A cruz venceu satanás, o acusador. A cruz expôs toda a artimanha do diabo. A cruz pôs as coisas em seus devidos lugares. A vítima é inocente, os assassinos - a maioria, o povo e a "força" omissa - não o são. A cruz desmascarou o capeta, que a partir dali não pôde mais repetir sua tétrica peça do linchamento do inocente milhões de vezes representada nos palcos do mundo, sob disfarce de justiça. Com a cruz, o diabo caiu na própria armadilha. Incitou mais uma vez a violência contra um inocente, só que dessa vez, pegou o homem errado. Não era um homem, era Deus. E com o assassinato de Deus que se fez homem, toda vítima ganhou um status quase divino, pois o próprio Deus foi o maior dentre as vítimas. E Ele ordenou que cuidássemos de todas as vítimas, que reparássemos todas as injustiças a que elas são expostas lhes dando nosso amor. Ao mesmo tempo exortou que amássemos nossos inimigos e rezássemos por aqueles que nos perseguem. Só assim o teatro de satanás teria suas cortinas definitivamente fechadas. Ajudar a vítima enquanto aponta o dedo acusador para um suposto culpado clamando por justiça é reabrir o teatro satânico. O marxismo ao se colocar ao lado dos excluídos e de todas as vítimas da sociedade faz uma imitação do cristianismo com uma diferença fundamental. No marxismo, o teatro do diabo é reaberto porque se baseia na existência de um bode expiatório (o patrão, o grande capital, a globalização etc). O marxismo é o satanismo travestido de bondade, pois se baseando na luta de classes, volta a plantar o ódio nos corações humanos. Com a cruz de Cristo, devemos dar de comer a quem tem fome, vestir quem está nu, visitar o preso, ao mesmo tempo em devemos também perdoar nossos inimigos e rezar por quem nos persegue.
Posted by César Miranda at fevereiro 27, 2005 08:24 PMbem,uma vez que já há um pedido, vinha também solicitar a vossa ajuda, no sentido de que se alguém tiver disponível um resumo da dita obra, me contactasse, porque de facto ir para o exame de epistemologia das ciências sociais e humanas sem ler a obra, não me parece uma atitude muito inteligênte..:)mas visto não ter agora tempo, precisava então de um resumo qualquer...obrigada.
Posted by: sara at junho 6, 2006 11:03 AMprecisava de um resumo da obra pois estou a estudar este livro numa cadeira do curso de licenciatura em educação- espistemologia das ciencias sociais e humanas! se agué tiber isso disponivel agradecia com os melhores cumprimentos ADELINO AGUIAR
Posted by: adelino aguiar at junho 4, 2005 06:19 PMLuis Gustavo, tem razão, mas não se deve apontar o ódio para pessoas, e sim para o mal.
Posted by: Bernardo Só at março 2, 2005 09:24 AMÓdio não é um sentimento ruim, depende de pra onde se aponta. Também é assim a intolerância. Quem ama a Verdade odeia a mentira.
Posted by: Luis Gustavo Amaral at março 1, 2005 11:22 PMOk, Bernardo, eu não tinha percebido isso.
Posted by: Paulo Almeida at fevereiro 28, 2005 07:15 PMPaulo, falei dos Evangelhos porque, creio, pela explicita referência do post ao livro de Girard, que é um antropólogo da religião, o post quando fala de cristianismo quer dizer daquele praticado por Jesus e pelos apóstolos, e os primeiros Mártires e santos.
Posted by: Bernardo Só at fevereiro 28, 2005 12:32 PMBernardo,
Não li os evangelhos, mas também não espero encontrar neles exemplos de incitamento ao ódio. Referia-me a velhos ódios de inspiração cristã, como a Inquisição, ou o Protestantismo.
Posted by: Paulo Almeida at fevereiro 28, 2005 12:15 PMPaulo Almeida, cite um exemplo - tirado dos evangelhos - de o cristianismo plantando ódio.
Posted by: Bernardo Só at fevereiro 28, 2005 10:10 AMPor vezes, o cristianismo também planta o ódio nos corações humanos. O que você defende é que o marxismo é intrínsecamente demoníaco, enquanto o cristianismo apenas o foi por força das circunstâncias?
Posted by: Paulo Almeida at fevereiro 28, 2005 09:34 AMO título do post é o título de um livro de René Girard. Leiam!
Posted by: César Miranda at fevereiro 27, 2005 08:26 PM