August 17, 2006

Links

* Um (não "o") piloto de Buffy, com outra Willow, nunca levado ao ar (25:36 min.)

* Anthony Warlow cantando When I, Good Friends, Was Called to the Bar (música de "Trial by Jury", de Gilbert e Sullivan.)

* Miss Pearls fez um ano de blog e esperei todo mundo parar de brindar para erguer o meu copo aqui: parabéns, Isabel.

* Aqui você pode ouvir as entrevistas de vários escritores, como por exemplo Waugh , Shaw, Cecil Day-Lewis e Nabokov; aproveite para ouvir Hitchcock e Noel Coward.

* Por falar em Nabokov, faz tempo que o filho dele não atualiza o blog.

* Se você não vê problema em ler um texto numa tela por enquanto estourada por causa da foto gigantesca, leia sobre a conversa de Cecília Giannetti com Gay Talese.

* No Flickr, um photoset sobre o arquiteto português Raul Lino.

* Fotos que tirei de alguns livros. Tente adivinhar qual livro aparece em cada foto - em alguns casos é muito fácil, em outros não - e não ajuda nada que muitas fotos estejam fora de foco. Mas tente, tente.

* Explicações de Sinaléctica no Achtung Baby.

* Abram alas! Com vocês o post do meu cumpádi, o homem que sabe tudo e não está prosa, Mestre - ah, estou brincando.

* Dois textos sobre anti-semitismo: Mark Steyn e Nelson Ascher (em inglês, os dois.)

* "The Simple Art of Murder", de Raymond Chandler (PDF, 7 páginas). Sonhei que postava comentando cada trecho, mas me deu preguiça. Só digo isso: é tudo muito justo, mas com tantos anos passados desde o fim da Era de Ouro do romance policial, todos aqueles livros que Chandler desprezava tanto parecem muito atraentes em sua tolice inofensiva. E o final do ensaio é muito bonito.

* Oh, ok, não é MEC. MEC!

* Vi na HBO uns trechos do filme "A Fogueira das Vaidades", de Brian de Palma, e duas vezes traduziram "WASP" como "branco racista". Duas vezes. Mas isto é só uma digressão.

* France Gall cantando Laisse Tomber les Filles, de Serge Gainsbourg.

Posted by Alexandre S. at August 17, 2006 03:16 AM
Comments

When I, good friends, was call'd to the bar
I'd an appetite fresh and hearty
But I was, as many young barristers are
An impecunious party
I'd a swallow-tail coat of a beautiful blue
And a brief which I bought of a booby
A couple of shirts, and a collar or two
And a ring that looked like a ruby

He'd a couple of shirts, and a collar or two
And a ring that look'd like a ruby

At Westminister Hall I danc'd a dance
Like a semi-despondent fury
For I tho't I never should hit on a chance
Of addressing a British jury
But I soon got tired of third-class journeys
And dinners of bread and water
So I fell in love with a rich attorney's
Elderly, ugly daughter

So he fell in love with a rich attorney's
Elderly, ugly daughter

The rich attorney, he jump'd with joy
And replied to my fond professions
"You shall reap the reward of your pluck, my boy
At the Bailey and Middlesex Sessions
You'll soon get used to her looks," said he
"And a very nice girl you will find her
She may very well pass for forty-three
In the dusk, with a light behind her"

She has often been taken for forty three
In the dusk, with a light behind her

The rich attorney was good as his word
The briefs came trooping gaily
And every day my voice was heard
At the Sessions of ancient Bailey
All thieves, who could my fees afford
Relied on my orations
And many a burglar I've restored
To his friends and his relations

And many a burglar he's restored
To his friends and his relations

At length I became as rich as the Gurneys
An incubus then I thought her
So I threw over that rich attorney's
Elderly, ugly daughter
The rich attorney my character high
Tried vainly to disparage
And now, if you please, I'm ready to try
This breach of promise of marriage

And now, if you please, he's ready to try
This breach of promise of marriage

For now I'm a judge
And a good judge, too
Yes, now I'm a judge
And a good judge, too
Though all my law be fudge
Yet I'll never, never budge
And I'll live and die a judge
And a good Judge too

Posted by: Alexandre at August 17, 2006 04:14 AM

A France Gall está ainda mais encantadora no "Comic Strip":
http://www.youtube.com/watch?v=PgBVIVBnkso

Posted by: Rodrigo at August 17, 2006 08:11 AM

Alexandre, você conseguiu ouvir qual é o livro favorito do Waugh? Não consegui pegar...

