Luciano Amaral, na Atlântico que está chegando às bancas em Portugal (e que também tem o Bruno Garschagen entrevistando Diogo Mainardi), diz:
O grande problema do último Bond é precisamente esse: a falta de
sentido de humor. É necessário compreender que o valor da série não está
no seu realismo, mas precisamente na sua inverosimilhança. A inverosimi-
lhança de James não envelhecer há quarenta anos, a inverosimilhança do
smoking impecável por debaixo do fato de astronauta, a inverosimilhança
das mulheres que se apaixonam por ele à primeira palavra, a inverosimi-
lhança com que se liberta de situações desesperadas, a inverosimilhança
da maldade dos vilões e, acima de tudo, a grande inverosimilhança de a
salvação do planeta estar dependente de um agente secreto inglês. (...)
O novo Bond mostra-nos a seriedade da sua tarefa, a extrema dificuldade
das suas missões ou mesmo a angústia quando mata.
Antes de ver o filme eu estava com um mau pressentimento por causa do tipo de elogio que se fazia sobre ele: que era mais realista, o que me dava a impressão de que as pessoas não queriam ver um filme de James Bond e sim um filme baseado num romance de John LeCarré, e que Bond era menos elegante, menos preocupado com martinis e tal. Que era menos Bond, em suma.
Isso seria horrível: seria como elogiar um novo Tio Patinhas por ser menos avarento. E é verdade que Daniel Craig tem um jeito um pouco mais proletário; não se faz parkour impunemente. Bond não é um aristocrata, mas se faz passar por um em "On Her Majesty's Secret Service", coisa que nem Craig nem Connery poderiam fazer; e nenhum dos Bonds anteriores, acho, correria o risco de ser confundido com um manobrista. Tentei imaginar Roger Moore levando com as chaves de um carro no meio da testa enquanto está amarrando o sapato na entrada de um cassino, e não consegui. Bom, talvez acontecesse com George Lazenby.
Mas no fim não é verdade que esse Bond seja menos Bond. Pelo contrário, na verdade. Um pouco menos elegante, talvez; mas o que ele perdeu em elegância ganhou em seriedade; e eu realmente acho, ao contrário do Luciano Amaral, que a falta de humor da coisa toda é justamente uma virtude do filme.
Sei que para muita gente não é assim. Filthy McNasty, por exemplo, acha que Roger Moore é o melhor Bond de todos, porque gosta do fato de que Moore não se leva a sério. Outro amigo acha que a versão de 67 de "Casino Royale", com David Niven e Peter Sellers, é o melhor filme de Bond.
Gosto desses filmes também - mais ou menos. Tenho alguma afeição pelos filmes de Bond com Roger Moore, principalmente porque eram esses que passavam no cinema quando eu era adolescente, e mesmo aquelas músicas ruins de Sheena Easton, Rita Coolidge ou Carly Simon acabam soando bondish aos meus ouvidos - e eu digo que são ruins porque sei que objetivamente falando elas são ruins, mas no fundo eu não acho. Os filmes em si são ruins, mas têm um ou outro momento bom (para mim o melhor é a fuga de Octopussy depois de roubar o ovo Fabergé das mãos de Bond, deslizando numa echarpe varanda abaixo; é um momento rápido, com aquele tipo de kitsch que é tão bem feito que de alguma forma deixa de ser kitsch e se torna realmente bonito). E também tenho afeição por um ou outro momento da versão de "Casino Royale" de 67. Mas quem gosta principalmente desses filmes não gosta, realmente, de James Bond. Se você gosta da paródia mais do que do que está sendo parodiado, é um bom sinal de que não gosta nada do que está sendo parodiado; seu prazer está na destruição da coisa.*
* Filthy me corrige nos comentários dizendo que não é o caso dele. Não esperava menos de ti, Noronha.
E é por isso que gostei tanto da última versão de "Casino Royale". Sim, Bond está meio vulgar - alguém achou que aquela linha sobre o dedo mindinho era witty? - mas ele não é paródico. Não é tongue in cheek. Quando ele aparece na última cena do filme, em pé na frente do sujeito em que acabou de dar um tiro, e diz que é "Bond, James Bond", senti que estava vendo James Bond no cinema pela primeira vez desde Sean Connery (com a vantagem de que o roteiro é muito melhor do que o de qualquer filme de Bond com Connery). Porque ele diz isso a sério - e graças a Deus.
