de VL, dum artigo ou até mesmo duma foto dele, e eu ficasse todo coberto de chatice numa espécie de bukkake macabro. Eu votaria nele, mind you, e na verdade ficaria contente pela oportunidade - ele é politica e economicamente sensato. Mas eu nunca abriria um romance de tamanho abantesma. A única coisa que consigo dizer de bom sobre ele é que ele deve ser bem melhor, menos pertinente e importantão que Carlos Fuentes. Só de escrever esse nome entrei em depressão e minhas unhas caíram no teclado. Ah, devia ter escolhido Carlos Fuentes para o número dois desta lista. Espera, mudei de idéia, é Carlos Fuentes.

3) Norman Mailer. Ter esfaqueado a mulher e viver dando cabeçadas nos outros é simpático e tal, mas isso não é suficiente para que eu leia Mailer. Oh, a CIA. Oh, a canção do carrasco. Um homem envolvido com as grandes questões do seu tempo! Um probo! E, no entanto, um facínora! Que interessante combinação paradoxal de duas formas de chatice ao mesmo tempo! Investiga o fascismo do poder aí, Norman Mailer! Naaaah.

Philip Roth é outro. Li "Portnoy's Complaint" e "Goodbye, Columbus" vinte anos atrás, e gostei dos dois, mas desde então seus livros emanam o chi errado. Ele fala sobre a América, né? Citando o nome dum livro acadêmico que escreveram sobre ele, Philip Roth "mantém o dedo no pulso da América". Ah, é o doutor da América, né? Um homem importante. Pessoalmente não quero manter o dedo nem no pulso de Bauru. Até quero ler outros livros de Philip Roth, mas tenho a impressão que não vou chegar até o final.

O que esses três, ou cinco, perdi a conta, têm em comum? Uma disposição de tratar dos Grandes Temas, diretamente tirados dos jornais. Eles querem endender a condição do homem moderno, explorar conflitos de classes, representar a família atomizada, salientar as pulsões latentes de violência no discurso burocrático, desmascarar a fachada corporativa, trazer à tona o assunto terrorismo, indagar os limites da convivência burguesa, fazer as perguntas que ninguém ousa perguntar e, claro, redefinir mesmo a noção do que é humano numa época saturada de tecnologia, né?

E agora, uma ilustraçãozinha do meu método de examinar livros:

badvibesprat.bmp

Eu ia dizer que em alguns casos você não precisa nem tirar o livro da estante na livraria, bastando passar a mão à distância. Mas é mais seguro pegar o livro e colocá-lo numa mesa com a capa voltada para cima.

badvibes.bmp

Pondo a mão, com a palma para baixo, a trinta centímetros da capa de Las Buenas Conciencias de Carlos Fuentes. É preciso ficar com a mente em estado de total receptividade, e logo você vai começar a sentir as bad vibes. É um método simples, mas tem me servido bem.

badvibescarlosfuentes.bmp


(Ampliação dramática das bad vibes saindo da capa do livro.)

E não passo a corrente adiante porque meus amigos blogueiros são hoity-toity e, aparentemente, nenhum é humilde o suficiente para responder uma simples corrente. Não, não, não respondo correntes, oooh, oooh. Well, excuuuuse me!...

Posted by Alexandre S. at December 20, 2006 12:33 PM
Comments

Como é o nome daquela outra? Elfriede Jelinek. Mesma coisa, não chego perto. Bad vibes, man. Nadine Gordimer também.

Posted by: Alexandre S. at December 20, 2006 04:54 PM

Essa é a única tática que funciona. The vibes, the vibes.

Posted by: Jules at December 20, 2006 06:01 PM

A ampliação dramática está demais.

Posted by: Paulo at December 20, 2006 06:06 PM

eu sei que não se joga pedra em cachorro morto, mas faltou o malão do john updike.

Posted by: fredson at December 20, 2006 06:17 PM

Eu não sou leitor de prosa e adoro Philip Roth... Tive que me forçar a parar de ler porque já não fazia mais nada na vida.

Posted by: Pedro Sette Câmara at December 20, 2006 08:56 PM

Salman Rushdie? Tony Morrison? Gore Vidal? Tom Wolfe?

