Se eu pagar o que lhe devo,
Nem minh’alma será minha.
Quando lê o que eu escrevo
Saiba que não está sozinha
Se mesmo a viver me atrevo
Se amo e escrevo esta linha
É pagando o que lhe devo
Dona da alma que é minha
Jurei-lhe não mais versar-te
E poupá-la de minha arte
Mas esqueça o que prometo
E ficará ao Deus-dará
Que moeda é um soneto?
Quando a dívida é o amar?
Uau ao quadrado, ao cubo!;-)))
Muito bonito e muito engenhoso enfim: da pontinha da orelha!