Eu já escrevi cartas para a Meg. Mais de uma, mais de duas. Foi em 1995, a internet era a carvão e manivela, que nos conhecemos. Um dia, a Meg me ligou e conversamos durante umas 10 horas e só paramos porque amanhecia e eu tinha que trabalhar, mas o assunto estava longe de terminar. Na Meg se presencia generosidade inigualável em seres humanos destes tempos, a ponto de ter sido a Meg quem, antes de todos, me chamou de escritor. Sempre tive a impressão de que as outras pessoas sofrem de atraso mental e espiritual se comparadas com a Meg. A Meg some de vez em quando e depois reaparece alegre, me ensinando coisas, me apresentando pessoas. Logo, a Meg reaparecerá dizendo que são meio exageradas essas notícias sobre sua morte. Perder amigos é como ser amputado e os amputados sentem pontadas, fisgadas e comichões nas partes perdidas, assim, o incômodo lhes fazem acreditar que jamais terão perdido o que perderam, e eis me aqui com coceiras pelo coração e pelo cérebro, partes gerenciadas pela Meg. Se este blog ressuscitou para falar da Meg, que dirá a Meg também, que vale muito mais que blogs. Até mais, Meg!
Posted by César Miranda at janeiro 22, 2007 11:10 PM