2 de July, 2009

Buick Mckane will you be my girl?

Tem texto meu lá na última página da Vip que está nas bancas. Aquela da mulher espremendo as bazoongas.

Fora isso informo ao mundo que comprei uma biografia de Erich von Stroheim, e que hesito antes de comprar 12 volumes de Sainte-Beuve.

E, como essa música não me sai da cabeça, fique com Buick Mckane. Aparentemente só agora estou descobrindo 1972.

Postado por Alexandre S. 06:03 PM | Comments (8)

28 de June, 2009

A mão sagrada

Eu sei que "não se deve colocar mulher num pedestal", por favor, né, considerando-se os defeitos delas, que não sabem somar nem dividir, que não entendem que exceções não invalidam regras, que votam mal, que não gostam de ficção científica, e que mesmo as mais bonitas têm lá os seus dias de pele gordurosa, espinha, bafo. Eu sei, mas qual é a graça de ter uma mulher bonita, ou até só de chegar perto de uma mulher bonita, se não for para colocá-la no pedestal muito de vez em quando? Se não for para sentir de vez em quando um pouco do sentimento de veneração? Você acha mesmo que não existe nada de sagrado numa mulher muito bonita? (Isso tudo admitindo que os homens mais espetacularmente fracassados com mulheres que já vi na vida são os que não conseguem desligar o botão de veneração nunca, entrando num looping de rapapés asqueroso e infinito, melífluo e abichornado. Mas mesmo assim.)

Só sei que, se a minha mão esquerda entrasse uns segundos por debaixo da saia de Scarlett Johansson, eu, que também acho que "não se deve colocar mulher num pedestal", consideraria para sempre a minha mão sagrada. Ou qual a palavra - numinosa? Olharia para a minha mão com pasmo - como se fosse a mão de Arthur que tocou em Excalibur, ou a de Jacó que lutou com o anjo. Mostraria a minha mão para os netos como se lhes mostrasse a cruz do Calvário. "Ó, sente o cheiro, nunca mais lavei". "Ai vô, pára". Exigiria que as pessoas abrissem caminho para mim no correio, no supermercado: "Saiam da frente que eu pus a mão entre as pernas da Scarlett Johansson". E acharia perfeitamente natural, de fato esperaria isso o tempo todo, que uma pessoa que estivesse conversando comigo durante uns minutos, vendo a minha mão esquerda casualmente repousada e semifechada em cima da mesa, de repente se lembrasse onde aquela mão tinha estado, e sentisse um arrepio e perdesse o fio dos pensamentos, e não conseguisse conversar mais nada, e não tirasse mais os olhos da minha mão de velhinho.

Postado por Alexandre S. 04:20 AM | Comments (24)

13 de June, 2009

Pickwick

Só agora à tarde, levando minha cachorra pra passear, percebi que o meu gosto por autores menos conhecidos é uma decorrência da minha necessidade de ficar todos os dias pelo menos umas horas sozinho.

Digo, se eu fosse ler Philip Roth agora (mas Philip Roth é tão 2008! Quem está sendo muito lido agora? Bolaño? Sándor Márai?), qualquer romance dele, sobretudo os últimos, e me deparasse com uma cena em que o personagem está numa sala de espera de hospital, digamos - estou chutando -, eu estaria lá com ele na sala de espera do hospital, e até aí tudo bem; mas ao olhar à minha volta veria uns vinte leitores brasileiros sentados aqui e ali também, no chão todos desacorçoados, ou apoiados na parede bebendo Sukita, amigos meus inclusive. Mas o ponto todo é que eu quero ficar sozinho.

Ao passo que eu entro numa cena de Trollope com alguma segurança de que não vou encontrar rapazes inteligentes de 2009 fumando maconha num canto de Ullathorne, e tal. A mesma coisa com Sheridan LeFanu, E.F.Benson, Wilkie Collins. O ponto de um romance é entrar num lugar para ficar sozinho, tipo a ala abandonada de uma mansão inglesa, não um café da moda onde todos os rapazes inteligentes de 2009 vão.

