março 17, 2005

A QUEM DEVO A ALMA

Se eu pagar o que lhe devo,
Nem minh’alma será minha.
Quando lê o que eu escrevo
Saiba que não está sozinha

Se mesmo a viver me atrevo
Se amo e escrevo esta linha
É pagando o que lhe devo
Dona da alma que é minha

Jurei-lhe não mais versar-te
E poupá-la de minha arte
Mas esqueça o que prometo

E ficará ao Deus-dará
Que moeda é um soneto?
Quando a dívida é o amar?

Posted by César Miranda at março 17, 2005 07:45 PM
Comments

Uau ao quadrado, ao cubo!;-)))
Muito bonito e muito engenhoso enfim: da pontinha da orelha!

Posted by: Meg (sub rosa) at março 20, 2005 04:54 PM
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