Costumo fugir de filmes sem humor, e quando as pessoas reclamam que esta época tem ironia demais, acho ridículo. Há tantos filmes e livros e artigos de jornal e programas de tevê sem um toque sequer de ironia que realmente não entendo esse tipo de reclamação. O que eu poderia entender seria uma reclamação mais específica: não que a nossa época tem ironia demais, mas que alguns filmes e livros e programas de tevê e, pior ainda, algumas pessoas, têm ironia demais. São incapazes de seriedade por um segundo que seja; é um cacoete, uma morbidez.
São elogiados porque são "subversivos", eu sei. Há toda uma teoria. Deve-se rir de tudo, não levar nada a sério. Humoristas especialmente têm a tendência de acreditar nisso. Não basta ao sapateiro fazer os sapatos dele, ele tem que achar que a salvação está no sapato, que Deus tem cara de um sapato gigantesco e assim por diante. Alguns humoristas são assim. Não basta escrever uns textos engraçados lá no canto dele, não, não - ele tem que vir com uma teoria de que você tem que rir de tudo o tempo todo (ou você é, sei lá, um fascistão). ""Iconoclastia seletiva não cola", reclamou um comentarista aqui, uns tempos atrás.
Minha própria inclinação é a de que humor devia estar em quase todos os lugares. Quase todos, mas não todos. A tentativa de levar humor a todas as coisas em todos os momentos me deixa um pouco doente. O humor é bom porque murcha as coisas, por natureza. O humor apequena. E é bom que seja assim porque a maior parte das coisas merece mesmo uma apequenada. Tudo que quer se passar por mais importante do que é, é bom que leve uma apequenada.
Mas tudo? Você realmente quer murchar e apequenar tudo? Todo James Bond tem que ser paródico e com caspa? Tem que escorregar logo na entrada do cassino? Tem que ser interpretado por Carrot Top?
James Bond não é Matt Helm. James Bond não é o Mr.Bean se fazendo passar por espião, nem Leslie Nielsen caindo em cima da Rainha. Acho bom que Leslie Nielsen caia em cima da Rainha, e que James Bond não caia em cima da Rainha. O prazer que algumas coisas dão é que são engraçadas, e o prazer que outras coisas dão é que não são engraçadas. Querer extrair só um tipo de prazer, no caso o prazer do riso, de todas as coisas, é um impulso mórbido - e fundamentalmente indica uma incapacidade de gostar do que quer que seja, uma vontade de murchar e apequenar tudo.
Termino com uma citação de um livro que vivo citando (e vivo citando porque vivo lendo: mantenho o livro no topo da pilha de livros no banheiro e o pego pra ler sempre que faço xixi): "The James Bond Dossier", de Kingsley Amis.
O livro é de 1965 e se concentra nos livros de Ian Fleming, não nos filmes. Amis é muito bom em definir exatamente qual a atração da fantasia que James Bond inspira, e por que ela deve ser levada a sério, apesar de Roger Moore e da outra versão de "Casino Royale". Neste trecho, por exemplo, ele começa lamentando que Fleming tenha chamado um clube de "elegante" em Moonraker, a sério, ao invés de ridicularizá-lo. "One looks for the satirical backlash that never comes". Mas depois diz:
Is it possible to treat Bond's adventures as partly a joke, grin at his car
and his concealed weapons, boo at his enemies, whistle when his girl
appears, groan heavily when he gets captured, cheer when he works his
thousand-to-one chance of escape? That sort of thing happens when
the three so far extant Bond films are shown. It´s a send-up, see? - partly,
anyway. Sean Connery gives a gambling-joint doorman £5 and they laugh,
we laugh; we don't laugh when Bond slips the chef de partie a hundred-mille
plaque after a win in Casino Royale. Nor does the author. Mr.Fleming
probably laughed about what he wrote, but he doesn't laugh in his writing.
I approve. I enjoy the films and the laughs in the films, but I like the books better.
