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março 31, 2006
Roma ao contrário...
...é sempre uma boa explicação, curta e grossa, sem outros significados adjacentes às quatro letras que brilham, desgastadas, num letreiro de neon encimando o pórtico do motel.
Mas não, neguinho quer mais, sempre mais. Elocubrar em cima do indescritível. Cientificistas de plantão vaõ sempre dizer que tudo não passa de combinações enzimáticas, ensejando reações químicas que resultam em sensações características: palpitação incontrolável, aumento do fluxo sangüíneo, vermelhidão na face e, possivelmente, preenchimento e conseqüente inchaço do corpo cavernoso. Mas aí vem o chato, sempre vem, pra dizer que não que isso é raso, é só paixão, tesão. A coisa é outra, bem outra. É a plenitude do olhar materno sobre o rebento indefeso e puro. Ou ainda algo no estilo Catherine Deneuve, menos "Belle du jour" e mais "Pele de asno", princesa cantando nos jardins do palácio imaginando um desconhecido que lhe garanta a plenitude.
Há também quem garanta que o dito cujo é apenas criação de mentes fanáticas , para angariar fundos junto a fiéis , ofuscados pela imagem de algo maior, bem maior , dizem eles.
Ou seria só um golpe para vender , de tudo um muito e alimentar a indústria do afeto construído. Em cima de planos, promessas e muitas decepções. Afinal de contas, criação humana que se preze tem que ter alguma frustração embutida.
Mas bem que pode ser simplesmente Roma ao contrário, não ? e estaríamos conversados, poupando tempo, dinheiro e palavras ao vento..
Posted by lins at 12:54 PM | Comments (0)
março 29, 2006
L´estaca
E nesses dias, que nem hoje, quando a lama engole quase tudo, não custa trogloditar um pouco, desenferrujando um tanto do catalão véio de guerra. Pois como cantou Lluís Llach falando do poste ao qual estamos presos..
"Si tu l'estires fort per aquí
i jo l'estiro fort per allà,
segur que tomba, tomba, tomba,
i ens podrem alliberar."
L ´estaca
L'avi Siset em parlava
de bon matí al portal
mentre el sol esperàvem
i els carros vèiem passar.
Siset, que no veus l'estaca
a on estem tots lligats?
Si no podem desfe'ns-en
mai no podrem caminar!
Si estirem tots, ella caurà
i molt de temps no pot durar,
segur que tomba, tomba, tomba,
ben corcada deu ser ja.
Si tu l'estires fort per aquí
i jo l'estiro fort per allà,
segur que tomba, tomba, tomba,
i ens podrem alliberar.
Però, Siset, fa molt temps ja,
les mans se'm van escorxant,
i quan la força se me'n va
ella és més alta i més gran.
Ben cert sé que està podrida
però és que Siset, pesa tant,
que a cops la força m'oblida.
Torna'm a dir el teu cant:
Tornada
L'avi Siset ja no diu res,
mal vent que se'l va emportar,
ell qui sap cap a quin indret
i jo a sota el portal.
I mentre passen els nous vailets
estiro el coll per cantar
el darrer cant d'en Siset,
el darrer que em va ensenyar.
Tornada
Ra ra ra rarararara
ra ra ra ra rararaa
Segur que tomba, tomba, tomba,
i ens podrem alliberar.
Posted by lins at 12:32 PM | Comments (3)
The warning
Long before Billy Bragg and, of course , Louis Ignatius, most precisely in the first half of las century, strikers in the US of A ( Home of the real socialism) used to sing the Union song:
If the boss gets in the way, we're gonna roll it over him
Gonna roll it over him, gonna roll it over him
If the boss gets in the way, we're gonna roll it over him
We're gonna roll the union on
Chorus
We're gonna roll, we're gonna roll, we're gonna roll the union on
We're gonna roll, we're gonna roll, we're gonna roll the union on
Posted by lins at 12:22 PM | Comments (0)
Horrores
Halloweenza Helena, a bruxa grega das Alagoas bem que alertava e voltava a alertar, para os tantos que preferiram se lambuzar no banquete farto do poder a fazer qualquer coisa decente. Qualquer coisa. Saúde ? no máximo atchim. Educação ? cuma ? projeto estratégico nacional ? talvez um outro carnaval fora de época , no más.
Uma aliança espúria aqui, um jipão britânico ali, uma bacanal da máfia de carcamani paulistas acolá..
E ficamos nós, os imbecis, esquecidos da cobra que, qual samba nos delírios do compositor agoniza mas não morre. Mostrando o voto, a fazer as vezes de pau, no aguardo do sinal verde para mais uma inserção naquele rasgo estreito , portal para a escuridão misteriosa. Quer dizer, aboliram até a interação com a tal aberturinha apertada. Restou apenas o trabalho dos dedos e a frieza das teclinhas.
Só nos resta a constelação de botequins, miríade de estrelas a brilhar , lá longe , a esperança.
Posted by lins at 11:17 AM | Comments (1)
março 28, 2006
Graxicos e ácidos
Bueno , grosseria tem hora,por supuesto. Agora é ela. E se alguém ainda duvidava da iminente chegada da pica , não duvide mais: começou a distrtibuição de Mantega. E para dirimir quaisquer dúvidas sobre o caráter sovina do mais novo língua pghesa alçado ao primeiro escalão do caos, o cara já chega economizando um "i".
Aperta o nariz e vai.
Posted by lins at 12:10 PM | Comments (0)
março 16, 2006
Croissant
De Villepin pode até ser très jolis prás nêgas dele, Chirac avec, mas quando se trata de mexer com a liberté de contratar e demitir, dando aos patrões o direito de decidir o que é égalité, não tem fraternité não mes chers.
E " le bois mange" , o pau come nas ruas das principais cidades do Hexágono, a antiga Lutécia à frente. Basta uma googlada ou uma zapeada pingando na TV5. Tá tudo lá. Provinciano raso , como é nosso jornalismo, o único paralelo feito por aqui foi com as manifestações de maio de 68. Rien à voir. Na mira da estudantada agora,um desastrado programa de primeiro emprego à francesa, que acaba com um monte de obrigações trabalhistas ( conquistas ou benefícios, depende de quem fala), em tese para facilitar as contratações. Na prática, segundo os manifestantes, abre caminho para ondas de demissões sem culpa ou indenização. Tudo pra agradar o marché. Mas o mélange de manif estudantil e tensão social é explosivo , o nefasto Sarkozy, ministro do interior, bate na tecla da ordem. Casse-tête na turba, que promete nem laisser-faire , quanto mais laisser-passer.
Posted by lins at 10:56 AM | Comments (3)
Queimando os dedos
Com o inexorável derretimento do picolé de chuchu, não tem pra onde meus camaradas, o tal do luizinácio é barbada ( e não apenas pelas obviedades capilares) para o pleito vindouro.
Muito menos por qualidades intrínsecas e realizações, diga-se, do que pela absoluta incapacidade e o maucaratismo inato dessa entidade mutante ora denominada oposição.
No final do dia, como diriam os ingleses, a massa ignara vai decidir. Com mais algum, mínimo quie seja, no bolso, migalhas espalhadas ao vento aqui e ali e o pesadelo da era tucanóide na popa da mente, fica difícil de subtrair mais esta ao homem que já ouvi ser chamado de "o maldito sem-dedo".
E olha que nem falamos dos bancos..
Posted by lins at 10:42 AM | Comments (0)