Ler é contar para si uma história que desconhece. É ouvir de si mesmo uma opinião da qual discorda. É fazer todos os papéis de uma peça. Ler é ouvir de si o que jamais ouvira falar. Ler é olhar para rabiscos e construir universos dentro da cabeça. Ler é passear a vista por papéis, monitores e paredes. Ler é comer letras com os olhos. Ler é descobrir que não entende a própria letra. Ler é constatar que não sabe idiomas estrangeiros quando o texto está em idioma estrangeiro. Ler é saber que nada sabe de um assunto desconhecido quando o texto fala de um assunto desconhecido. Ler é precisar de dicionários. Ler é alimentar o cérebro de dados e pedir que nos dê significados. Ler é furar um buraquinho no barco das certezas. Ler é verificar a quantidade de coisas inúteis que são escritas. Ler é ouvir vozes.
Antigamente as pessoas fumavam bastante nos cinemas, por isto o nome daquele cigarro é Hollywood.
Aqui no Brasil, o ilegal
É quem sustenta o legal
E todos acham normal.
Se só na miséria ou se principalmente na pobreza e na doença se busca a Deus. Se na riqueza e na saúde esquecemos d’Ele e nos achamos auto-suficientes, que eu seja eternamente doente e miserável
O que faz uma CPI é tirar a função de investigar da polícia e dar aos bandidos.
A indústria dos livros, editoras, livreiros, escritores etc brasileiros se comportam como os maiores loosers da história. Parece aquele sambista que só faz samba a respeito do samba, de como o samba é maravilhoso, do quanto o samba é fundamental para a felicidade dele etc. É um tal de projetos e campanhas para que as pessoas leiam mais e vejam menos tv (quando o ideal seria que melhorassem a programação da tv). É um festival de incentivar as pessoas à leitura, de louvar as vantagens da leitura, da leitura como panacéia, que parece mesmo é coisa de desesperado. Como se o povo não soubesse como fazer para saber as coisas. Para aprender profundamente alguma coisa todo mundo sabe que deve recorrer aos livros e estudá-los. O problema é que estudar é chato, chato, muito chato. Na prática, o que fazem é pedir que as pessoas façam algo chato e isto não se faz, pelamordedeus. Já eu não entendo por que alguém perderia dois meses lendo um livro se pode ver a mesma história no cinema em duas horas. Preferir ler O Senhor do Anéis a ver o filme é um tipo de tara por leitura que demanda tratamento psicológico. Estudar, digamos, orquestração, justifica a compra de um livro. Mas para meramente conhecer uma história que o Paulo Coelho (ou qualquer outro) inventou, putz. Não se deve gastar dinheiro com esse tipo de campanhas, não acredito que convença o povo a fazer essa coisa chata que é sair da frente da tv. Livro não enguiça, mas também não se zapeia. Livro é monótono. Quem se viciou em leitura e adora ler é por que faltou algum parafuso ou convite para sair quando estava na puberdade. Um ser humano normal prefere ver tv ou ir pra balada.
Minha possibilidade de ficar rico se resume a jogar na Mega Sena. Aliás, não tenho tido grana nem para fazer as apostas no cassino estatal.
Quer um coração? Tenho um aqui, pode ficar com ele, não tenho usado.
A internet assim como nos aproxima dos distantes e dos distancia dos próximos também diminui a produção dos escritores profissionais enquanto aumenta a escrita dos escritores amadores. A internet é um veneno para quem produz arte. Quem vai escrever um soneto enquanto o msn estiver ali ligado com a Lilian chamando para uma conversa? E os músicos, quantas peças mal estudadas por causa de bate-papos na internet. Se vier por aí uma geração de escritores medíocres e péssimos músicos, a culpa é da net. Eu sou uma mistura das duas coisas, duas não, três coisas: escritor e músico meia-boca e internauta empolgado. Falar nisto, desliga isto e volte ao violoncelo, vai.
Pacientes são as pessoas doentes.
As pessoas saudáveis são impacientes.
Não ter muita paciência é bom para a saúde.
As doutrinas coletivistas, mães de tantas revoluções, têm como base de seu discurso a má distribuição de renda. Vêem a revolução como necessária por causa daqueles que “só querem acumular riqueza e ignoram o bem estar do povo”. Pessoas assim, aos olhos dos socialistas, devem ser castigadas e despojadas de seus bens. É um castigo por não terem sido solidárias. Ora, quem tem por cargo castigar aqueles que não foram bondosos? O diabo. E que lugar é esse onde o mal é castigado? O inferno. Pois é isto mesmo, o inferno é um país socialista e o demônio é o seu presidente.
Após a possuir
Ele ouviu dela
"Eu posso ir?"
O pior cego é o cego guia-de-cego.
Um burro com senso de humor é inteligente.
Não existe burro com senso de humor.
Quem não tem senso de humor é burro.
A única hora que tenho vontade de falar “carái, véi, cala a boca!” é quando alguém vendo um filme-em-que-pessoas-voam vê uma pessoa voando e comenta “ah, que mentira!”
