October 31, 2006

Casa Meseta, uma retrospectiva (1966-74)

para a Ieda, right back at ya

No final da década de sessenta a Casa Meseta, uma companhia francesa de filmes pornográficos, tinha oito atrizes sob contrato: as senhoritas Aube, Yonne, Marne, Oise, Epte, Andelle, Eure e Risle. O que esses filmes tinham de especial era que essas oito senhoritas eram extremamente pudicas - assim como o dono da companhia, M. Meseta de Langres, um catalão gordinho.

M.Meseta dirigiu todos os quinze filmes da companhia e em nenhum deles, claro, há nudez ou sexo. Era justamente isso que dava valor aos filmes aos olhos dos, hmm, conhecedores: ver senhoritas tão pudicas quanto Mlle.Aube, por exemplo, descascando ervilhas toda vestida, ou Mlle.Yonne cerzindo meia e reclamando das notícias no rádio, ou ainda (na cena mais famosa de “Epte Sans Péché”) Mlle.Epte fazendo o sinal-da-cruz ao passar na frente de um cartaz na Avenue Frotteuse que contem apenas a imagem da atriz Jane Fonda como Barbarella.

“Essas mulheres verdadeiramente impossíveis, elas me enlouquecem: essas mulheres de grossos tornozelos, essas mulheres cujas auréolas claras ou escuras podemos apenas imaginar por baixo dos vestidos de estopa, essas mulheres com toda a sexualidade explosiva de um Francisco Franco ou de um Charles de Gaulle”, escreveu Philippe Sollers no número vinte do Cahiers du Cinéma.

Nas convenções da indústria pornográfica que começaram a surgir no início dos anos setenta nem M.Meseta nem nenhuma das suas oito atrizes jamais apareceram, e pelo contrário se sentiam insultados com os convites, embora seja difícil acreditar que eles jamais aceitaram o seu envolvimento (não, que jamais souberam do seu envolvimento) no submundo dos filmes pornô. Várias revistas viviam prometendo “ensaios inibidos” com Mlle.Marne, a mais bonita e acanhada de todas, mas tudo o que conseguiram foram fotos de paparazzi em que se pode reconhecer o seu corpo espetacular envolvido num vestido preto de viuva basca e gorda. Infelizmente a Casa Meseta foi fechada em 74 e cada atriz seguiu seu próprio, reacionário e erótico, caminho. São avós agora, as que estão vivas, e certamente enlouquecem os amigos dos netos.

M.Meseta, como todos sabem, morreu aos 93 anos enquanto protestava (bengala erguida, boina deslocada, moedas caindo do bolso) contra a vagina da senhorita Sharon Stone do lado de fora de um cinema em Maiorca. Restam-nos, claro, suas quinze obras-primas de transfixiante acanhamento.

Os quinze filmes da Casa Meseta:

Yonne e Aube fazendo trufas (1966)
Aube Lê Balzac (1966)*
No Caminho da Igreja (1967)
E de Repente a Tosse (1968)**
Mlle.Risle e a Prótese de Nariz (1969)
Epte Sem Pecado (1969)
Yonne é Pura, Mas Intriguenta (1970)
Aube Escreve uma Carta para o Le Monde (1970)
Seu Tio Morreu, Andelle! (1971)
Yonne Ainda Está com Tosse (1972)
Epte e Eure Se Escondem Atrás da Geladeira (1972)
Aube Devolve uma Telefunken (1973)***
Yonne Vai a Fátima, Depois Volta (1973)***
Não Fica Acanhada, Marne! (1973)
A Gastrite de Eure e Montagem do Presépio, curtas (1974)

* com participação especial de Ernest Bornigne
** único dirigido pelo Dr.Helmut Kohl
*** lançados nos EUA respectivamente como "The Hot Mamacitas" (75) e "The Hot Mamacitas Go to Church" (76)

Posted by Alexandre S. at 08:48 PM | Comments (15)

October 30, 2006

You go, Beanie

beanie3.JPG

Não resisti e fiz a minha própria capa da Penguin Modern
Classics. (Foto tirada daqui.)

