Quem faz o bem porque “adora ajudar as pessoas” ou porque “se sente bem, sabe?!”, não é bom, é
hedonista. Não existe bondade pura no ser humano. O que há é uma resposta ao chamado de Deus para ajudar ao próximo e esse chamado deve ser aceito mesmo que não gostemos. Bom só Deus. Quem ajuda o próximo porque adora fazê-lo corre sério risco de se tornar um chato, na verdade, o pobre do próximo quando vê um sujeito desses, sai de perto. Como diz aquele personagem d’A Vida de Brian, “maldito benfeitor!”
Dizia o poeta Djalma Andrade:
Que eu faça o bem, e de tal modo o faça
Que ninguém saiba o quanto me custou
Mãe, espero de ti mais esta graça:
Que eu seja bom sem parecer que o sou.