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abril 04, 2008
De aparências e realidade
Se a oposição no Congresso e na imprensa tivesse para as artimanhas políticas um décimo da competência de alguns dos muitíssimos blogueiros neocons têm, ou julgam ter para explicitá-las...
,este governo já não seria. Como não tem, e apesar das muitas mazelas e do absoluto descaso com as artes da comunicação (para Zelites, bem entendido, que com a massa ele se entende) Lula continuará surfando na onda de popularidade que construiu, a largas doses populismo, alguma fundamental distribuição de renda e um certo "laisser-faire" na condução da política econômica. E terminará o mandato como o melhor presidente dos últimos quarenta anos, pelo menos ,com os mais altos índices de aprovação já registrados e elegendo o sucessor com alguma facilidade. Quem quer que seja o dito cujo. A esta altura do campeonato, ninguém nem lembrará que um dia uma Dilma existiu.
Aos tucanos (menos o Aécio que de bobo tem pouquíssimo), pavões, corvos e outras aves menos cotadas restará pegar na mão do ex-pefêlê, para tentar, uma vez mais, entender que o Brasil não é Higienópolis.
Posted by lins at abril 4, 2008 11:12 AM
Comments
Melhor presidente dos últimos 40 anos, Rino? Acha mesmo que ele foi melhor que Efe Agá?
Abração,
Márcio Guilherme.
Posted by: Márcio Guilherme at abril 4, 2008 11:40 AM
A "curva" favorece o governo Lula. No caso do FH, o mal-estar do segundo mandato apagou muito da memória positivas do primeiro. No caso do Lula, a curva é contrária, de baixo pra cima: o segundo mandato tá apagando a lembrança negativa do primeiro. Classe C bombando - o resto, concordo com o Lins, é detalhe.
Posted by: david at abril 4, 2008 04:00 PM
É por aí amigos. Para ficarmos apenas na seara econômica ( e aí de fato a tal curva incide também e decisivamente..), é só pegar o número de postos de trabalho com carteira assinada, batendo recorde mês a mês, o número de gente que saiu daquela zona abaixo da linha de pobreza, as sucessivas marcas positivas da indústria, a diversificação das exportações e dos mercados para node elas vão, a consolidação de um mercado interno digno desta definição, a ampliação do crédito, o aumento real e significativo do salário mínimos ..e por aí vai. E a Previdência nem explodiu, entre outras coisas porque mesmo sem CPMF a arrecadação de impostos vai subindo e os supracitados empregos formais garantem fluxo novo.
O resto, meus caros, é perfumaria.
Posted by: L. at abril 4, 2008 07:14 PM
