As pessoas estão
Cheias de dedos
As alianças, os anéis,
Todos cheios de dedos
Também, cheios de dedos
Estão as mãos e os pés
A família dos teclados
E instrumentos dedilhados
Todos cheinhos de dedos
Cheios de dedos as luvas,
Narizes, ânus e vulvas
Cheios de dedos os sacos
Quase todos os buracos
Teclas de computadores
E de aparelhos telefônicos
Também controles remotos
E as bolsas das mulheres
De dedos estão eles cheios
Dedos que apontam e contam
Dedos que coçam e estimulam
Dedos que buscam e procuram
Dedos que mexem e não param
Os dedos são para o tato
O tato para o carinho
O carinho para o chato
Que quer dividir um ninho
E fica cheio de dedos
Posted by César Miranda at abril 27, 2005 07:53 PMGrenadier, quem dera fossem essas minhas fontes de inspiração para o poema...
Posted by: César Miranda at abril 28, 2005 08:09 PMCésar, aqui de sua terra ( Pará ) eu digo: sorte a do Lula que só possui onze dedos nas mãos.Bravo!
Um abraço
César, parece que v. ouviu, além da maravilhosa obra completa de Paulo Vanzolini, o "Acerto de contas", um disco de Guinga chamado "Cheio de dedos". Músicas inspiradoras.
Posted by: Grenadier at abril 28, 2005 05:18 PMIsto foi autenticamente brilhante.
Posted by: Milton Ribeiro at abril 28, 2005 03:50 PMPalmas, palmas (cheia de dedos)! Vou usar o polegar para cima para exprimir a qualidade deste poema e usar o indicador para sugerir que todos o leiam.
Posted by: 0!/\@|£ at abril 28, 2005 10:31 AM