setembro 13, 2005

CDS

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Um dia fui gravar uma fita com músicas do Paulinho da Viola. Era começo da década de 90. Ouvindo os discos notei que há um Paulinho da Viola hard (dos sambões), outro soft (de sambas dolentes) e um terceiro que é o Paulinho da Viola intérprete. Só agora, 15 anos depois das fitas, que nem sei se gravei, algum executivo de gravadora descobriu isto e acabou de sair o CD “Paulinho da Viola Intérprete”. Com um detalhe que prova a debilidade mental dos executivos de gravadora. Eu ia comprar o CD, não vou mais, não só porque tenho todos aqueles fonogramas em CDs diferentes, mas por causa do tal detalhe. O CD é protegido contra gravação. Evidentemente que isto não é problema, há dezenas de softwares que passam para mp3 qualquer fonograma por mais protegido que seja. Qualquer grab-a-sound faz isto. Atualmente eu não ouço os CDs que compro diretamente em um tocador de CD normal nenhuma vez. Meu procedimento quando compro um CD é: pego o CD recém comprado, pego uma faca, tiro o plástico fora, guardo a faca, levo o CD para o micro, transformo-o em mp3, guardo na estante e jamais o pego de volta novamente. É bom esclarecer, mp3 de CD que você adquiriu legalmente e para seu uso pessoal não é crime. Se a indústria fosse inteligente, incluiria nos CDs um diretório com o conteúdo já em mp3 para me poupar o trabalho. Mas não, as toupeiras espanta-clientes fazem justamente o contrário, tentam atrapalhar algo que eu preciso fazer para utilizar o produto que comprei deles. Isto tudo é para dizer que não vou comprar esse CD do Paulinho só por causa dessa chatice de CD protegido e que me impede de fazer o que eu quiser com meu disco. Falar em disco, bom mesmo é o novo do Los Hermanos e igualmente maravilhoso é o “Braseiro”, CD de estréia da Roberta Sá, essa gata aí em cima.

Posted by César Miranda at setembro 13, 2005 06:29 PM
Comments

Roberta Sá é uma gracinha mesmo (que a patroa não me ouça :)) e canta muito bem. Quanto ao Paulinho da Viola, acho que o intérprete tende mais ao "soft" que ao "hard". Que beleza é ouvi-lo cantando "Duas Horas da Manhã", do Nelson Cavaquinho (aliás, NC deveria ter sido proibido de cantar as próprias músicas -ele era um assassino vocal muito pior que o Compositor Fanho dos Zóio Cor de Ardósia). Abração, mestre.
N. do E.: Ruy, o intérprete Paulinho é sempre soft mesmo. Hard que eu chamo são os sambões estilo samba enredo que ele faz como "Eu canto samba" e "Foi um rio que passou na minha vida" e mesmo "Sentimento perdido", que é meu samba favorito. Os sambas softs são canções como "Nada de novo", "para não contrariar você", "Tudo se transformou" etc. Com Nelson Cavaquinho acho que o objetivo do Criador ao criá-lo era fazer um sujeito cuja voz tivesse um timbre inversamente proporcional à beleza das canções. Se me fosse proposto isto, eu topava. Abração, mestre.
ps - Lembro de Nelson Porém, é o autor do famoso "aaaaaaaaaai porém" no samba do Paulinho, "porém, aaaaaaaaaai porém, há um caso diferente / Que marcou um breve tempo / Meu coração para sempre":-)

Posted by: Nelson Porém at setembro 15, 2005 10:06 PM

Ouvindo Los Hermanos agora, lembrei de você, desse post. Sim, muito bom mesmo.
Engraçado que me perguntaram se eu gostei de primeira, que pergunta, logo eu que sou tão chata para dar segundas chances a músicas... :)

Posted by: Clarice at setembro 15, 2005 02:16 PM
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