Deus ama o pecador. Jesus vivia na companhia de pescadores e pecadores (um “S” a mais, um “S” a menos...). E amava os pecadores. Amava porque o pecador é honesto sobre seus pecados. Já os santos, os virtuosos são, não raro, uns fingidos hipócritas, o antônimo da modéstia. Esquecem que Deus conhece nossos corações. Todo santo é um potencial fariseu. Não existe santo, não existe bom, somos todos pecadores. Como os freqüentadores dos AA que mesmo após trinta anos sem beber e ainda se dizem alcoólatras, nossos momentos de virtude não limpa nosso passado. Sou um pecador mesmo que ultimamente eu tenha resistido a uma tentação ou outra. Deveríamos criar o PA, os Pecadores Anônimos, o difícil será achar um que diga “sou pecador e hoje ainda não pequei...”
Existem dois tipos de mulheres: as que confundem gentileza com cantada e as que confundem cantada com gentileza. Em complemento a elas, há os dois tipos de homem: o que não sabe cantar uma mulher e o que não sabe ser gentil.
O Brasil atingiu o extremo do holismo político: temos um presidente de oposição.
Esses posts grandes que tenho escrito são frutos de minha enorme preguiça de escrever posts pequenos.
O que muda, só muda porque algo não muda, então para mudar, aquilo que muda precisa daquilo que não muda. O que não muda, porém, não precisa em nada do que muda para não mudar.
- Qualquer coisa que ignore a Deus, já começa furada.
- Ser politizado é ser escravo. Seja alienado. E mais, só vote em alienados.
- Você não é o que você acredita. Você é o que você faz.
- Quem concorda com você, nada lhe ensina.
- Quem amamos é mais importante do que nós. É como uma autoridade.
Quem tenta destrinchar uma metáfora no afã de que vai derrubar o poeta, apenas prova que não é poeta, é um mero lógico fazedor de contas. Quer ser poeta? Deixe a calculadora na gaveta! Quer consumir arte, acredite no artista, pelamordedeus!
O leitor do livro pára um pouco, fecha o livro e pensa. O leitor vira a página, volta, vai mais umas vinte, descobre em que página terminará aquele capítulo. O leitor anota o que aprendeu ou desaprendeu com aquele parágrafo. O leitor termina, fecha o livro e o devolve à estante com as marcas de sua passagem por ali. O leitor escreve outro livro a respeito daquele que acabou de ler, às vezes um livro três vezes maior. O livro é um namoro. O espectador não tem muita opção depois de entrar no cinema. O filme pega o espectador pelo braço e o leva para dentro da tela com a urgência de uma fome. O espectador dentro do cinema tem o direito de desistir do filme e correr para fora da sala. O espectador do filme não pode parar e pensar sobre o que ouviu porque ele está lá não para ver, mas para viver o filme que se desenrola. O espectador pensador costuma perder metade do filme. Filme feito para pensar é filme ruim, um embuste, pois só pensa quem não vive ou poderíamos dizer ao espectador pensativo no cinema, filme é aquilo que os outros estão assistindo enquanto você pensa. Um filme é um parque de diversão.
A Daniela Abade
Não sei quando nem onde a arte ganhou esse status de ... de ... de arte. Olham para a arte como se fosse algo superior aos outros ramos da cultura e para o artista como o mais abençoado dos seres. A grande qualidade do artista talvez seja o fato de assinar seu produto. Deve ser só isto que o difere dos demais produtores. Se um cozinheiro assinasse sua obra, você anotaria em um papelzinho e quando voltasse lá no restaurante exigiria outro prato com aquela assinatura. Assim também seria se você soubesse exatamente quem fez ou montou seu micro, fez seu copo, encadernou o livro que você lê. Mas não há como saber, já a música que você gosta, você sabe quem fez. O livro que você ler, você sabe quem escreveu. Algumas idéias que você tem talvez não saiba de onde vieram, mas se o sujeito não for como aquele meu amigo que diz que se pode usar a vontade o que ele escreve contando que não citem a fonte, certamente foi alguém facilmente identificável e possível de que você venha a concordar ou se interessar pelas outras coisas que ele escreve ou diz e estará lá você endeusando o sujeito, sem perceber que isto é, literalmente, pré-conceito. A arte é responsável por boa parte do preconceito no mundo. Quando você ouve uma música do Chico Buarque e gosta, ouve outra e gosta, ouve outra e mais outra e mais outra e mais outra e vai gostando, você conclui perigosamente que tudo o que ele fizer é bom. Isto é preconceito. O mesmo raciocínio vale para o Wando, que você preconceituosamente julga um artista menor porque toda música dele que você ouviu até agora não lhe agradou. O artista é também o inventor do direito autoral, um mal, obviamente. Com o direito autoral, proíbem até que alguém cante uma canção. Com o direito autoral engendra-se uma adoração digna dos deuses aos seres humanos mais reles. Gente da pior espécie, que por acaso escrevia boas peças, são exaltados como se fossem superiores ao resto da humanidade, quando, em alguns casos, são na verdade muito piores e esse endeusamento apenas piora ainda mais o caráter da besta, pois infla o ego do artista (mau caráter ou não). Há também a bilheteria, grande invento, o que torna o artista o ser menos generoso da história. É esse o sujeito que todos gostariam de ser. É essa adoração que todo profissional gostaria de ter, essa adoração que tem alguém dono da profissão das mais danosas à alma humana. O ser humano, pelo jeito, não apenas quer a morte como dizia Freud, como, pelo jeito, quer também a danação eterna. Então se vê todo tipo de gente querendo ser chamado de artista. Flanelinha, cozinheiro, jogadores de futebol (há até o futebol-arte, seja lá o que isto signifique), serial killers, todos loucos para ser "artista", cada um a seu modo. Falando em serial killer, tenho nítida essa impressão do ideal artístico que têm os criminosos.Não é à toa que as pessoas assistem a brigas (o boxe, os filmes de lutas marciais) como quem vão a um concerto de rock. Tudo o que um serial killer almeja é que o chamem de artista. Para isto ele terá que fazer por merecer. Terá que fazer com que as pessoas vejam além do macabro de suas ações. Ele quer que “o entendam”, como todo artista. Até chegar ao ponto que muitos chegaram, de entrar para a história real e do cinema e poder viver tranqüilamente fazendo suas artes por aí (por falar nisto, nos velhos é que está a sabedoria mesmo, afinal quando diziam que um menino “faz muita arte” não se trata de elogio e sim de uma repreensão das mais sérias, menino que fazia muita arte geralmente entrava na surra de cinto com freqüência, para corrigir esse desvio de conduta que é essa vontade de ser artista). Voltemos ao assassino de cereais (fiz um trocadilho, perceberam? “cereal killer”, que é um sujeito que costuma tocar fogo na plantação dos vizinhos, hoje eu estou de morte). Um serial killer experiente, alguém assim com uns cinqüenta crimes nas costas, ídolo dos criminosos juvenis e mirins, de quem os outros criminosos invejam e tentam bater os macabros recordes, pois bem, alguém assim não o faz por mero divertimento, é alguém que tem amor ao que faz, alguém que quer levar a maldade ao status de arte. Além disto é um especialista naquilo que faz. Estuda, pesquisa, faz laboratório antes de executar sua vítima. Estuda também forma de mascarar cada corte, cada tiro, cada mínima tortura. Trata-se também de um jogador, pois ele sabe que do outro lado também há um especialista como ele, porém com muito mais infraestrutura. Esse oponente do serial killer é alguém que estudou com os melhores professores, que passou em um concurso onde centenas concorriam e se passou é por que realmente é alguém excelente naquilo que faz. Um assassinato é apenas um jogo de xadrez entre o serial killer e o legista e os homens da lei que têm como função reconstituir o crime a fim de descobrir quem o cometeu. Então imaginemos um assassinato cujo executante queira entrar para a história e ser visto com admiração e respeito. Ignoremos o sofrimento da vítima, não é disto que se trata estas elucubrações. Então imagine uma cidade onde ocorrem dezenas de crimes cujo executante é... o legista da cidade. Um legista assassino, um serial killer que sabe tudo de crime, e se vê com freqüência perante corpos que foi ele mesmo quem trucidou e deve fazer a autópsia. Enquanto um criminoso que não ele mata, pensa “dane-se, eu não sou o legista”. Mas é ele o legista. Que deverá pegar o corpo do morto e fazer um relatório detalhado de como foi o tenebroso crime. Ele se cansa daquilo antes de começar. Pensa em tudo o que fez, no prazer que teve ao fazê-lo, em cada corte, cada punção, enfim e pensa o quanto o mundo é cruel, o quanto a vida é injusta, o quanto a existência é irônica e se enfurece porque evidentemente que aquilo é exigir muito de um ser humano. Tudo é possível e aceitável, menos alguém ser legista dos crimes que cometeu. Tudo o que ele sonha é que contratem um legista para o seu lugar. Ele gosta de legislar, digo, de fazer autópsias, aquilo lhe ajuda na sua carreira principal de serial killer. Ele jamais abandonaria a autópsia porque é lá que lhe vem a inspiração, é lá o melhor laboratório para seu hobby. É lá, pode mesmo se dizer, de onde brota toda sua felicidade. Sem a autópsia sua vida seria vazia e sem nenhuma poesia. Porém, tudo tem limite, fazer autópsia do próprio crime é um crime, é uma tortura pela qual não se deve submeter um ser humano normal como ele, mero serial killer que quer apenas levar sua vida sem ser incomodado por ninguém. Essa história me ocorre sempre a ponto de se ter tornado recorrente quando que tenho que corrigir o que escrevo. Sempre que devo ser meu próprio revisor. O certo é que não se pode confiar em revisores. Todo livro sai cheio de erros. Erros de revisão saltam aos olhos sempre que o escritor abre seus próprios livros e se prepara para impressionar alguém. “Veja, Nicole, que belo palíndromo este que escrevi”, Nicole olha e diz “mas, isto aqui não é palíndromo, tá sobrando um agá”. E a culpa é sua que não revisou devidamente seu livro e acreditou naquele miserável que trabalha na editora. Todo autor sonha em esganar um revisor, assim como todo escritor de televisão sonha esganar atores. Então, não tem saída. Depois de escrever um romance de quinhentas páginas, você mesmo deverá levá-lo ao necrotério e analisar detidamente o que foi feito. É assim que me sinto ao escrever um texto enorme – como este - depois ter que ler letra por letra analisando cada sintaxe, putz. É o mesmo que matar alguém e ter que fazer a autópsia.
