Como vêem no post anterior, jamais acreditei na morte na Meg. Acontece que não acredito em morte nenhuma. Sou cristão e depois de Nosso Senhor Jesus Cristo esse negócio de morte é balela. Não acredito na morte de ninguém, nem na morte da Meg. O problema é que muita gente diz que ela tá viva, que forjou o desaparecimento por motivos sentimentais e isso faz dela, segundo o povo por aí, uma figura deplorável. Eu já desconfiava que o povo tem essa tese, de que defunto bom é defunto morto. É só saber que o defunto não morreu, que o povo desce o cacete no coitado. Antes, quando estava morto, era a melhor pessoa do mundo, agora que renasceu, não vale nada. Parece que o grande defeito da Meg teria sido não ter morrido. Se eu fosse a Meg, agora é que eu não morria mesmo, só de pirraça. Eis uma lição disso tudo: gente, só se deve acreditar na morte de alguém, se o morto mesmo em pessoa vier nos dizer. Tirando isso, pode ser que o defunto esteja vivo (as duas ou três últimas frases são irônicas, svp, o sério é que enquanto a Meg não aparecer me dizendo que está viva, para mim ela não morreu). Para mim não faz muita diferença, mesmo se for uma farsa, continuarei amando a Meg e reafirmando que o fato de ela ter morrido, não a impede que desmorra, pois é direito de todo defunto deixar de sê-lo. Defunto bom é defunto ressuscitado. Oi, Meg!
PS - O amor não é para amadores.
Eu já escrevi cartas para a Meg. Mais de uma, mais de duas. Foi em 1995, a internet era a carvão e manivela, que nos conhecemos. Um dia, a Meg me ligou e conversamos durante umas 10 horas e só paramos porque amanhecia e eu tinha que trabalhar, mas o assunto estava longe de terminar. Na Meg se presencia generosidade inigualável em seres humanos destes tempos, a ponto de ter sido a Meg quem, antes de todos, me chamou de escritor. Sempre tive a impressão de que as outras pessoas sofrem de atraso mental e espiritual se comparadas com a Meg. A Meg some de vez em quando e depois reaparece alegre, me ensinando coisas, me apresentando pessoas. Logo, a Meg reaparecerá dizendo que são meio exageradas essas notícias sobre sua morte. Perder amigos é como ser amputado e os amputados sentem pontadas, fisgadas e comichões nas partes perdidas, assim, o incômodo lhes fazem acreditar que jamais terão perdido o que perderam, e eis me aqui com coceiras pelo coração e pelo cérebro, partes gerenciadas pela Meg. Se este blog ressuscitou para falar da Meg, que dirá a Meg também, que vale muito mais que blogs. Até mais, Meg!