A relação do homem com Deus nos tempos remotos do paganismo (paganismo que volta a estes tempos com o espiritismo, Nova Era etc.) se dava de forma natural e até “científica”, isto é, o homem estudava Deus e ia intuindo Sua natureza. Era um deus realmente inventado. Um dia, o verdadeiro Deus se revelou a Abraão e só assim o homem viu que Deus é não só o Todo-Poderoso criador do céu e da terra, mas também que é santo e dessa crença depende toda a nossa vida, pois se Deus fosse mau, estávamos lascados. Os argumentos dos pagãos de hoje são muitos: terremotos, tsumanis, a fome na África e muitas outras coisas que “demonstram” o quanto Deus é mau (só um parêntesis para dizer que Deus não virou o rosto para a África, são os africanos que parecem pouco interessados em Deus e no seu Cristo, Deus não causa o mal a ninguém e quem não O quer em sua vida, fica como uma criança que optou pela solidão e desprezou os cuidados da mãe e se torna então responsável pelos próprios males e não tem direito algum de culpar a mãe que, de fato, foi ele quem abandonou). Cantamos na missa “o Senhor é santo”, porque sabemos que isto é verdade por experiência própria. É santo o Senhor que não quis o sacrifício do filho de Abraão, mas deu o Seu próprio filho em sacrifício pela humanidade. Barrabás somos todos nós, pois em nosso lugar o filho de Deus foi crucificado. Com esse ato, nos foi devolvido a aparência divina que tínhamos desde Adão. Pois bem, hoje muitos acreditam em uma “força maior” que faz com que tudo funcione na base de causa e efeito, isto é, trata-se de um Deus se não mau, no mínimo, indiferente. Assim pensavam os pagãos da antiguidade e assim pensavam os hereges gnósticos do começo da era cristã e assim pensam hoje os espíritas e adeptos da nova era. O paganismo é muito mais simpático aos olhos do mundo do que o cristianismo. Os valores pagãos são todos fisiológicos. Se Deus existe para o pagão, ele é apenas "uma força superior", "uma energia", “consciência cósmica” etc. Não é Deus, é um motor de luz. Alguns até afirmam que "tudo é luz", outros se alimentam de luz. O paganismo é religião sem Deus. Deus ali nada mais é do que uma mera referência. Não é uma luz, é uma sombra. E religião sem Deus é suruba. Quanto mais o homem quiser ser moderno, mais mergulhará na barbárie. Satã sorri e não faz questão de ficar com os louros, deixa para o homem moderno a idéia de que Deus não é santo, é apenas uma “força”. Assim crendo, eles acreditam que Deus não é santo e em torno dessa idéia há várias variações. Coisas do tipo: Deus fez o mundo e se mandou para outras bandas, Deus fez o mundo e o largou a própria sorte, Deus fez o mundo e deu a administração para o diabo ou ainda, a pior delas, quem fez o mundo foi o diabo. Ser adepto de uma dessas maluquices o coloca em um saco onde se encontram todos os hereges, dos antigos pagãos à nova era. Crer que Deus é santo o faz um monoteísta na linha de Abraão, Davi e Moisés. Mas só um Cristão vê a santidade sem limites de Deus, pois é em Cristo que nós, reles criaturas, nos tornamos filhos do Senhor Deus do universo, aquele de quem os anjos e santos pela eternidade proclamam a Santidade. Aquele que não se mandou para outras bandas, nem largou o mundo a própria sorte. Ele é aquele que intervém na história do homem, pois ama a humanidade e cuida daqueles que O amam. Quem tem olhos para ver que veja.
Posted by César Miranda at novembro 21, 2005 08:35 PMSanto,
Rotular outras filosofias que não reza a mesma reza de tua crença (catolica?) é pagã, certo? Isto me informa que sua ótica é somente uma, naturalmente, para vc é a única verdade, concluo. Se tua forma de entender a espiritualidade de outros povos e crenças os rotula de 'pagãos', para mim significa que vc possui uma verdade particular, um cristianismo privado, onde o 'amor' de Deus é direcionado somente para aqueles "que O amam." (sacado final do teu texto) Nada mais lamentável, para ser sincero.
Dê-nos uma visitinha:http://www.apologiaespirita.org
Wymac Uorres
N. do E.: Wymac, se eu não acreditasse que minha religião é a verdadeira, eu não a seguiria, principalmente quando meu Senhor disse que nossa palavra deve ser sim-sim não-não. Não só é certo que eu rotule de errada todas as outras, é mesmo obrigação. Mas devemos todos nós, não importa a crença, apenas concorrermos um com o outro na prática do bem, não em bate-bocas exegéticos. Um grande abraço.
Posted by: Wymac Uorres at março 1, 2006 11:04 PMPagão é o não batizado. Daí alguns usarem o termo Paganismo para os nãos cristãos. Pagão, então, em termos bem genéricos é não-cristão.
Contudo, a doutrina espírita (para alguns, sinônimo de Kardecista) é eminentemente cristã, portanto, eminentemente não-pagã, ao contrário do que vc defendeu no seu artigo. Cuidado para não ferir brios religiosos por falta de pesquisa, véi.
O véi.
N. do E.:ô véi, não me provoque, que eu escrevo um post. Qualquer dia desses escreverei um respondendo seu comentário. A heresia espírita merece um especial para ela. Obrigado pelo comentário.
Posted by: O Vei at novembro 25, 2005 04:39 PMAí não é magia é negra, é magia amarela.
Posted by: BS at novembro 25, 2005 08:13 AMMacumba japonesa?
Não queira conhecer.
E a coisa funciona, como toda boa macumba.
Hosana nas alturas.
Posted by: BS at novembro 24, 2005 08:35 AMOh, well! Os africanos não me parecem mais pagãos que os japoneses!
N. do E.:Jorge, os japoneses certamente são mais cristãos do que os africanos. O fato é que os valores do cristianismo já bastam para resultar em paz e progresso. Quem estiver mais perto deles, estará mais perto da verdade. Não conheço, por exemplo, macumba japonesa.
Posted by: Jorge Nobre at novembro 22, 2005 08:48 AMOba...
"Um dia, o verdadeiro Deus se revelou a Abraão".
Acho que a revelação à Moisés muito mais maneira. Moisés já tava com o pé na cova, tinha matado um mané lá e Javé o chamou de volta para a grande missão de sua vida. Depois mandou as pragas, abriu o mar e liberou o povo. Manêro, aê
"Quanto mais o homem quiser ser moderno, mais mergulhará na barbárie."
É verdade. Monstros como Stalin e Mao Tsé-Tung seriam impensáveis na Idade Média. Ao primeiro confisco seriam postos pra correr. E o comunismo nada mais é do que um filhote da modernidade.
Como disse John Gray na Veja "a fé no progresso é uma ilusão, o homem não é dono de seu destino e os avanços científicos nada têm a ver com a ética e a crença no progresso nos impede de ver que, às vezes, em lugar de progredir, estamos, sim, regredindo".
Pô, mandou bem, aë nesse post.
Posted by: Pagao at novembro 22, 2005 12:09 AMOi César, hoje merecidamente seus. Adorei o texto.
Posted by: Adelice at novembro 21, 2005 09:43 PM