Esse é um dos males dos clássicos e por isso tenho evitado os mais óbvios. Não há recanto descrito por Thomas Mann ou Conrad que não tenha uns blogueiros até legaizinhos acampados fedendo fazendo piadas sobre atualidades brasileiras. Ao passo que alguns clássicos fora de moda, alguns clássicos considerados não sérios o suficiente para leitores de tendência filosófica - estou olhando para você, Charles Dickens - estão deliciosamente abandonados. Dá pra ficar horas, dias sossegado lá como se estivesse no mato pescando. Ora, estou lendo The Pickwick Papers e até agora não encontrei, não digo um brasileiro, mas uma única alma de 2009 na cena de duelo do Mr.Winkle.

Postado por Alexandre S. 04:59 PM | Comments (28)

12 de June, 2009

A marriage has been arranged between man and beast

* O texto das últimas três aulas de Bruno Tolentino, junto com todos os textos da Dicta&Contradicta n 1 e 2.

* Imagens e receitas de chocolate. Oh boy.

* Do The Onion: New Terminator Movie Brings J.D.Salinger Out of Hiding.

* Por falar nele, este livro aqui é, aparentemente, a história de um ladrão que planeja invadir a casa de Salinger e roubar os seus manuscritos inéditos. Não sei se é bem escrito, mas queria ter tido a idéia.

* Pichações encontradas em Pompéia (obrigado à Ieda).

* Pedro Bial, parecendo levemente mais limítrofe que de costume, entrevista um Olavo de Carvalho bonzinho que não fala palavrão. Em três partes. (Obrigado ao comentarista anônimo que deixou o link no post anterior.)

* Uma versão literal de Total Eclipse of the Heart (obrigado, Jules):

* No início achei que era piada, tipo The Onion, mas aparentemente existe mesmo.

* Uma análise em forma de video de Eyes Wide Shut em duas partes: aqui e aqui. Mais análises aqui. (Obrigado, Freckles!)

* Taste and judgment are faculties that we develop: they form part of the great transition from youthful enjoyment to adult discrimination. To teach them is to offer a rite of passage, into the adult way of life. And young people today are suspicious of rites of passage unless they themselves devise them. Their rites of passage are not from adolescence but more deeply into it. This, I believe, is the key to understanding their musical taste. The songs, styles, and groups that appeal to modern adolescents are invitations to join the gang. And criticism of their music by anybody who is outside the gang is offensive—an existential affront, which threatens their core experience of social membership.

* Desenho de R. Grampá da história em quadrinhos do Daniel Pellizzari, Furry Water. (Sobre a qual só vai se saber mais em julho.)

* Livin' Neath the law with Jack McBrayer.

* Dicionário em forma de limericks (obrigado, Alessandra Souza).

* Todos os meus professores foram assim. Mesmo.

* É sempre gostoso ver alguém falar mal de Paulo Freire.

* Um texto de Wes Anderson sobre quando levou Pauline Kael para ver "Rushmore". (E tenho que dizer que a reação de David Edelstein é retardada.)

* Poets Ranked by Beard Weight.

* Se você corre, talvez te interesse ler isto.

* Eu só gosto de Taki quando o assunto é fofoca e coisa e tal.

* Como contraponto ao link anterior: homens que casam com mulheres mais jovens vivem mais (e que casam com mulheres mais velhas vivem menos).

* A critic as astute as James Wood--who ranks, for better or worse, among the most influential writers on literature of our time--can continue to pretend that the "realist" tradition in fiction somehow reigns supreme. Yet any perspicacious reader should be able to see that tinkering with reality is the real driving force in contemporary fiction, and has been for a long time.