Posted by Alexandre S. at 01:54 AM | Comments (6)

October 27, 2006

"Yes, Minister " e "A Bit of Fry & Laurie"

Eu mencionei Yes, Minister no post anterior e pensei em escrever explicando exatamete o que foi essa série (e a sua continuação Yes, Prime Minister) e o motivo de eu achar que ela merece ser incluida entre as melhores séries de todos os tempos. Mas minha veia didática está murcha, vede, e de resto você pode clicar aqui para se informar e aqui para baixar.

Me deixe só dizer (me deixe, me deixe),(larga a minha blusa) que é a melhor comédia política que já vi - política no sentido de mostrar o que é o dia-a-dia da política e da burocracia. É brilhante. E "brilhante" é um adjetivo que eu tenho vergonha de usar, por algum motivo (dica: soa gay), mas Yes, Minister é realmente brilhante. Não tenho dúvida de que política é realmente isso. E o segundo episódio da primeira temporada tem algumas das melhores linhas sobre a política externa inglesa e a União Européia que já ouvi.

Aí embaixo está um clipe de um episódio de Yes, Prime Minister que é bastante típico da série:







E agora quanto a A Bit of Fry and Laurie. Sim, eles foram muito influenciados por Monty Python, blá blá blá - quem não foi? Escolhi três sketches da primeira temporada, que é a que eu acabei de ver. Este é do primeiro episódio (uma referência a Uri Geller):







Este é um sketch acho que do segundo episódio da primeira temporada:







E por último: eu sei que algumas pessoas não gostam de Stephen Fry (estou falando com você, Mariana) e escolhi este clipe como uma tentativa gentil de defender o old boy. Acho difícil alguém não achar isto, por exemplo, muito bom:



Posted by Alexandre S. at 02:16 AM | Comments (15)

October 26, 2006

10 Melhores Séries de TV

Vamos lá, é uma lista de 10 melhores alguma coisa, então é claro que você tem que ficar completamente atônito porque a lista não coincide completamente com a que você faria.

Em ordem inversa, pra fazer suspensinho:

10) Columbo
9) Yes, Minister
8) Curb Your Enthusiasm
7) Arrested Development
6) South Park
5) Simpsons
4) Twin Peaks
3) Monty Python
2) The Sopranos
1) The Office

Pessoalmente estou enojado comigo mesmo porque não pus Gilmore Girls. É uma série muito boa, nem tanto pelo roteiro (que é bom) mas principalmente porque a personagem de Lauren Graham é a mulher perfeita, e não só fisicamente. De qualquer modo, cada vez que eu a vejo na tela faço óoounn como uma dessas pessoas que se derretem quando vêem bebês. Além disso, claro, Stars Hollow é uma das cidades em que eu queria morar. É uma visão da felicidade na Terra, como Blandings Castle.

Talvez ponha amanhã. Talvez amanhã mude tudo. Na verdade queria ter colocado também Seinfeld, A Bit of Fry and Laurie, Not the 9 O'Clock News, Buffy (só não pus Buffy porque faz tempo que não revejo, preciso rever), Moonlighting, Três Patetas, Six Feet Under, Prime Suspect, Lost, Blackadder, Cheers, People Like Us e The Prisoner.

Também é verdade que essa lista é incompleta porque nunca vi Monk, House, French and Saunders, Father Ted, Alfred Hitchcock Presents, The Rockford Files e Remington Steele. Também não vi a nova Battlestar Galactica, só vi a primeira temporada de 24 e não me lembro muito bem de Fawlty Towers. Nem de Thunderbirds, pra falar a verdade. Extras não aparece porque o primeiro lugar foi para The Office, também de Ricky Gervais e Stephen Merchant.