1)Parei de ler os jornais. Costumava ler depois do almoço. Hoje, depois do almoço, tiro uma soneca.
2)Peguei meu arquivão de posts inéditos de 100 páginas e deletei mais de 70 páginas (dezenas de palíndromos, contos curtos, máximas, sonetos e outros poemas foram para os espaço).
Jamais me senti tão bem informado e tão genial.
ps – editar é uma delícia e cortar texto logo se torna um vício, já nos ensinou mestre Peliza, sempre que dou uma olhada no arquivo, deleto mais uma coisinha.
pps – e em mais um lance genial, desisti de escrever meu romance. Poucos fizeram tanto pela humanidade quanto eu fiz hoje.
Os ecologistas são conservadores. Ou não? Querem conservar a matéria tal qual foi feita. Há outros conservadores que querem conservar o espírito tal qual foi feito. Os dois conservadores são inimigos. É a velha briga que minha mãe gosta de falar, o corpo se queixa da alma e a alma se queixa do corpo. Que coisa, hein! Há, porém uma coisinha a se considerar nessa briga. A matéria se transforma em outra coisa às vezes melhor e mais útil. O espírito é eterno e se não for conservado transforma-se em espírito mal. A matéria é reciclável. Cocô vira adubo, coisa muito útil. Madeira vira lenha, coisa muito útil. Não acontece isto ao espírito deixado à inércia. Um dos padrões na natureza é que nela tudo se transforma, já nos diz aquele cientista, a constante mudança é seu modo de viver então tentar conservar alguma coisa na natureza é ser inimigo dela. O espírito nasce divino, então tentar conservar alguma coisa nele é ser seu amigo. O espírito pode piorar se não for conservado. A matéria conservada não melhorará em nada, apenas cumprirá tediosos ciclos e ciclos. O conservador é aquele que considera o que ele quer conservar como sagrado. Ao ser conservador de florestas e bichos você coloca bichos e florestas como sagrado. Ao conservar valores e verdades religiosas, você considera a alma e Deus como sagrados, portanto dignos de conservação uma vez que de tão bem feitos, só podem piorar caso não se conserve. Cada um conserva o que considera sagrado e você escolhe o evangelho ou o bicho preguiça para conservar.
As pessoas estão
Cheias de dedos
As alianças, os anéis,
Todos cheios de dedos
Também, cheios de dedos
Estão as mãos e os pés
A família dos teclados
E instrumentos dedilhados
Todos cheinhos de dedos
Cheios de dedos as luvas,
Narizes, ânus e vulvas
Cheios de dedos os sacos
Quase todos os buracos
Teclas de computadores
E de aparelhos telefônicos
Também controles remotos
E as bolsas das mulheres
De dedos estão eles cheios
Dedos que apontam e contam
Dedos que coçam e estimulam
Dedos que buscam e procuram
Dedos que mexem e não param
Os dedos são para o tato
O tato para o carinho
O carinho para o chato
Que quer dividir um ninho
E fica cheio de dedos
”Considere-se morto”, foi o aviso que lhe deram. “Ok”, ele respondeu e pensou consigo mesmo “considero-me morto”. Em casa, disse à mulher e aos filhos, “considerem-me morto”. A mulher vestiu luto e os filhos choraram. Uma semana depois, ele viu nos jornais que homem que o ameaçara estava morto. Ele pensou “será que devo ainda me considerar morto?” Depois da morte do ameaçador que lhe instruíra que se considerasse morte, ele passou a se considerar um pouco vivo. Acostumado, porém que já estava de se considerar morto, se sentia um morto-vivo, um zumbi esperando alguém que o autorizasse a se considerar vivo.
Uma barata me pediu 1 real "para comer". Dei-lhe uma moeda, ela reclamou, "pensa que eu como cobre? Quero em cédula, seu engraçadinho!" Dei-lhe a nota mais velha que tinha. Comeu que lambeu os beiços. Nem lavou o dinheiro. Depois, de sobremesa, comeu uma casca de laranja. Nem sabe que os humanos utilizam laranja para lavar dinheiro. A vantagem de ser barata é que se alimenta igualmente com uma nota de 1 real ou de 100 dólares. O importante é que o dinheiro não seja lavado.
Quanto menor o quinhão, mais importante o tostão. Quanto menor o seu mundo, mais importante o seu canto.
Jesus foi condenado por meio de um processo democrático, isto é, da burocracia. Por Pilatos somente provavelmente Ele não seria condenado, mas há a burocracia, não é?! O TCU romano devia ser perigoso. Essa é uma das vantagens do jeitinho brasileiro. Se há um motivo para se ver com bons olhos este nosso vício é justamente por ser ele uma afronta à burocracia.
As ONGs são um estágio do sonho marxista da transferência de várias funções do Estado para "organizações sociais". Uma vez que o Estado hoje faz quase tudo e como as ONGs vivem do dinheiro do Estado principalmente, não sei como essa transferência se dará totalmente. O Estado precisará existir nem que seja para repassar os recursos às ONGs.
Traumatizado, nunca mais sorriu. É que seu grande amor morrera de rir.
- A flor é uma armadilha do espinho.
- Eu trago sonhos calejados de ciranda.
- Minha alegria é silenciosa.
- O amor compacta o tempo. A saudade o espicha.
- Riso é coisa séria.
- No trem do tempo há quatro estações.
- O amor é uma doença que cura.
- O sábio sabe o quanto é burro.
- Eu tinha algumas atitudes, mas se perderam na última mudança.
- Um emprego prosaico faz maravilhas a um poeta. Um amor faz poeta a qualquer um.
- Toda obra de arte é um recado do artista para si mesmo.
- Deu quebra de safra em meu jardim.
Da mesma forma que é indesejável a presença de religiosos fazendo política. Que não se imagina um bispo concorrendo nas eleições para presidente da república em países civilizados. Assim como criticamos ferozmente os aiatolás e o estrago que religiosos sempre fazem quando chegam ao poder. Por tudo isto, deveria ser expressamente proibido que religiosos se filiassem a partidos políticos. Não só isto, todo sistema, mesmo que ateu, que fosse ideológico dogmático - como o socialismo e o nazismo por exemplo - deveria ser proibido de se tornarem partidos políticos. Deveriam se confinar a templos onde contemplariam suas utopias. Lá ririam dos hereges que não acreditam nas previsões de Marx sobre o futuro tenebroso do capitalismo. Lá se rejubilariam por serem tão espertos e depois voltariam para suas casas, pois de manhã terão que acordar cedo para trabalhar na bolsa de valores ou na fábrica da Cola-Cola. Fosse assim seria mais seguro para a humanidade.
Engels é o Vadico de Marx. Não chega a ser um Newton Mendonça porque Tom Jobim, diferentemente de Marx, vivia às próprias custas. Espera um pouco, Vadico também vivia às próprias custas. Marx e Engels é uma dupla única mesmo.
