dezembro 04, 2005

DESCONEXÕES

O amor não nasce nem morre. A chuva cai e vai lavando a rua e sujando os carros. Fêmeas sonham com machos, que rezam para Deus, que sofre por todos. A musa passeia por São Paulo e de ônibus vai até Brasília. Alguém encontra ouro e joga fora, pois queria diamantes. As canções são eternas crianças que repetem sempre a mesma coisa e por isto são belas. A distância destrói sonhos, constrói sonhos, volta a destruí-los e o amor resiste em amar. Coloridas e sem cheiros, as flores virtuais enfeitam eternamente a área de trabalho. A vida das crianças é ameaçada por hordas de mães cheias de carinho. Palavras e sono se misturam, lá pelas duas da manhã começam a brigar e o sonho nasce. Uma mudança está por vir após cinco mudanças seguidas, é muita mudança! A cidade sorri enquanto aviões vomitam políticos em suas cidades bem longe. Alguém corre atrás de quem corre atrás de uma carreira e o amor perde por uma cabeça, mas a corrida segue. A tradução mais perfeita luta com o mais que perfeito, pois o amor é monoglota. Eu quero minha saudade de volta. E toda obra de arte é um oráculo.

Posted by César Miranda at dezembro 4, 2005 03:09 AM
Comments

Parece uma música - ficaria bom na voz de Zé Ramalho.

N. do E.: Quem quiser musicar, fique à vontade.

Posted by: observer at dezembro 8, 2005 04:09 PM

Pra se ler de joelhos.

Posted by: Fernando Henrique at dezembro 7, 2005 08:48 AM

Minha nossa...mas que maravilha, César.

Posted by: Nariz Gelado at dezembro 6, 2005 03:43 PM
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