Os homens reclamam que não entendem as mulheres e elas são mesmo incompreensíveis em vários aspectos. Porém, esse ser incompreensível é absolutamente irresistível e sem a mulher, homem é nada. Os homens vêem tão nitidamente isto que todos querem todas as mulheres do mundo. Ao mesmo tempo, alguns deles falam mal das mulheres, pois como explicava Freud, ninguém sabe o que quer uma mulher. Eis por que não se pode entendê-las: a mulher foi a última coisa que Deus fez, Ele já tava prático, por isto saiu a maior obra-prima. Como Deus é perfeito, quanto mais perfeita sua obra for, mais elementos divinos ela terá. O que significa que a mulher tem muito de Deus nela do que em qualquer outro ser do universo. Deus é um mistério e sendo um mistério nossa pobre mente jamais conseguirá entendê-Lo completamente. Mesmo assim, o maior dos mandamentos é amá-Lo sobre todas as coisas. E assim é com as mulheres. Devemos parar de pretender entender as mulheres, pois divinas que são, serão sempre incompreensíveis. Amemos e calemos nossa boca.
ps - eu ia terminar este post com um “ah, garotas, estou solteiro!”, mas resisti a tal canalhice.
O materialista parece ter ojeriza da realidade, está sempre “sonhando um mundo melhor”. Se auto-intitula “semeador de utopia” e acha lindo. Evidentemente sabe que sempre que tentaram aplicar os ideais materialistas à realidade o resultado foi catastrófico, então resta ao materialista viver eternamente semeando nada e sonhando um mundo melhor, porque se ele pular para o limpo da realidade terá que repensar suas crenças.
Devemos ser cautelosamente loucos.
Ah, não existe coisa mais triste que ter paz...
Se tu fores
Quem vai tornar
Este ar Respirável?
Se tu fores
Quem irá
Inspirar Minhas dores?
Se tu fores
Faltará-me
Matéria Para sonhar
Se tu fores
Este lugar
Ficará Vazio
Se tu fores
Esvaziarás
Céus e mares
Meu olhar
Há de procurar
Teus passos
Nos espaços
Dos lugares
Tudo encherá
De dores
Se fores
E me deixares.
"Tragédia" significa literalmente "ode ao bode", isto é, trata-se de um poema sobre a morte do bode expiatório. Leia nestes livros, são muito bons.
A rosa não ficou triste
Quando viu seu cravo
Com a haste em riste.
O objetivo do MST ao invadir e desmatar aquela fazenda de eucaliptos era apenas destruir o papel da sociedade.
Antes é bom lembrar que “astúcia” é a inteligência das bestas. Como já vimos não é proibido cometer um crime. Qualquer um pode, desde que esteja disposto arcar com as conseqüências. Para coibir os crimes, o legislador tem que medir a pena de forma que não seja vantajoso alguém cometê-lo. Quando o legislador não tem essa inteligência, o criminoso vê a oportunidade e faz o negócio, comete o crime, é condenado e sai feliz com o negócio que fez. Já o pecador astuto, crê no perdão de Deus. Pecar é fazer em si as próprias obras e não as obras de Deus. É traçar plano diferente dos de Deus. Imagine Jesus querendo “viver a própria vida” e declarando “que mané morrer na cruz, rapá, eu vou é montar uma loja de tapetes, quer ver?!”. Pecar é “ser”, impedindo que Deus seja. O maior pecado é, pois, o orgulho. Colocarmo-nos no comando de nossa própria vida é o mesmo que colocar o diabo, pois quando tiramos de Deus esse papel, tornamo-nos mero boneco de ventríloquo sentados na perna de satã. O pecador astuto julga-se mais esperto do que Deus. O pecador astuto é morno.
Só uma coisa salva o PT: expulsar o Zé Dirceu.
Ninguém se lembrava de não se esquecer dele. Era sempre o primeiro quando queriam esquecer alguém. Era um pouco frustrado, coitado.
A lei seca na década de 20 nos EUA não impediu de beber quem realmente desejava uísque. Tal proibição, porém, foi muito eficiente em engendrar o crime organizado e fazer a sociedade impotente conviver com a fraude e o suborno. Sem falar da hipocrisia, que é coisa bem mais fácil de se conviver tomando uma cervejinha, é ou num é? Depois que foi revogada a lei seca, o crime estava muito mais sofisticado e sólido com know-how suficiente em outras atividades como a prostituição e a jogatina. Outra coisa que a lei seca conseguiu foi justamente o contrário do que pretendia: quintuplicou-se o número de bares (todos ilegais e freqüentado por autoridades, Bertrand Russell diz que abriram uma seita cujo sangue de Cristo era uísque, o que atraiu muitos fiéis). Pois bem, a proibição legal, isto é, a proibição expressa dá ao produto proibido um mercado selvagem muito parecido com o laissez-faire. A diferença que faz toda a diferença é que se trata de um mercado sem governo, um anarcomercado. É como hoje ocorre com a cocaína. A proibição ao dar à cocaína um laissez-faire, gera riqueza e poder a quem negocia com ela, fazendo o crime, inclusive, financiar muita atividade legal como a política, por exemplo. Nesse anarcomercado, porém, há alguém penalizado: o consumidor, que não tem um PROCON para reclamar, por exemplo, do vidro moído que vem no seu pó. Assim, quando o governo proíbe a comercialização de um bem, ele, longe de impedir o consumo, apenas torna o consumidor um refém desprotegido e dá todo o poder aos “empresários” marginais. Resumo da ária: um laissez-faire fora-da-lei enriquece os fora-da-lei, um laissez-faire legal enriquece a todos.
“sou contribuinte, tá legal?!” (repita por onde for)
É bom que se separem Igreja e Estado. Melhor que isto será quando se separarem mercado e Estado. Lugar de empresário não é fazendo lobby, assim como lugar de político não é rezando missa.
