fevereiro 20, 2006

AINDA AS CHARGES

Se alguém me chamar de careca (eu sou careca) eu mando ir à merda ou digo que ser calvo é ótimo, pois é um peso a menos para eu carregar, etc. Mas jamais desejarei (e se o desejar, estarei ficando doido) que se deva colocar no Código Penal que chamar alguém de careca seja crime. Se assim o fizesse, eu estaria agindo como os politicamente corretos que depois de muita campanha e organização política conseguiram tipificar criminalmente o ato de chamar um preto de preto e um viado de viado. Sou contra esse tipo de tipificação que faz com que o Estado substitua o indivíduo na coisa mais banal do mundo que é você falar para alguém ir pentear macacos. Você chamar alguém de corno, por exemplo, não deveria ser crime, porém, não sendo crime, se alguém chamar o Maguila de corno, deve esperar que ele responda verbalmente cheio de bom humor com algum gracejo? Há um erro, inclusive entre pessoas muito inteligentes, ao abordar o assunto das charges que é julgar que a briga entre dinamarqueses e muçulmanos é uma briga entre iguais. Os dinamarqueses chamaram alguém de corno achando que era um marquês, mas era o Maguila. É aconselhável que não se chame o Maguila de corno. A defesa da liberdade de expressão ampla, geral e irrestrita é coisa de cristão. A liberdade é um valor cristão porque o perdão e a graça são basilares ao cristianismo (sem o perdão, a liberdade fica difícil). Logo, o que se cobra em muitos foros é que os muçulmanos sejam... Cristãos, Alá, meu bom Alá, será que isto se dará? Pode-se achar o Islã uma religião ridícula e equivocada, porém o diálogo deve ser com os seres humanos inteligentes, honestos e sensatos adeptos dessa religião, não com as feras brutas selvagens que meramente repetem os trechos do Corão. As feras devem ser tratadas apenas com amor e sem argumentos, os seres humanos inteligentes, honestos e sensatos é que podem ser convencidos (inclusive por meio de charges). Se alguém for realmente honesto e estudar o assunto, não fica ateu por muito tempo (e deixando de ser ateu, se torna cristão certamente), porém, para isto, é necessário sair do estágio de fera primeiramente. O intelectual médio do ocidente é francamente ateu (ou agnóstico) e filocomunista e chama de atrasado o muçulmano, como se ele ocidental fosse muito esperto. Essas charges são um exemplo do quanto são espertos, ao chamarem o Maguila de corno. Alá, meu bom Alá. Daqui de onde estou, não sei quem é mais violento e digno de ser trancafiado, se os fiéis de Fidel que escrevem nos jornais ou os muçulmanos que tocam fogo em embaixadas. A diferença é que é possível – e desejável - tipificar a ação dos incendiários. Já uma ação meramente intelectual/artística, por mais violenta que seja, contra ela, como bons cristãos, exerçamos o dom do perdão, mesmo que xinguem nossa mãe. Não façamos coisa feia contra quem nos fez coisa feia. Ah, leiam o Sermão.

Posted by César Miranda at fevereiro 20, 2006 06:21 PM
Comments

Oi, mandei. Ia deixar um scrap, mas aquilo está impossível. Não carrega.

Posted by: Adelice at março 3, 2006 10:34 PM

Ó, seguinte: eu não li ainda não, prá falar a verdade. Li nove páginas, só. Faltam dez. Mas estou muito ocupada e com muito sono também. Tô lendo, to lendo.

Mas mesmo assim coloco abaixo um comentário olaviano para você: "Jesus ordenou perdoar as ofensas feitas a nós pessoalmente; jamais nos deu procuração para perdoar as ofensas feitas a terceiros, muito menos a uma nação inteira."

Ah, comentário adicional: meio doidinho este padre, hein? Mas até agora estou concordando com ele.

Abraços.

Posted by: Adelice at fevereiro 23, 2006 07:38 AM
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