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maio 01, 2006
Chegou a hora...
Nos primórdios, tempos de outrora, docemente felizes e pueris, era dia de balas , bolos e bolas. Na feérica e colorida barulheira, genuína, bem antes do advento dos intoleráveis animadores, o máximo de maldade permitida, com o passar do tempo, era um estalinho jogado aqui, um cabeção de nêgo detonado ali, um barbantinho cheiroso acolá.
Meias ridículas, camisas menores do que seu número e observações dedsconfortantes sobre crescimento, buço e outras inconveniências mais, chega a hora da ansiada separação do mundo dos grandes. Independência de Cuba Libre. Dancinhas, hoje vemos, lamentáveis, inconseqüências etílicas, descobertas sexuais. E por maior que seja a resistência, a entrada triunfal e melancólica na idade adulta. Opções de estudo, passos equivocados na carreira, angústias interiores, ingenuidade política , frustrações pragmáticas. Anos e ani. Insignificância generalizada vendida como particularidade única. Vida que segue.
Até o choque de realidade pouco antes da derradeira hora: esse papo de velinha, presente, é bom mesmo prá indústria de consumo, jornalista em busca de pauta e portal catando aposta. No mais, é caminho sem volta rumo ao ocaso. A mesma é velha bosta.
Posted by lins at maio 1, 2006 12:37 PM
Comments
quié isso, mermão! Melancolia pré-aniversário...? A indústria de consumo não inventou isso, os rituais são importantes prá gente fazer sentido disso tudo. Quando a gente olha e não faz sentido. O caminho não é sem volta, nem é pra frente (velha ilusão tridimensional); ciclos dentro de ciclos dentro de ciclos, e atrás do ocaso a gente não sabe o que vem, mas porque não viria? The old man K tá lá olhando prá gente, tá aqui olhando prá gente e sorrindo mansinho.
Carinho. Nosso.
Posted by: RL at maio 3, 2006 03:40 PM