Tantos partidos por aí se dizem filhos de Trotsky, se dizem partidos trotskistas. Duvido que tivessem coragem de se dizerem stalinistas. Segundo o historiador Paul Johnson, se Trotsky tivesse se saído vencedor na briga com Stalin para suceder Lênin, provavelmente teria sido mais sanguinário do que Stalin, isto é, comparado com Trotsky, Stalin era um moderado. Mas Trotsky era cabeça fria, por isto, a mando de Stalin, alguém partiu seu crânio com um furador de gelo.
Quem teve a primeira idéia coletivista? Provavelmente aquele que olhando para o grupo ao qual fazia parte e analisando sua realidade constatou que uns produziam mais do que os outros. Concluiu então, bovinamente, o nosso analista, que aquele que muito produzia deveria dar parte do que tinha para aquele que produzia menos. E mais, que todos deveriam dar parte de suas produções a ele que, embora nada produzindo, teve a idéia, a "ótima idéia" de acabar com as desigualdades. Nascia o primeiro político.
Tenho saúde e idade
Que infelizmente me
Impedem a santidade
Mulher que não ri não precisa dente.
Se vieres
Este ar
Vai se tornar
Respirável
Vem
Pois preciso
Inspirar
Minhas dores
Vem
Pois preciso
Matéria
Para sonhar
Vem
Que este lugar
Está Vazio
Vem
Estão vazios
Céus e mares
Meu olhar
Procura
Teus passos
Nos espaços
Dos lugares
Tudo se encherá
Das cores
De flores
Se vieres
Os santos martirizados não morreram por uma idéia. Morreram por alguém que já tinha dado sua vida por eles. Jesus, Deus, religião não são espíritos, teorias, idéias, filosofias etc. Jesus, Deus, religião são realidades. Vamos parar de achar que religião é uma teoria, pelamodedeus.
Quem é mau precisa de uma máquina de produzir desculpas que justifique seus atos, essa máquina é a ideologia.
Diz o marxismo que a consciência dos homens muda em face de suas relações sociais e econômicas. Então de quê adianta o proletariado chegar ao poder? Lá chegando, ele mudará em função da nova posição econômica e social e será um poderoso como qualquer outro, louco para oprimir.
“Põe-se o sol no seu ocaso, deixa o nosso hemisfério escuro, enquanto desce, e vai alumiar os antípodas; torna outra vez a nascer claro, resplandecente e coroado de raios, enxugando as lágrimas da aurora, restituindo a cor e a formosura aos campos, despertando as músicas das aves, dourando os céus e alegrando a terra”. Essa poesia de descrição do nascer do sol é do Padre António Vieira no seu “Sermão da Ressureição de Cristo”. Você procura história? Leia Vieira. Filosofia? Leia Vieira. Religião, poesia, a melhor literatura? Vieira, Vieira, Vieira.
Público é o sujeito que paga para ver os outros se divertirem em um palco como ele gostaria, mas não tem tempo, pois tem que trabalhar para pagar o ingresso.
Não há o amor da selva. Há a lei da selva. Onde há lei não há amor.
O Welfare é a bondade de Robin Hood do Estado. Pega de quem produz e dá para quem precisa. Muito bem, se a sociedade não é suficientemente cristã, ninguém pode ser contra o Estado proteger os miseráveis. O problema é que a bondade do Estado tende a se perpetuar e abarcar cada vez mais beneficiados (alguns meros folgados). Com isto, os produtores tendem a se sentirem desestimulados e passarão a produzir cada vez menos e eis aí o socialismo em sua fase avançada. Então quanto menos socialismo houver, melhor para as gerações futuras. Plante socialismo e colherá miséria.

É como se Tarantino tivesse miolos. Magnífico filme.
E
É
E
ps – este, como poderia se dizer, não é um daqueles haicais em que há três versos sobrando. Não este. Em seus três versos ele diz tudo. Por “e” não é “a” nem “i” nem “o” nem “u”. “E” É “E”. Assim com “a” é “a” e “b” é “b”
Queria falar sobre o post do Mercuccio. Pois bem, escrevo como quem planta para subsistência. Escrevo como quem cozinha só para si. Se eu fosse um cozinheiro tão bom que meus convidados ficassem o tempo todo me enchendo de que deveria montar um restaurante para que todos pudessem conhecer meus excelentes pratos? Até que eu me convencesse que realmente seria uma boa idéia montar um restaurante, assim eu continuaria praticando o hobby que tanto amo e ainda satisfaria o apetite de muito mais gente que apenas meus visitantes. Que faria eu, para realizar meu sonho? Pediria um empréstimo ou dilapidaria meus bens e montaria o tal do restaurante. Quando você tem um dom e acredita nele, não peça a outra pessoa que pague pelo seu sonho, pois seria esta uma prova de que você não acredita de modo algum nele. E se eu for à falência com meu restaurante? Voltarei a cozinhar só para mim como outrora fazia. Paciência! Se você for um escritor desses revolucionários que tem uma obra pouco aceita pelo mercado, só há uma coisa que você deve dizer a si mesmo por ter nascido com esse dom de produzir uma literatura à frente de seu tempo e não uma paulocoelheana: “me lasquei”. Arranje um emprego e deixe de querer ser mais um sanguessuga da nação, pois é esse tipo de gente que tem afundado este país. Sabemos muito bem quem são os culpados por este país estar fodido, por este país não ter passado, presente nem futuro, vamos, pois dar nome aos bois, sejamos honestos: cineastas, sem-terras, ONGs diversas, políticos ladrões, bolsistas, funcionários públicos folgados, empreiteiros, aposentados “políticos”, fundos de pensão, bancos, empresas mal administradas etc, etc, etc, tudo gente que mama nas tetas do Estado brasileiro injustamente. Quando começar uma debandada dessa gente das tetas estatais, o país voltará a ter esperanças. Por exemplo, os cineastas todos deveriam se reunir e declarar que jamais pedirão um centavo do governo para fazer seus filmes. Isto animaria os sem-terras que fariam o mesmo e um efeito dominó atingiria todos esses dilapidadores da nação e uma onda de desreinvindicações tomaria conta do Brasil. Em seguida, os políticos ladrões se entregariam à polícia e os políticos de esquerda fundariam uma igreja pentecostal. Pronto, eis nosso país salvo e respirando novos ares. Mas, é isto que se vê?! Não. Na hora de maior desespero nacional, em que o mar de merda chega aos nossos lábios, aparece uma turma de gente letrada louca para fazer parte da turma que dana com o país.
