maio 24, 2005

O ENTENDIMENTO HUMANO

Alguns filósofos escreveram textos chamados tipo “alguma coisa sobre o entendimento humano”. Tais textos sem perceber falavam de si próprios. Mas o texto seguia como se não falasse sobre si próprio. O que significava, no mínimo, que qualquer coisa podia ser “entendimento humano” menos aquele texto lá. Talvez aquilo fosse o “entendimento asinino” falando sobre o entendimento humano. Eis um exemplo disto, veja a frase: “os livros de teologia contém algum raciocínio abstrato acerca da quantidade ou do número? Não, portanto, podem jogá-los no lixo” e não percebe que essa frase também não contém nenhum raciocínio abstrato acerca da quantidade ou do número e, por não perceber isto, também deveria ter o mesmo destino que almeja aos livros de teologia. É isto, mais ou menos quando um de nós fala que não há nada que preste no Brasil. Se não há, essa sua frase feita por um brazuca tupiniquim pindoramense também não vale nada. Tem coisa boa no Brasil sim. A bacaba, o cupuaçu e o açaí, por exemplo. Nossos espíritos, porém, são adoecidos, muito adoecidos, inclusive o meu.

Posted by César Miranda at maio 24, 2005 10:42 PM
Comments

Que nome terá isso? Síndrome de anti-Policarpo Quaresma?

Posted by: Grenadier at maio 25, 2005 12:50 PM

O melhor do Brasil é aquilo que o brasileiro não fala.

Posted by: Fernando Henrique at maio 25, 2005 08:50 AM

Paralaxe é dose...

Quanto a nossa situação eu prefiro dizer, a "que não há nada de bom no Brasil" que "se o melhor do Brasil é o brasileiro, imagine o pior"

Posted by: Luís Guilherme at maio 25, 2005 12:48 AM
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