* Isto foi deixado esquecido nos comentários deste post aqui e eu queria dar mais destaque:

"FWIW, I think fantasy and beauty are generally great but almost always in a double-edged-sword kind of way. Only nutjobs wouldn't want to celebrate and enjoy what people and life more generally are capable of -- sports, singing, music, fab food, great workmanship, etc. Yet the experience is often accompanied by a little wistfulness: "Gosh, I'd love to be able to play tennis that well, or at least better, myself" -- that kind of thing. You're ravished by what you see yet a little more aware than usual that your own life doesn't include such a thing. Damn, I really wish I could sing, for instance.

I think if you're a semi-balanced person the above isn't a big deal, it's just a minor part of the sweet-bitter thing that is life.

Hey, a small theory here: to my mind, the heightening of that sweet-bitter experience is a big part of what art is about, and a big part of why we have art at all. It dramatizes (heightens) something that's inescapable about life (it's great / it's awful), something that you might almost call life's basic flavor. For a few seconds, we really-really vividly experience that bittersweet flavor, unclouded by more mundane concerns. And, basically, a wellish-balanced person is grateful for that experience.

Some not-well-balanced people, though, can be really thrown off by it. They're overwhelmed by envy, or depressed by the comparison, or they suddently "don't feel good about themselves," or they've been living in denial about what life is like and are crushed to be reminded that it's bittersweet ... And then they get angry, accusing, political, prissy, vindictive. They often start wanting to pass laws. One more reason to be wary of the "let's pass some laws!" urge so many people feel. What's really motivating them? ..."

* Aparentemente esquerdistas associam apreço pela própria higiene com homossexualidade, e conservadores não. Fascinating stuff.

* Estou lendo os contos de Flannery O'Connor, e achei que este detalhe da vida dela ia agradar a uma amiga minha:

"O'Connor described herself as a "pigeon-toed child with a receding chin and a you-leave-me-alone-or-I'll-bite-you complex." When O'Connor was six she taught a chicken to walk backwards, and this led to her first experience of being a celebrity. The Pathé News people filmed "Little Mary O'Connor" with her trained chicken, and showed the film around the country. She said, "When I was six I had a chicken that walked backward and was in the Pathe News. I was in it too with the chicken. I was just there to assist the chicken but it was the high point in my life. Everything since has been anticlimax."

* Padma Lakshmi:

* Stalin X Hitler!

* Fotos da tribo de mulheres-lutadoras da Ucrânia.

* Ando treinando o meu Jagger também:

* Ilustrações de Beatrix Potter no Flickr.

* A arte de Zinaida Serebriakova (via Gatochy).

* E, para terminar: várias capas desenhadas por Edward Gorey.

Postado por Alexandre S. 01:02 AM | Comments (7)

27 de May, 2009

Dicta&Contradicta

Está saindo o terceiro número da revista Dicta&Contradicta. Se você está sentindo minha falta só porque fiquei uns dias sem postar - é normal, eu também sinto saudades de mim - pode matar saudades lendo o conto que escrevi pra ela.

Além disso tem textos do João Pereira Coutinho, Roger Scruton, Olavo de Carvalho (sobre Mário Ferreira dos Santos), Bruno Garschagen, Pedro Sette Câmara, Ruy Goiaba, uma tradução de Nelson Ascher, etc.

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(Lançamento dia 4, Cultura do Villa-Lobos, 19:30.)

Não tenho certeza, mas acredito que a revista foi concebida, do início ao fim, para irritar this dude.

Postado por Alexandre S. 10:24 PM | Comments (38)

12 de May, 2009

Melhor argumento em defesa do sistema de castas

A vantagem do sistema de castas é que, se você sabe qual vai ser a profissão do bebê, nada impede que um jornal publique notícias do tipo "NASCE ERNST LUBITSCH, DIRETOR DE CINEMA". No sistema atual você só lê sobre a morte dos gênios, nunca o nascimento, o que dá uma impressão exagerada de declínio da civilização. Mas imagine a alegria de ler a manchete acima pela manhã e poder dizer: "Mal posso esperar pra ver os filmes do Lubitsch! Rapaz!", ou "Melissa querida, nasceu o Ernst Lubitsch! Vamos abrir aquele champanhe?".