Posted by: David at December 20, 2006 09:17 PM

Hahahahahaha... Me dei conta de que também sempre usei o método de sentir as vibes. Mesmo na época em que eu lia pouco e só porcarias (namely, Paulo Coelho e John Grisham), alguma coisa me fazia manter distância do Jorge Amado, e principalmente do García Marquez - esse eu odiava mesmo. Me mantenho casto até hoje (ok, li o primeiro capítulo de "Cem anos", mas só por que fui forçado por um professor de sociologia - mas nunca li uma palavra de autoria do JA). VL eu tinha até certa vontade de ler, mas esse novo, travessuras não sei das quantas, emana pééssimas vibes. Outro pelo qual sempre nutri um horror gratuito é o Saramago, e não tenho a menor vontade de ler Orhan Pamuk...
Mas já fui enganado. "Sobre meninos e lobos" pensei que seria um livraço, e é pavorosamente mal-escrito (mas do filme gostei).

ps - continue mantendo distância da Elfriede Jelinek. Falo de cadeira...

Posted by: Marcio at December 20, 2006 09:58 PM

A Guerra do Fim do Mundo do Vargas Llosa é um dos melhores livros que já li. Mas é aquela coisa - muita gente feia, muita gente pobre, muita tuberculose, acho que até se come um cu aqui e ali. Aquela coisa meio de cinema nacional. Muitas bad vibes, mas nao deixa de ser um livro bom.

Posted by: Bernardo at December 20, 2006 10:14 PM

Rá, ainda tô rindo..., as emanações do Carlos Fuentes são exatamente essas. E eu que pensava que meu método era o único... depois de ler o título eu preciso puxar o livro com o dedo indicador esquerdo e deixar ele meio inclinado por dois ou três segundos na estante. Se os outros livros não reclamarem - e eles têm várias formas de fazer isso - eu empurro o livro de volta, sem remorso. Meu método é mais limitado e só funciona em livrarias; o seu é bem melhor.
Agora, tem uns livros que também não gostam da gente. Outro dia o Quixote quase me acertou o dedão do pé, caindo da estante, sem me avisar nem nada. Ô fidalgo de uma figa.

Posted by: Guga Schultze at December 20, 2006 10:49 PM

Ué, o Vargas-Llosa, fora do Estadão, é bem legal. Tia Julia e o Escrevinhador, Pantaleão e as Visitadoras, apesar dos títulos, são bem bacaninhas, de ler rindo et al. Não é literatura Très Brut de Marchand, para o homem muderno, não.

Vou tentar as vibes. Antes, eu ia pelo cheiro, mas acabei comprando uma Virginia W., bem cheirosa, e me dei mal.

Posted by: mauro at December 21, 2006 05:29 AM

Utilize menos o "né"; as alarvidades que disse nem vou comentar.

Posted by: marcial at December 21, 2006 07:07 AM

Poucas vezes discordei tanto de ti. Com a exceção de Norman Mailer que é mesmo uma grande merda (pode falar merda ?) Roth e McEwan são - ao lado de JMCoetzee - o que há de melhor na literatura em língua inglesa desses sofridos tempos.
Abçs.

Posted by: Roberson at December 21, 2006 07:39 AM

Poucas vezes discordei tanto de ti. Com a exceção de Norman Mailer que é mesmo uma grande merda (pode falar merda ?) Roth e McEwan são - ao lado de JMCoetzee - o que há de melhor na literatura em língua inglesa desses sofridos tempos.
Abçs.

Posted by: Roberson at December 21, 2006 07:40 AM

Senti péssimas vibes fluindo de Miguel Ángel Astúrias, e mesmo os elogios rasgados de Carpeaux (em sua fase decadente) não me conseguiram fazer encarar "Hombres de Maíz", "El Señor Presidente", "Week-end en Guatemala". Sinto que, caso leia esses troços, posso acabar que nem aquele Litvinenko.

Posted by: Fileleno at December 21, 2006 07:59 AM

Pablo Neruda também parece ser uma cápsula de césio 137 esquecida num prédio abandonado em Goiânia.

Se alguém abrir o "Canto General" perto de mim, fujo correndo para o abrigo mais próximo. E é claro que nunca o abri, não sou louco.

Posted by: Fileleno at December 21, 2006 08:08 AM

O método é excelente, mas ele parece funcionar bem em apenas 40% dos casos :). Norman Mailer e Carlos Fuentes estão na categoria do não li e não gostei. Do Carlos Fuentes, tentei uma vez A morte de Artêmio Cruz, mas, cruz, credo!, desisti rapidinho. Norman Mailer também me parece macho em excesso. Tenho medo de pegar seus livros e ficar com as mãos pegajosas de testosterona. Mas Vargas Llosa e Philip Roth são grandes, especialmente o americano. Sabbath's theater, American pastoral e The human stain são obras-primas. Acho que Ian McEwan também tem seus bons momentos. De qualquer modo, o que realmente importa é a beleza de seu método. O desenhinho ficou muito bom
Abraços discordantes,
Marcos

Posted by: Marcos Matamoros at December 21, 2006 08:42 AM

Injustiça com o Bargas Jôça. Merece respeito qualquer escritor que inspira um cineasta a colocar Angie Cepeda como puta.

http://www.youtube.com/watch?v=bRAo8y6xNpU

Posted by: Empédocles Daytado at December 21, 2006 09:01 AM

O Vargas Llosa não, mas não mesmo. Quando ele é ruim, é péssimo, mas quando é bom é muito bom. E já era bom quando era de esquerda, imagine!