Essas listas sempre me irritam porque as pessoas têm a tendência de colocar só coisas novas - como uma lista de mulheres mais sexy do século vinte que vi uma vez, que tinha Maria Fernanda Esqueci o Nome mas não mencionava, sei lá, Hedy Lamarr ou Jean Harlow. Minha própria lista não tem nada anterior a Columbo (1971), mas é porque sou burraldino.

Amanhã mudo tudo.

Posted by Alexandre S. at 01:46 AM | Comments (88)

October 16, 2006

Que que é isso, Samuel

* Júlio Lemos está de volta. E eu vi essa coleção de 2000 volumes. Todos livros muito bons; queria roubar.

* John Santos também voltou: aqui. (Este post me fez rir bastante.)

* E o Igor Barbosa também voltou, depois de tanto tempo.

* Dando sequência a esses blogueiros cristãos, Alex Castro está vendendo o livro dele pela Amazon, por US$3,00, em forma de e-book. (Oh, ok, ele não é cristão. Coloquei esses quatro juntos para ver se havia alguma espécie de reação química.)

* Bom ensaio sobre Lovecraft no NYRB.

* Por falar em Lovecraft, já ouviu falar no fenômeno do Bloop? (obrigado, Mojo).

* E aqui, Cthulhu atende chamados (5:40).

* Entrevista com Mark Steyn.

* Se você vai fazer um ataque ad hominem, este é um bom modelo.

* O curso de russo de Alexander Lipson. Dê uma olhada, mesmo se não está interessado em russo; é muito engraçado (via Language Hat).

* Este post, além de me deixar com vontade de ler Peter De Vries, diz algumas coisas interessantes sobre humor. E aqui ele fala de Raymond Chandler.

* Esta deve ser a teoria mais ridícula sobre o assassinato da Dahlia Negra. Não, espera, é esta.

* Trecho duma entrevista de James Ellroy no Homem a Dias: "Nunca iria criticar o meu país fora do meu país. Não sou um crítico cultural e considero isso desleal. Neste momento a América está a levar com muita trampa em cima, acho que injustamente. Tenho orgulho em ser americano e apoio o meu governo."

* É possível ler várias histórias de Lord Dunsany aqui.

* Aqui pode-se ver todos os episódios de Cosmos, de Carl Sagan (e reparar como ele é parnasiano: "Em algum ponto entre a imensidão e o infinito...". E releve a cena em que ele sopra um dente-de-leão, meu Deus).

* Greenbriar Picture Shows: fotos muito boas de cinema.

* O blog de televisão de Jaime J. Weinman, que também é o autor do Something Old, Nothing New e um dos meus blogueiros favoritos, apesar de miserável esquerdinha.

* The Book of Were-Wolves, de Sabine Baring-Gold.

* O livro de paródias de Max Beerbohm: A Christmas Garland. Leia esta paródia de Henry James, e esta de Chesterton, ambas perfeitas (via Terry Teachout).

* Acho que essa é a primeira vez que concordo com Jessa Crispin do Bookslut.

* Quando for votar, pense nisto.

* Dean Martin numa propaganda de bola de golfe (58seg).

* Oh, that got me good (via Wabbit, 59seg).

* Uma modelo caindo duas vezes na passarela. Modelo caindo é sempre bom (via Ieda, 14seg).

* Cartman tentando encontrar um adulto amigável na Internet.

* Um programa de rádio com, e sobre, Diana Deutsch, uma estudiosa das relações entre música, memória e percepção.

* A propaganda anti-Democrata feita por David Zucker.

* Eu gostava de Dennis Miller quando ele aparecia no SNL, mas depois ele sumiu. De vez em quando eu ouvia alguém dizendo que ele tinha perdido a graça e, ingenuamente, acreditava. Só quando vi este video entendi o motivo das pessoas dizerem isso: ah, ok: ele apóia Bush.

