September 12, 2006

Links enough for you, frog?

* What's that, frog? Birdshit? Ouvi falar deste video pela primeira vez num artigo de 98 da revista inglesa Cult TV. O texto prometia Oliver Reed bêbado sendo entrevistado por um barbeiro francês. E graças ao YouTube, aqui está. Me dá vontade de sair por aí dando socos em espelhinhos e elogiando os mamilos de Glenda Jackson.

* A revista também mencionava outros programas com Oliver Reed, como este debate entre intelectuais (a palavra já por si é tão perjorativa que não requer o desdém canhestro das aspas) em que ele fala incoerentemente e, mesmo assim, faz mais sentido do que todo mundo junto. E ainda ameaça put my plonker on the table if you don't give me a plate of mushy peas, que é o que eu vivo ameaçando também. Na última parte do debate ele dá um beijo forçado numa feminista horrenda e é expulso da sala.

* Isto não vai ser só sobre Oliver Reed, mas este documentário em cinco partes é muito bom.

* Ok, só mais uma: Reed e Peter O'Toole depois de uma noite de bebedeira (Spitting Image).

* Passei quase uma hora no site do ilustrador Tadahiro Uesugi.

* Um golpe que eu queria dar em alguém, algum dia. E o melhor é que saiu no livro e não há como voltar atrás.

* Projetos arquitetônicos soviéticos nunca construídos.

* Propagandas desenhadas pelo Dr.Seuss.

* Uma entrevista de Frank Black com Ray Bradbury (via Incoming Signals, que parece que morreu).

* How to Spot a Jap. Com desenhos de Milton Caniff.

* Kevin Smith X Gays (via Yu-Huang).

* Melhor resposta daquela coisa, corrente, meme, o que seja, de livros, que encontrei.

* Entrevistas de rádio com escritores, feitas por Don Swaim. Têm cerca de meia-hora cada uma. Por enquanto ouvi as de Louis Auchincloss (boa porque gosto dos livros dele, mas meu Deus, ele é um pouco chato e não presta atenção no que os outros falam), Brian Boyd falando sobre Nabokov, e a de Donald Westlake. Mas a lista é suficientemente grande, e boa, para deixá-lo ocupado durante umas horas.

* Nabokov no programa de Bernard Pivot, falando (em francês, lendo as respostas escondido atrás de uma pilha de livros) sobre Lolita, Ada e línguas. E você sabe porque ele tem que ler as respostas: "I think like a genius, I write like a distinguished author, I speak like a child." (via Tiago A.)

* Por falar em YouTube, balonsoes, responsável pelos Nabokovs acima, tem uma seleção muito boa de videos, incluindo trechos de On the Town, The Art of Conducting com (entre outros) Furtwängler, (Jesus, está dando trabalho este post, cheio de links), e entrevistas com Borges.

* Certamente que eu vou.

* Zumbis feitos de, sei lá qual o nome disso.

* O Manobra, 1979 acabou. Não se consegue acessar nem os arquivos. Geralmente não concordo quando se diz que um blog morreu só porque parou de ser atualizado, porque seria um pouco como dizer que os ensaios de Montaigne morreram porque pararam de aumentar em número. Mas se você não pode acessar nem os arquivos, então o blog morreu morrido.

* Não queria falar nisso porque sou modesto e tal, desejando qualquer coisa menos que a atenção seja voltada para mim (por favor, por favor), mas me leia na Bravo! deste mês. Não aparece online. E aproveite e me leia na Atlântico também.

* Ah sim: um esmagador de cabeças.

Posted by Alexandre S. at September 12, 2006 01:41 PM
Comments

Oh, cheguei primeiro que todo mundo, que gafe! Destesto ser a primeira a chegar nos lugares, fico tão sem-graça... ainda mais que não conheço ninguém aqui... mas enfim.

Tadahiro Uesugi, que coisa linda! Humm, antes eu estava feliz por nunca ter recebido o tal meme dos livros, agora estou um pouco chateada porque não vou nunca conseguir pensar numa resposta melhor. As entrevistas vejo mais tarde, aqui não posso, damn.

Mas poxa, vou ter que comprar a Bravo!? Da última vez que eu fiz isso encontrei um cara lá falando dos ovários de Madame Bovary. Fiquei um pouco horrorizada. Vou tentar pegar emprestada.

Posted by: Alessandra at September 12, 2006 03:35 PM

Olá, Alessandra, olá. Os ovários de Madame Bovary realmente é um pouco demais. ;>) Uma das coisas que eu gostei nesse Tadahiro Uesugi é como ele faz a arquitetura moderna parecer bonita. Geralmente, ou teoricamente, odeio arquitetura moderna, mas ele me faz ver que isso é bobagem. Tudo bem?

Posted by: Alexandre at September 12, 2006 03:41 PM

O saudoso Oliver Reed era hilário. Não é pra menos que o YT esteja fazendo tanto sucesso!
gd ab

Posted by: Julio Cesar Corrêa at September 12, 2006 04:53 PM

Não por acaso, 'The Cult of Ray' é, imho, o melhor disco solo de Frank Black. Uma justa homenagem.