"Numa verdadeira revolução, os melhores personagens não ficam na linha de frente. Uma revolução violenta no princípio cai nas mãos de fanáticos bitolados e de hipócritas tirânicos. Depois é a vez de todos os fracassados intelectuais pretensiosos da época. Tais são os chefes e os líderes. Você vai notar que não mencionei os meros patifes. O escrupuloso e o justo, o nobre, as naturezas dedicadas e humanas, o altruísta e o inteligente podem começar um movimento que logo se distancia deles. Eles não são os líderes de uma revolução. Eles são as vítimas: as vítimas da repugnância, do desencanto – e geralmente do remorso. Esperanças traídas de forma grotesca, ideais caricaturados – essa é a definição do sucesso revolucionário."
(Joseph Conrad, Under Western Eyes, in Tempos Modernos de Paul Johnson)
- Ler no original é traduzir só para si.
- Deus nos fez para ter amigos.
- O casamento civil só existe por causa do divórcio.
- Queijo é só uma coisa podre a mais que comemos.
- Realizar um sonho é provar que era verdade a mentira que forjamos para nos distrair.
Não vou muito com a cara das palavras. Não sei não, tenho a impressão de que elas não dão conta do recado direito. Ao contrário, as palavras são disfarces, mascaram muito do que pretendemos. As palavras mentem, caluniam e engendram todo tipo de falsidade, assim, como proibiram as armas que matam, deveriam proibir as palavras. Os mentirosos deixariam de existir se fossem mudos? Como faz um mudo para mentir? Ora, um mudo mentiroso sabe sim que é mentiroso, mas ninguém jamais ouviu uma mentira de sua boca (nem uma verdade). Só seremos verdadeiros se tivermos liberdade para mentir. Então abaixo as proibições! Abaixo o mutismo imposto. Toda restrição da liberdade é um golpe na verdade.
Uma pessoa honesta sente pelo conteúdo da carteira alheia, o mesmo que sente pelo conteúdo do nariz alheiro.
Ela veio um certo dia, mas não era o dia certo. Era um dia nevoento, com um céu todo encoberto. Nós íamos a um evento, em um lugar quase perto, íamos sem alegria, naquele dia incerto. Um dia que se podia chamar assim de O dia, porque era o dia em que ela aparecia, apagando a escuridão que em nossa alma existia.
Por causa da excessiva quantidade de vítimas profissionais (como diz o Ruy), há a necessidade de que existam na outra ponta os voluntários profissionais. No primeiro mundo, e agora a moda chega ao Brasil, já faz parte do curriculum da pessoa participar de alguma atividade voluntária. Uma vez que se trata de critério de desempate para emprego, vaga em universidade etc, as pessoas são voluntárias por pura conveniência e por pressão do mercado. Assisti um dia desses a um filme bem vagabundo (Sr. e Sra Smith) em que a única linha do roteiro que gostei foi quando o mocinho (que é bandido) disse para a mocinha (outra bandida) que o fato de ela não ser voluntária foi uma das coisas que o atraiu nela. Pelo jeito, praquelas bandas dos países ricos ser voluntário já virou coisa de hipócritas e caretas. As pessoas devem dizer com a soberba dos hipócritas que "fazem trabalho voluntário", pois “adoram ajudar as pessoas”. Evidentemente não fariam se, primeiramente não gostassem de “ajudar as pessoas” e segundamente se todo trabalho voluntário fosse confidencial, incógnito, secreto e melhor, se não aparecesse no currículo.
Deveria existir uma cidade no Sudeste ou no Centro-Oeste chamada Ano Novo, assim em Natal se faria uma escala para o Ano Novo. Ia dar certinho.
Quando uma quadrilha de bandidos (não a junina) fica muito grande e poderosa, logo, alguns de seus líderes sentem que estão muito limitados em suas ações naquele submundo e não têm dúvida, entram para a política, onde as gangues são aplaudidas e decidem os destinos da nação. Às vezes ocorre o contrário, o bandido deputado insiste em cultivar velhos hábitos e é expulso por seus pares, sendo obrigado a voltar aos crimes menores que outrora cometia. É o desterro do bandido.
Eu não sou escritor.
Sou descritor.
Eu não escrevo.
Eu descrevo.