If Mr.Fleming sent up Blades [o clube descrito como "elegante"] I should be
relieved; my snigger would issue freely in the form of a guffaw, but Bond's power
would have been broken. He would be merely good fun.
É estranho dizer que um livro sobre James Bond é cheio de sabedoria, mas esse é exatamente o caso.
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Não pude agradecer à Charlotte pela menção antes porque o blog andou fora do ar, mas agradeço agora. E bom 2007!
Posted by Alexandre S. at December 27, 2006 06:53 PMme ocorreu agora que gosto mais dos cenários, das roupas, das perseguições, essas coisas, do que do próprio james bond. "On Her Majesty's Secret Service", por exemplo, é dos meus favoritos, mas tem o pior james bond ever (depois do timothy dalton).
Posted by: rodrigo de lemos at December 27, 2006 11:04 PMOlá, Alexandre.
Eu agradeceria um link para a tal entrevista com o Mainardi. É possível?
Lorde ASS, eu concordo com a sua tese de que, em suma, se o mano prefere a paródia à cousa, não gosta tanto assim da cousa. Mas a verdade é que, pelo menos nesse caso, eu gosto tanto da cousa quanto da paródia, or the other way 'round. O que admiro em Moore-as-Bond é o esprit de perceber que, bom, se o sêo Broccoli pretendia mesmo transformar 007 em uma espécie de Shaft-cover, não fazia sentido algum trabalhar de modo não histriônico. O Bond dos livros e o(s) Bond(s) dos filmes têm em comum pouco mais que o nome. E eu gosto das duas versões igual mas diferentemente. (Aliás, cê leu o Bond do Amis? "Colonel Sun"? Muito divertido.)
Posted by: McNasty at December 27, 2006 11:11 PMTambém acho, Rodrigo. "On Her Majesty's Secret Service" para mim é o segundo melhor filme de James Bond - depois desse último. Para falar a verdade, com exceção desse último nenhum filme de James Bond é inteiramente bom - mesmo os melhores são só medianos. Gosto bastante de algumas cenas isoladas, e da apresentação de todos. Faz tempo que descobri a fórmula para ver os filmes de Bond: ver só a primeira metade. O resto é aquela cena para mim enfadonha de Bond explodindo a ilha-fábrica subterrânea-estação espacial-etc etc.
Posted by: Alexandre S. at December 27, 2006 11:11 PMOi, Isabella! Infelizmente a entrevista não está online. Talvez acabe passando eventualmente - espero que sim. Se descobrir algum link, coloco aqui, está bem?
Filthy, olá. Acho difícil desgostar de Roger Moore, em todo caso - e é claro que grande parte do charme dele vem de não se levar a sério e tal. Só não perdoo a cena dele vestido de palhaço. ;>) Sobre "Colonel Sun", não li, mas queria bastante. Vou ver se encontro por aí. Abraço!
Posted by: Alexandre S. at December 27, 2006 11:15 PMMuito bom, babe ;-)
Eu gostava muito do Roger Moore quando criança mas, recentemente, vi ele vestido de palhaço em algum 007 e foi como descobrir meu avô travestido. Algumas figuras simplesmente merecem respeito e seriedade.
Posted by: Ieda at December 27, 2006 11:23 PMObrigada, Alexandre.
Posted by: Isabella Maddi at December 27, 2006 11:28 PMAlexandre! (putz, não sei fazer um emoticon de susto... será :-@? Não, fica feio.) Mas, mas... e os diálogos dele com a Eva Green? Eu me retraí todo na cadeira, de tão mal escritos. E aquela arma de rambo no final? E a feiúra espetacular do Craig? E a ausência DA trilha sonora? E a falta de charme?
Mas o que você disse sobre humor faz sentido.
Marcio, dando meu parecer feminino: Sim, Daniel Craig é feio mas assim que o filme começou, eu não me importava mais. É uma espécie de Chloe Sevigny, feio mas atraente.
Acho que você foi ao cinema com certa expectativa que, claro, não foi atendida. Mas, mesmo assim, não é mil vezes melhor do que qualquer filme com o Pierce Brosnan?
