October 05, 2006

Tentando ler o Capítulo V de "The Portrait of a Lady" na varanda enquanto a empregada na cozinha tenta fazer a cachorra comer a papinha

It was very probably this sweet-tasting property of the observed thing in itself that was mainly concerned in Ralph’s quickly-stirred – vai, fia, come a papinha - interest in the advent of - It was very probably this sweet-tasting property of the observed – come a papinha, fia – of the observed thing in itself that – It was very probably – vai, fia – It was very probably this sweet-tasting property of the observed thing in itself that was mainly concerned in Ralph’s quickly-stirred interest in the advent of a young lady who was evidently not insipid. If he was consideringly disposed – papinha, fia – If he was consideringly disposed, something told him, here was occupation enough for a succession of days. It may be added – vai, fia, óia a papinha, papinha -, in summary fashion, that the imagination of loving—as distinguished from that of being loved — não vai cumê a papinha, fia? Óia que eu como tudo – It may be added... It was very probably this sweet-tasting property...


lendo.JPG

Posted by Alexandre S. at October 5, 2006 06:38 PM
Comments

Ri alto. Excelente timing! ;-)

Posted by: Ieda at October 5, 2006 07:39 PM

Hahahahahaha

Posted by: Cami at October 5, 2006 07:41 PM

Concordo com Ieda.

E há nesse mini-conto algo q um Opus-Dei anglófilo chamaria de "a reassuringly comforting hierarchy": Henry James > ASS > empregada > cachorra > papinha. :-p

Posted by: Permafrost at October 5, 2006 07:56 PM

Ri alto também. E, de quebra, fiquei curioso pra ver o que vem depois de "as distinguished from that of being loved — "...

Posted by: Marcio at October 5, 2006 08:24 PM

Jesus, meu abdômen não pára de subir e descer. Muito bom!

Posted by: Luciano Chaves at October 5, 2006 11:59 PM

LOL

Posted by: Patrick at October 6, 2006 09:17 AM

Damn funny, sir!

Some a isso três mulheres falando muito alto e duas TVs e eis a minha casa. Eu desenvolvi uma capacidade de concentração monástica, sério.

Posted by: Alessandra at October 6, 2006 10:11 AM

Cuspi café quente no teclado, obrigado.

Posted by: Daniel G. at October 6, 2006 12:42 PM

Agora tente fazer o mesmo com o vizinho ouvindo funk.

Damn cariocas!!

Posted by: Bruno Chiarelli at October 6, 2006 03:48 PM

Retribua, dando banho na cachorra, quando ela estiver no quarto de empregada assistindo a novela das oito.
gd ab

Posted by: Julio Cesar Corrêa at October 6, 2006 03:58 PM

Oi Alexandre,

Saudades do seu blog. Saudacoes londrinas!

Abs,

Elaine

Posted by: Elaine at October 6, 2006 04:14 PM

Mighty funny, may I say, sir.
E o desenho, é auto-retrato ou é o Paulo Francis?

Posted by: mauro at October 6, 2006 04:27 PM

www.lei-seca.blogspot.com

Posted by: Luiz Augusto at October 7, 2006 09:59 AM

Afinal, qual das duas acabou com a papinha?

abz

RB

Posted by: RB at October 7, 2006 10:43 PM

Sensacional.

Eu adoro papinha.

Posted by: Lexotânica at October 8, 2006 02:41 PM

Não lembra uma determinada tira da Mafalda?

Posted by: Glhrm at October 9, 2006 01:43 PM

E, no final das contas, quem comeu a papinha: a cachorra, a empregada, você ou o Henry James? :*

Posted by: lou. at October 10, 2006 02:33 PM

Muito boa!
Sim, a estrutura é bem parecida com a tira do Filipe lendo gibi no parque, Glhrm, mas nem por isso menos engraçada. A diferença é que a graça do Quino pende para o lado do texto, que vai embaralhando, enquanto na do Alexandre a cerejinha está na interrupção final "Óia que eu como tudo".

Posted by: ratapulgo "piada em debate" at October 10, 2006 03:38 PM

sugoi

Posted by: Han at October 10, 2006 08:16 PM

Ah, foi levantada uma questão interessante. Afinal, a papinha foi comida? Se sim, por quem? Se não, porquê? E que fim levou? Qual era, senhor, o conteúdo da papinha?

Nossa, temos praticamente um livro de mistério nascendo aqui! Que emoção!

Posted by: Alessandra at October 10, 2006 08:47 PM

Eu suponho que a papinha foi eventualmente comida pela cachorra. Mas não na hora, só quando ela quis. Enquanto eu lia eu sentia vontade de gritar "Deixa, Rosa! Rosa! Deixa!", mas tive medo de assustar Ralph Touchett que andava calmamente pelo jardim dele. E o pai se assustaria também e derrubaria o chá. ;>)

Eu tenho a obra completa de Quino, mas não me lembrava dessa tira. Ou me lembrava, e não me lembrava de que me lembrava. Be that as it may, olá.

Posted by: Alexandre at October 11, 2006 08:13 AM

Dessa tira do Felipe lendo no parque o gibi (do Cavaleiro Solitário, não?) e misturando as palavras da mesma frase eu não tinha lembrado.

A tira a que eu me referia era outra, do pai da Mafalda lendo um livro na praia e misturando o texto com observações suas sobre uma moça de biquíni que ele está espiando por cima do livro, até que - de tanto voltar atrás na mesma página - conclui que era um livro que ele já tinha lido.

Há um texto do Edgar Allan Poe sobre passagens de poesia em que parece ter havido imitação mas nas quais, segundo o Poe, provavelmente o imitador se esqueceu de que tinha lido aquilo, e não ele mesmo inventado. Não me perguntem qual texto é. (^_^)

Posted by: Glhrm at October 11, 2006 02:29 PM

:D

Posted by: Mariana at October 11, 2006 04:55 PM

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Posted by: Vilyamlw at August 26, 2007 02:21 AM

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Posted by: Vilyamrl at October 1, 2007 02:32 PM

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Posted by: Vilyamrl at October 1, 2007 02:32 PM
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