A preguiça é um dos animais mais populares. Todo mundo tem preguiça. Eu mesmo tenho muita.
O contrário de casamento é apartamento.
Falo porque sou um papagaio, se fosse um urubu, comia carniça.
Ela inala fonema
Ela cala morfema
Ela exala poema.
Escreverei contos curtos até me surgir a idéia de um formato menor. Ele é apenas um trampolim para meu grande projeto, o palavrismo.
A fidelidade partidária obrigatória parece interessante desde que o partido também seja obrigado a uma fidelidade programática. E o eleitor tenha um código de defesa.
Dizem que com a eleição de Bento XVI a Igreja retrocedeu uns quinhentos anos. Pena, precisamos de um papa que retroceda a Igreja em dois mil anos.
Uma coisa que me espanta quando se referem à Igreja Católica é que geralmente a tratam como se fosse uma força policial. Acusam-na de proibir a camisinha, de ser anticientífica, etc como se as posições da Igreja Católica fossem leis seculares sob a qual todos devem viver e obedecer sob pena de ir para a prisão. Não é nada disto. Só é católico quem quer. Quem não quiser, que vá dar a bunda sem camisinha e utilizar fetos humanos para pesquisas. Aliás até os católicos poderiam fazer isto também que a Igreja não ia mandar sua força anti-aérea atrás para algemar e prender o pecador. Não é assim que as coisas funcionam. O que a Igreja no máximo faz é condenar uma autoridade sua ao silêncio ou à excomunhão quando essa autoridade insiste em pregar anticristianismo como sendo cristianismo. Expulso, o herege pode continuar falando as asneiras que quiser, mas desautorizado pela Igreja (basta ver que as opiniões do teólogo marxista - seja lá o que diabos for isto - Boff têm tido tanto espaço na mídia quando o novo Papa).
ps – quero dizer uma coisa bem inútil aqui, mas nem por isto desnecessária. Eu torci fervorosamente com toda covardia e miserabilidade que tem minha fé para que o cardeal Ratzinger fosse o escolhido. Eu fui um covarde em não tornar isto público e muito me alegro e em rejubilo em ver que se o homem é, o Espírito Santo de Deus não é covarde. Que Deus seja louvado.
Uma mãe liberal é aquela que deixa que os filhos caguem no chão do quarto e passem merda nas paredes. Uma mãe liberal é tudo o que uma criança quer. Mas as mães são conservadoras, para tristeza dos pequenos rebeldes que fazem birra toda vez que são conduzidos ao vaso sanitário para fazer seu cocozinho. Quem reclama que o papa é conservador certamente se esquece de que a Igreja é a mãe dos católicos.
Nos porões da faculdade, um mendigo disputa um pedaço de pão com uma barata; Na biblioteca, um aluno disputa um livro com um cupim. O mendigo esmaga a barata e come o pão. O cupim, porém já comera parte do terceiro capítulo. Na luta contra insetos, é mais salutar ser mendigo.
O Estado deve ser como o traje de uma mulher bonita. Pequeno e com bastante transparência.
Há pessoas que sentam e esperam o passado chegar.
O que mais enfeita a mulher ainda é o trato do homem.
Marcel Proust dizia que jamais duas pessoas lêem o mesmo livro. Grande verdade. Quando me perguntam que livro estou lendo, me pergunto que serventia teria essa informação para a pessoa. Quando me pedem para recomendar algum livro, fico mais perplexo e não entendo como isto poderia importar. Um dia desses uma amiga me dizia que alguém indicou um livro tal para ela para tal e tal propósito e por coincidência eu já tinha lido o tal livro. Tive que pensar bastante para entender a razão da indicação, pois para aquela tal coisa, o livro a mim não disse nada. Depois buscando, buscando, lembrei de alguma coisa que talvez fizesse sentido na indicação. Se a mim ela pedisse a mesma coisa, eu jamais indicaria aquele livro. A indicação de um livro por quem respeitamos só nos fará tentar repetir a experiência dele e assim abdicamos da nossa. Um livro é lido e lê ao mesmo tempo. Se todo mundo escrevesse um livro a respeito do livro que leu, muita coisa interessante se veria. E não estou falando da burrice de vários leitores. Estou falando mesmo é da necessidade de cada um enquanto lê um livro.
- Só o inútil é livre. Só o inútil sobrevive.
- Cientista político é algo como teólogo matemático.
- Com quantas cinturas se faz um jogo de cintura?
- Ser pobre só é chato quando precisamos de dinheiro.
- Dizem que ter filho é a melhor coisa do mundo, então por que as jovens devem evitá-los?
- Quem quer o verde verde, tem mania de querer o azul vermelho.
- Temos apenas que ter a coragem de ser o que somos. E só isto às vezes é muito difícil.
- Esse negócio de ter um emprego dá muito trabalho.
- A modernidade bem que podia envelhecer e morrer logo. Ô coisa chata.
- Tem gente que odeia ouvir "parabéns pra você". Será que não gostariam de ter nascido?
Era um canalha, aquele farmacêutico. Não tinha remédio.
Faço sinais ateus
A teus olhos
Com óculos escuros
Faço sim, a teus
Olhos escuros
Ateus sinais
A teus óculos
Escuros
Como me ensinais
E voltas a teus
Afazeres
Sem perceberes
Meus ais
E eu que sinais atinha
Neles não me atenho mais
E dou a teus sinais adeus
E meus, ateus sinais
Põem uns óculos escuros
E votam a olhar para Deus
Como os ateus mais normais.
O segredo do sucesso é ter alguns amigos em redações de jornais.
O morto até que se arrepende, mas quem comete novos crimes está muito vivo.
"Queria tanto ter um bloqueio mental. Ah, boa idéia, vou escrever um post sobre isto."
Pelo jeito, Bento XVI será tratado pela mídia e pelos idiotas em geral com a mesma má vontade que têm com o Bush Jr. Será recebido sob protestos com queima de bandeiras do vaticano, o associarão ao nazismo, à inquisição espanhola e a coisas piores. Já começaram chamando seu pontificado de "de transição", já começaram a ridicularizar suas primeiras declarações. Mas é tudo birra de criança quando a mãe a proíbe de enfiar o dedo na tomada. A mãe está ali insistindo que não se deve infiar o dedo na tomada. Um dia a mãe viaja e o filhinho masoquista aproveita e tome enfiada de dedo na tomada o dia inteiro. Então, a mãe volta e o filhinho pensa "que droga, minha mãe que não quer que eu enfie o dedo na tomada voltou" e faz birra. Mas a mãe não pode se adaptar aos filhos, pois ela sabe mais do que eles e sabe que sabe.
Ele não trabalhava muito, era relações públicas de uma sociedade secreta.
A Receita Federal existe para concentrar a renda nos bolsos do Estado, enquanto o Ministério do Marketing existe para nos convencer de que o Estado luta pelo fim da concentração de renda.
Conversando com uma aMiGa um dia desses eu lhe confessava que sou eu o inventor do besteirol. Inventei o besteirol lá pelos idos de 1982 quando tinha 15 anos, eu e um amigo. Claro que o besteirol já tinha sido inventado por outros caras que nem sei quem são. É mesmo provável que tenha sido inventado por milhares de pessoas ao mesmo tempo em partes diferentes do mundo e não foi a primeira coisa a ser inventada ao mesmo tempo por duas pessoas que nem se conheciam. Jung que acreditava na existência de um inconsciente coletivo descobriu símbolos caldeus em umas tribos peruanas, então não é tão incrível assim que duas pessoas que jamais se viram tenham uma mesma idéia. Vem a ser também a prova de que a raça humana tem uma imaginação mais pobre do que os autores de novela. O avião, por exemplo, parece que foi inventado pelo brasileiro Dumont e por dois irmãos americanos quase ao mesmo tempo. Trocadilhos também costumam ocorrer a várias pessoas ao mesmo tempo. João Nogueira e Paulo César Pinheiro, ambos sambistas e parceiros, já tiveram a mesma idéia melódica, um mostrou para o outro a melodia e ouviu de volta "ah, fiz uma igual ontem", como moravam perto, a melodia deve ter passado na casa de um e depois visitou o outro, embasando aquela tese de que o compositor é mera antena da música soprada pelo Criador. A guitarra também é um caso desses, pois foi inventada pelo músico baiano Dodô (aquele do Trio Elétrico de Dodô e Osmar) sem saber que o instrumento musical já tinha sido inventado. Dodô deu à guitarra o nome de "pau elétrico". Vou repetir: "pau elétrico" (pausa para risada).
