Os médicos seriam humoristas. Contariam duas ou três piadas, o paciente riria, saindo assim da crise e então receitariam um programa de tv, um de rádio e dois livros de piadas, que seriam vendidos em farmácias. Os palhaços seriam vistos como os pajés ou xamãs, gente que faz uma medicina mais ancestral. As piadas variariam de temas, de acordo com a doença do paciente. Piada sobre bêbado, por exemplo, seria ótimo para o fígado. Piadas de papagaio curariam o aparelho respiratório e fonador. Piadas sobre crianças seriam perfeitas para problemas sexuais e do aparelho reprodutor. Os médicos se especializariam em certos tipos de piadas e um ou outro gênio seria assim um Ary Toledo da medicina, conhecedor de toda graça. Se alguém chega ao hospital chorando, claro que é falta de uma boa piada para que ele sorria. Tem gente que chora à toa e gente que ri à toa, isto é, depende muito da saúde da pessoa. Então surgiria uma doença rara não identificada, uma síndrome qualquer que mesmo depois de toda piada, o paciente continuaria sem sorrir. Depois descobririam que não sorria porque era surdo. E lá se vão os cientistas desenvolver boas piadas na língua de sinais e viva a ciência! Os hipocondríacos levariam consigo os livros do Millôr e duas vezes ao dia entrariam no Pura Goiaba, para desopilar o figo, digo, o fígado.
Posted by César Miranda at maio 19, 2005 07:00 PMCésar, meu caríssimo, o elogio é (como sempre) generoso. E é bem-vindo. Abração.
Posted by: Ruy at maio 23, 2005 09:50 PME no SUS se receitaria meia-hora de Zorra Total, com pitadas de Praça é Nossa nos intervalos.
Enquanto isso, os cientistas britânicos guardariam às 7 chaves a formula do Monty Python
Posted by: Guilherme at maio 20, 2005 02:09 PM