- Maldade é burrice. Burrice é maldade.
- Religião é santidade e só, não essa laqüera exegética que se vê.
- Não existe multidão conformada. Toda aglomeração tem fome de alguma coisa.
- Sempre que um político assalta um rico, diz que está ajudando os pobres.
- Bondade é inteligência. Inteligência é bondade.
A China começou a enriquecer assustadoramente assim que implantou métodos capitalistas no seu mercado. Aqui a maioria acha que os problemas do Brasil são causados pelo capitalismo. E mais, equivocadamente pensam que vivemos em um sistema plenamente capitalista e por isto temos miséria e desemprego. É o contrário, gente, o contrário! Quando o Brasil crescer, tenha certeza é porque adicionou mais capitalismo em sua dieta. Até lá, não reclamemos, a culpa é de nossa ignorância em economia ou de nossa inimizade ao óbvio ou pior.
Os caminhantes conhecem minha pousada. Eu nada sei do caminho deles.
Ganhou o Oscar, um filme sobre a eutanásia. O Oscar de melhor filme estrangeiro foi para um filme também sobre, adivinhe, eutanásia. Filmes sobre abortos devem entrar em pauta. Claro, todos serão simpáticos ao assassinato de bebês, feitos para pessoas que "amam a vida", mas simpatizam com sua destruição. Pena que a crítica é especializada em cinema, mas o cinema não fala de cinema, fala da vida. O filme do Clint é um coitus interruptus, se você gosta disto, vá ver. Nestes dias, nós, os não masoquistas, estamos órfãos de cineastas. Onde andará um Frank Capra?!
Alcançada a plenitude, está na hora de morrer.
A cruz venceu satanás, o acusador. A cruz expôs toda a artimanha do diabo. A cruz pôs as coisas em seus devidos lugares. A vítima é inocente, os assassinos - a maioria, o povo e a "força" omissa - não o são. A cruz desmascarou o capeta, que a partir dali não pôde mais repetir sua tétrica peça do linchamento do inocente milhões de vezes representada nos palcos do mundo, sob disfarce de justiça. Com a cruz, o diabo caiu na própria armadilha. Incitou mais uma vez a violência contra um inocente, só que dessa vez, pegou o homem errado. Não era um homem, era Deus. E com o assassinato de Deus que se fez homem, toda vítima ganhou um status quase divino, pois o próprio Deus foi o maior dentre as vítimas. E Ele ordenou que cuidássemos de todas as vítimas, que reparássemos todas as injustiças a que elas são expostas lhes dando nosso amor. Ao mesmo tempo exortou que amássemos nossos inimigos e rezássemos por aqueles que nos perseguem. Só assim o teatro de satanás teria suas cortinas definitivamente fechadas. Ajudar a vítima enquanto aponta o dedo acusador para um suposto culpado clamando por justiça é reabrir o teatro satânico. O marxismo ao se colocar ao lado dos excluídos e de todas as vítimas da sociedade faz uma imitação do cristianismo com uma diferença fundamental. No marxismo, o teatro do diabo é reaberto porque se baseia na existência de um bode expiatório (o patrão, o grande capital, a globalização etc). O marxismo é o satanismo travestido de bondade, pois se baseando na luta de classes, volta a plantar o ódio nos corações humanos. Com a cruz de Cristo, devemos dar de comer a quem tem fome, vestir quem está nu, visitar o preso, ao mesmo tempo em devemos também perdoar nossos inimigos e rezar por quem nos persegue.
Trocar a administração de uma economia tirando o mercado e colocando políticos no seu lugar é como de uma fábrica tirar Henry Ford e colocar um jumento. É este o motivo principal do fracasso do comunismo.
Hei, você, me ouça!
Tenha muito cuidado
O amor é de louça.
O homem tem a geometria como um dos moldadores de seu espírito. Necessita de simetria para montar seus esquemas. O maniqueísmo direita/esquerda é fruto disto. A direita na prática não existe, é apenas uma invenção da esquerda. Esse tal binômio é tão falso que se fosse algo natural e verdadeiro não teria passado a existir já na modernidade. Ele surgiu para beneficiar aqueles que se dizem de esquerda. A luta de classes não é uma realidade. Ela é forjada e instigada pela esquerda, que a utiliza como alimento. A luta de classes é o fruto da árvore que a esquerda plantou e come para sobreviver. A miséria dos miseráveis é o atalho que os socialistas pegam para chegar ao poder.