Por que a direita – o capitalismo – com toda sua selvageria e “insensibilidade social” faz mais pelos pobres de seus países do que a esquerda com toda a boa intenção do mundo faz pelos seus miseráveis? O capitalismo faz sem querer o que o socialismo não consegue fazer querendo.
Deus é um verbo que fala.
A dor que o amor nos traz torna-nos incapaz de enxergar que amor é mais importante que ela. E neste momento em que o coração é só dor, vemos por trás do sofrer que o amor veio trazer, ele mesmo esplendoroso, magnífico amor. Então pegamos nossa dor e provamos seu gosto, sem mais pensar em pesar, sem mais pensar em desgosto porque consumida a dor, restará seu condutor, seu mensageiro permanente, seu senhor resplandecente. Nos restará o amor. Demos graça pela dor. Agradeçamos pelo amor ser maior que qualquer dor, pois o recipiente é sempre maior que o objeto dentro dele. A dor passa, se consome, passa e some, tudo em nome do amor.
A reclamação do masoquista pela dor que sente é agradecimento não um pedido de ajuda.
Uma multidão de amos entra em greve em protesto ao servo malvado. Uma multidão de amos reivindica segurança e estabilidade. Uma multidão de amos foge do país, atrás de servos que reconheçam o seu valor. Uma multidão de amos servilmente segue.
O amor é uma nascente. Deus é o amor que não se conteve em si e explodiu-se em galáxias, planetas, natureza, bichos, gente. O rio é também uma fonte que não se conteve e saiu por aí distribuindo água. Somos assim também quando amamos e não nos contemos: explodimos e saímos por aí, distribuindo pedaços de nós.
Já disse aqui que parei de ler jornais. Também parei de ver TV. No Brasil não dá para se manter informado e ser feliz ao mesmo tempo. Domingo fiz a besteira de ler a coluna do Élio Gaspari. Pra quê? No final do texto estava com os olhos cheios d’água, com um nó na garganta e pensando, “não temos passado, presente nem futuro com esse tanto de vagabundos que é a maioria dos nossos políticos”. Então decidi voltar exultante à minha alienação diária. Saber o que está acontecendo faz mal para a saúde.
Gosto se discute sim, vamos lá. Gostar é uma coisa ativa. Não gostar é coisa passiva. Muitas vezes dizemos que não gostamos de alguma coisa quando na verdade estamos apenas com preguiça de praticá-la, consumi-la etc. Quem diz, por exemplo, que não gosta de estudar, nada diz. A verdade é que tem preguiça mental de se aprofundar em alguns assuntos. Aquilo que ele gosta, aposto que gosta de estudar. Estudar também é outro termo que quase só se usa em sentido estrito. Para a maioria, "estudar" é sentar-se em uma mesa com livros e cadernos. Claro que estudar é ler sim, mas é também simplesmente pensar a respeito de qualquer assunto. O que significa que todos somos estudantes. Gostar ou não gostar de estudar diz apenas daquilo que gostamos de verdade. Quem gosta de estudar tudo e qualquer coisa tem alguma coisa errada. É o generalista absoluto. Há que se gostar de estudar alguma coisa. Estudar e só, assim como não estudar e só, nada significa. Estudar, em sentido lato, nem adianta muito tentar com aquilo que não gostamos, porque logo, o pensamento dá um jeito de enfiar o que amamos nas teias de nossa mente.
Quem inventou a coalhada, no outro dia explicou a invenção para a vizinha: “ah, é muito fácil, você tira o leite da vaca, deixa lá no copo apodrecendo e no outro dia come. Fica ótimo!”
Descobri um dos segredos do sucesso. Para se ganhar dinheiro com música, deve-se fazer jingles. O jingle faz parte da propaganda, não da música. Poucos gostam de música. O povo gosta é de ser seduzido. E se seduz gente é com jingles. Ouça uma sinfonia de Beethoven, a sétima, por exemplo. Aquilo é música, que por sua vez é um tipo de arte. Não existe para agradar ninguém, para fazer propaganda de nada. Foi feita e existe porque se impunha. Existe porque tinha que existir. Foi arrancada com dificuldade do cérebro de um sujeito meio maluco, totalmente mau-humorado, uma máquina humana de produzir música. Em quem produz arte há um compromisso com a própria arte ou com o próprio sistema digestivo. Neste último tipo de artista, a arte geralmente é um mero jingle de si mesma. Comparem um quadro de Dali e um de Rembrandt e vejam a diferença entre uma música do Roberto Carlos e uma sinfonia de Beethoven. Hoje, o tal jingle que se pretende arte chegou às raias do extremo. Os axés, por exemplo, há dezenas de canções que falam de si mesmas, chega a ser hilário. São canções cuja letra tem a função de ensinar as pessoas a dançarem a ritmo. Então a letra começa dizendo que aquela é “a nova dança que chegou para abalar” e em seguida informa às pessoas, que elas não se preocupem porque agora o grupo tal (o nome da banda culpada pela pérola) está ali naquele momento com um único objetivo: ensiná-los a dançar aquela nova dança. Então se segue uma perfeita receita de bolo em que a pessoa é conduzida a reproduzir os passos e movimentos necessários para a coreografia: “bote a mão no joelho, agora abaixe, bate palma, pule em uma perna só...”. São peças que jamais deveriam figurar no futuro como sendo “do nosso cancioneiro”, não peças que deveriam entrar para a história da propaganda nacional, pois é isto que são, jingles. E são tipos bem peculiares de jingles. São jingles escritos para vender-se a si mesmos, coisa então não vista nem na história do jingle.
ps – este post é um destrinchar deste.