Posted by: Marcio at August 17, 2006 08:40 AM

Os que consegui ler: Mário de Sá-Carneiro, Dictionary of imaginary places (Alberto Manguel, né?), Proust, Fitzgerald, Monteiro Lobato (não sei qual livro), Lovecraft, aiatolavo. A peça deve ser do Ibsen. Devo ter errado mais da metade, né? :)

Posted by: . at August 17, 2006 08:45 AM

Consegui identificar alguns, tally-ho.
Acho que vou brincar disso também.

Abraço,

Posted by: Igor at August 17, 2006 10:12 AM

Fui chamado de estúpido por alguém com charming manners. Mas é verdade, provavelmente MEC não é MEC. É um bom blog mesmo assim.

Rodrigo, verei agora mesmo. Marcio, vou ouvir de novo e já digo, ou tento dizer. Yaw, não, está certo. Igor, tente sim.

Abraços a todos, e uma cambalhota desnecessária.

Posted by: Alexandre at August 17, 2006 04:04 PM

Apaguei mais um comentário porque é fácil apagar, e gostoso. Mas eu não disse, Carlos (acho que era Carlos), o que você diz que eu disse naquela entrevista para o Viegas. "É muito difícil encontrar pessoas inteligentes de esquerda", e "existem dois ou três blogs bons de esquerda", foi o que eu disse; e depois "se a pessoa não é estúpida, é muito difícil ser de esquerda", e "é claro que há pessoas inteligentes de esquerda, mas é um mistério pra mim." São todas frases que eu mantenho. A frase que você diz que eu disse - "todas as pessoas de esquerda são estúpidas" - saiu da sua própria imaginação.

Posted by: Alexandre at August 17, 2006 07:35 PM

Se é para ser rigoroso, Alexandre, então o outro comentador também não lhe chamou estúpido. Ele disse que você tinha sido de uma "credulidade estúpida" (lendo o blog do falso MEC, sinto-me tentado a concordar). É possível ter um momento de credulidade estúpida e não ser estúpido. A frase que você diz que ele disse - que você é estúpido - saiu da sua própria imaginação. Mas, como você é que tem o poder de apagar comentários, o mais provável é que seja você quem tem razão. Pode não saber jogar, mas realmente a bola é sua.

Posted by: Carlos Nemésio at August 18, 2006 01:28 AM

Alexandre, você está saindo um excelente guia cultural literário cibernético blogueiro, só falta colocar uma loira gostosa pra dar as indicações mais explicitamente...

Essas entrevistas que você encontra, muito boas, inclusive a sua, pra rádio portuguesa. Você foi ver A Fogueira das Vaidades, a pior adaptação literária e casting da história do cinema (Tom Hanks, Bruce Willis, Morgan Freeman, acho que até o cachorro daschund foi mal escalado, ele se sairia melhor no papel do pregador negro!), com a possível exceção dos Maias pela Maria Adelaide AMaral e seu final iluminista, a única coisa boa das duas é a Malu Mader e a Malannie Griffith, bom, você foi ver esta bomba, e queria sair intacto, chamar WASP de branco racista foi o mais fiel que eles chegaram do livro; o que dizer do Morgan Freeman ser o juiz judeu?! Como o Paulo Francis, alguém tem que pôr o Brian DePalma pra dormir com uma injeção, e olha que ele nem tinha feito o filme de Marte ainda...

Até blog do filho do Nabokov você descobre!

Sobre as explicações de sinaléctica, nem sei o que é isso, mas parece, como dizia o Tom Wolfe, o momento mais chato do filme mais chato do Antonioni, e como diria o Vittorio Gassman, discorre sopbre todos aqueles temas atuais, alienação, solidão, incompreensão.

Abraços.

