abril 01, 2005

ACREDITAM NISTO?!

Ontem, sob os olhares dos pais e irmãos impotentes, uma mulher morreu de fome nos EUA porque a justiça de lá assim o decidiu. Eu disse justiça?

Posted by César Miranda at abril 1, 2005 07:01 PM
Comments

Eu acho que o Fernando Henrique quis dizer que ela não morreu sentido fome.

Digamos que uma pessoa sedada receba um tiro na barriga e morra. Pela lógica do Fernando Henrique, ela não morreu do tiro. Estava sedada. Não sentiu a bala.

Posted by: Jorge Nobre at abril 5, 2005 05:23 PM

Apesar dela estar em estado vegetativo, alguns órgãos poderiam ser utilizados. Porderiam ir removendo órgão por órgão (afinal, não era mais uma pessoa, era um açougue ambulante) até que não restasse mais nada que se aproveitasse. Se depois disso ela ainda insistisse (reparem como ela foi ingrata: demorou mais de 10 dias para ceder à bondade alheia e morrer) em continuar viva poderiam enfiar um balaço na sua cabeça inútil - tudo com muito amor e solidariedade, sempre. Se ainda assim, a teimosa ingrata se recusasse a morrer poderiam enfiá-la num moedor de carne. Lembrem-se, tudo com muito amor ao próximo sempre. Acabo de falar com Deus e ele disse que está felicíssimo com tamanha demonstração de solidariedade e amor ao próximo. Já até anotou isso na sua agenda para o caso de ter que refazer esse planetinha de merda.

Posted by: Claudio at abril 5, 2005 05:09 PM

A coisa mais humana que existe é a mediocridade.

Posted by: davidemogi at abril 5, 2005 04:28 PM

PI,

Obrigado, moça.

Beijos.

Posted by: Vinicius at abril 5, 2005 03:06 PM

Oi, querido ;^)

Posted by: Politicamente incorreta at abril 5, 2005 10:03 AM

Oi PI, saudade de ti:-)

Posted by: César Miranda at abril 4, 2005 10:03 PM

Vinícios, esse argumento dos embriões e dos inválidos foi o mais contundente que eu já li. E o uso do "porra" não poderia ser mais adequado ;^) Adorei e vou reproduzir com o devido crédito.

Posted by: Politicamente incorreta at abril 4, 2005 06:33 PM

Fernando Henique, só me explique uma coisa: o tubo foi desligado de ninguém também? Terry Schiavo não era uma pessoa. Era ninguém. Então não haveria nenhuma diferença entre desligar o tubo e meter-lhe uma bala na cabeça.

Alexandre, não sei como serão meus últimos dias. Ninguém sabe. Se for pra desejar alguma coisa, desejaria rolar numa montanha de mulheres nuas.
Não sei se Deus está feliz agora, só sei que a vida da moça era um direito inalienável.
Se o erro foi ter colocado o tubo lá, então deficientes físicos e mentais não tem direito à vida. É isso? Está aberta a temporada de caça aos inválidos. É a páscoa da ressurreição de Josef Mengele.

Acho esquisito o clamor por pesquisas que matam embriões com a justificativa de descobrir a cura de doenças incuráveis. Mas quando nos deparamos com uma doença incurável, a grita é pra eliminar o doente.
Enão pra que pesquisa, PORRA? Mata logo os inválidos. É a solução final, logicamente.
O grande Viktor Frankl dizia que o valor da vida humana não está na sua utilidade. Na minha modesta opinião, acho que é por aí.

Abraços a todos.

Posted by: Vinicius at abril 3, 2005 01:11 PM

É assim que vocês desejam passar seus últimos dias? Como um vegetal em uma cama sendo alimentados por um tubo? Acham realmente que Deus está feliz com isso? O erro foi colocar o tubo lá, não retirá-lo. É crueldade não deixar ir embora a alma de corpo que simplesmente não funciona.

É a postura que eu tenho comigo. É a postura que minha mãe pediu para que eu tenha com ela (torço para um dia não ter que tomar essa decisão. Não sei se terei forças). E, por isso, fiquei feliz com a notícia da morte de Terri Schiavo.

Posted by: Alexandre at abril 2, 2005 08:28 PM

Ela não morreu de fome. A partir do momento em que o cérebro não funciona as sensações também não, por isso ninguém morreu de fome.

Posted by: Fernando Henrique at abril 2, 2005 06:58 PM

Há, contudo, uma distinção que deve ser feita: uma coisa é o direito de matar, outra é o direito de morrer.

Posted by: Lucas Mafaldo at abril 2, 2005 02:03 PM

Não creio que exista um "direito" à morte. A morte é um fato da vida, uma consequencia desta. Todos vão morrer, isso é certo. Não pode haver direito naquilo que suprime todas as possiblidades. Inclusive a da cura.
Mas o que ocorreu com Terry Schiavo foi ASSASSINATO puro e simples. Aliás, não foi puro.

Posted by: Vinicius at abril 2, 2005 01:18 PM

O direito à morte tem o mesmo valor do direito à vida. O propósito da medicina é curar, não impedir as pessoas de terem seu merecido descanso.

Posted by: Alexandre at abril 2, 2005 02:23 AM
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