“Amazônia pode ficar até 40% menor até 2050, dizem cientistas”. Depois do susto ao ler a frase da manchete da Reuters e me perguntar, “meu Deus, para onde irá esses 40% da Amazônia? Vai voltar para a África?” que me fez lembrar de uma história que minha mãe conta por ocasião da partilha das terras de minha avó. Minha mãe perguntava para uns parentes “e aqueles alqueires depois da serra do cipó?” e eles respondiam “ah, aquilo lá acabou”. Minha mãe se perguntava como pode uma terra acabar. Pois é, a Amazônia vai acabar, diz a manchete. Lendo o texto, percebo que não é a Amazônia, são as florestas, a mata, aquele lugar cheio de onça, cobra e pés de castanha-do-pará. Aquele lugar por onde já voei uma hora e meia de avião e não vi nada além de mata fechada. Acabar com 40% daquilo lá será maravilhoso, eis uma boa notícia. O Brasil terá crescido o tanto que a Amazônia terá “ficado menor”. Desde que nasci ouço esse papo de que a Amazônia está sendo destruída, como se isto fosse o próprio Apocalipse. Puro papo furado de advogados de onças, cobras e pés de castanha-do-pará. As pessoas que vivem lá e têm um pedaço de terra já vivem sob policiamento e fiscalização cerrada, para que não serrem as árvores de suas terras. É terrível, o sujeito é obrigado a manter intacta quase metade da terra que tem, coisa sem precedente na história do intervencionismo. Querem propor leis mais duras. O objetivo é evidente, tornar miseráveis os homens que trabalham ali e manter a saúde de onças, cobras e pés de castanha-do-pará. Os cientistas não raro são os maiores inimigos da humanidade, isto não é incrível? Veja esta frase tirada da reportagem: “São necessárias medidas para proteger as florestas do impacto causado por atividades lucrativas como a agricultura e a pecuária.” Isto diz tudo, querem transformar o Brasil em um país sem fins lucrativos. É vergonhoso e ruim para onças, cobras e pés de castanha-do-pará que as pessoas tenham lucro. De fato, os ecologistas querem apenas uma coisa: matar os seres humanos, pois o importante para eles são as onças, cobras e pés de castanha-do-pará. Imaginem o absurdo denunciado pelos cientistas desesperados, as onças e cobras ficarão sem ter onde morar, pois suas casas se transformaram em plantação de arroz e pasto para criação de gado para alimentar o povo. Isto não é de morrer de tristeza? Pobres onças, cobras e pés de castanha-do-pará. Mas não há de ser nada, as onças, cobras e pés de castanha-do-pará têm a seu lado os bravos cientistas e ecologistas sempre dispostos a buscarem dinheiro das empresas capitalistas para fazer campanha contra o lucro e a favor de onças, cobras e pés de castanha-do-pará. Quem mora pelas aquelas bandas (como eu que nasci, vivi até os 20 anos e vou lá duas vezes por ano) quando vê uma onça só pensa em dar um tiro entre os olhos da bicha, pois sabe sempre de alguma criança que foi comida por uma dessas feras. A cobra, do mesmo jeito. Os pés de castanha-do-pará geralmente têm muitos metros de altura e às vezes derrubam sua fruta na cabeça das pessoas. Mas estão com seus dias contados. Ainda bem.
Posted by César Miranda at março 28, 2006 10:21 PMSeu reacionário de marca maior!
Nunca entraria num blog de um cristão de direita. E eis que aqui me encontro lendo quase tudo.
Parabéns mais uma vez.
Concordo, com o Milton e com o César. Pronto. Disse também.
N. do E.:O interessante é que eles são contra a interferência no meio-ambiente (e se esquecem que suas ações também são de interferência). Se o homem não interferir no meio-ambiente, a humanidade morre. Ah, o ecologista-símbolo, creio, é o Sting, que quase destruiu mais de 40% da própria carreira para salvar a Amazônia.
Posted by: Adelice at março 30, 2006 03:41 PMGaranto: não há pessoas mais chatas do que os ecologistas. É o predadorzinho, o ciclo de vida, a larvinha, o impactozinho... Um saco.
Eles deveriam juntar-se em comunidades de chatos nas matas brasileiras.
Pronto, disse!
Posted by: Milton Ribeiro at março 30, 2006 02:18 PMAh, César. Pensei que fosse sério.
N. do E.: É seríssimo, Adelice. O que não é sério são essas previsões idiotas de 40% de destruição, tudo isso é mentira da grossa. Coisa de gente que trabalha em ONG. Quem tem uma ONG é obrigado exagerar ao extremo a fim de que a grana continue chegando. Daqui a pouco dirão que a água acabou e que a Amazônia virou o Saara. Tudo mentira. Se eu quisesse reescrever esse texto, livraria a castanha-do-pará.
César, conhecendo como te conheço, sei que foi apenas brincadeirinha, mera ironia este post...
N. do E.: Saudade Flávio, dê notícias, como está o PP?
Posted by: 0!/\@|£ at março 29, 2006 08:43 AMNoossa..tipo assim meu...enquanto todo mundo fala de preservação da amazônia eu vou contra,que massa cara!!!!
Posted by: douglas at março 29, 2006 12:35 AM