fevereiro 15, 2005

O PORQUÊ

Nem todo saber nasce da resposta de um porquê. Às vezes sabemos que devemos fazer algo, mas não sabemos o porquê. Porém, temos absoluta certeza que não fazer nos seria insuportável e então, fazemos, por causa dessa certeza sem razão. Ou não fazemos e morremos frustrados esperando um porquê que não nos cabe responder. Eis um dos vícios do livre arbítrio: atrever-se a insistir nos porquês e frustrar o dever.

Posted by César Miranda at fevereiro 15, 2005 09:57 PM
Comments

Pessoas com muita certeza e pouco porquê são causadoras de grandes maravilhas ou enormes desgraças. Temos convivido com as duas.

Posted by: Reginaldo Siqueira at fevereiro 16, 2005 05:46 PM

Não sei por quê, o seu post me lembrou isso aqui: "a capacidade de argumentar, por necessária que seja nas circunstâncias práticas da vida intelectual, é habilidade menor e derivada em relação ao perceber e ao intuir; mesmo a prova, no sentido da demonstração apodíctica, é apenas serva e discípula da verdade intuída; mais vale saber sem poder provar do que produzir um milhão de provas daquilo que, no fundo, não se intui de maneira alguma".

Posted by: Politicamente incorreta at fevereiro 16, 2005 12:06 PM
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