fevereiro 16, 2005

DIÁLOGO COM UM ATEU (ou O HOMEM QUER SER INFINITO, MAS NÃO QUER SE SUBMETER AO ÚNICO QUE LHE DARÁ A TAL VIDA ETERNA.)

- Responda sinceramente: é impossível que Deus exista?
- Não, impossível não, talvez ele exista sim. O Saci Pererê também não impossível que exista.
- Está certo, então assumamos, para que continuemos a conversar que Deus e o Saci Pererê existam, tá?
- Tá.
- O que muda no mundo se o Saci Pererê existir?
- Como assim?
- O Saci é uma figura absolutamente imprescindível para o equilíbrio do cosmos, por exemplo?
- Nada, é só um menino afro-americano de uma perna só que enche o saco de quem está na floresta.
- E Deus? O que muda se Deus existir?
- Well... Muda tudo, creio, mas Deus não existe, é como o Saci, Deus é só fruto do medo do homem de ser finito. O homem quer ser eterno e então inventa Deus
- Well... Se a existência de Deus muda tudo, o que não ocorre com a existência do Saci, o ateísmo pode ser somente o fruto do medo do homem de ser infinito. O homem não quer mudar de vida ao assumir um compromisso sério com uma moral absoluta e eterna e então desinventa Deus.

Posted by César Miranda at fevereiro 16, 2005 07:45 PM
Comments

Hipócrates
escreveu: “Os homens
acreditam que a epilepsia é divina, meramente porque não a podem entender. Mas se
chamasse divino a tudo o que não podem entender, haveria uma infinidade de coisas
divinas.” Em lugar de reconhecer que somos ignorantes em muitas áreas, tendemos a
dizer coisas como que o universo está impregnado do inefável. atribui-se a
responsabilidade do que ainda não entendemos a um Deus do ignorado. À medida
que foi avançando o conhecimento da medicina
a partir do século IV, cada vez era
mais o que entendíamos e menos o que tínhamos que atribuir à intervenção divina:
tanto nas causas como no tratamento da enfermidade. A morte no parto e a
mortalidade infantil diminuíram, o tempo de vida aumentou e a medicina melhorou a
qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o planeta.

Posted by: jamesbunds at setembro 24, 2008 12:45 AM

Dizer-se que Yah corresponde a abreviatura de yahweh,e que Jeová é um não nome, é no mínimo incoerente. Em nenhum testo hebraico antigo, seja pré massoretico, da versão dos setenta, ou testos samaritanos, encontrasse YAHWEH. Os testos pré massóréticos não tinham vogais, a septuaginta era uma versão para o grego e não traduziu YHWH, e assim vai. Da mesmissima forma em que YEHOWAH, YEHOWIM, SURGEM com os testos após massoretas, inclusive bem depois, e que se surgere YAHWEH, não, por qualquer ligação comprovada com a forma abreviada Yah, mas muito mais por inspiração em antigos documentos gregos que apresenta uma forma gregorizada do nome divino como IEOA, IAE E COISAS SEMELHANTES. Toda e qualquer forma de se pronunciar o nome divino em qualquer idioma que não seja o Hebraico, especialmente nas linguas modernas, que não tem todas as letras equivalentes ás hebraicas, sofrerá ingerência de padrões linguísticos inventados pelos homens, como se daá por exemplo na palavra portuguesa Jesus, cujas letras s e J não tem equivalente hebraica e grega. Convencionou-se uma equivalencia a tais letras, mas não foi nem Deus quem fez estas convençoes, foram os homens. Assim como Deus não pode ficar sem nome, a final quem não invocar o nome dele não será salvo, Chamá-lo de Jeová como a humanidade já o faz, por convenção, a mais de 500 anos, não é tão improprio como os senhores tentam fazer parecer, essa necessidade de descredenciar a Jeová como Deus,pode estar agradando o inimigo dele.

Posted by: José at maio 25, 2006 06:03 PM

Eu acho que eterno é o Saci. E tem uma moral absoluta, esse minino, só pensa em sacanagem. Eu também queria ser eterno, mas com duas pernas, qué pra poder jogar futebol pra sempre.