* Para terminar, Paulo Francis no especial do Manhattan Connection: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7. A muié que lê as coisas é cringe inducing e Caio Blinder é mais irritante do que eu me lembrava (fico imaginando ele perto de Samuel Johnson: "Mas que que é isso, Samuel, como assim "patriotismo é o último refúgio dos canalhas", tem muito patriota que não é canalha, que que é isso"...), mas o programa é bom (via Gabriel Trigueiro).

Posted by Alexandre S. at 12:18 AM | Comments (28)

October 14, 2006

MSM de costeleta



monroe01.jpg



Isto foi publicado no Globo em algum ponto de, acho eu, 1975. E esse aqui era o "monstrengo arquitetônico" a que eles se referiam:




monroe02.jpg



Lúcio Costa foi um dos que fizeram campanha para destruir o palácio, que de fato (é claro) foi destruído em 76. Porque em algum ponto do século XX "vocação para arquitetura" passou a significar olhar para o palácio Monroe e ficar com vontade de destruir tudo.

Quanto ao texto do Globo, como é que alguém em plena década de setenta ousa falar em "regras da estética"? Quem escreveu isso provavelmente usava costeletas e tinha um palitinho no canto da boca. Até consigo vê-lo datilografando isso com seus dedos ocres de Chanceller, "o fino que satisfaz". E devia usar uma camisa bem justa na barriga.

Links:
Palácio Monroe: Por que foi demolido?
Palácio Monroe (página bastante completa de Nádia Raupp Meucci).
Fotos do Rio Antigo.

Posted by Alexandre S. at 02:51 AM | Comments (31)

October 11, 2006

Conforto e Aventura

Existem dois desejos universais, Conforto e Aventura, que são irreconciliáveis enquanto não chegarmos no Paraíso. Hesitei antes de dizer que são universais, porque não sei se todo mundo tem essa espécie de nostalgia da aventura, essa sensação de que você foi Allan Quatermain noutra vida, ou D’Artagnan, ou Sir Denis Nayland Smith. Essa nostalgia é às vezes muito forte mas raramente me faz levantar da poltrona; e se faz, vou só até a janela e fico olhando a paisagem.

O desejo por conforto também pode não ser universal, que sei eu; tanta gente está se preparando agora para velejar até o polo sul ou acampar na Patagônia ou, Deus me proteja, dirigir um jipe na lama. Talvez esses sejam desejos universais mais fortes em uns, menos fortes em outros. Provavelmente o desejo de conforto é mais forte em mim do que o desejo de aventura, como acontece com a maior parte das pessoas, mas mesmo assim os dois são suficientemente fortes para me dividir um pouco e me fazer sofrer um pouco. O problema todo é saber que os dois desejos precisam ser satisfeitos, ao mesmo tempo, mas que pela natureza deles eles não podem ser satisfeitos ao mesmo tempo porque eles são, como eu disse, irreconciliáveis. Ou eu fico nesta poltrona tomando chá, ou eu tenho uma aventura. E que tipo de aventura realmente me agradaria? Será que eu realmente quero, ao sair do quarto para ir à cozinha comer bisnaguinhas, ser atacado por Si-Fans com nunchakus e shurikens? Em teoria sim, em teoria sim – acabo de passar vinte segundos de sonho acordado pensando nisso – mas na prática tenho medo de que eu iria, sei lá, ficar todo unhado e suado também. Quando eu voltasse para o quarto para ler Henry James, a leitura já não seria tão confortável porque os cortezinhos provocados pelas unhas dos Si-Fans – e dentes – iriam começar a arder, me distraindo da conversa entre Ralph Touchett e sua prima. As pancadas que levei com os nunchakus naquilo que P.G.Wodehouse chamava de the old lemon iam começar a doer. E o que eu faria com os corpos?

Quanto mais eu penso no ideal do conforto mais eu sei que ele é um ideal perfeitamente realizável aqui na terra e que eu mesmo já o alcancei várias vezes, mas quanto mais eu penso no ideal da aventura mais eu sei que ele não é realizável aqui na terra e que na prática os sinônimos para aventura são chateação, frio, fome, esforço – intercalados por uma certa euforia, imagino – e que não é um prazer puro. Então tento imaginar alguma espécie de reconciliação entre o conforto e a aventura.