Postado por Alexandre S. 03:15 AM | Comments (12)

1 de May, 2009

His beard alone has experienced more than a lesser man's entire body

Temporariamente retiro tudo que já disse sobre publicidade e publicitários. Quer dizer, até me deparar com um publicitário na vida real, ou num caderno de cultura. Ou uma propaganda de cerveja brasileira, ou de chinelo. Ou quase qualquer outra propaganda.

Postado por Alexandre S. 03:59 AM | Comments (14)

16 de April, 2009

Oh burn!

Ontem me agachei para coçar a bundinha da minha cocker enquanto ela comia papinha, e no jornal velho embaixo da tigela vi uma foto do Saramago amarfanhado, coberto, senão de razão, de ração, dizendo que "o sonho da Igreja é transformar todos em eunucos".

Mas hoje, lendo um conto do Padre Brown, vi que ele num ponto lá diz para um amigo: "Você acha que eu não sei que o amor de um homem e uma mulher foi a primeira ordem de Deus e é glorioso para sempre? Você por acaso é um desses idiotas que acham que nós não admiramos o amor e o casamento? Será que eu preciso ser informado sobre o Jardim do Éden e o vinho de Canaã?"

Eu não me importaria de ser chamado de idiota por, digamos, Mersault, Vautrin ou alguém assim. Mas ser chamado de idiota pelo Padre Brown! Oh suprema humilhação se resta a Saramago um pouquinho de gosto! Qual o próximo passo, ser chamado de mongolóide por Sherlock Holmes, de burraldino por Nero Wolfe e de mocorongo por Miss Marple?

Postado por Alexandre S. 08:29 PM | Comments (23)

2 de April, 2009

Guerra contra o Mundo Real

Você diz que detesta o mundo real, mas eu acho meio mentira. Por que não uma guerra de uma vez por todas? Snipers contra o mundo real, bazucas contra a paisagem vista pela janela? Tanques contra a rua disso, o restaurante daquilo? Por que esse orgulho por conhecer restaurantes reais? Eu ignoro o seu restaurante real, embora tenha comido nele e goste e queira voltar porque o macarrão estava bom. Mas sei lá, fui trazido até ele em meio a uma vaguidão dos sentidos, deixei o carro com o manobrista enquanto pensava em Moonlighting ou The Moonstone. Por que esse orgulho de conhecer de nome o presidente da empresa tal, "tá comendo aquela menina da novela"? Limite o seu conhecimento a personagens de ficção e seus namoricos. Por que ler biografias da empresária Dorita Campello (inventei), por que ler as vidas de gente que viveu aqui nesse mundo de verdade, junto com - mas nem consigo me lembrar de um nome pífio do mundo real - junto com, lembrei de um, mas tenho nojo de escrever - por que ler essas reportagens, oh a história da Globo, do Estadão, do cerco de Stalingrado! Se diz que odeia o mundo real, odeia com gosto, e apaga da memória o nome desses restaurantes todos e bares - "lá onde era o Tio Pedrito, sabe?", e alguém sempre sabe - "noooosa, famoso Tio Pedrito, virei muita madrugada lá com a turma do Bambão lembra do Bambão?" - não não lembro do Bambão, esquece o Bambão e o Tio Pedrito, ignora completamente a geografia da cidade e a história dela nos últimos quinze anos. O mundo real é só para o seu corpo real e banhudo, resfolegante entre a avenida Jacurici e a alameda Comendador João Azeviche: sua mente não tem que tocar com seus pezinhos delicados de aristocrata nada que fique para fora de um romance russo do século dezenove ou de um conto de Nine Stories ou da caixa com a primeira temporada de uma boa série feita por volta de 2006.

