maio 06, 2005

ROBIN HOOD É FICÇÃO, GENTE!

Quando um pobre vota em um político que promete “melhorar a distribuição de renda” (isto é, tomar o dinheiro de alguém e dar para o pobre), o que ele – o pobre – faz é contratar alguém para roubar outros e dar para ele o resultado de tal roubo. O que ocorre na prática é que o eleitor cai no conto do vigário, merecidamente. Primeiramente, um ladrão costuma ficar com o produto do seu roubo. Segundamente, quem rouba, é ladrão e só. Não se pode fazer justiça por meios injustos. Um dos culpados por esse mito absurdo é a estória do Robin Hood, o herói que roubava dos ricos e dava aos pobres. Robin Hood é uma ficção, uma das invenções mais malignas da mente humana porque ilude justamente os mais pobres que nessa hora que vê a possibilidade do enriquecimento fácil com o dinheiro do rico, se esquece que riqueza é algo que pode ser criada, às vezes do nada (por exemplo, quando alguém inventa um software), isto é, o pobre pode ficar rico sem o rico ter que ficar pobre. O político que fala em melhorar a distribuição de renda deveria ser banido pelos pobres, pois ele sim é o seu maior inimigo.

Posted by César Miranda at maio 6, 2005 10:28 PM
Comments

Hmmmm....

Gente, calma lá. Nem editor da Economist chama redistribuição de renda de roubo. Num país como o Brasil, muitos dos ricos são ricos não por competência administrativa, mas porque conhecem uma penca de táticas de não pagar impostos, por exemplo. Aí é que está o roubo. É justamente o tipo de coisa que a classe média não pode nem pensar em fazer... e quando os impostos são muito altos e só a classe média os paga é ela que está sendo roubada. E pelo Estado. No caso, praticamente sem que o Estado retribua em serviços. Aí está o roubo.

E a questão de distribuição de renda, no Brasil, é tirar do achatamento a classe média, aumentá-la, fazer com que seja maioria no país. Esse tem que ser o objetivo de qualquer país: uma classe média grande, que consuma, que empregue, que tenha boas idéias e possa erguer empresas de médio porte aos milhares, centenas de milhares, milhões... A melhoria da vida dos miseráveis é só conseqüência. Simplesmente não é saudável um país que tenha poucos ricos muito ricos vastamente distantes da classe média.

Posted by: Pedro Doria at maio 11, 2005 06:59 AM

Prezado César:
Uma pequena correção, a bem da verdade, se faz necessária. Parece que até a história de Robin Hood - uma interessante lenda inglesa com algum fundo de verdade, da época de Ricardo Coração de Leão - foi abduzida pela "desinformatzia": Robin não roubava dos ricos para "dar" aos pobres. Ele combatia o usurpador do trono inglês, o príncipe John, que cobrava IMPOSTOS escorchantes do povo - vê só que interessante!!! - , na ausência do Rei Ricardo, que estava nas Cruzadas. Robin era, ele mesmo, um aristocrata e, na volta do famoso cruzado, retomou seu lugar original, posto que vivera marginalizado, até então, ajudando as pessoas a lutar contra o usurpador. A leitura "classista" da obra é falsa. Ao contrário do que se propala, o herói é, na verdade, um nobre que faz jus ao título, verdadeiramente cavalheiresco, no sentido medievo, com todas as qualidades exigidas para conduzir os injustiçados à revolta diante da opressão "governamental". Se tivéssemos um Robin no Brasil, vc pode imaginar o que não aconteceria ao PT...
Um abraço,
Oriana

Posted by: Oriana Curitiba at maio 8, 2005 12:13 AM

It rappens.

Posted by: mauro at maio 7, 2005 07:29 PM

Thanks, Mauro. Sou dislexo. Eu acho.

Posted by: César Miranda at maio 7, 2005 03:42 PM

Pois é, concordo com você César.

O conto do vigário só é possível entre dois vigaristas.

Eu acho que Robin Hood não roubava dos ricos para dar aos pobres e sim de quem explorava para quem trabalhava. E acho que era bem do que hoje seria o Estado que ele tirava, não era não?

Posted by: Adelice at maio 7, 2005 08:47 AM

Robin?

Posted by: mauro at maio 7, 2005 07:59 AM
Post a comment









Remember personal info?