Nos dias úteis, você trabalha; Nos inúteis, se diverte. Ainda vê a inutilidade com maus olhos?! O trabalho, isto é, ser útil, é apenas uma luta para conquistar o direito de ser inútil. Ser útil é um impulso demasiado humano, fruto de milênios de luta pela sobrevivência e acúmulo de bens. Difícil é saber se divertir. Saber ser inútil é a grande arte. Rejubilar-se com isto é algo a se almejar, assim quando se aposentar não ficará triste por se inútil e sim feliz, muito feliz. Você merece ser inútil. Todos merecemos. Quando perguntassem a um aposentado “o que você está fazendo”, ele deveria responder com brilho nos olhos e sorriso largo “nada, estou sendo inútil”.
Pois é, ele se mudou pra este lugar agora.
Lênin, como todo comunista, era um idiota. Quando um idiota toma o poder mostra-se o quão atrapalhado é. Pensei em começar este post assim “Lênin, o Didi Mocó Russo”, mas achei que seria muita maldade com o personagem de Renato Aragão. Pois bem, quando a primeira fome da história da Rússia (até então grande exportadora de alimentos) afetou cerca de 27 milhões de pessoas, o trapalhão Lênin não teve dúvida, pediu ajuda à American Relief Administration. Foi a primeira da série de ajuda que os socialistas são obrigados a pedir aos capitalistas para manter seus pobres cidadãos sobrevivendo. Cuba, por exemplo, só existe por causa de Miami. O fato é que os países capitalistas, feito bestas, sempre ajudam. Outra piada do Lênin. Ele proibiu a greve na União Soviética, porém os sindicatos tinham os chamados “fundos de greve” que eram confiscados e enviados para promover greves nos “países burgueses”, isto é, capitalistas.
A poesia e a música são muito importantes para que memorizemos aquilo que não tem a menor importância. Nos cursinhos para vestibulares musicam quase todos os textos principalmente aqueles preciosos que dizem como surge a notocorda do anfioxo ou qual é o apótema do hexágono circunscrito em um circulo. Essa prática dos cursinhos é magnífica. Intuitivamente eles juntaram o que de mais inútil existe – arte e informação irrelevante - para um fim supostamente útil – passar no vestibular. É importante ter feito uma faculdade caso algum dia você seja preso. Nessa condição de graduado, lhe dão uma cela especial, isto é, uma sala com uma cama onde fica sozinho, enquanto os presos comuns dão churrascos e falam ao celular, você fica lá maldizendo o fato de ter feito curso superior e canta aquela velha canção que aprendeu no cursinho “espongiário, celenterado / platelminto, nematelminto / anelíííídio...”. Se na escola se ensinasse aquilo que tivesse alguma função na prática da vida, ninguém precisaria perder tempo a fazer canções cujas letras são tiradas dos livros de química orgânica. Quanto mais canções houver, mais inútil é a matéria, pois se para aprender algo útil nem de escola precisamos, imagine de canções. Nas escolas de música, será que quando surge uma peça bem difícil de ser memorizada, eles inventam uma musiquinha para facilitar?! Nas cozinhas na roça, será que as mães inventam canções para que a menina aprenda fazer o arroz?! Seria Caymmi um professor de culinária?! Não, Caymmi é um gênio do nosso cancioneiro e quem faz vatapá não é obrigada a gostar de música boa. Fazer música ensinando alguma coisa é pura falta de assunto de compositor. A arte não deve ser prestar a essa coisa de ensinar alguém o que quer que seja. Ensinar é lá na escola. Qualquer coisa que contamine a arte com alguma utilidade, tira da coisa a característica de arte. Um poema épico é um épico, não é um poema. Uma música-aula é uma aula, não uma música. Um jingle não é uma canção (jingle não é arte). (mais um parênteses, muitas canções por aí são puro jingle, são escritas puramente para vender ou a si mesma ou o artista, não são arte, são jingles - falarei mais disto em futuro post). Um samba-de-roda receita, é uma receita, não um samba-de-roda, salvo se esse samba-de-roda for de Caymmi. Duvido que alguém pegue a música de Caymmi e vá fazer um vatapá, principalmente porque mestre Dorival vai logo dando uma de mal-humorado de cara “quem quiser vatapá, que procure fazer (ora bolas)” e indica o caminho das pedras “procure uma nega baiana que saiba mexer”. Então “Vatapá” (a canção) como receita é uma bela canção praieira. Se alguém fizer uma receita de bolo naqueles moldes não ia dar certo. (quebre um ovo, um bocadinho mais, farinha de trigo, um bocadinho mais), como assim “bocadinho”? O que é um “bocadinho”? Talvez um cozinheiro saiba do que se trata um bocadinho. Dito isto, me lembrei de quando fiz o meu cursinho para vestibular. Lá, instituímos que “uma porrada” corresponde a 20 unidades. Quando alguém dizia, “fui lá naquela livraria e comprei uma porrada de livros”, significava que comprara 20 livros. Terminou o cursinho e não chegamos a conclusão quanto à quantidade de “um magote”, “uma pancada” etc Deveriam instituir essas coisas “um bando de gente”, por exemplo, poderia ser definido como 1256 pessoas. Mas é só uma idéia que me ocorreu.
ps - evidentemente que este post é dedicado a meus amigos de toda a vida Adalberto de Queiroz e Flávio Godinho que conheci no Método, nosso cursinho de vestibular.
