Ontem me virando no berço, eu pensava, meu Deus como tem gente infantil neste mundo. Isto é, estamos aí no mundo, não sou cínico de achar que não devamos nos comportar sem algum tipo de safadeza de vez em quando, afinal, a maturidade é uma conquista, mas também tudo tem limite. Eu não gosto muito que me chamem de neném, acho que uma palavra meio boba. E sempre achei isto desde antes de eu pedir pra nascer. Sempre que me chamam de neném, eu costumo chorar a noite toda, só de sacanagem. Os idiotas adultos não perceberam ainda esse padrão. Mas, não divaguemos que a vida é curta, principalmente a minha, pois há pouco completei oito meses. O fato é que me lembro muito das coisas de antes de eu nascer. Por isto, lhes afirmo: eu pedi para nascer, meus amigos. Explico-me. Parte de mim vivia em meu pai, a outra parte de mim vivia em minha mãe e a outra parte vivia em Deus. O que eu tinha que fazer era dar um jeito de sair deles e me juntar para seu um só, corpo e alma. Não foi muito difícil, mas uma série de coincidências de ajudaram. Lembro-me bem, faltava um ano e pouco para eu nascer. Entrei pelo sangue de meu pai e subi a sua cabeça e fiquei gritando, “eu quero nascer, eu quero nascer, eu quero nascer” e fui parar nos seus olhos. Eu era o brilho nos olhos dele quando viu minha mãe, aquilo era eu pedindo para nascer. Ali comecei a perceber como era a vida, que ela é curta, mas demora muito para chegar. Naquele momento comecei a esboçar meu primeiro livro, o best-seller “Vida para principiantes”.
Posted by César Miranda at março 12, 2006 09:01 AMNão sou muito afeita a comentar em blogs, em que pese vir vez por outra aqui, mas nunca comentara. Adorei o texto! Surreal... ou não.
Posted by: Claudia at março 14, 2006 04:22 PM