julho 01, 2005

LIBERDADE

Um complemento a este post. O André de Oliveira, grande amigo a quem admiro, disse nos comentários que do ponto de vista econômico a coisa era daquele jeito mesmo, mas o homem não é apenas um ser econômico. Outra pessoa comentou fazendo parecer que ali eu defendia a liberação das drogas. Pois bem, esse assunto da liberdade que um cidadão deve ter é espinhoso e tenho pensado muito a respeito. Tanto que hoje não tenho a menor idéia de que tipo de homo politicus sou. Até tirei a opção no meu perfil do Orkut. O que falta àquele post, para que entendam porque falei tudo aquilo, é dizer que sempre que a sociedade decidir proibir algo que algumas pessoas querem como as drogas, o jogo e a prostituição, pagará o preço (e não se trata de mera chantagem como quando o filho esperneia e grita tanto que a mãe acha mais confortável dar a bala que antes negara). Não pode o libertário ter a ingenuidade de que a liberdade seja uma panacéia. Não é. Há desejos que devem sim ser reprimidos, porém há que se esperar pela reação naturalmente violenta semelhante ao estouro de uma barragem d’água, pois rebeldia nesses casos é coisa natural (se correr o bicho pega se ficar o bicho come porque eu sou é hômi). No EUA proibiram o álcool e a reação natural foi o surgimento da máfia. Liberaram o álcool, mas a máfia não desapareceu. Não desapareceu porque as pessoas querem o jogo, as drogas e a prostituição, coisas proibidas pela sociedade. Creio que o André queria chegar era nas palavras de Nosso Senhor de que devemos buscar a Deus e sua justiça e todas as coisas nos serão acrescentadas. O mundo seria melhor se todos fôssemos cristãos ao modo de Cristo. O mundo jamais será perfeito e o libertário tem que tomar cuidado para não fazer da liberdade um fetiche. Se nem Deus é completamente livre, o homem também não deve sê-lo, para seu próprio bem, porque o resultado da liberdade de alguns pode ser prejudicial para o restante. E os critérios para estabelecer os limites da liberdade humana devem ser os mesmos critérios para vivermos nossa vida e eles estão todos lá nos Evangelhos, dê uma lida, vai!

Posted by César Miranda at julho 1, 2005 07:42 PM
Comments

Nossa, estou comentante, hoje hein? Quando eu estava na terceira séria do primário, lembro muito que uma professora falava a velha frase "o direito de um acaba quando começa o direito do outro". Lembro que demorou para eu entender o que significava. Mas a danada da frase nunca me saia da cabeça. E acho que a liberdade, sob um dos seus inúmeros aspectos é assim também: a sua liberdade acaba no momento que interfere na liberdade do outro.
Mas o assunto liberdade é complicado mesmo.

N. do E.:Pois é, Adelice, a frase é boa mesmo, porém quem usa droga pode achar que não está interferindo na liberdade do outro, mas está. Adelice, seus comentários nunca são demais!

Posted by: Adelice at julho 2, 2005 10:04 AM

Este assunto é muito complicado mesmo, César. Acho que é preciso muito bom senso e conhecimento para compreendê-lo bem. Você deu uma boa idéia de como se deve começar a estudá-lo. É por aí mesmo.

Um abraço
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Posted by: André at julho 2, 2005 12:07 AM
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