A virgindade não impede em nada a pessoa de ter uma vida sexual bem movimentada. O casamento, às vezes sim.
Os trabalhadores são explorados primeiramente pelo Estado que lhe cobram impostos do seu trabalho e seu consumo, segundamente pelos agitadores de esquerda que lhe oferecem falsos bodes expiatórios, os patrões, que são aqueles sem os quais nem trabalhadores eles seriam.
A pior tristeza é aquela trazida pela solidão porque a tristeza afasta as pessoas e neste caso, o triste tende a ficar ainda mais solitário. Assim, a melhor tristeza é aquela trazida por vivermos rodeados de gente, pois logo nos livraremos dos malas quando nos virem tristes. Fique triste, mas não demonstre. Se ficar triste então se esconda. Tristeza é uma doença contagiosa. Solidão é um de seus sintomas. Sempre que estiver sozinho, pergunte-se "estarei triste?" e geralmente está. Finja-se de alegre. Quanto mais triste, mais alegre fique, assim a tristeza se irá. Não é difícil não. Quando conseguir, me ensine.
O escritor Gustavo Corção escreveu um livro nos anos setenta chamado “O Século do Nada”, monumental documento contado a história de como a esquerda infectou a Igreja Católica. Seria interessante que se empreendesse um projeto de um livro desvendando a infecção da esquerda em outras áreas da cultura. Eu adoraria ganhar uma bolsa para escrever o século do nada na música popular. No caso da música brasileira pouquíssima gente ficaria de fora. Também assim é a música francesa e, claro, a música cubana. Se bem que a música cubana não dá para saber o quanto ali é espontâneo. O certo é que a maior parte dos compositores populares pelo mundo acha que o capitalismo é o grande culpado da miséria no mundo e que o Estado é que deve resolver o problema. De onde tiraram essa idéia e a coragem de colocar isto em suas canções? É uma boa pergunta. Por que Chico Buarque faz loas a pivetes e não a meninos que trabalham?
Não quero ir ao cinema com você e perder tempo vendo filme.
Estão construindo um micro carro modelo Xsara Picasso para crianças. O carro infantil já ganhou o nome de Xsara Piquinha.
O tempo ensina o sábio e emburrece o burro. Isto é, o tempo não é lá de muita serventia. O tempo é o saco em que vivemos.
Problema maior do que a carga tributária é a inexistência da contraprestação. O governo tem muito dinheiro para fazer programas e programas que são nada mais do que masturbações esquerdistas (como diria o Serjão) cuja principal função é distribuir o dinheiro do Estado para a militância para que sonhem “um mundo melhor” nas centenas de seminários por aí. Dinheiro para consertar as estradas não tem não. Só se faz aquilo que leve as pessoas a sonhar com um mundo melhor. Nada de concreto pode ser feito, pois o real estraga qualquer sonho. A realidade é mandada para as calendas gregas e vamo que vamo.
Amar é contraproducente. O amor desemprega.
- Porque chamam de “meio ambiente”?
- Porque já destruíram a metade.
Ninguém fazia uma fuga como Bach. Bach às vezes deixava as coisas prosaicas da vida de lado e ia escrever sua música. A mulher reclamava e ele concordando se perguntava “seria isto uma fuga?”. Era. Às vezes era um prelúdio. Noutras, um allegro.
Um grande castigo que alguém pode ter é o de não existir. As pessoas que não existem são muito tristes, pois foram preteridas pelo criador. O pior é que elas estão todas lá, na cabeça do Todo Poderoso, mas Ele jamais as criará. Isto torna sua existência, somente na intenção de Deus, uma tortura, um suspense terrível. Essas pessoas nem sabem o que fizeram para não existir, o fato é que não existem e isto lhes corroem a alma. Alma que ainda nem têm. Deus tenta ignorá-las, mas são uns malas e ficam buzinando na cabeça do Ser Supremo querendo a existência. Ainda bem que não existem, ô povo chato!
O ecologismo é a religião mais sádica que existe. Após o apocalipse não virá o paraíso. O paraíso do ecologista era como o homem vivia 6000 anos atrás, sem carro nem shopping center. Como diz aquela canção do Talking Heads, se isto é o paraíso, quero meu advogado.
Coração tem vida própria e manda na gente.
Se eu tivesse uma escola ensinaria economia austríaca no primário. Faria teatrinho com as idéias de Mises sobre o mercado. O dono da padaria aumentaria o preço do pão porque a mulher do padeiro teve um filho e o padeiro pediu aumento de salário, o que resultou em aumento do pão. Ninguém mais comprou pão ali, e sim na padaria ao lado, onde o padeiro é solteiro. Fecha o pano.
Pecadores todos somos, criminosos nem todos. Jesus, por exemplo, foi julgado e condenado à morte, o que costuma acontecer a um criminoso, sem jamais ter cometido um único pecado. Como somos todos irremediavelmente pecadores, sem a graça de Deus, estaríamos todos condenados. Jesus foi condenado como criminoso, para que pagasse a nossa pena de pecadores. Nós como pecadores devemos nossa liberdade e direito à eternidade ao sangue derramado de Cristo. Como criminosos, devemos nossa liberdade a uma pena que nós mesmos somos obrigados a pagar. Ninguém, além do Cristo, paga a pena de outra pessoa.