Pois é, se alguém ouve esse termo "pau elétrico" hoje vai pensar que é outra coisa. O inventor do vibrador também deve ter dado o mesmo nome ao seu invento. Claro que esse nome davam apenas quando o vibrador estava ainda em fase de projeto. Depois de feito e devidamente testado “pau elétrico" pareceu muito imoral e optou-se por vibrador. De repente os dois se encontram, o inventor do vibrador e Dodô e cada um diz para o outro "rapaz, inventei o pau elétrico", o outro responde "eu também", "qual é o tamanho do seu?" "Como assim? Normal, 15 centímetros e o seu?" "só quinze centímetros? Ah, é inspirado no cavaquinho, não é?" O vibrador, aliás precisa se democratizar, digamos assim. O governo deveria promover um projeto de introdução do vibrador. Já que há a introdução digital e toda gama de introdução social, por que não introduzir a única coisa que foi feita justamente com esse objetivo?! A introdução do vibrador - o pau elétrico - seria de grande ajuda para combater a gravidez na adolescência e todos os tipos de doenças sexualmente transmitidas, principalmente a AIDS. No kit-aids viria AZT e vibrador. No carnaval também, distribuir-se-iam vibradores para moças e rapazes. Com o vibrador, a camisinha se tornaria desnecessária, uma vez que, se o que as mulheres - e alguns homens - querem é um pau, basta o pau, para quê esse pau deveria ter vir com um homem na outra ponta? Não faz sentido. Aquelas pessoas que quiserem um homem na outra ponta do pau, procurariam um homem não um pau, já que, presume-se, todo homem tem um pau, ainda que não vibrante quanto um pau elétrico (esse é um outro assunto e abro esse parênteses só para dizer isto e introduzir uma questão, as pessoas querem no fundo um homem e procuram um pau ou querem no fundo um pau e procuram um homem?). E escolhido o homem, não haveria necessidade alguma de camisinha também, uma vez que se sabe muito bem que o que causa a aids não é o HIV e sim a infidelidade, pois tudo começou quando um casal de africanos fez um swing com um casal de macacos amigos, onde ninguém era de ninguém e possivelmente o vírus entrou na corrente sanguínea do africano quando o macaco o confundiu com sua esposa símia. O africano também deve ter ficado com a macaca. Ele e a humanidade inteira ficaram com a macaca depois disto. A promiscuidade nos presenteou com a aids. E falando em sexo com animais, finalmente chegamos ao assunto do texto, as perversões. Na história da humanidade ou, como diria o Falcão, "desde o tempo que cu era quadrado", há relatos de orgias dos deuses homéricos aos imperadores romanos, pessoas como Nero e Calígula que não tinham a menor noção do perigo. Recentemente também há a história das décadas de sessenta e setenta depois da penicilina e antes da aids quando a classe média sentiu-se livre para dar asas à imaginação e "viver a vida", que é como chamam a rotina de todo pervertido ("esse cara sabe viver a vida", raramente essa frase é associada à leitura de toda a obra de Dostoievski, por exemplo). Há a história daquele ator que conta como vantagem o fato de ter sido expulso de uma suruba (não diz é que possivelmente a causa da expulsão é que ele tenha brochado com o próprio presidente da putocracia, isto é, com o dono da suruba). Nos dias de hoje, não duvido, há verdadeiros gourmets da perversão. Pessoas que se trancam em seus quartos com alguns equipamentos individuais e coletivos, alguns animais como ratos e cães e vão pesquisar seus limites morais e físicos, para apresentar em boates, fazer filmes, escrever livros ou simplesmente degustar com sua cambada. Gente que para os pais "saíram com os amigos". Depois de uma geração "vivendo" dessa maneira, a geração seguinte elegerá representantes no congresso e proporão casamento de pessoas com ratos. Em seguida proporão a inclusão do rato, afinal porque só os pervertidos ricos têm seu rato próprio? O pobre tem que ficar introduzindo ratos desconhecidos que podem até transmitir doenças. Onde está o governo que não vê essas coisas? Então, para resolver o problema, cria-se um ministério. Quer coisa mais pervertida?
Afirmar que o homem é bom por natureza é uma das formas de negar a necessidade de Deus na vida do homem. Por isto, as utopias coletivistas têm como base a crença de que o homem é bom e de que Deus não existe. A verdade é que o homem precisa de Deus para se livrar do mal que lhe invadiu o coração quando provou do fruto da ciência. O ser humano precisa de Deus como o bebê precisa da mãe.
“A Igreja Católica é a única coisa que poupa ao homem a degradante servidão de ser um filho se seu tempo”. G. K. Chesterton

(Já vi em algumas agências de notícias em letras em caixa alta que começa um papado de transição, afirmação urubulina mais vez. Já querem matar o papa eleito antes de ele ser papa direito). Foi eleito o Cardeal Ratzinger. Deus seja louvado! Essa eleição é para que não duvidemos jamais do poder do Espírito Santo como inspirador do conclave. Ratzinger é defensor da pura tradição da Igreja Católica e da mensagem de Cristo, um radical como deve ser todo cristão. Viva Bento XVI. Viva Cristo Rei.
- Chef de cozinha é um decorador de interiores que encontrou uma salada.
- Para fazer parte de qualquer comissão de ética só com pistolão ou algum por debaixo do pano.
- Felicidade é esperança.
- Covardia é temer a obrigação.
- Todo mundo é diferente de todo mundo. Nisto somos todos iguais.
- O que se passa pela cabeça do pastor quando a perdida é justamente a ovelha negra?
- Legalizar falcatruas, eis um dos intentos de todo político.
- Ser de esquerda é ter um senhor: o mundo. Servir ao mundo é servir ao demônio.
- Diz aí, como é possível o amor sem a desigualdade?
- O amor egoísta é um tipo sutil de desprezo. O amor egoísta fere tanto quanto o ódio.
O livro de Gustavo Corção “O Século do Nada” deveria ter como subtítulo “Mata o veio, mata!”. Corção o escreveu, é a impressão que dá, espumando de indignação, vigor e entusiasmo comum a um adolescente. Ele tinha 77 anos.
Cortando o máximo de cabeças possíveis, é assim que o homem celebra a liberdade, igualdade e a fraternidade.
Se eu fosse um líder do Hammas sugeriria que anunciássemos uma trégua definitiva a Israel como prova de nossa boa vontade. Pronto, isto seria suficiente para a Academia Sueca dar ao Hammas o Prêmio Nobel da Paz (até rimou). O tal prêmio só é importante porque presenteia o premiado com mais de 1 milhão de dólares, e uma grana dessa dá para comprar bastante granadas e financiar pelos menos uns cinqüenta atos terroristas mundo a fora.
Cego, lia em braile. Era viciado em leitura, dependente mesmo. Um dia descobriu que não era cego (eram as luzes que estavam apagadas). Aí, então, não quis mais perder tempo aprendendo ler com os olhos e continuou sua leitura diuturna em braile mesmo. Porém, agora, ele via as letras que acariciava enquanto lia com as mãos. Logo em seguida, já não precisava das mãos para ler em braile. Era cego para as letras do alfabeto comum, mas lia em braile com os olhos. Lia, lia compulsivamente, como sempre lera. Em braile. Com os olhos.
- O diabo construiu o inferno porque é contra as desigualdades. Lá todos são iguais.
- Todo historiador tem sua versão da história. Eu tenho aversão.
- Como alguém pode ser contra a guerra e a favor da greve?
- Inteligente é aquele que reconhece as reiteradas burrices que comente.
- Eu não quero dois milhões amanhã, eu quero é dois mil hoje.
- O bom improvisador ensaia bastante seus improvisos.
- Mesmo infelizes, só somos felizes quando amamos.
Conheço uma pessoa tão entusiasmada, tão alto astral, tão animada que ninguém gosta nem de chegar perto. É insuportável.
Um político que nada faz é muito mais eficiente do que aquele que faz alguma coisa, assim como o político calado diz mais verdades do que aquele que fala.
Um dos problemas da esquerda é que eles são muito desunidos. Sugiro que se unam e todo se filiem ao Partido União Marxista, o PUM. Faria todo sentido.
Quando será que começou essa moda da pessoa “pegar um sol”? Você chega ao meio-dia na casa de alguém e estão lá várias senhoras todas boas de se preocuparem com as rugas “tomando sol” e lhe convidam como se você fosse temerária essa sua passividade em “perder um sol desses”. Não conheço na literatura nem antropológico qualquer coisa sobre esse costume idiota de “tomar sol”. Dizem que começou com aquela senhora que tem nome de bosta Coco Chanel que ficou cuidando de sua horta e se queimou ao sol acidentalmente. Então a convidaram para uma festa e ela foi daquele jeito mesmo. Os incautos concluíram que era mais uma moda que a Coco lançava e pronto, o mal estava feito, para a felicidade dos fabricantes de botox e dos médicos que tratam o câncer de pele. Moda que demora passar essa.