O maior inimigo do comunismo é o comunista. Todo comunista quer ficar com um pouquinho mais que o vizinho e trabalhar um pouquinho menos. O maior inimigo do capitalismo é o capitalista. Todo capitalista quer que o Estado proteja sua empresa e não proteja a empresa alheia.

Quem não tem a própria dor, sofre a dor alheia.
Pedro tinha uma mania muito saudável, só defecava lendo. Ora, muita gente faz merda escrevendo, pois Pedro fazia lendo. Se não fosse com algum texto na mão, ele se recusava a se dirigir ao, como se diz, mictório. Certa vez, no trabalho, uma daquelas vontades repentinas e irresistíveis chegou-lhe diretamente do intestino grosso com muita veemência e Pedro, convencido da urgência e relevância da coisa, não duvidou e correu para o micro a fim de entrar na Internet e providenciar algum texto, qualquer que fosse. Não, qualquer não, também não vamos exagerar, Pedro tinha bom gosto, não era de ler merda. Depois de alguma procura, achou um editorial de jornal e tacou-lhe um ctrl-p e correu para a impressora para pegar o texto. Resumindo, a história, no dia seguinte constava no mural da firma um relato jocoso de um escriturário chamado Pedro que "evacuara-se" junto à impressora. Pedro leu aquilo e colocou no mesmo mural sua profissão de fé. Escreveu ele: "prefiro ler que me caguei a cagar sem ter lido". A empresa toda se cagou de tanto rir.
Cientistas são "inventores de verdades". Até que uma "verdade" nova seja inventada e passe a perna na velha.
Começou uma briga entre dois. Um dos contendedores, então, se transformou em cem. Pausa. Refeitos do susto, os cem começaram a linchar o inimigo único. Este, porém tinha força de mil e transforma o linchamento em genocídio. Após matar noventa e nove dos cem, faltando apenas um, este inimigo restante recupera-se e se transforma em mil. Agora, sabendo que não seria um linchamento e sim uma luta justa de mil contra um com força de mil, o que dá na mesma.
"Montenegro quer se separar da Sérvia".
Esse Montenegro é um tremendo de um canalha, coitada da Sérvia, uma senhora tão dedicada, gente boa. Certamente o porco chauvinista do Montenegro foi seduzido por alguma sirigaita doida pra arrumar marido. Esses homens não se emendam mesmo. Tadinha da Sérvia, chora não, cumádi, seje hômi!
A minha nação
Que tanto amo
É minha prisão
Caixa de comentários é como aparelho de surdez. Quando começa tocar um révi métal, você põe o aparelho no bolso.
Toda turma é abjeta. Um adolescente sozinho é, às vezes, uma pessoa muito educada e até humilde. Sozinho, pois três ou quatro adolescentes são uns capetas capazes de barbaridades inacreditáveis. E uma mulher, quer coisa mais linda e cheia de graça do que uma mulher? Não existe, eu não conheço. Agora, quatro mulheres podem tornar qualquer ambiente insuportável. Elas gritam, riem alto demais, brincam como se fossem crianças mal educadas, por isto, inclusive, os manuais de administração hoteleira recomendam que nas grandes cozinhas só trabalhem homens. E os gays?! Putz, tenho vários amigos gays e são todos gente finíssima, educados e cultos. Então juntem três ou quatro, que as bichas, no mínimo, começam a imitar as mulheres no que elas têm de pior, que é falar alto e gargalhar à toa. Toda turma é um nojo. Três pessoas boas só fazem bem uma enorme bagunça e poluição sonora; Três pessoas más tramam logo um linchamento. Viva o diálogo, a dupla, o casal. E já tá de bom tamanho.
A dor roda num estalo
No vão de um intervalo
A dor é o nosso calo.
ps – ps de haicai é estranho mas vá lá... Só duas coisinhas, essas rimas me surgiram quando conversava com a Meg no msn. A outra coisinha é que a frase “A dor roda” é um palíndromo.