Você devia tentar.

Posted by: Burke at December 21, 2006 10:10 AM

Mania de colocar palavras/conceitos estrangeiros no texto e não explicar o seu significado. Explique aos seus leitores o que é o ersatz, sff! Não é que já não o saibamos todos mas... Se esse texto fosse a primeira página de um livro eu não comprava esse livro. Queimava :)

Posted by: Paulo at December 21, 2006 12:09 PM

na minha lista dos "não li e não gostei" ia ter fante e gabril garcia (tah, não é bem uma lista), mas excluo o último pelo mesmo motivo q tu.
btw, otima tecnica
cya!

Posted by: marcel at December 21, 2006 01:01 PM

Eu tinha um amigo na adolescência que criou um termo para designar um tipo de conversa de adolescente que ele julgava insuportável e que, no espírito, me lembra os seus preconceitos literários: papo sério-sincero

Posted by: F. Arranhaponte at December 21, 2006 02:34 PM

Alexandre,
Também tenho um certo problema com o Mailer... Talvez sejam as vibes... Agora mudando de assunto, por um acaso você conhece um livro chamado "A Morte do Almirante"? Comprei uma edição bem antiguinha... da editora Record. O título original é "The Floating Admiral". Trata-se de um romance no qual cada capítulo foi escrito por um membro do bom e velho Detection Club. Pra você ter uma idéia (se é que não conhece o livro) um capítulo ficou a cargo do Chesterton, outro da Agatha Christie... Parece ser coisa fina, rapazola... Grande abraço pra ti.

Posted by: Gabriel at December 21, 2006 05:58 PM

Alexandre,

Também achei um artiguinho meio sem-vergonha sobre ele na Wikipedia:

http://en.wikipedia.org/wiki/The_Floating_Admiral

Abraços!

Posted by: Gabriel at December 21, 2006 06:23 PM

haha
essas ilustrações do seu método foram um dos melhores momentos da história desse blog, Alexandre. priceless!

(mas discordo sobre o mcEwan - li o "reparação"; fiquei sem graça pra ler qualquer outra coisa por um tempo; o livro era perfeito)

Posted by: ludovico__ at December 21, 2006 08:13 PM

Old top, fecho com o Matamoros: suas vibes estão furadas nos casos do Vargas Llosa (que tem algumas coisas bem boas) e muito furadas no do Philip Roth (nunca li nada dele que fosse desinteressante, so far). E, se o tal crítico diz que o Roth "mantém o dedo no pulso da América", tem culpa ele? Ora essa.

Ahn, nem sei como dizer isso, mas eu gosto de algumas coisas do Mailer -e assumo, nem chega a ser guilty pleasure. :) E, evidentemente, as vibes estão certíssimas no que diz respeito ao Fuentes. Abraços.

Posted by: Ruy at December 21, 2006 10:22 PM

Eu podia jurar que Carlos Fuentes era um argentino que fazia hipnose na TV e ia a todos esses programas ruins de auditório.

Posted by: Footless at December 22, 2006 07:16 AM

Não sei quem é Carlos Fuentes.

Posted by: Luciano at December 22, 2006 07:33 AM

Vi aquele filme do Pantaleão e me deu inveja, queria ter escrito aquela história. Pantaleão é um grande personagem cômico (sem trocadilho). Ah, não, Alexandre toca essa coisa pra frente. Eis um meme realmente útil. Geralmente não me interesso pelo alguém gostou, mas o que detestou quero saber demais.
Feliz Natal, meu amigo.

Posted by: César Miranda at December 22, 2006 04:42 PM

Guga, adorei seu comentário.
Ludovico, pare de postar meus posts antes de mim.
Alexandre, obrigada por toda diversão neste ano. Feliz Natal e muita inspiração em 2007.
E, porque não?
beijos a todos.
Maria

Posted by: Maria at December 25, 2006 05:02 PM

ASS um censor banal.

Posted by: Will at December 26, 2006 03:46 PM

Você tem que colocar um :>( depois da sua mensagem, Will.

Eu gosto de apagar comentários, mas acho que não apago nenhum desde julho ou algo assim. Manda o seu de novo, Will, e talvez eu o deixe ficar - se for educado.

Abraços a todos, e bom Ano Novo.