Nós escolhemos sobre o quê teorizar. Já a prática é um dom de Deus. É que teorizar dá para disfarçar um pouco, na prática não se engana ninguém por muito tempo (veja os milhares de comunistas na teoria, enquanto vivem das benesses do capitalismo, nem passa pela cabeça deles se mudarem para Cuba). Um romance escrito por Mozart daria na cara que se tratava de alguém forçando a barra. Ainda bem que Mozart era um irresponsável, que é um dos nomes que os fariseus dão para quem não é morno e obedece ao plano que Deus traçou para ele. Irresponsável é o artista que, como dizia Shaw, prefere passar fome a viver de outra coisa que não sua arte. Mas é, de irresponsáveis como esses, o reino dos céus e, desconfio, a felicidade na terra também.
- “Só sei que tudo sei”, dizia o jovem Sócrates. Depois de muito aprender, mudou de idéia.
- Se a vida começa mesmo aos 40, falta pouco tempo para eu nascer. É assustador.
- Um chato vê um chato nos olhos de outra pessoa. E em qualquer outra superfície especular.
- Quem come demais não tem tempo para engordar.
- Programar o despertador é um dos modos de ficar ligado.
- Liberdade é obedecer a Deus.
- Será que mandar um torpedo para aquela menina sentada na outra fileira da missa é pecado?
- Perde-se um tempo enorme reclamando da falta de tempo.
- Palavra é insuficiente. "Insuficiente" é palavra.
- O engraçado é sério. O sério é engraçado.
- Eu sou contra o casamento hetero.
- Ao maior atraso político já inventado se deu o nome de “progressismo”. São uns humoristas!

Meu amigo FDR tem um conto sobre um sujeito cuja função é contar às pessoas que alguém seu (da pessoa) morrera. Logo que ganhou esse emprego, o sujeito (o Antônio) “adoeceu” da morte. Sua alma passou a projetar o macabro de sua profissão. As pessoas passaram a evitá-lo. Eis um exemplo, ainda fictício, de uma personalidade que mudou depois que um dos elementos, a alma, mudou. O emprego de uma pessoa, i.e, o que a pessoa faz para ganhar a vida é uma marca em sua alma. Antônio foi salvo pelo amor. Somos sempre salvos pelo amor.
Vejam como são as coisas. Quando a mãe de Galileu Galilei colocou-lhe esse nome, referia-se a Jesus de Nazaré, o galileu. Hoje quem coloca o nome do filho de Galileu o faz em homenagem a Galileu Galilei, alguém que entrou para a história principalmente como uma quase vítima fatal da Igreja Católica, isto é, quem coloca o nome do filho de Galileu o faz como um protesto ao cristianismo.
Brigar contra o desconforto, é só isto o que fazemos. Tememos o frio, adoramos o calor. Fugimos do frio. Quando está ensolarado, dizemos que o dia está bonito. Mas o sol envelhece precocemente a pele e o inferno é quente e desconfortável. Só é confortável o calor dos braços de quem amamos em uma noite de frio. Precisamos do frio para desfrutar o melhor calor que há. Encontre um amor e os dias frios serão lindos. Viva o frio!
A sopa de letras que ele comeu não caiu muito bem. Deve ter sido mal redigida. Primeiramente veio uma azia, depois o estômago começou a roncar, e aí a situação ficou gramática, meus amigos! E ele teve que ir ao banheiro fazer um poema concreto.
Só gente da melhor qualidade. Aqui.
Dei uma ajeitadinha muito de leve na seção de links. Tem uma aqui sim, é pequena, mas é de coração.
No galinheiro o conclave
Para escolher bem ligeiro
A quem se daria a chave
Deixada pelo pioneiro
Os pintos se reuniram
Naquele grande terreiro
Ciscaram e se ungiram
Com ânimo verdadeiro
E piando o dia inteiro
Expiando todo o feito
Consideraram perfeito
O escolhido verdadeiro
E o tal sucessor eleito
Chamou-se Pio Primeiro
- As religiões deveriam ser supervisionadas pelo Ministério do Interior;
- O Ministério da Fazenda deveria absorver o Ministério da Agricultura ou vice-versa, já que é tudo a mesma coisa;
- A Receita deveria ir para o Ministério da Saúde e o secretário da Receita deveria ser sempre um técnico, isto é, um nutricionista;
- Os nutricionistas também seriam responsabilizados por tudo que acontecesse ao regime.
- Deveriam também mudar o nome do Ministério da Fazenda para Ministério da Extorsão.
- O sofrimento é uma autotortura.
- O fim dos princípios é questão de tempo.
- Não adianta fugir das rugas, elas estão sempre ali no seu calcanhar.
- Política é a verdadeira arte de ser falso.
- Ficar sem beber é dose.
- Sofrer é aprender. Aprender é sofrer.
- O humanismo é um satanismo.
- Gordos fazem jejum com duplo ânimo.
Foi o fim daquela sociedade secreta o dia em que resolveram brincar de amigo secreto. Nunca mais se falaram.
O livre comércio, quer dizer, o capitalismo é um sistema de tempos de paz. Dê paz e liberdade aos homens e eles serão capitalistas.
E se o dono das Indústrias Baygon entrar para o budismo, aquela religião em que os seguidores não podem matar nem um mosquito?!
Quando o despertador não toca por algum motivo técnico, você dorme o tanto que seu corpo precisava. Depois toma banho e café um pouquinho menos lerdamente do que costuma tomar e chega ao trabalho na hora que deveria. Quase tudo seria pior se fosse como gostaríamos. Abaixo os despertadores. Viva o sono suficiente. Leia "A Sabedoria da Insegurança" de Alan Watts.
“Eu daria minha vida para ficar sadio”.
No enterro do coveiro todos os mortos estavam lá.
É muito grande quantidade de crônica produzida diariamente por blogs e enrustidos (sim, há muitos blogs por aí que juram que não são blogs). Em breve os blogs de sucesso terão quatro leitores e desses só um lerá tais crônicas. Geralmente o leitor será o mesmo que escreveu. A vida continuará acontecendo mais dentro da cabeça de cada um do que lado de fora que é onde Deus a colocou originalmente. Ninguém dialogará porque exatamente naquele momento teve uma idéia excelente e precisa digitalizá-la. A única coisa real que as pessoas farão será escrever, escrever, escrever. Raduan Nassar é que está certo. Eu estou totalmente errado. Pouca coisa é mais inútil do que a existência de escritores. Importantes são os plantadores de batatas que nos fornecem a matéria prima da batata frita, manjar dos deuses que em breve os nazi-saudáveis nos proibirão de comer (anota aí). Então, teremos que comprar uma terrinha e cultivar a batata que fritaremos. A vantagem da batata sobre a maconha é que esta não é um tubérculo e não fica debaixo da terra, o que tornará mais fácil enganar a polícia nazi-saudável que será mandada para destruir as plantações de batatas. É bom esclarecer que o exagero de gênios que há por aí é um fenômeno legítimo e verdadeiro. Pessoas que escrevem magnificamente e têm idéias imperdíveis, que todos devem mesmo conhecer e se divertir com elas. Porém, é absolutamente impossível ler tudo o que existe de bom por aí e viver ao mesmo tempo. Às vezes acidentalmente caio em algum blog que acho excelente. Pelos arquivos, verifico que é mais antigo do que o meu e eu jamais ouvira falar. Aqueles que eu não conheço e jamais acidentalmente cairei lá são em quantidade ainda maior. Até que um dia você vê uma reportagem sobre blogs na grande imprensa e lá dão grande destaque ao Wando e ao Amado Batista dos blogs. E você se pergunta, não vão falar do Brahms, do Chopin?! Não. Não vão falar jamais falar do Bach nem do Beethoven dos blogs. Apesar da mídia, com alguma sorte, alguém acidentalmente cairá naqueles blogs com alguma nata emergindo do texto. O que fazer? Como diria Manuel Bandeiras, aquele que fez o papel do Zorro, dançar um tango argentino e comer batata frita.
- Meditação é fazer nada como se estivesse fazendo algo.
- A parte mais importante da panela de pressão é a tampa.
- A liberdade pode ser muito útil quando estamos presos.
- Tinha dupla personalidade. Tinha dois blogs.
- Humor demais acaba toda a graça de uma sutileza.
- Faz muita questão de realizar seus sonhos? Então sonha baixo!
- Humorismo é o que se vê dos que vivem tragicamente, não o que se vive.
- Cachorro bom é cachorro quente.