Acha exagero falar em guerra? Acha que essa guerra já não existe? Cada vez que um retardado no cinema grita "Oh, até parece!", ou ri porque mostraram um parque na avenida que vixe todo mundo sabe que não tem parque, esse é o momento em que um soldado raso mequetrefe da vida real está atirando contra o mundo de mentira. E por Júpiter, somos patriotas do mundo de mentira. Ou sejamos! Grandes hussardos de bigode e astracã do mundo fictício, atirando desprezo e ignorância e total inexperiência contra os costumes, as ruas, os bares e as pessoas do mundo real.

Postado por Alexandre S. 02:44 AM | Comments (23)

26 de February, 2009

Oh, Vivien

Durante uma conversa com uma amiga eu disse que acho que os filmes de época, especialmente os passados no século XIX e início do XX, erram sempre o tom, fazendo com que os personagens ou sejam mais liberais ou mais pudicos do que deviam. Ela disse: "Geralmente os personagens mais à frente do seu tempo são simpáticos, os personagens mais antiquados são ridículos". E sim, sim, é isso.

Imagine, por exemplo, um filme feito em 2100 sobre a época de hoje - um filme caro com os guarda-roupas mais luxuosos (uau, dirão as pessoas de 2100 vendo roupas de skatistas de 2009, como as pessoas andavam arrumadas, era tudo tão mais chique) e os atores ingleses com a cara mais caricaturalmente entojadinha. O filme conta a história de Vivien, uma jovem de 2009 descrita por outro personagem como sendo "um espírito livre"; e nesta cena ela está indo tomar chá com sua tia Ursula num Starbucks em São Francisco. Está chovendo, mas Viv se recusa a ficar debaixo do guardachuva da tia Ursula, dançando descalça no meio da rua e rindo.

TIA URSULA (interpretada por Norma Plimpton-Bracknell, "a Maggie Smith de sua época"): Viv!
VIVIEN: A chuva é deliciosa, tia Ursula! A senhora devia experimentar!
TIA URSULA: É por isso que Andrew a abandonou, Viv! Você não tem auto-disciplina!
VIVIEN (rindo extasiada): Andrew me deixou porque eu sou lésbica, tia Ursula. E necrófila.
TIA URSULA: Viv!
VIVIEN: Eu estou feliz, tia Ursula! Me deixe dançar na chuva!

(toca um roquinho animadinho de mulher enquanto Viv dança em câmera lenta.)

VIVIEN: Oh, Tia Ursula! A senhora nunca foi jovem e sentiu o desejo de dançar na chuva, tomar haxixe, praticar uma eutanasiazinha, nada de nada?
TIA URSULA: Viv! Entre já e pare de dar espetáculo na rua! Lembre-se, você é uma Timberwell, não uma menina cigana fedorenta!

(entram na Starbucks e sentam na mesa, Vivien sacudindo seus cabelos molhados à maneira de um verdadeiro espírito livre. Gotas de água caem nos monóculos dos vizinhos, que fazem cara de desaprovação e espanto.)

VIVIEN: Ah! Que vontade de fazer sexo com filhotinhos de panda! Caralho!
TIA URSULA: Vivien, nenhuma sobrinha minha jamais fará sexo com filhotinhos de panda! O que você é, uma negra como esse asqueroso Presidente Obama?
VIVIEN: Só estou feliz, tia Ursula! Por conta do meu noivado com o cadáver de Timothy Leary e tal! A senhora tem certeza que não quer ir no casamento?
TIA URSULA: Por Deus, Vivien, às vezes me parece que você de fato tem sangue miscigenado. Agora escolha o seu café e pare de tilintar o seu piercing vaginal como uma escolar excitada que você está me dando dor de cabeça!

Outro erro de tom, que as pessoas envolvidas na produção do filme jamais vão perceber mesmo tendo gasto milhões com pesquisas sobre roupas e costumes de 2009, é que a tia Ursula, apesar de entojada, tem uma tatuagem tribal subindo pelo pescoço e pegando metade da mandíbula direita. Além disso, sexo com filhotinhos de panda, como eles deviam saber, só virou realmente moda em 2015.

Postado por Alexandre S. 02:54 AM | Comments (40)