Posted by: Alexandre S. at December 26, 2006 04:55 PM

Se tem medo do Philip Roth monitorando o colesterol da América leia "Operation Shylock", que se passa em Israel e é ótimo.

(Assim falou o comentarista anônimo de blogs. I am so expecting you to care.)

Posted by: ---- at December 26, 2006 08:06 PM

(e eu poderia estar mentindo! Operation Shylock pode ser um Bildungsroman sobre um jovem de família democrata que se transforma num assessor do Al Gore e ativista da causa anti-tabagista or something.)

Posted by: ---- at December 26, 2006 08:17 PM

Sensacional, Alexandre. Mas o Philip Roth não merecia ser colocado na lista, o único realmente detestável é o McEwan - também nunca li, mas não gostei... O Norman Mailer ainda tem Os Degraus do Pentágono, a primeira parte, claro, que é engraçadinha... O Vargas Llosa é muito bonzinho, óbvio, também acho... Mas o Roth!, ah não!, só o Portnoy's Complaint já livra o homem!

Posted by: vicente azambuja at December 26, 2006 09:54 PM

Mas que conversa super interessante, esta aqui dos bad vibes literários. É o que eu chamo um papo mind you, o grande sucessor do papo sério-sincero de que fala o Arranhaponte, o qual, a propósito, é um chato que nunca leu o PG Woodhouse, eu aposto. Um Feliz Ano Novo prá vocês todos.

Posted by: caramelo at December 27, 2006 08:42 AM

Sou educado sim, ass. é que o texto me lembrou o de um italiano que dizia sentir bad vibes (noutras palavras) da obra de goethe - sem nunca ter aberto um livro seu. Chamava-o repetidamente de "il signore Wolfgang"... É que sátiras tão tenebrosas como essas (a sua e a do italiano) vêm da maldição mágica da ira, e não do raciocínio. Educadamente, Will.

Posted by: Will at December 27, 2006 01:07 PM

Carambola, como você adivinhou que eu sou chato e nunca li o PG Woodhouse? Estou impressionado prá caramba

Posted by: F. Arranhaponte at December 27, 2006 01:07 PM

Também não é caso para se impressionar tanto, Francisco. Ora essa, me acontece cada uma… E aposto que também nunca leu Noel Coward!

Posted by: caramelo at December 27, 2006 01:36 PM

Agora você me desapontou, Caramujo. Bola fora

Posted by: F. Arranhaponte at December 27, 2006 02:23 PM

Rapazola,

Acabei de ver que você colocou o link para "One Froggy Evening" no seu Stumble! Comprei um dvd com uma coletânea de desenhos "musicais" dos Looney Tunes... Muito Bom! Tem até um making of do "One Froggy..." Grande abraço Feliz Ano Novo!

Posted by: Gabriel at December 27, 2006 02:55 PM

Jeez! Scarlet Johansson no Stumble e eu falando em sapos... :-(

Posted by: Gabriel at December 27, 2006 04:47 PM

"Scarlet" não... ScarleTT ! ;-)

Posted by: Gabriel at December 27, 2006 04:48 PM

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Posted by: Daniela Mann at December 27, 2006 07:55 PM

Mas alguma vez eu te apontei, frederico?

Posted by: caramelo at December 28, 2006 05:11 AM

Cara melada, boas festas!

(minha intenção não é acabar em papo sério sincero, mind you)

(e se não fosse pelo acima, eu até confessaria curiosidade em saber o que te irritou no meu comentário inicial. Só não venha me dizer que foi preconceito contra a palavra preconceito, atribuída por mim ao nosso talentoso hospedeiro. Neste hipotético caso, logo para cima de mim, Caramel, que não confio em ninguém com menos de cinco preconceitos bem consolidados e registrados em cartório? Cruzes, você não é do tipo que combate qualquer tipo de preconceito, onde quer que ele esteja, I hope?)

Posted by: F.Arranhaponte at December 29, 2006 10:30 AM

Ai, Ferdinando, eu morro se você acabar esse ano pensando que estou irritado contigo! Você percebeu tudo mal! E não, eu não sou do tipo de combater burrice, mind you. Nisso, sou mais blasé que o Alexander, squire, nossa flute de guaraná de cada dia. Cheers!

Posted by: caramelo at December 29, 2006 12:32 PM

Tough it up, toffee boy, não faleça nem desfaleça. Abraço

(não resisti, tentei postar esta bobagem antes do revéillon, mas estava tudo parado neste blog, desisti, mas aí eu vinha passando de novo, e...)

Posted by: F. Arranhaponte at January 11, 2007 12:37 PM

"O Paraíso na Outra Esquina", do Vargas Llosa é muito bom!

Posted by: Diogo at January 21, 2007 11:09 PM
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