Posted by: Ieda at December 27, 2006 11:55 PMOlá, babe. ;>) Isabella, de nada. Marcio, não digo que o filme não tenha defeitos. Alguns diálogos eram cringe inducing, sim, e ver Giancarlo Giannini reduzido a ficar narrando o jogo ("Le Chiffre está blefando", "agora Bond vai ter que apostar tudo se quiser continuar no jogo", etc) foi chato, mas pra ser sincero eu nem me importei muito com esses defeitos. Quanto à música, ela tinha que aparecer só no final para ter um efeito maior, mesmo. Claro que a música da apresentação podia ser melhorzinha, e eu mudaria uns detalhes aqui e ali, mas de modo geral fiquei bastante contente.
Posted by: Alexandre S. at December 28, 2006 12:10 AMBabe, a música não é tão ruim assim se você for pensar em "die another day" da Madonna. Yikes.
Posted by: Ieda at December 28, 2006 12:18 AMOk, mas pára de dizer que o Daniel Craig é atraente. Depois de ver o filme passei a correr todas as manhãs, mas daí veio o Natal e me enchi de doces. Agora estou com um corpinho de Jon Lovitz. Menos atraente por causa disso? Hardly!
Posted by: Alexandre S. at December 28, 2006 12:42 AMAh, não liga! Daniel Craig é um caso clássico de "bom corpo mas o que aconteceu com o rosto?" ;-)
Posted by: Ieda at December 28, 2006 12:49 AMAh, Alexandre, o Matt Helm também não é o Matt Helm. O original (dos livros de Donald Hamilton) não tem nada a ver com a famosa arma desmaterializadora de fivelas do Dean Martin. Uns caras ficam até brabinhos, com quem confunde o matador de inimigos da pátria com o sem-birgogna do Dino (clique-me, clique-me).
Posted by: mauro at December 28, 2006 07:13 AMQuando era criança, levava o Roger Moore a sério como Bond, exatamente como fazia com o Batman da série de TV.
Posted by: Arnaldo at December 28, 2006 09:38 AMOps, esqueci de dizer olá. Olá, Alexandre.
Posted by: Arnaldo at December 28, 2006 09:39 AMMe perturbou a faceta 'herói romântico' deste último Bond, como se a sua primeira decepção amorosa tivesse sido a origem de seu sarcasmo e frieza habituais. Bond com sentimentos consolando mocinhas chorosas no banheiro? Shove it! Eu quero mais é ver Roger More engolindo balas de ouro de umbigos de dançarinas do ventre ;)
O filme é melhor que os do Sean Connery e Pierce Brosnam, mas pior que todos os do Guy Hamilton.
Abraço
Sobre o humor e os humoristas, você tem toda a razão. Ninguém é mais insuportável do que esses espirituosos em tempo integral.
Me deu vontade de ler, um dia desses, comentários seus sobre os faroestes de Sergio Leone.
Posted by: Fileleno at December 28, 2006 01:43 PMEste livro aqui também é bom. Aborda os livros e os filmes, incluindo os não oficiais:
Posted by: Juca Azevedo at December 28, 2006 04:42 PMFiquei sem saber se gostou ou não do filme. (Foi ver o filme sozinho?)
Posted by: Paulo at December 29, 2006 12:01 PMOld top, feliz ano novo, antes de mais nada.
Belo post sobre o Bond. Curiosamente, o trecho sobre humor me fez lembrar uma citação do Cioran, que devo ter postado há anos: "Le rire c'est un acte de supériorité, un triomphe de l'homme sur l'universe, une merveilleuse trouvaille qui réduit les choses à leurs justes proportions". E, como sabemos, apesar dessa frase, ele não era o mais sorridente dos seres.
Ah, quanto à história da "iconoclastia seletiva", a turminha que reclama disso não é a mesma que gosta de uns sujeitos como o Michael Moore? Esses podem ser "iconoclastas seletivos" à vontade. :)
Abraços!