PS: Quando vai sair outro livro do Wunderblogs?! Mas vocês postando com essa vagareza de funcionário público francês tehtando ser demitido sem justa causa só vai dar pra juntar páginas suficientes em 2023... Inspirem-se no blog do Reinaldo Azevedo, ele mal dorme, tem que aguentar comentários de petistas, onguistas e chavistas em todo santo post e ainda comenta cada baboseira que o Mercadante faz (e você que é paulista sabem que são muitas!), e, com tudo isso, consegue fazer uns 20 posts por dia! Aprumem-se, senão vamos convidar a Marilena Chaui vir aqui comentar o existencialismo focauliano sob uma ótica gramsciana dos discursos do Marcola!

Posted by: Vicente Azambuja at August 18, 2006 01:55 AM

Alexandre,

Estou curioso: como você concilia sua posição de direita, sua defesa do cristianismo e sua contumácia ética como advocatus diaboli de hombridade e sundry maus-sentimentos a toda esta... yid-lovin' nonsense de "anti-semitismo"?

Caso interesse, sou extremista de direita.

Posted by: A reader at August 18, 2006 04:42 AM

Carlos, é um pouco desanimador perceber que as pessoas realmente acham natural e educado um estranho dizer "Que credulidade estúpida!" para outro. Isto não é "um jogo". Que jogo? É uma conversa, e como conversa eu pretendo que seja agradável. É uma pretensão tão estranha assim, de verdade? É algo que realmente precise de explicações? Sou uma pessoa formal e não faço questão nenhuma de ser informal. Se é para lidar com pessoas que acham natural dizer essas coisas, prefiro expulsar da caixa de comentários, que é o equivalente de tirar alguém da minha casa. Pode achar que sou excessivamente formal, e sou mesmo - não gosto nem que amigos me falem assim, quanto mais um estranho numa caixa de blog.

E você realmente não percebe que dizer "Que credulidade estúpida!" é quase a mesma coisa que chamar a pessoa de estúpida, de modo que se eu parafraseei não fiz grande injustiça ao espírito da coisa, ao passo que entre a frase que você afirmou que eu disse e as frases que eu realmente disse existe uma diferença muito maior? De boçalidade e estupidez?

E depois de você ter afirmado que eu disse algo que eu não disse, e que tenho maus modos por ter dito o que não disse, e depois ainda de você ter percebido que eu não disse o que você disse que eu disse - calma, estou terminando a frase -, você não só não pede desculpas, como seria normal, como volta aqui, sabendo que foi barrado, o que é mais ou menos como entrar pela janela numa casa da qual foi expulso, e ainda insiste que tem razão?

Eu estou completamente errado em achar que é possível manter uma caixa de comentário aberta e ter uma conversa razoável com pessoas normais? E que se essa pessoa normal for discordar de algo, vai discordar com a mesma afabilidade com que discordaria de um anfitrião durante um jantar? E uma última pergunta retórica, Carlos, porque apesar de tudo sinto que ainda é possível conversar com você - se o anfitrião durante o jantar mostrar uma nota evidentemente falsa que ele achou na rua, dizendo "olha, encontrei dinheiro", você joga a nota na cara dele e diz "Que credulidade estúpida!", cuspindo na sopa de cebola? Que raios de modos são esses? Jesus Cristo, que raios de modos são esses?

Posted by: Alexandre at August 18, 2006 06:06 AM

Vicente, obrigado. O filme é uma porcaria, mas graças a Deus só vi trechos. Mas Brian de Palma fez uma ou outra coisa boa, não fez? Os Intocáveis? Carrie? E trechos bons em filmes não-tão-bons? (Mas clica no link do Achtung Baby, garanto que é bem melhor que isso.)

"A reader", não vejo nada de muito anticristão em ser a kike-loving fella such as myself. Além disso parte dos meus antepassados eram judeus espanhóis. Até me orgulho disso um pouquinho. Tenho medo de seguir o link que você deixou e descobrir o que é o seu extremismo de direita, mas se é anti-semitismo - bem, por que não deixa o anti-semitismo para a esquerda? É coisa completamente deles, agora - e eu não acho que você quer ser confundido com eles, quer?