Luta livre também tem regras. Realmente livre é aquele que é feliz ao obedecer. Liberdade é seguir regras. Rebeldia é escravidão, o rebelde é infeliz. Se a rebeldia se impõe, então se rebele mesmo e busque um senhor de onde emanem regras que você ame seguir (ou concorde em seguir mesmo que discorde, às vezes). Tenha como princípio rebelar-se contra a rebeldia e buscar sempre uma rotina onde se busque a grandeza e não o confronto. Rebeldes devem ser apenas os seguidores do diabo. Se as regras que você deve seguir foram feitas por lúcifer, então seja um rebelde. Quando ouço gente dizendo que Igreja é opressora, que religião é opressão, respondo sempre que ninguém é obrigado a ter uma religião. As pessoas esquecem que a liberdade consiste em um conjunto de regras. Liberdade é fazer o que não se quer por escolha própria. É como se a criança pudesse escolher a mãe e o pai. E após escolhido os pais, a criança deve sim, para o seu próprio bem, obedecê-los.
“Eu realmente só amo a Deus na proporção em que amo a pessoa que menos amo” - Dorothy Day
No domingo, 5 de junho de 2005, dia do meio ambiente, vi uma menina no Parque da Cidade em Brasília com uma camiseta que dizia “Proteja a Amazônia, queime um madeireiro” (com um desenho parecendo uma fogueira daquela que se vê em ilustrações sobre a inquisição). No show principal, um cantor com nome de inseto usava camiseta com os mesmos dizeres. A polícia estava lá, protegendo tais insetos. Antes a ministra do meio ambiente fez um inflamado discurso contra a corrupção. O que não sabem esses ignorantes é que boa parte da madeira é vendida aos madeireiros pelos índios. Uma camiseta substituindo a palavra “madeireiro” por “índio” certamente daria cadeia e com razão, pois não se deve incitar violência contra madeireiro nem contra índio nem contra qualquer pessoa. Até insetos são importantes. Eles servem para consumir matéria em decomposição como este país, por exemplo. Esse o tipo de ser se coloca como defensor da Amazônia, como se a Amazônia precisasse de defensor. O maior defensor da Amazônia, anotem aí, é o mosquito da malária.
Dois gays foram abordados por um menino que lhes pediu um dinheiro:
- Moços, vocês têm trocado?
Um deles respondeu:
- Não temos trocado ainda não, acabamos de nos conhecer...
Eu devo ter, sei lá, uns mil livros. Não são tanto assim, mas não tenho espaço para guardar mais do que isto. Então resolvi que sempre que comprar um, jogarei fora outro. No final das contas, terei que pensar antes de comprar, pois o livro adquirido deverá ser mais precioso do que o menos precioso que eu tiver. Será também uma forma de não ter bons livros, só ótimos. Ainda não sei o que farei quando quiser comprar um e não tiver coragem de jogar mais nenhum outro fora.
- Um general está sempre em paz. Guerra é lá com os soldados.
- Ouve-se sobre filme nacional bem fraquinho: “superou minhas expectativas”.
- Quem anda muito a cavalo deve ter calo na bunda.
- A vida é um pé de rosas: 4 flores, 58 folhas e 1855 espinhos.
- A gente come, come, come e depois vê a merda que dá.
“O projeto de trazer o céu de cima para a terra, sempre resulta em trazer o inferno de baixo” - Leslie Newbigin
É preciso coragem para não ter medo de mostrar-se frágil.
Quanto mais mostrarmos nossos defeitos físicos, menos eles se evidenciarão. E ainda dirão “ah, ele não é tão fanho assim...”
Dei um upgrade neste post. Dê uma olhada.
Esse negócio de estudar é muito chato. Quer coisa mais chata do que filosofia, matemática, química etc? Bom mesmo é beber cachaça. Então todos nós estudamos o mínimo possível para sabermos o que precisamos saber. Dito isto, sendo um brasileiro, só estuda quem não quer nada com a vida. A ignorância, no nosso caso, é uma grande virtude. Não há mãe mais feliz do que a mãe de um ignorante. O filho não fica velho precocemente, namora todas as meninas, geralmente é de esquerda então tá por dentro das bocas, enfim, tem um futuro promissor, o ignorante. Então fica um monte de gente erroneamente condenando Lula e Severino Cavalcanti por não terem o primário. Francamente, para que diabos um político precisa de escolaridade? E mais, quem diz que o problema do Brasil é a baixa escolaridade ou falta dela na população erra e erra feio. Escolaridade nenhuma relação tem com riqueza nem com sucesso na vida de quem quer que seja. Dêem-me um nome de um milionário com doutorado e lhe dou dez nomes de milionários sem o primário. Elejam outro culpado, pois há uma lista enorme de gente bem sucedida no Brasil que não sabem a diferença entre um zero e um ó. Se seu filho não quiser estudar, fique feliz, o futuro do menino não estará obrigatoriamente comprometido só por causa disto. Nesse caso, porém seria bom que ele entrasse para a política ou montasse uma banca na feira.
Compra e venda de livros novos e usados. Quem quiser o catálogo é só escrever para Fábio Ulanin. O email é este aqui.
Um dia pegou uma asma
Porque tomou muita fanta
Tanta asma e tanta fanta
Que se tornou um fantasma.
Pois para se fazer fantasma
É só juntar fanta e asma.
Quero ter a liberdade
A liberdade dos ratos
Mas não a raticidade