Posted by: caramelo at março 9, 2005 02:43 PM

-Se Iavé ou Javé, ou assim como vc dizem, porque acobertar uma Tradição Judaica? inclusive na bíblia não se manda "NÃO FALAR", muito pelo contrário.
-Quem concorda ou continua esta tradição, duma nação que foi REJEITADA por DEUS, se assemelha a ela!

No dia da Santificação deste nome, é melhor não estar vivo aqueles que "nem mesmo o consideram" e o esconde na "sombra de Jesus e do Espírito Santo"(que divinamente tem o seu lugar).

Ricardo BN
"um que prefere chamar a Deus por ""nome"" do que esquecer Dele"

Posted by: Ricardo BN at março 9, 2005 01:05 PM

Se alguem me disser apenas uma finalidade de se ser eterno (seja la o que: vida eterna, alma eterna, moral absoluta etc), eu passo a acreditar em deus.

Posted by: davidemogi at fevereiro 21, 2005 04:18 PM

Sou viado!

Posted by: Albaney Baylão at fevereiro 21, 2005 10:10 AM

Ei, que belo o comentário do Albaney!!!

Posted by: Pesadello at fevereiro 18, 2005 03:20 PM

Obrigada. Pena que as pessoa não percebem o óbvil.

Posted by: Albaney Baylão at fevereiro 18, 2005 09:07 AM

Parabéns, Albaney Baylão, por completar o post tão brilhantemente!

Posted by: Lutz at fevereiro 17, 2005 12:58 PM

O Termo /Jeová/ na Bíblia

Ninguém sabe, ao certo, como se pronuncia YHVH, o tetragrama, designação das quatro consoantes que compõem o nome do Deus de Israel. É que em algum tempo antes da era cristã, para não sujarem com lábios humanos o nome do seu Deus, os israelitas deixaram de pronunciá-lo, e assim as vogais desse nome foram esquecidas. Por ocasião da leitura pública dos rolos nas sinagogas, ao chegar ao nome YHVH, uma nota marginal dizia: "Está escrito, mas não se lê." E ali mesmo era indicada a palavra que deveria ser lida: "Leia-se ADONAY".

O texto pré-massorético do Antigo Testamento só tinha consoantes; as vogais eram transmitidas através dos séculos pela tradição. Só no sexto ou sétimo século dC. é que os massoretas colocaram vogais no texto hebraico. A palavra YHVH, então, era escrita com as vogais do título ADONAY, e a palavra ADONAY era falada quando ocorria YHVH.

Acontece, também, que em algumas passagens do Antigo Testamento o título ADONAY (Senhor) vem seguido do tetragrama YHVH, que nesse caso é pontuado com as vogais de ELOHIM (Deus), resultando na forma JEHOVIH (JEOVI), como, por exemplo, em Sl 73.28 Is 50.4 Ez 3.11,27 Zc 9.14. Ou resultando na forma YEHVIH (JEVI), que ocorre, por exemplo, em Is 25.8 Jr 2.22 Am 1.8 Ob 1.1 Mq 1.1 Sf 1.7.

E em vinte e cinco passagens ocorre uma quarta forma de se expressar o nome do Deus de Israel, e isso por meio do monossílabo YAH (JÁ), que é a primeira sílaba de YAHVEH (JAVÉ). A Petrus Galatinus (mais ou menos 1520 dC.) atribui-se a fusão, pela primeira vez, das consoantes YHVH com as vogais de ADONAY. Koehler-Baumgartner fala de 1200 dC. Dessa fusão surgiu um nome híbrido: YeHoVaH (Jeová). Esse não é, portanto, o nome do Deus de Israel. O Jerome Biblical Commentary chama "Jeová" de um "não-nome" (77.11), e o Interpreter’s Dictionary of the Bible o chama de "nome artificial" (s. v. Jehovah). O Lexicon in Veteris Testamenti Libros, de Koehler-Baumgartner (s. v. YHVH), chama a grafia "Jeová" de "errada" e defende como "correta e original" a pronúncia "Yahveh".

Posted by: Albaney Baylão at fevereiro 17, 2005 12:02 PM
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