Gustavo Nogy de volta à blogosfera, ici. E de vez em quando aqui também.
No ensaio Sobre o jornalismo, publicado em 1920, H. L. Mencken (1880-1956) reduziu o jornalismo americano médio a ração de pulgas: "Tem a inteligência de um pastor batista, a coragem de um camundongo, a retidão de um papalvo pró-Proibição, a informação de um porteiro de ginásio, o bom gosto de um criador de flores artificiais e a honra de um advogado de porta de cadeia."
Quem faz o bem porque “adora ajudar as pessoas” ou porque “se sente bem, sabe?!”, não é bom, é
hedonista. Não existe bondade pura no ser humano. O que há é uma resposta ao chamado de Deus para ajudar ao próximo e esse chamado deve ser aceito mesmo que não gostemos. Bom só Deus. Quem ajuda o próximo porque adora fazê-lo corre sério risco de se tornar um chato, na verdade, o pobre do próximo quando vê um sujeito desses, sai de perto. Como diz aquele personagem d’A Vida de Brian, “maldito benfeitor!”
Ensine seus filhos (e filhas) primeiramente a fazer arroz, só depois matricule-os no inglês. Ensine-os primeiramente a fazer faxina e a lavar roupa, só depois os matricule no piano ou no balé. Vai por mim!
Os últimos dos 10 Mandamentos nos proíbem o desejo a qualquer coisa que pertença a outra pessoa. Nós somos fracos, débeis e teimamos em imitar. Elegemos um modelo e colocamos nossas energias em ter aquilo que outros têm. Mesmo que não seja roubo, que nem nos passe pela cabeça praticar qualquer ato violento, desejamos a esmo coisas que não são nossas. Os últimos mandamentos são, pois, um chamamento à originalidade. É Deus nos dizendo que devemos fazer tudo para construir uma história única e só nossa. Não desejar nada dos outros é se afirmar como um ser original que fará seu próprio caminho e escreverá a própria história. Resumo da ópera: imite os originais, que a ninguém imitaram. Bem, se de todo não consegue ser original, pelo menos imite alguém que presta, caramba!
O meu nome é Severino
Não tenho outro no instante
Como há muitos severinos
Nesta terra tão distante
Deram então pra me chamar
Severino Cavalcanti
Perguntaram-me se eu gosto de balada. Ora, que bobagem, todo mundo gosta. Seria o mesmo que alguém dizer que odeia valsa. A balada é uma das espécies de canção das mais inocentes. Vocês já ouviram o Vander Lee? Excelente as baladas do cara. Não entendi foi quando disseram "cair na balada", deve ser o mesmo que "cair no samba". Pois é.
Disseste-me o quanto é triste
Uma noite sem luar
Para mim a tristeza existe
Se ela mora em teu olhar
Então pra te ver contente
Fiz a lua pratear
Talvez não para outra gente
Mas um luar, pra ti, há.
Quero ver continuares
A sentir falta da lua
Se um dia a ignorares
Tudo bem, a lua é tua;
Teu serão os meus luares
E minha poesia crua.
Vivo revisitando minhas antigas convicções. Meio inseguro me pergunto, “meu Deus, e se eu estivesse certo, e se estivesse certo?!”
O maior defeito de nossas leis é que elas são feitas por nossos legisladores.
A solidariedade normal se dá sob uma tragédia ou qualquer outra necessidade insólita que ocorra a seu próximo (EU não posso, por exemplo, ajudar o Bill Gates caso uma empresa sua vá à falência mas posso ajudar meu irmão a pagar o aluguel caso seu salário atrase). Tirando os deveres paternos de todo dia alimentar os filhos, toda e qualquer ação solidária repetida reiteradamente trata-se de uma aberração. Cabe a cada um cuidar da própria casa. E se todos o conseguissem, seria o suficiente para dispensarmos as ONGs e os políticos bem intencionados (que é a pior espécie de políticos). E se na intenção de cuidar da própria casa a pessoa se enriquecer, tanto melhor. Se alguém não dá conta da própria casa, pedi e dá-se-vos-á. Se o “dá-se-vos-á” ocorrer antes do pedido, nenhum beneficiado mais fará nenhum esforço para dar conta das despesas que tem.