Posted by: Alexandre at August 18, 2006 06:23 AM

Hmm, acabo de clicar no seu link, mas eu acho que o artigo chamado "TELLING THE TRUTH IS NOT ANTISEMITIC. AM I RIGHT?" ia ficar melhor se se chamasse "TELLING THE TRUTH IS NOT ANTISEMITIC. AM I RIGHT OR AM I RIGHT?" e tivesse um desenhinho do autor tentando dar um high-five num leitor imaginário.

Posted by: Alexandre at August 18, 2006 06:30 AM

A propósito de entrevistas de escritores, talvez não esteja a dar uma novidade, mas vale e pena dizer que vale a pena ler as transcrições em http://www.theparisreview.com/literature.php

Posted by: Rosa at August 18, 2006 12:31 PM

Thanks pelos dois artigos sobre anti-judaísmo. Gostei especialmente da frase: "the key difference between the [Hitler and Churcill] was that the prime minister had a very shrewd understanding of what the Führer was like and the Führer had absolutely no clue about the prime minister." [Steyn]

Agora, o Ascher devia parar de publicar em inglês. Ele soa half-witted. Not his cup of tea.

Posted by: Permafrost at August 18, 2006 02:33 PM

Vamos ver. passo-passo-Edward Lear- Turner(?)-passo-Suave é a noite-Caminho de Guermantes-passo-Lobato- Sá Carneiro-passo-Lewis Carrol(não estou bem certa)-Lovecraft(este eu colei do comment abaixo)-passo(mas fiquei curiosa)- Chandler-passo-O pato selvagem-Watership Down

"You look hungry! Rats getting too clever, I suppose?" (acho que vou colocar esta no rodapé dos meus e-mails).

Beijos

Posted by: Brunilda at August 18, 2006 03:31 PM

Ah, eu tenho essa edição de Nárnia.

Posted by: Alessandra at August 18, 2006 04:33 PM

Rosa, realmente tem algumas muito boas lá. Permafrost, não para mim. Brunilda, muito bom! Vou colocar as respostas hoje de noite. Alessandra, olá. São edições bonitinhas, não são? Beijos, abraços, uma vênia.

Posted by: Alexandre at August 18, 2006 04:49 PM

Ninguém acertou Mr. Gershwin? ;-)

Posted by: McNasty at August 18, 2006 05:13 PM

Pois, e Gershwin estava facinho. ;>) Ah, faz de conta que já é noite e vou por as respostas aqui porque tenho que sair:

1) Chandler, The Long Goodbye.

2) Alberto Manguel, Dicionário dos Lugares Imaginários, na versão brasileira onde tiraram verbetes dedicados a Tolkien e C.S.Lewis para falar de Ubaldo Ribeiro (aka "As Nossas Coisas").

3) The Complete Nonsense of Edward Lear.

4) Aquarelas de Turner sobre Veneza.

5) Ira Gershwin, Lyrics. (Lyrics on Several Occasions by Ira Gershwin, Gent.)

6) Fitzgerald, Suave é a Noite.

7) O Caminho de Guermantes, Proust (edição completa do "À la Recherche..." da Gallimard, machuca meu dedão quando tento ler na cama).

8) O final de "The Short Happy Life of Francis Macomber", de Hemingway (em "The First Forty-Nine Short Stories").

9) "As Caçadas de Pedrinho", Monteiro Lobato.

10) Poesias de Mário de Sá Carneiro.

11) Esse era difícil. Clive Barker, "The A-Z of Horror".

12) C.S.Lewis, "The Lion, the Witch and the Wardrobe".

13) Lovecraft, "Um Sussurro nas Trevas", na tradução do Uncle Donald do Bruno Garschagen.

14) Olavo de Carvalho, "O Jardim das Aflições".

15) Mesma coisa que o 1o: Chandler, "The Long Goodbye".

16) "Guerra e Paz".

17) Ibsen, "O Pato Selvagem".

18) e finalmente Richard Adams, "Watership Down" (muito bem, Brunilda).

Abraços a todos, bom fim de semana.

Posted by: Alexandre at August 18, 2006 05:43 PM
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