- Deveria existir um instrumento que quando se tocasse, o silêncio se faria.
- Sem criatividade, o dinheiro é irrelevante. Dinheiro não traz criatividade.
Dom Eugênio Sales critica Severino por ter recebido os representantes dos gays. Errado está Dom Eugênio. O Papa João Paulo II acusado de conservador por toda espécie de idiotas, e o foi mesmo acertadamente nas questões dogmáticas zelando como deveria pelas tradições da Igreja. Porém em assuntos exteriores não foi nada conservador. Como Jesus que se sentava à mesa com os pecadores, o Papa se encontrou com bestas humanas como Fidel Castro, por exemplo e com o turco que o baleou. Recebeu e foi recebido por todo tipo de gente, mas jamais se coadunou com as mentalidades maléficas destes tempos. Uma coisa é o pecado, outra o pecador. O pecador é um doente. Seria mesmo que um médico se recusar a receber alguém porque está doente demais. A propósito, não estou chamando o Severino de médico.
Um dos azares da humanidade é a triste realidade de que o homem de esquerda, isto é, aquele que é ativo politicamente esteja justamente ao lado dos piores políticos que existem, os tais protótipos de Stálin. O cidadão que a esquerda chama de "de direita", na verdade não está nem aí para o que os políticos tramam, contando que ele tenha oportunidade de melhorar de vida e viver em liberdade. (não se trata de não ter convicção como diz o poema de Yeates, têm-se convicção sim, a de que tem mais o que fazer do que se importar com politicagens). Um cidadão de direita politizado é uma contradição em termos porque os ideais liberais não precisam de ONGs para lhes
ajudar, pois eles são naturais e por isto prescindem totalmente de ação externa sobretudo a ação estatal. Seria o mesmo que fazer uma ONG a favor da lei da gravidade. Sobra a pergunta sobre os cidadãos de esquerda, por que será que se perfilam junto à pior laia que já pisou na face da terra (procuro um líder de esquerda que tenha trazido algum benefício a seus concidadãos e não me ocorre ninguém), por que defendem com tanto entusiasmo a utopia mais assassina da
história?! Bem, os esquerdistas que respondam.
O conclave é importante porque sem clave realmente fica impossível tocar uma música. Perguntem à Dani.
- A Nova Era é um placebo metafísico.
- Coisas que unem as pessoas: copa do mundo e linchamento.
- Ensinar é amestrar imitadores.
- Liberdade é escolher nossa prisão.
- “Penso, logo existo”, Descartes devia esta fora de si quando disse isto.
- Esses cientistas que procuram vida fora da terra devem ser muito mal casados.
- Lista de discussão é uma corrente de emails para discutir assuntos off-topic.
O poeta é tão somente
um canalha lírico.
um galinha romântico
um simpático empulhador
um adúltero cheio de flores
um conquistador barato
um domador de metáforas
um normal ser humano
uma criança aprendendo
a falar e já apaixonado
um tarado em castidade
um normal ser humano
um sonso deslumbrado
um egoísta condescendente
um amante em teoria
um normal ser humano
um massacrador de rimas
um Dom Juan fracassado
um Casanova desabitado
um John Holmes mal dotado
um normal ser humano
um bebê chorão mamado
um embusteiro amoroso
um chifrudo embriagado
um normal ser humano
um doente incurável
um saudável idólatra
um desastrado adorador
um tenor butequeiro
um normal ser humano
um porteiro de bordel
um poeta se destrói
reclama do que não dói
sonha com o que possui
e ignora os próprios olhos
é um ser humano normal
e vive do adverso
é ele o seu universo
que ele povoa com verso
e chora de tristeza
quando está muito contente
e bebe para relembrar
todas as mágoas que teve
tudo o que na alma ferve
é um ser humano normal
um voyeur alfabetizado
um volúvel apaixonado
um manhoso tântrico
um doutor enamorado
um ser humano normal
um meloso arrebatado
um piegas exaltado
um nobre sentimental
um visionário arrebatado
um utopista cego
um excêntrico com ideal
não estou falando por mim
mas um poeta é assim
um ser humano normal
Quando tomo sol, meu rosto fica manchado. O mesmo não ocorre quando tomo cerveja, vinho ou coca-cola.
Quando um cientista médico tem uma idéia, ele a aplica em ratos primeiramente, em seguida em mamíferos maiores até chegar a testá-la em cobaias humanos criteriosamente selecionadas. Depois disto são mais cinco anos convencendo órgãos burocráticos e técnicos de que a droga resultante de sua idéia foi devidamente exposta à realidade e foi aprovado e é, portanto benéfica à humanidade. Na área humana, quando um Zé Mané qualquer tem uma idéia, entra para um partido político, se chegar ao poder, a nação inteira será seu rato de laboratório e que Deus a acuda!
Não se preocupe com a existência de Deus, nem em ter um pensamento a respeito dEle. Preocupe-se com o que Ele pensaria a respeito de você, existisse ele ou não.
Uma receita muito interessante que vi no Orkut começava assim: "coloque os ovos no liquidificador". Assim não, tô fora!
O condenado à morte já nem ficou tão triste com a notícia da morte de sua mãe. Depois que chegara àquela prisão, se passara cinco anos e já morreram seu pai, um primo e seus dois irmãos. Uns de assalto, outros de acidente de carro e agora a mãe de erro médico. Só ele, ali são e salvo envolto em procrastinações jurídicas, apelações etc. Todo os seus morriam, todos, menos ele, o único marcado para morrer.
O cliente se senta no divã do psicanalista e quando vai deitar, o divã quebra as pernas e o cliente cai no chão. O psicanalista dá logo o diagnóstico:
- A-há, consciência pesada, hein?!
Basta um homem se sentir grande para achar a vilania algo atraente. Jamais se sinta grande, por mais que lhe digam. Só a uma grandeza humana podemos chamar de grande: a humildade.
Vivemos entre paranóicos. Há até um axioma, acho que é do dono da Intel que diz que só os paranóicos sobreviverão. O fato é que viver entre paranóicos é terrível. Um mundo em que só os paranóicos sobreviveram, significa que todos são paranóicos. Não seria um mundo, seria um inferno. Ninguém confia em ninguém. Ninguém acredita em nada. Todos desconfiam de todos. Todos desconfiam de tudo. O inferno é isto. Um lugar de paranóicos. Talvez só os paranóicos sobrevivam mesmo. As pessoas de fé irão para a eternidade e deixarão este inferno para os paranóicos. Só os paranóicos sobreviverão, mas valerá a pena viver em tais companhias? O tal axioma do guru das MBAs, vai que ele é levado a sério e todos resolvam adotar a paranóia a fim de se manterem vivos, imaginem um padre paranóico? Ele deve obrigatoriamente ser paranóico senão não sobreviverá. Ou um filho paranóico que desconfia do pai e da mãe, uma esposa paranóica. E um Deus paranóico, dá para conceber? Não dá! A paranóia em muitas situações, simplesmente não cola. A paranóia só se encaixa onde há os riscos da danação. Não há paranóicos no paraíso.
Não importa o quanto você goste do seu trabalho. Ele é chato. Haverá alguém lá que cuidará para que ele seja chato.
É bom ter idéias e não ter computador. Na sua cabeça, a idéia nasce, cresce e morre. Cumpre, enfim seu ciclo na terra.
Essas crianças de sete anos de hoje em dia que chamam o coleguinha de oito anos de véio, de que se chamarão quando tiverem 80 e 81 anos respectivamente?
Depois que se faz, nada mais precisa ser dito. Antes de ser feito, toda palavra é irrelevante.
Todo som eletrônico deveria varrer o ambiente em busca de algum nervo auditivo e se não encontrar se autodesligar, para não incomodar os vizinhos. Era esse tipo de coisa que os cientistas deveriam logo inventar, não ficar perdendo tempo tentando provar a inexistência de Deus.
O Brasil não vai pra frente e nem se acaba de vez porque aqui os liberais são mais incompetentes do que os socialistas, que também são péssimos (como socialistas). É todo mundo muito morno. Os socialistas têm sua porção liberal, o que os impede de ser o desastre que todo socialista que honre o nome deveria ser. E os liberais são altamente socializantes, o que os impede a eficácia. Nossos socialistas perseguem o superávit e nossos liberais são sem fins lucrativos. É o fim. Cada um fica imitando o que o outro tem de pior. Eis o Brasil.
Eu gostaria de escolher meus inimigos. Há pessoas que eu adoraria que me odiassem.
O plano de saúde é uma forma de socializar a saúde. Por isto não dá certo e todos reclamam e todos perdem em uma coisa que foi feita para que todos ganhassem. Onde houver sementes de socialização, haverá frutos de desgostos.