Os opostos se atraem
As apostas se traem
Os dispostos se distraem
As respostas se retraem
Casamento entre ricos geralmente é negócio. Em tese (ou nesta minha tese), só pobre casa por amor. Se bem que mesmo entre os pobres, há gente que deixa de casar com uma pessoa que ganha um salário mínimo para casar com outra que ganha dois.
Mas eu nasci bem perto, porém fui criado e morei até os vinte anos no Sul do Pará, naquela região explosiva lá, onde mataram a freira americana. Presenciei quando tinha oito ou nove anos um sujeito ameaçando meu pai de morte. Já vi coisas de fazer admirar uma criança israelense. Há só uma explicação para aquilo tudo lá. Aquela região é uma terra sem lei. Só isto. Quem resolve peitar alguém que tem armas, é morto. Os juízes têm medo de julgar os casos, os promotores têm medo de acusar, a população pacata tem medo de fazer parte do júri etc. Medo, medo, medo, como naquela canção do Belchior, o Nietzsche brasileiro. Onde não há lei, resta aos poderosos - isto é quem tem armas e a vista grossa da polícia - fazer o que bem entender e resta ao resto sentir medo. Lá só o MST invade terras impunemente. Por falar nisto, integrantes do MST mataram com requintes de crueldade um policial e mantiveram outro sob tortura e em cárcere privado no assentamento Bananeira, que fica em Quipapá, na região agreste de Pernambuco, porém não houve nem meio por cento do barulho que fazem em torno do crime que cometeram contra a freira americana. Sorte da freira americana que não foi morta por integrantes do MST. Se tivesse sido, ninguém tocava no assunto. É assim que acontece em uma terra sem lei. Que Deus proteja o Brasil dessas autoridades omissas, de agitadores filocomunistas e de nossa imprensa vesga, míope e com hipermetropia.
A galinha, orgulhosa, assistia a briga dos galos enciumados.
As casas vão virar jardins zoológicos, já há muitos lares onde há um animal irracional para cada ser humano, outros onde há mais que uma cabeça per capita. Um dia desse me hospedei em uma casa onde se somando donos e convidados, tinham sete cachorros. Nunca vi nada mais estranho, pois jamais tive animais, pessoas falam com cães e gatos como se fossem bebês. Casais levam cães para o sofá onde namoram. O parvo namorado, não raro, foi quem deu o cão de presente. Gasta-se muito dinheiro até com roupas para cachorros que nem cagar fora de casa sabem, alguns moram em apartamentos. Lambem as visitas (como diz o Woody Allen, eu preferiria que me mordessem). O mais fantástico é o amor que as pessoas devotam a tais animais, como se fossem filhos, enquanto milhões de criança abandonadas procuram por pais adotivos. Claro que um cachorro é mais obediente. Mande um cachorro ficar quieto, ele fica, já um menino chamado Pedro Henrique, é meio difícil. Os brinquedos de muitas crianças hoje em dia são cães ou gatos. Os filhos de muitos casais também. Que coisa, hein!
Gostar do que se faz só é uma coisa boa dependendo da profissão que se tenha. Um sádico, por exemplo, resolve ser dentista porque gosta de torturar os outros. Sente-se um dentista feliz, que adora a profissão. Ora, ele não “gosta” de torturar as pessoas, ele é doente. Se um dia fizer um tratamento que o cure, abjurará a profissão.
Passou por mim uma multidão de solitários. Como estavam sós todas aquelas pessoas juntas, meu Deus!
No céu há um edifício para onde vão as bandas de Heavy Metal. Fica ao lado da vila para onde vão os surdos.

A doença é uma amiga íntima.
A dor é o sentido da vida.
Só o que dói é importante.
Só o que dói nos interessa.
