Ter consciência do que se é é uma faca de dois gumes. Um santo que sabe que é santo perde um pouco a santidade. Um malvado que sabe que é também perde um pouco da maldade. A consciência nos leva para o centro. Ir para o centro, no caso de um santo é piorar, pois ele estava no alto quando não sabia que era santo, no caso de um mau é melhorar, pois ele estava embaixo quando não sabia que era mal. Estou sustentando a tese de que quem é mau e ignora a maldade é duplamente mau, pois além de mau é burro. A tese geral não é minha, isto vem das filosofias orientais e insistem na necessidade de ser o que somos sem consciência disto. Isto é, ser sem “ser”, ser porque assim foi feito para, não por que decidiu ser. Qualquer decisão “consciente” vem a ser uma tentativa de atrapalhar os planos de Deus.
Posted by César Miranda at abril 5, 2005 07:56 PM