Cego, lia em braile. Era viciado em leitura, dependente mesmo. Um dia descobriu que não era cego (eram as luzes que estavam apagadas). Aí, então, não quis mais perder tempo aprendendo ler com os olhos e continuou sua leitura diuturna em braile mesmo. Porém, agora, ele via as letras que acariciava enquanto lia com as mãos. Logo em seguida, já não precisava das mãos para ler em braile. Era cego para as letras do alfabeto comum, mas lia em braile com os olhos. Lia, lia compulsivamente, como sempre lera. Em braile. Com os olhos.
Posted by César Miranda at abril 18, 2005 08:51 PMSei bem o que é isso!Pra termos fé é necessário sermos cegos, crer em coisas que não se pode ver, mas sabe que lá estarão um dia, palpáveis.
Posted by: Valéria Benigno at novembro 25, 2005 07:28 AMUm personagem de Borges. César Borges. Êpa, aí dá o cara cá da Bahia...
Posted by: Reginaldo Siqueira at abril 19, 2005 07:56 PMsei não, mas isso aí serve de metáfora pra minha vida. mas eu tô aprendendo...e descobrindo o q já sabia.
beijo...
Será que então não estamos todos errados? Meu Deus! Ainda não sei ler!
Posted by: Fernando Henrique at abril 19, 2005 10:34 AMObrigado, Rafael. Falar verdade, eu também adoro esse conto.
Falar nisso, seu blog é excelente. Gosto muito.
Aaaaaaaaahhhh!!!
Fantástico!
FAN-TÁS-TI-CO!
Ei! Espere aí!
Essa idéia é minha! Tenho certeza! Você a roubou um pouquinho antes dela chegar à minha mente!
Devolve! Devolve! Devolve!
Vou te denunciar à AEIRACAM (Associação dos Escritores com Idéias Roubadas Antes de Chegarem À Mente)!
Posted by: Rafael Reinehr at abril 18, 2005 09:43 PM