“Com efeito, nossa vida, enquanto somos peregrinos neste mundo, não pode estar livre de tentações, pois é através delas que se realiza nosso progresso e ninguém pode conhecer-se a si mesmo sem ter sido tentado. Ninguém pode vencer sem ter combatido, nem pode combater se não tiver inimigo e tentações ... De fato, Cristo foi tentado pelo demônio. Mas em Cristo também tu eras tentado, porque Ele assumiu a tua condição humana, para te dar a sua salvação; assumiu a tua morte, para te dar a sua vida; assumiu os teus ultrajes, para te dar a sua glória; por conseguinte, assumiu as tuas tentações, para te dar a sua vitória” (Santo Agostinho, Dos Comentários sobre os Salmos).
As sandálias havaianas nos pés das havaianas não são sandálias havaianas, aquela gente do Havaí importa tudo.
Quase todo mundo diz ser "uma pessoa romântica". Eu não, eu sou barroco.
É quase impossível ser comunista e coerente ao mesmo tempo. Só um capitalista é coerente. Um antiamericano, por exemplo, não consegue ser coerente por meia hora. Alguém simpático à Cuba, vive se desmentindo com suas ações. Eis, pois, algumas dicas para um comunista coerente.
- Desligue este micro ou delete este sistema operacional, um dos dois ou os dois são oriundos dos EUA;
- Dê tudo o que possui aos pobres, mas tome o cuidado de dar exatamente o mesmo tanto e a pessoas milimetricamente igualmente pobres;
- Fuja para Cuba incognitamente e viva lá como um cidadão comum até o fim de seus dias (por favor, faça isto, vá! Nada de ir a Cuba como estudante.);
- Não escove mais os dentes com creme dental nem ande mais de carro, nem tenha geladeira, tudo isto é invenção americana;
- Veja bem que filme assiste, que livros lê, que música ouve, podem ser americanos;
- Importantíssimo: doravante utilize luz de velas, a luz elétrica é invenção de um americano;
- Bem, pelo jeito, voe terá que para o meio do mato sem nenhuma comunicação (um radinho pode, rádio é italiano), mas isqueiro e fósforos não podem, é coisa de americano também. Dê um jeito de aprender a fazer fogo por meio de fricção;
Ou então confesse, você é um americanófilo, um capitalista. Ou é cínico demais para usufruir os confortos do capitalismo e do american way of life enquanto cospe no prato.
Francamente não tenho nada contra idiotas. Já os chatos são de lascar.
Os candidatos a cargos executivos caso perdessem uma eleição, só poderiam voltar a se candidatarem na quinta eleição seguinte. Isto é, deveriam esperar pelo menos 20 anos para voltar a nos encher o saco. Tempo razoável para que ele voltar à realidade (político não vive no mundo real) e se reciclar, para ele trabalhar em sua profissão, ganhar a vida com seu suor e detestar um pouquinho os políticos.
- Um político é um vendedor de carros usados que se filiou a um partido;
- Um político é um corretor imobiliário que sonhou alto demais;
- Um político é um mecânico de automóveis que virou a casaca;
- Um político é um advogado que resolveu assumir a própria causa.
O agente duplo foi condenado à injeção letal. As duas agências para as quais ele trabalhava não eram inimigas. O falso antagonismo era apenas uma fachada para capturar agentes duplos.
A concentração de renda é causada pela pobreza do país, não o contrário. Quanto mais pobre o país for, mais a pouca renda que tiver ficará mesmo no bolso dos que já têm, pois empobrecer um país, é justamente deixar todos mais pobres. Quando um país empobrece, o rico fica menos rico e o pobre mais pobre. O problema de toda política do Estado brasileiro é que todas se fixam em acabar com a pobreza quando o correto seria aumentar a riqueza. Só aumentando a riqueza resolveremos nossos problemas de miséria. “Atacar a miséria” no Brasil é na verdade atacar o bolso dos ricos, que automaticamente deixam de dar empregos aos pobres. Não é à toa que essa política fez o Brasil em 5 anos despencar 7 posições na economia mundial. E os parvos insistem na mesma política.