Posted by: Ruy at January 7, 2007 03:09 AMParece que voltou a funcionar, o lance de postar comentários. Bem, a gente acaba de ler um livro do Ian Fleming e tem a impressão de que o Bond é charmoso. Não é. O Fleming é que tem charme e contagia com ele seu personagem. Contagiou o cinema, da mesma forma. Acredito que Fleming imaginou um assassino frio, brutal até, mas não conseguiu passar a idéia, impedido pelo próprio estilo, leve e elegante (sic). De forma que o Daniel Craig se aproxima, involuntariamente, do que o Bond era pra ser. Mas se distancia do Bond que todos conhecem. Quem sai ganhando, creio, é o pessoal que nunca ouviu falar de Ian Fleming ou mesmo de Bond e entra no cinema com um saco de pipocas gigante e um refri de 500 ml. Quer dizer, pegaram o bonde (Bond) andando e estão achando ótimo.
Posted by: Guga Schultze at January 8, 2007 11:32 AMa referência ao Matt Helm me fez ter saudades do dean martin.
Posted by: alexandre r. at January 8, 2007 09:07 PMEu queria mesmo um pretexto para vir perguntar da anunciada lista de quem é que pode fazer parkour. Já disseste que Cary Grant ("Ladrão de Casaca") pode, não sei se impunemente. Quem mais?
Posted by: Guilherme at January 11, 2007 12:04 PMUm bocado de baboseiras já foram ditas e até escritas acerca desse novo 007. Primeiro foi o anúncio do primeiro Bond inglês e loiro, como se Roger Moore houvesse sido o primeiro sul-africano e moreno de olhos castanhos a interpretar Bond. Depois o diretor Martin Campbell chegou a dizer que Craig foi o melhor ator que ele viu interpretar Bond. Com essa marketinagem tão em voga de reescrever ou apagar a História, Connery ainda acabará confundido com Our Man Flint. Isso sem falar nos "recordes" de bilheteria que essa nova aventura do agente secreto de Sua Majestade obteve, ainda que tenha ficado pouquíssimo em tempo em cartaz. Alguém pelo menos notou isso? As questôes principais me parecem as seguintes: Craig é um bom ator? Sim, não se trata de desqualificá-lo nesse sentido. Mas ele é o tipo ideal para Bond? Não, ele está mais para o tipo de vilão ideal de Bond. O filme Cassino Royale é bom? Sim, apesar de Craig e da péssima trilha sonora, como bom foi também 007 A Serviço de Sua Majestade, apesar de Lazenby. Mas no único fime do mais jovem dos atores que interpretaram Bond, a trilha sonora foi uma das melhores de toda a série, com direito à inesquecível canção We have all the time in the world, cantada por ninguém menos que o imortal Louis Armstrong. Se os produtores pretendiam realmente trocar o ator principal, não apenas para economizar, já que Brosnan teria feito uma pedida de muitos milhões de dólares, creio que uma chance excepcional para série foi perdida: Hugh Jackman teria sido uma opção sensacional e máscula para o personagem. Tudo bem com Craig numa espécie de Bond, digamos "conceitual". Algo como foi Christopher Lambert no papel de Tarzan. Funcionou? Sim, para aquele filme foi ótimo. Mas ninguém se atreveu a reviver a série de Tarzan com Lambert. Insistir com Craig será um claro equívoco. Parece que os produtores ignoram que o sucesso da série 007 também se deveu aos atores que conseguiram emprestar ao personagem, o tipo de empatia exigida ou acatada pelo público de muitas décadas. E nesse sentido Jackman poderia ser tão bem sucedido como foram Connery, Moore e Brosnan. Certo mesmo foi o Bryan Singer. Na retomada de um grande personagem, ele dirigiu um ótimo filme, manteve a vibrante música de John Wiliiams na trilha sonora e acertou em cheio ao escolher Brandon Routh para Superman Returns.
Posted by: Leandro Nogueira at January 16, 2007 12:02 AMAdorei Daniel Craig, um Bond super Up!, aquela cara séria, sem sorrisos, cara de homem e o corpo, deliciosamente gostoso!
Posted by: Márcia at January 18, 2007 02:34 PMSensacional [sem ironia] a parte sobre humor ou não [não vi o Bond}: pra ser levado a sério é preciso, hum, ter certa graça.
abrazzz
RB
Posted by: RB at January 23, 2007 08:45 PM