Na mesa de cirurgia com o peito aberto e rodeado de médicos está o homem mais amável e generoso que aquela cidade já conhecera. Tinha um grande coração. Tão grande que espantou os médicos. As veias, aurículas e ventrículos não suportaram tamanho coração. A tentativa desesperada de salvá-lo por meio de cirurgia foi vã. Como costuma acontecer, sua maior qualidade, ter um grande coração, foi a causa de sua morte. Morreu como sempre vivera, de peito aberto.
Posted by César Miranda at outubro 31, 2005 08:52 PMLembra, cordialmente, um célebre verso de Maiakovski: em mim a anatomia ficou louca / sou todo coração.
Posted by: Sportsman at novembro 1, 2005 11:00 PM