Ontem coloquei um ponto final no meu livro “A Mamadeira em 10 lições”. Creio que será de grande proveito a toda a população de bebês que, diferentemente de mim, não tiveram tempo para repensar a mamadeira. A maioria das pessoas de minha faixa etária – entre 6 e 11 meses de vida – costumam perder boa parte de sua vida dormindo e não param para contemplar os fenômenos que lhes cercam. Creio que com esse humilde opúsculo dou uma relevante ajuda ao debate e por que não dizer à filosofia da mamadeira. Algo me preocupa bastante, é que nas creches de todo pais vejo a total ausência de bibliotecas decentes. Já estive em pelo menos umas quatro creches em minha cidade em que os poucos livros ali encontrados não são sequer dignos de nota. O bebê de hoje não lê por absoluta falta de opção, trata-se de uma calamidade em um país como o nosso tão carente de cultura de boa qualidade. Eu fico que não me contenho nas fraldas diante de tal calamidade. Espero que a crítica seja um pouco menos inclemente e retrógrada do que quando recebeu com frieza o meu ensaio em três volumes, “Os mistérios da chupeta”, onde pela primeira vez, alguém desnudou sem meias palavras o fenômeno até então apenas tangencialmente tocado por pensadores de antanho. Tenho a consciência tranqüila ao me expor à execração pelo meu “A Mamadeira em 10 lições”, livro que certamente será acusado de “auto-ajuda”, como se eu fosse deixar de lado os mímos de minha mãe para escrever um livro que fosse auto-atrapalhar e não auto-ajudar meus coleguinhas.
ps - aqui, aqui e aqui.
Tinha decidido dar um tempo na minha compulsão comentativa. Mas este merece um comentário: eu sou a mãe neurótica, só que mais neurótica ainda, porque minhas filhas não comem mesmo. Abraços, César. Adorei.
N. do E.: Adelice, não se contenha, comente, comente.
Posted by: Adelice at agosto 11, 2005 07:44 AM