No domingo, 5 de junho de 2005, dia do meio ambiente, vi uma menina no Parque da Cidade em Brasília com uma camiseta que dizia “Proteja a Amazônia, queime um madeireiro” (com um desenho parecendo uma fogueira daquela que se vê em ilustrações sobre a inquisição). No show principal, um cantor com nome de inseto usava camiseta com os mesmos dizeres. A polícia estava lá, protegendo tais insetos. Antes a ministra do meio ambiente fez um inflamado discurso contra a corrupção. O que não sabem esses ignorantes é que boa parte da madeira é vendida aos madeireiros pelos índios. Uma camiseta substituindo a palavra “madeireiro” por “índio” certamente daria cadeia e com razão, pois não se deve incitar violência contra madeireiro nem contra índio nem contra qualquer pessoa. Até insetos são importantes. Eles servem para consumir matéria em decomposição como este país, por exemplo. Esse o tipo de ser se coloca como defensor da Amazônia, como se a Amazônia precisasse de defensor. O maior defensor da Amazônia, anotem aí, é o mosquito da malária.
Posted by César Miranda at junho 6, 2005 07:29 PMSábio homem.
Posted by: Fernando Henrique at junho 7, 2005 10:16 AMMuito bom César! Cantor com nome de inseto. Estou às gargalhadas aqui. Detefon nele. O órgão que deveria fiscalizar o meio ambiente está cheio de gafanhotos viu só?
Fraterno abraço.