Você se sentiria bem se lhe chamassem “professor primário”?
Um dia desses peguei, ávido, um livro para ler. O tal opúsculo tinha apresentação, depois introdução, depois um prefácio da edição inglesa, depois o prefácio da edição francesa e finalmente o prefácio daquela edição mesmo. Quem será o chato que inventou isto tudo?! E quem será o mais chato ainda que lê a “introdução à edição francesa” de um livro?! Ora, vá à merda, se um livro não prestar, não há apêndice que o salve. Se tais introduções fossem fundamentais, fariam parte do livro. Exceção talvez a, por exemplo, uma apresentação de Roberto Campos a um livro de Aron. Como eu sou um caipira, nem um pouco interessado em detalhes sórdidos ou sublimes da vida do autor contados pelo eufórico tradutor, além disto, não compro livro por causa do tradutor (por causa do tradutor, às vezes, deixo de comprar), bem, costumo passas os olhos por essas partes inúteis, que às vezes tomam mais de um terço do livro e vou ao que interessa. Isto me poupa um tempo precioso.
As ações totalitárias começam com argumento científicos e terminam em tragédia, genocídio, massacre. Os textos humorísticos também começam com argumentos filosóficos e terminam em galhofa, gozação, escárnio que é o massacre pacífico de quem não gostamos.
O Brasil é uma puta grávida.
O Brasil é uma puta envergonhada, mas precisa do emprego.
Este é mais um esporte em que se usa a culpa como instrumento. Não podemos esquecer que há também o revezamento de culpa, que é jogado, como o nome diz, em equipe. Este aqui, o carregamento de culpa é um jogo solitário.
- Quem são os grandes, hein?! Os campeões mundiais de carregamento de culpa?
- Ah, é tanta gente. Quase todo mundo. É um esporte muuuuito praticado.
- Qual a diferença com o revezamento de culpa?
- Acho que o carregamento de culpa está para o revezamento como o xadrez está para a dama.
- Ah, quer dizer que os campeões são os russos, é?
- Não propriamente os russos, mas é interessante a quantidade de cristãos campeões dessa modalidade. Há alguns acidentes, às vezes...
- Como assim, acidentes?!
- É, a pessoa não agüenta o peso da culpa e logo aparece uma hérnia. Recomenda-se não praticar em casos de hérnia...
- Ah, bom...
ps - essa série foi inspirada retroativamente no “jogar charminho” do Dundas.
A maioria dos autores de livros de ética colou nas provas.
Suas últimas palavras foram: “eu sou imortal”.

O livro tem um humor negro delicioso e poético. Mas não é só de afro-graça que é feito o livro. Há também o humor em estado puro mesmo e sempre inteligentíssimo. Oxímoros de causar inveja a millôres. A vida vista por uma morta realmente muito viva. Alguém que nasce para nós leitores, assim que é atropelada fatalmente e descamba a produzir verborragia. Livro para se ler e repetir a cada frase (sobre a escritora) “ela é mesmo excelente”. Eis uma magnífica humorista. Eu poderia falar do livro como “uma alegoria”, mas não vou cair na esparrela de dizer “o que a escritora quis dizer”, mas que o livro é um oráculo como toda grande arte, isto ele é. Ouviu, seu morto-vivo, que só olha as coisas e nada faz?! Mergulhemos, mesmo assim na alma daquela alma. O ceticismo é um tipo de ânsia. A ânsia é fruto da espera de quem queria algum aviso. O ego cresce sem um corpo. Sem corpo somos puro ego. Queremos que o próprio Todo-Poderoso venha ao nosso encontro pessoalmente em um tapete vermelho. Nada disto acontece, logo algo está errado, pensa o ego bruto. Deus está errado (para o inferno com Deus, ela diz). Eu cá penso, se tem gente que só matando, alguns nem matando. É compreensível que nós, seres humanos bebês-chorões filhos de Freud, queiramos um psicólogo no além para que não nos traumatizemos em nossa vida na eternidade. Já se disse que o inferno é cheio de advogados. Ora, por que não mandar para lá também milhões de psicólogos, a fim de tratar as almas condenadas?! Não dá para viver em paz em um lugar daquele. Aquilo lá é um inferno. Sem o corpo para nos enganar com seus ciclos de fome e alimento, enfado e diversão, trabalho e descanso, dia e noite, a vida vira um vazio inevitável. Alguma coisa está errada. Deus está errado, pensa o cético, como o bebê chorão que gritasse “eu quero minha mãe”. É uma opção que se faz, passar a vida reclamando das “injustiças” ou ver a própria vida como uma escola muito eficiente, tenhamos corpo ou não.
O asceta morre de velho aos 40 anos de idade com o corpo corroído pela fome do jejum diário. Chega ao céu e recusa várias das recompensas pela vida de sacrifícios. Tanto se acostumara com aquela vida, que qualquer banquete lhe era doloroso. “Jamais pensei que o céu fosse um lugar onde o vício fosse a recompensa por nossas virtudes”, pensava o santo.
Quem costuma pedir desculpa pelas coisas certas que faz, no final fica com a consciência pesada pelas qualidades que tem.
Esse negócio da escolha do novo Papa estar sendo tratado como se fosse o grande prêmio Brasil de hipismo é mesmo inominável. Vejam o que saiu nO Globo:
“Dom Cláudio Hummes perdeu posição nas bolsas de apostas do Reino Unido sobre quem será o novo papa.”
“Na Paddy Power, empresa britânica de apostas, dom Cláudio aparece em sexto lugar. Antes, estava em quinto lugar. Já o arcebispo de Salvador entrou na lista dos 63 cardeais que podem receber apostas, mas está na posição dos "azarões"”
“Além de especular sobre quem será o novo papa, os sites também abriram apostas sobre o número de dias do conclave --a aposta em cinco dias está na frente-- e o nome a ser escolhido pelo novo pontífice (empatados em primeiro lugar, João Paulo e Benedito).”
João Paulo e Benedito, aliás é um excelente nome de dupla sertaneja.
As pessoas parabenizam as outras pessoas por terem nascido. "Parabéns, você nasceu há exatos 31 anos, parabéns!" Parabéns, por quê?! O que eu fiz de heróico nascendo? Parabenizem os médicos, minha mãe, eu na verdade nem queria nascer, fui forçado a isto. Nasci na marra. Marra é um bom nome para cidade do interior. "Onde você nasceu?" "Nasci na Marra", "Ah, sei, perto da Saudade, né?!" "Sim, ali entre Muriaé e Volta Redonda." "Ah, sei onde é, cidade pequena né?"
No Brasil temos uma Igreja Católica que mais parece uma ONG, inclusive a campanha da fraternidade do ano passado foi um tema ecológico e a maioria achou normalíssimo. A maioria do clero brasileiro é composta de lobos em pele de pastores. Assim, durante 26 anos contamos com o Papa João Paulo II zelando pela tradição católica e pela mensagem do Evangelho de Cristo como chefe da Igreja, enquanto em nosso país o que sempre vimos são religiosos firmes no propósito de fazer política. Nesta hora os católicos com alguma coisa na cabeça e resistentes às seduções do mundo devem se unir em oração para que Deus nos mande não só um novo Papa que continue o pontificado de João Paulo II como que o Espírito Santo ilumine o clero brasileiro para que ele siga os caminhos de Cristo e não os caminhos do mundo. Pensando bem, o Brasil jamais teve um clero digno de ser chamado cristão, depois não sabem por que não existe santo brasileiro. A explicação é simples, é que os cristãos brasileiros fazem política, isto é, se importam com as coisas do mundo. O mundo não precisa das coisas do mundo, isto é fundamental que um cristão veja. O mundo precisa de Deus. O mundo não precisa de terra, de casa, de comida, de roupa lavada. O mundo precisa de Deus. O mundo precisa da única esperança que transcende tudo, que é a esperança baseada no sangue do Cristo de Deus. Uma pessoa com essa esperança incrustada em sua alma não teme o mundo, nem vai atrás de políticos para resolver seus problemas. Que o exemplo de João Paulo II frutifique e que Deus nos ajude.
Desde que colocaram em práticas as idéias de Keynes não se fala de política sem, obrigatoriamente, falar de economia. Política virou a mera administração do dinheiro do Estado. Ser o presidente da república é ser o administrador do dinheiro do Estado, que vem a ser (o Estado) a pessoa mais rica do país. Logo ao falar de política, mesmo sem querer, você está falando de economia, porque o Estado faz parte do mercado, mui ativamente. Se o Estado saísse do mercado até sua presença ser insignificante, as coisas ficariam mais claras, do que é política e do que é economia. Mas para que isto aconteça, é preciso vontade política. Para essa vontade política brotar, é necessário que as pessoas entendam de economia e, mais importante de tudo, sejam amigas da verdade.
