A liberdade de expressão é uma excelente idéia. Pena que ela não exista, afinal os maometanos queimando embaixadas também estão se expressando. Liberdade não é fazer o que se quer. Liberdade é obedecer a várias regras a começar pela regra soberana: a estética. Não se deve fazer coisas feias sejam elas charges ou passeatas.
Posted by César Miranda at fevereiro 10, 2006 05:53 PMTá bom, tá bom... Vou ler (risos).
Posted by: Adelice at fevereiro 14, 2006 02:41 PMCésar, eu também não concordo com isso não! Eu jamais faria uma charge do profeta. Mas cá entre nós, é mais ou menos a mesma coisa, quando um cara tem uma super caminhonete e é roubado. Todo mundo diz: também, fica se exibindo. E todo mundo acha que o culpado é ele por ter uma caminhonete e não o outro que roubou.
O cara fez uma charge, pode ter cutucado a onça com vara curta? Pode ser, mas daí a levar bomba na cabeça tem uma grande diferença.
N. do E.: Adelice, você também, leia o Sermão do Espírito Santo. Um grande beijo.
Posted by: Adelice at fevereiro 14, 2006 10:39 AMvocê bebeu?
Posted by: andrew at fevereiro 13, 2006 06:07 PMMeu caríssimo César, desta vez não posso concordar com você. Não dá para comparar charges e incêndios de prédios como se fossem "expressões" semelhantes. O artigo do Nelson Ascher na Folha de hoje, que o Dante já mencionou, vem a calhar a esse respeito -e peço licença para a citação:
"Não se trata mais nem de um debate em torno da liberdade de expressão, nem sequer de manter religião e política apartadas. Trata-se agora de impedir que se misturem as esferas simbólica (charges, livros, slogans, fantasias) e prática ou material (censura, destruição de vidas e propriedade, violência). A uma ofensa simbólica se responde no plano simbólico. Liberdades como a de expressão, pensamento e religião se enraízam na distinção clara entre o que é simbólico e o que é material. Cada qual interprete as charges ou as fantasias de homem-bomba segundo suas preferências. Ninguém, contudo, está autorizado a retrucar com balas ou bombas. E admitir o caráter ofensivo das charges (ou discuti-las de acordo com essas categorias) corresponde quase a afirmar que certos símbolos são mais do que símbolos, que 'agressões' simbólicas são a rigor físicas."
Forte abraço.
N. do E: Cada um acha uma coisa, de acordo com sua vocação para enxergar a coisa, o poeta Nelson Ascher acha que se trata de “impedir que se misturem as esferas simbólica (charges, livros, slogans, fantasias) e prática ou material (censura, destruição de vidas e propriedade, violência).” Eu, humorista cristão, acho que se trata de uma visão equivocada de liberdade de ambos os lados. Cada um acha que tem direito de fazer o que quer. Ambos (não o Ascher) estão equivocados. Lembro de Annie Hall do Woody Allen em que ele dizia que uma tijolada seria um argumento muito mais eficiente do que uma manifestação (ou será que foi Manhattan?!). Não vejo diferença entre um tapa e uma charge – ou um livro - e se eu visse não seria humorista (quem foi mais violento, Karl Marx ou Hitler?) (isto é, se eu não puder confundir e misturar tudo, fica difícil meu "trabalho"). Conclui pelo texto de Ascher que os muçulmanos deveriam fazer charges de dinamarqueses, como se fosse possível a um dinamarquês ser objeto de charge, é preciso ter sangue nas veias para ser objeto de uma charge. Um dinamarquês é inchajável. Olho por olho é o que diz o Nelson (“A uma ofensa simbólica se responde no plano simbólico”). Eu acho que a uma ofensa se deve perdoar. De fato, o que Ascher defende é um código de honra. Honra que torna bela qualquer briga (a honra é a beleza aplicada ao arranca-rabo). E é também este um dos pontos do meu post. Eu quero ver uma linda briga, não uma briga feia. Mas não se pode pedir honra – savez dire, beleza - para quem tripudia em cima da religião de alguém nem para quem amarra dinamites no corpo e se detona. Por Deus, gente, eu falo e vocês não me escutam, “LEIAM O SERMÃO DO ESPÍRITO SANTO DO PADRE ANTÔNIO VIEIRA”, pois ele diz ali que, ah, não vou dizer não, leiam lá!!!!!!! E não esperem que os muçulmanos respondam a Anne Coulter com uma coluna de jornal, nem ao Salman Rushdie com um romance e, mais, não esperem que eles fiquem quietos, pois são muito parecidos com os judeus no tal do olho por olho e são assim porque, ah, leiam o Padre Vieira. Um grande abraço, Ruy e Nelson também.
Posted by: Ruy at fevereiro 13, 2006 04:43 PM¿¡¿"A estético"?!?
¡Q coisa feia!
N. do E. Arrumei. Thanks.
Posted by: Permafrost at fevereiro 12, 2006 10:14 AM