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março 31, 2006
Roma ao contrário...
...é sempre uma boa explicação, curta e grossa, sem outros significados adjacentes às quatro letras que brilham, desgastadas, num letreiro de neon encimando o pórtico do motel.
Mas não, neguinho quer mais, sempre mais. Elocubrar em cima do indescritível. Cientificistas de plantão vaõ sempre dizer que tudo não passa de combinações enzimáticas, ensejando reações químicas que resultam em sensações características: palpitação incontrolável, aumento do fluxo sangüíneo, vermelhidão na face e, possivelmente, preenchimento e conseqüente inchaço do corpo cavernoso. Mas aí vem o chato, sempre vem, pra dizer que não que isso é raso, é só paixão, tesão. A coisa é outra, bem outra. É a plenitude do olhar materno sobre o rebento indefeso e puro. Ou ainda algo no estilo Catherine Deneuve, menos "Belle du jour" e mais "Pele de asno", princesa cantando nos jardins do palácio imaginando um desconhecido que lhe garanta a plenitude.
Há também quem garanta que o dito cujo é apenas criação de mentes fanáticas , para angariar fundos junto a fiéis , ofuscados pela imagem de algo maior, bem maior , dizem eles.
Ou seria só um golpe para vender , de tudo um muito e alimentar a indústria do afeto construído. Em cima de planos, promessas e muitas decepções. Afinal de contas, criação humana que se preze tem que ter alguma frustração embutida.
Mas bem que pode ser simplesmente Roma ao contrário, não ? e estaríamos conversados, poupando tempo, dinheiro e palavras ao vento..
Posted by lins at março 31, 2006 12:54 PM