Quando publiquei aquela frase de Philip Yancey “Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais. Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos.” O André S (por onde andará esse rapaz?) comentou mui acertadamente que “você não precisa pagar nada pelo Amor e mesmo se você o rejeita ele permanece.” O amor de Deus é isto. Deus tomou uma decisão de nos amar. Fez um pacto com Abraão (enquanto este estava meio grogue, provavelmente para que Abraão não desistisse da idéia). Ele sabe que assim é melhor para nós. Ele não vai mudar de idéia, não interessa o que pensemos, Ele já foi longe demais com sua empreitada, até se transformou em gente, não é agora que vai retroceder. Já o amor dos homens é uma merda. Não há definição melhor. É um amor dos mais vagabundos possíveis. Baseado nos “sentimentos” nosso amor é volúvel. Baseado na solidão nosso amor é possessivo. Baseado na insegurança nosso amor é interesseiro. Baseado no amor próprio, nosso amor é vingativo. Baseado em afinidades nosso amor é vaidoso. Baseado em nosso fogo, nosso amor logo se apaga. Baseado em nós mesmos, nosso amor é mero espelho. Baseado em circunstâncias nosso amor é passageiro. Baseado no egoísmo, nosso amor não é amor, é egoísmo. Imitemos a Deus na hora de amar. Amor sem perdão não é amor. Amor sem paciência não é amor. Amor é o amor de Deus. O amor dos homens é uma pálida aparência do verdadeiro e infalível amor. E quer saber, o grande beneficiado nessa história toda é Deus porque amar é melhor do que ser amado. Amar infinitamente, então, deve ser divino.
- Responda sinceramente: é impossível que Deus exista?
- Não, impossível não, talvez ele exista sim. O Saci Pererê também não impossível que exista.
- Está certo, então assumamos, para que continuemos a conversar que Deus e o Saci Pererê existam, tá?
- Tá.
- O que muda no mundo se o Saci Pererê existir?
- Como assim?
- O Saci é uma figura absolutamente imprescindível para o equilíbrio do cosmos, por exemplo?
- Nada, é só um menino afro-americano de uma perna só que enche o saco de quem está na floresta.
- E Deus? O que muda se Deus existir?
- Well... Muda tudo, creio, mas Deus não existe, é como o Saci, Deus é só fruto do medo do homem de ser finito. O homem quer ser eterno e então inventa Deus
- Well... Se a existência de Deus muda tudo, o que não ocorre com a existência do Saci, o ateísmo pode ser somente o fruto do medo do homem de ser infinito. O homem não quer mudar de vida ao assumir um compromisso sério com uma moral absoluta e eterna e então desinventa Deus.
Não, o amor não é cego, ele apenas sai com os olhos fechado nas fotos.
Nem todo saber nasce da resposta de um porquê. Às vezes sabemos que devemos fazer algo, mas não sabemos o porquê. Porém, temos absoluta certeza que não fazer nos seria insuportável e então, fazemos, por causa dessa certeza sem razão. Ou não fazemos e morremos frustrados esperando um porquê que não nos cabe responder. Eis um dos vícios do livre arbítrio: atrever-se a insistir nos porquês e frustrar o dever.
"Técnico em Redistribuição de Renda" é realmente um belo eufemismo para "ladrão". Não é à toa que se encaixa perfeitamente também em políticos e burocratas de esquerda. O ato de roubar e o ato de ser de esquerda têm as mesmas raizes.
É muito engraçado os "representantes do povo" na Câmara dos Deputados elegendo seu presidente com base em promessas de melhoria financeira. Como podemos esperar que com o povo seja diferente?! Todo mundo vota com o sistema fisiológico. Assim, jamais sairemos deste estágio intestino grosso em que o Brasil se encontra.
Um dia desses houve uma evacuação no prédio onde trabalho, isto é, cagaram o prédio inteiro. Entenderam? Evacuação ... cagaram ... entenderam? (hoje eu estou de morte)
Comer nem sempre é saborear. Quem toma soro na veia, está se alimentando.
Sem a porra não teria porra nenhuma neste mundo.