(ahem, sensacional teu texto sobre as mulheres gostosas da revista que parecem muito mais velhas do que você. por nada não, por nada não, mas quando vejo aquele monte de menina de dezesseis anos sendo tão fodona e mulherão como nunca vou ser, dá até um aperto, uma vontade de ligar pro analista...)

Posted by: Lia at September 12, 2006 05:25 PM

O fim do manobra, 1979 é uma tristeza... As vezes gostava de ler só os arquivos, quando não tinha atualização. Uma pena mesmo.

Posted by: Eduardo at September 12, 2006 05:57 PM

Um avental branco no espírito, todo manchado de Derrida.

Ah,ler isso compensaria até cheirar a bile da Madame Bovary.

Posted by: Diego at September 12, 2006 06:07 PM

Alexandre,

O artigo da Bravo está ótimo. Tem um ensaio do Orwell "Escritores e Leviatã" que afirma algo parecido a respeito da crítica literária. George Orwell diz que o "gostei" ou "não gostei" não é uma reação não literária. O problema é sim a racionalização subsequente pra fundamentar o seu "gostei" ou "não gostei". Fatalmente se tratará de um embuste, nada mais que isso.

Recebeu o último e-mail?

Um abraço!

Posted by: Gabriel at September 12, 2006 10:05 PM

Os zumbis são feitos utilizando a técnica do crochê, salvo engano.

Posted by: João Luis at September 13, 2006 01:37 PM

Corrija "perjorativa".

Posted by: Prof. Pasquale at September 14, 2006 12:39 AM

Naah, me deu preguiça. Mas obrigado, DP. E abraços a todos. Estou com soluço e calor - vou dormir.

Posted by: Alexandre S. at September 14, 2006 01:11 AM

Deveria fazer um post sobre Oliver Reed. Olhei a Wikipedia mas nada que fosse incomum ou interessante. Um ator de relativo sucesso, filho de Carol Reed, e que bêbado beijou Kate Winslet, a feminista.

Posted by: PaulMorel at September 14, 2006 08:10 AM

Oi Alexandre.
Obrigado pelos links. Escutei a entrevista da Patricia Altosilva concedida ao Don Swaim.

What an euro-wannabe. Que fingimento de sotaque.

Fiquei decepcionado. Achei que seria interesante.

Posted by: Alexandre at September 14, 2006 04:33 PM

Ótimos linques, old top. Ainda não o li na última "Bravo"; vou ler. E lamento muitíssimo a desaparição (esse é o termo) do Manobra.

Só mais uma coisa: olhando a foto, eu poderia apostar que o FB entrevistando Ray Bradbury é o Freddy Bilyk. :) Abraços!

Posted by: Ruy at September 14, 2006 04:57 PM

Quase havia perdido a fé na internet. Quanta coisa! Só deu tempo de olhar as arquiteturas soviéticas irrealizadas. Enfim, Bravo! desse mês, compra certa.

Posted by: Igor Taam at September 14, 2006 07:01 PM

Alexandre,
Acabei de ler o ensaio na Bravo e tive que entrar aqui pra comentar. Cara, não sabe como fiquei feliz ao ler sua "crítica" aos críticos. Me lavou a alma! Realmente, eles estão passando dos limites no exercício da profissão. Faz tempo que me irrito ao ler certas críticas, principalmente as de cinema, minha arte favorita: ás vezes me parece que eles não viram o mesmo filme que eu. Críticos de artes plásticas, então, nem leio; eles geralmente conseguem transformar a experiência agradável ou instigante que tenho ao ver uma exposição legal em alguma coisa tão sisuda como aquele bigode fixado com cera dos homens do século 19.
Por outro lado, percebo que alguns artistas, de tão preocupados com a crítica, acabam reproduzindo em suas obras o mesmo mau-humor sisudo dos críticos. E aí aparecem essas produções conceituais super racionais e chatas, que a gente vê/lê com um tédio imenso, uma saudade de Katherine Mansfield, sei lá. Show de bola seu ensaio!
Abraços

Posted by: Claudia Rangel at September 14, 2006 11:24 PM

Acabei de ler o seu blog todo, desde o primeiro post.
É melhor que muita coletânea "da obra de toda uma vida" de muitos escritores (eu nunca li a obra de toda uma vida de nenhum escritor).
Parabéns.
Gostei de tudo, mesmo do que não concordei. Ao menos foi bem escrito.
Podia haver mais meia dúzia.

Posted by: Badá at September 24, 2006 12:59 AM

Badá, eu também já fiz isso, mas não conta para o Alexandre. Ele vai achar que nós somos stalkers.

Posted by: Alessandra at September 25, 2006 02:00 PM

Naaah, Alessandra - eu queria ter stalkers mas ninguém se dispõe. Vou ter que acabar sendo o meu próprio stalker, me escondendo no arbusto do outro lado da rua esperando eu mesmo sair de casa. ;>) Olá. Obrigado pelas mensagens. Sois gentis.

Posted by: Alexandre at September 25, 2006 08:37 PM

Pois é, o blog Manobra acabou mesmo. Tentei tirá-lo do ar mas n~ao descobri no Blogger um mecanismo para tanto; então apaguei os textos. Obrigado pelas colheres-de-chá línquicas que mandavam gente nova às cercanias da internet.

Um abraço.

Posted by: Sesti at October 2, 2006 12:34 AM
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