O problema do comunista e do anarquista é a premissa falsa na qual os dois se baseiam. Ora, a liberdade não existe e a igualdade também não existe. Os dois vão morrer loucos em seus devaneios utópicos. É a mesma coisa que um homem querer engravidar-se, esquecendo-se do pequeno detalhe que é não ter útero.
Tenho ouvido Jorge Drexler. É muito bom. Eis a única dívida que terei com o Che.
Atualização seis meses depois:
Mais uma dívida, agora uma dívida que terei com Drexler.
Talvez a morte de João Paulo II e a tragédia que seria a escolha de um Papa católico "a sua maneira" seja um sinal de Cristo para que cada um dos católicos à maneira de Cristo redobre suas forças no sentido de ensinar o Evangelho com ações e empreender uma ação permanente de desmascarar todos os agentes do anticristo que teimam em contaminar a Igreja. Torna-se fundamental hoje que o povo de Deus assim se sinta e demonstre isto. Se amamos João Paulo II é por que ele era um católico a maneira de Cristo. O certo é que no Brasil a Igreja Católica foi conduzida quase sempre por padres, bispos, arcebispos e cadeais católicos a sua maneira, filocomunistas que deveriam estar em palanques e não em púlpitos, gente má portanto, o que exige dos católicos brasileiros há muito tempo esse redobrar de forças para chamá-los às falas a fim de desmascará-los e expulsá-los do papel que indignamente desempenham. Os holofotes que Dom Cláudio Hummes e Dom Eusébio tiveram por ocasião do conclave, queira Deus, mude alguma coisa, no sentido de que os componentes da Igreja mostrem suas caras. Se são cristãos à maneira de Cristo, de si próprios ou de Dom Cláudio.
Eu não deveria escrever.
Era uma vez dois grandes amigos, muito inteligentes e muito simpáticos. Um era gay, o outro não. Um dia o amigo gay disse:
- Meu amigo macho, será que há alguma possibilidade de você se tornar gay? Então poderíamos nos casar.
O outro amigo respondeu:
- Deixa de ser bobo, não é possível casamento gay, a lei proíbe. Você é que deveria se tornar macho.
Então o amigo gay fez um tratamento de desgueisamento com uns religiosos psicólogos e logo virou hétero.
- Agora sim - disse o amigo que sempre fora macho - agora podemos nos casar, pois somos dois héteros e casamento hétero é permitido por lei.
O ex-gay, porém o interrompe:
- Sai prá lá, rapaz, eu gosto é de mulher.
A virtude não está no meio. A virtude está no extremo do lado certo. A virtude está no alto.
Quem nasce primeiro, o desejo ao objeto ou a inveja ao dono do objeto?
A primeira pedra é a última
Gota no copo da ira
A primeira pedra é a vitória
Do pai da mentira
Finalmente vi um cristão na cúpula católica brasileira. O cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Oscar Scheid, disse tudo o que o próprio Cristo diria. Porque a palavra do cristão deve ser sim sim, não não, jamais esse lenga-lenga filocomunista e em cima do muro da maioria do clero brasileiro. A diferença entre Dom Eusébio e Dom Cláudio é abissal. Sobre Dom Cláudio Hummes, aliás, suas declarações em breve estarão nas mesmas antologias dos improvisos de Lula. Na última vez que li ele dizia que Lula é um católico à sua maneira (a frase dúbia fica engraçada porque Dom Cláudio, tirando a cachaça, parece que é um católico à maneira de Lula também). A penúltima que li, Dom Cláudio dizia que os dogmas da Igreja devem evoluir (será que ele acha que Deus não o ouve falar essas coisas?!). O dogma é uma verdade revelada por Deus. Dom Cláudio acha que Deus deve mudar de opinião em algumas coisas. Que Deus deveria evoluir. Fiquem de olho no que Dom Cláudio diz, é um senhor muito evoluído. Um homem do seu tempo, este tempo de Lula e Severino. Os assessores de Lula , querendo ensinar padre nosso ao vigário, disseram que as declarações não condizem com o tom que deveria ser usado por um religioso. Eles certamente jamais leram os Evangelhos. Jesus usava tom muito mais barra pesada. São um bando de comunistas admiradores de regimes assassinos e querem dizer como Dom Eusébio deve se comportar e nem ficam vermelhos, de tão vermelhos que são. O que falta aos bons cristãos é justamente a assertividade, pois isto também é que é ser cristão.
UPDATE - Logo depois que voltou de Roma, Dom Eusébio retirou o que disse e igualou-se ao restante do pavoroso alto clero brasileiro.
O calvário de Cristo, isto é, o Cristianismo é o fim ao bode expiatório. Já o marxismo é uma fazenda onde se tem uma enorme criação de bode expiatório. Na prática a função do marxismo é destruir tudo o que Cristo construiu. Por isto alguém não pode ser de esquerda e cristão ao mesmo tempo.
Tem um samba de Nelson Cavaquinho em que ele diz que quando a gente é feliz tem sempre alguém para nos aconselhar. A verdade é que nunca é tarde para alguém se arrepender das besteiras que fez e passar o resto da vida se culpando e tendo inveja dos amigos que escolheram direito. Não se pode ser feliz impunemente. Sempre que você for feliz, alguém estará triste por isto.
A graça é o amor de Deus. Ora, amor é de graça mesmo ou não é amor. Um Deus que lhe faz passar por provas parecidas com o serviço militar e reconhecendo seus méritos, lhe dá a eternidade, não o faz por amor, e sim por justiça. Se Deus só aceitasse quem O impressionasse, estávamos todos no inferno. No inferno não tem graça, é um lugar sem bondade nem beleza. O amor não é justo, ainda bem, pois justiça é tudo o que o amor não é. Não somos justos com quem amamos. Amamos quem amamos! A graça é o amor de Deus e não pode existir Deus sem graça, onde já se viu!
Uma ONG acaba de ser criada para ajudar ex-atores pornôs. Seu estatuto é um documento pungente onde se definem ações totalmente comprometidas com a inclusão. Só vendo.
Tive uma infância muito amarga, muito amarga. Só eu sei o quanto foi amarga. Trabalhava em uma lavoura de jiló. Amarga e escorregadia. De vez em quando plantávamos quiabo também.
O menino caiu no caldeirão de antídoto. Agora procuram algum veneno para a fim de que lhe salvar a vida.
- Há por aí uma campanha de desalmamento.
- Só é livre quem obedece alguma regra. Quem não segue regras não é livre.
- Os bem intencionados têm prestado um péssimo serviço ao mundo.
- Gelo é um picolé de água.
- Os sábios de hoje em dia, humildemente se julgam superiores.
As sombras não
São assombração
Mas assombração
Sim sombras são
Um animal estranho e pouco estudado é o cientista.
Ter consciência do que se é é uma faca de dois gumes. Um santo que sabe que é santo perde um pouco a santidade. Um malvado que sabe que é também perde um pouco da maldade. A consciência nos leva para o centro. Ir para o centro, no caso de um santo é piorar, pois ele estava no alto quando não sabia que era santo, no caso de um mau é melhorar, pois ele estava embaixo quando não sabia que era mal. Estou sustentando a tese de que quem é mau e ignora a maldade é duplamente mau, pois além de mau é burro. A tese geral não é minha, isto vem das filosofias orientais e insistem na necessidade de ser o que somos sem consciência disto. Isto é, ser sem “ser”, ser porque assim foi feito para, não por que decidiu ser. Qualquer decisão “consciente” vem a ser uma tentativa de atrapalhar os planos de Deus.
Vi reportagem na TV sobre doação de sangue. No final, uma senhora dizia que as pessoas deveriam doar sangue porque é um ato de cidadania. Os incautos não percebem o perigo por trás das palavras. Agora fazer caridade nada tem de bondade ou de cristão. Agora é um ato de “cidadania” (desconfie dessa palavra, fuja dessa palavra, atrás dela há gente querendo tomar seu dinheiro, geralmente significa que você além de pagar imposto e ainda trabalhar de graça para o governo de plantão), isto é, trata-se do ser humano prestando contas ao seu novo senhor, o Estado e ao seu novo deus, a História.
Dom Cláudio Hummes, Arcebispo de São Paulo, diz que o próximo Papa será diferente. Espero que não use dreadlocks.
Azarado é o mártir que não chega a santo. Dar a vida é muito fácil, quero ver é fazer milagres.
O interessante é que as amizades virtuais são as poucas realmente reais que muitos temos. E com o tempo, nossos amigos outrora reais vão aos poucos se virtualisando e em breve só teremos amigos virtuais e não se pode chamá-los de irreais.