E nesse ponto só consigo pensar em Hercule Poirot e Nero Wolfe. Eles vivem aventuras intelectuais sentados em casas com bons sistemas de aquecimento. Eles são a realização imaginária dos dois desejos universais da espécie humana, pela primeira vez reconciliados, satisfeitos em doses iguais. Não Sherlock Holmes, repare: por contraste as histórias de Sherlock Holmes mostram esses dois ideais como eles acontecem na terra: ora um, ora o outro, e nunca os dois ao mesmo tempo. Holmes uma hora está muito confortável no apartamento de Baker Street, que é descrito em detalhes como um lugar muito confortável, tocando violino ou tomando o café-da-manhã de Mrs.Hudson, e se entediando até, e sendo obrigado a dar tiros na parede para vencer o tédio, ou se drogar; e outra hora está vivendo uma aventura longe de Baker Street, nas ruas de Londres ou (e só essa palavra me provoca a nostalgia da aventura all over again) em charnecas. Ou um, ou o outro: Holmes e nós mesmos nunca temos conforto e aventura ao mesmo tempo. Mas Poirot e Wolfe têm.

Suspeito que a humanidade sempre tentou reconciliar os dois ideais de alguma maneira, mas só Agatha Christie e Rex Stout conseguiram: o que é um grande feito da imaginação. Se esses dois desejos serão realmente reconciliados no Paraíso, os livros de Agatha Christie e Rex Stout nos dão uma idéia de como é a vida das almas abençoadas. Claro, não temos indicação nenhuma de que os dois desejos sejam reconciliados no Paraíso, exceto a minha esperança; mas eu aceito como definição de Paraíso que ele é a reconciliação final de todos os desejos irreconciliáveis.

Posted by Alexandre S. at 09:05 AM | Comments (44)

October 05, 2006

Tentando ler o Capítulo V de "The Portrait of a Lady" na varanda enquanto a empregada na cozinha tenta fazer a cachorra comer a papinha

It was very probably this sweet-tasting property of the observed thing in itself that was mainly concerned in Ralph’s quickly-stirred – vai, fia, come a papinha - interest in the advent of - It was very probably this sweet-tasting property of the observed – come a papinha, fia – of the observed thing in itself that – It was very probably – vai, fia – It was very probably this sweet-tasting property of the observed thing in itself that was mainly concerned in Ralph’s quickly-stirred interest in the advent of a young lady who was evidently not insipid. If he was consideringly disposed – papinha, fia – If he was consideringly disposed, something told him, here was occupation enough for a succession of days. It may be added – vai, fia, óia a papinha, papinha -, in summary fashion, that the imagination of loving—as distinguished from that of being loved — não vai cumê a papinha, fia? Óia que eu como tudo – It may be added... It was very probably this sweet-tasting property...


lendo.JPG

Posted by Alexandre S. at 06:38 PM | Comments (27)

October 04, 2006

Indeed

Olha! Um livro sobre o Lula.

Posted by Alexandre S. at 01:43 AM | Comments (15)

October 02, 2006

Jackass

Queria ser capaz de ouvir o nome de um livro que eu já li sem dizer "Ah, eu li". Quase sempre nem agüento esperar que a pessoa termine de dizer o nome todo do livro; não, não posso esperar, tenho que quase gritar e cobrir a voz dela. "Outro dia estava lendo A Confederacy of D-" "Ah, eu li." "Estava pensando em comprar "Guerra e P-" "Ah, eu li. Muito bom". Sou o equivalente literário de alguém que não pudesse ouvir o nome de uma mulher com a qual ele foi para a cama sem dizer na hora: "Comi!". "Esta é a minha mulher, Ferna-" "Ah! Comi!". "Esta é a minha filha, Catar -" "Ah! Comi muito!".

Posted by Alexandre S. at 06:28 AM | Comments (21)