março 23, 2005

A LEGALIZAÇÃO DO HOLOCAUSTO.

Esse negócio de eutanásia é uma bobagem, um paradoxo ambulante tão grande, que não sei o motivo pelo qual sequer se cogita essa porcaria. Senão vejamos. Eutanásia significa "boa morte" e vem a ser ou dizem ser o direito que cada um tem de morrer. Ora, com esse direito nascemos naturalmente e chama-se suicídio. O que se chama eutanásia hoje não é o direito que cada um tem de morrer e sim o direito que cada um tem de matar. Assim como o aborto. A luta pelo direito ao aborto é apenas um pedido de salvaguarda para matar os
próprios filhos e eutanásia é a mesma coisa, desta vez, em muitos casos, é o filho pedindo para matar os pais. E aí se completa o ciclo da barbárie humana e legaliza-se o holocausto. O ser humano quer hoje ter o direito de matar qualquer parente que atrapalhe ou possa a vir atrapalhar sua vida sob o pretexto fajuto de que será para o bem do morto. Pensando bem é melhor mesmo estar morto a ter pais e filhos como esses aí loucos pela aprovação de aborto e eutanásia. Vamos
rezar, gente.

Posted by César Miranda at março 23, 2005 08:00 PM
Comments

O caso da Schiavo (parece que o nome é de propósito...), não é de eutanásia: o plano de seu benfazejo marido é submetê-la a um longo jejum de Páscoa, quiçá para purificar-lhe a alma. (Aqui no Brasil, essa benesse está capitulada no Código Penal; quem mandou viver na common law?)

Posted by: mauro at março 24, 2005 10:41 PM

Caro Lutz, sobre a eutanásia até retiraria o termo holocausto, porém não vejo nome mais adequado para o aborto de milhões de bebês indefesos pelo mundo pelas próprias mães do que holocausto e a figura aí (porque o termo está em sentido figurado qualquer um com um mínimo de boa vontade assim o vê) remete-se sim à maldade semelhante àquela nazista. Se houver nome melhor para a figura me diga. Quanto à palavra "holocausto", não entendi sua advertência fazendo parecer que se trata de palavra sagrada ou tabu. Remeto-vos a outro post meu, este aqui http://www.wunderblogs.com/protensao/archives/005914.html
Um grande abraço.

Posted by: César Miranda at março 24, 2005 10:27 PM

Caro César, você devia ter mais cuidado quando fala destas coisas, e com o termo Holocausto. O Claudio tem razão: Há coisas demasiado sérias para serem tratadoas como polémica fácil.
Himmler e Mengele agradecem-lhe que lhe colocou mulheres deseperadas e moribundos agonizantes ao lado.

Posted by: Lutz at março 24, 2005 08:48 PM

Um grande abraço, Milton. Feliz Páscoa a você também, meu amigo. Obrigado a todos pelos comentários. É uma assunto que ninguém convence ninguém mesmo, como assim são 100% dos assuntos.

Posted by: César Miranda at março 24, 2005 06:37 PM

Ai, ai, ai. Este tema é complicado e sua tragédia é a de que não penso que alguém possa convencer outrem de sua razão, seja num sentido ou noutro. Mas vale a polêmica.

Grande abraço e Feliz Páscoa para ti, para a Mariza (aquela que preferiste a J. S. Bach... Pensa que eu não li o livro?), para Seu Nilo, para tua mãe e mais para todos a quem tu queiras bem. Ou mal.

Posted by: Milton Ribeiro at março 24, 2005 06:16 PM

César, eu acho que vc presta um grande desserviço aos que creêm em Deus com um post desses - esse fim "vamos rezar, gente" num texto tão superficial parece até piada com quem crê em Deus. Não leve a mal, eu gosto do seu blog, mas você trata a questão de um jeito absurdamente superficial. Vi em comentários que você não quer ser levado a sério, mas não é absurdo então você ficar falando sobre coisas tão sérias, se não vai falar sério de nada?! Sobre questões tão importantes às vezes é melhor não dizer nada do q soar superficial, não acha não?

Posted by: Claudio at março 24, 2005 03:39 PM

O grande drama dessa história da Terri Schiavo é que ela não pode se pronunciar. Nem escolher. Nem entender o que se passa, já que é uma planta há 15 anos. E se ela acordasse e pedisse pra desligarem tudo, já que ela não pode?

Posted by: Ismael at março 24, 2005 02:02 PM

César, mudando um pouquinho, será que o vaticano vai querer esconder o Papa no quartinho dos fundos tal qual tantos fazem? Vão renunciar ao Papa com a desculpa de que é o melhor para ele?

Posted by: Reginaldo Siqueira at março 24, 2005 01:54 PM

Mas se eu não tenho o direito de tirar minha PRÓPRIA vida, eu terei direito de quê?

Posted by: Fernando Henrique at março 24, 2005 09:59 AM

César, e quando o próprio doente pede expressamente para que suas máquinas serem desligadas?

Posted by: Rafael Azevedo at março 24, 2005 09:42 AM

Freudiano, freudiano. E na mosca.

Posted by: mauro at março 23, 2005 09:47 PM
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