“O inimigo não trai nunca” - Nelson Rodrigues
Costumava fazer um favor oculto aos inimigos. Vigiava-lhes a casa contra algum gatuno, mandava-lhes flor nos aniversários, até limpava o jardim quando viajavam. Chegava a ponto de fazer empréstimo no banco ao saber que um inimigo passava por dificuldade financeira. Uma vez, colocou na caixa do correio um envelope cheio de notas de 100. Sentia-se o maior dos inimigos, aquele que trai até a inimizade, sendo amigo dos inimigos de vez em quando.O Brasil tem memória curta e isto faz parte de nossa cultura. Preservar a memória nacional é preservar o esquecimento, o que pode não ser tão má idéia. A memória curta é o nosso patrimônio cultural.
A mortalidade infantil é um problema. Porém, muito pior que ela é a imortalidade infantil, que é um mal que acomete muita gente, condenando os miseráveis à eterna criancice. Ainda bem que algumas pessoas crescem.
Roubar é nada mais do que tomar de outro e dar para si. Porém, se der para um terceiro, não deixa de ser roubo.
O grande inimigo da paz é a justiça. O senso de justiça avilta o senso de perdão e fecha as portas ao amor. Para haver paz é preciso, primeiramente, esquecer a justiça. Quando não se dispõe da justiça, o amor é o que resta. Institua a justiça como primeiro item de um processo de paz e o ódio vem à tona. O mundo só vai sair desse lamaçal quando o homem tiver “orgulho de perdoar”. A Justiça dos homens não é justiça, é vingança. No paraíso haverá bilhões de almas que foram para lá “injustamente”, ganharam a eternidade da bem-aventurança por obra e graça da bondade divina. No inferno não, para o inferno só vai quem merece, todos os habitantes do inferno estão lá por justiça. O inferno é um reino de justiça, o paraíso é um reino do amor e do perdão.
Sou a favor da clonagem humana, não vejo nada demais, contando que o pobre não tenha a minha cara. Poderíamos clonar o Glenn Gould e ensiná-lo a tocar violão, por exemplo, e ver no que dava. De que adianta ser contra esse tipo de engenharia genética e ao mesmo tempo torcer para que o filho nasça a coisa mais linda do mundo? Nós temos uma mente plena de utopias eugênicas. O objetivo da clonagem é realizar tais sonhos. Quem é contra a eugenia, o é com a família alheia, porque se tiver que escolher, quer ser pai de meninas como a Ava Gardner e de meninos Mozart.
O ex-marido da futura esposa do Príncipe Charles é que deveria receber o título de Visconde da Cornoalha (sic).
O comunismo – e suas correntes todas – é defendido por pessoas que nada tendo o que produzir, temendo o jogo do mercado, intentam uma ou duas falácias utópicas cujo objetivo afinal é apenas sugar do Estado seu sustento. Gente que pensa com o estômago e com os intestinos, mas se fazem passar por gente que pensa com o coração. É só abrir esse “coração” e lá dentre se encontrará o mesmo que se encontra no intestino grosso. Eis a grande semelhança entre o comunismo e o intestino grosso: ambos produzem o mesmo material. A diferença é que o intestino produz uma matéria a ser descartada e esquecida em fossas. O comunismo se alimenta das próprias fezes.
ps – sei que há muitos simpáticos ao comunismo que vivem do capitalismo, até banqueiros financiam partidos de esquerda. São uns cínicos. Dizem uma coisa e agem contrariamente ao que dizem acreditar. O que interessa é o que você faz, não o que você diz que acredita.
É fácil perder o que jamais tivemos. Mesmo assim, dói um bocado e insistimos em manter como nosso aquilo, aquele ou aquela que nunca foi realmente nosso. Enquanto isto, o que temos verdadeiramente, jaz num canto.

Eu sou eu e minhas dores.
A Bíblia, dizem, foi o livro mais traficado na antiga União Soviética. Ser traficante de Bíblia era um grande negócio, embora muito perigoso (elas podiam cair em mãos erradas). No Vaticano deve haver um ou outro morador que leva um exemplar d'O Capital de Marx por debaixo da batina para ler no banheiro (podia aproveitar, jogar dentro da privada e dar a descarga). Já na CNBB, alguns devem esconder o catecismo dentro dos livros de Marx para ninguém os acusá-lo de ler os evangelhos (coisa muito arcaica esse negócio de ler a Bíblia).
- O que é isto?
- Isto é um pronome demonstrativo.
- E aquilo?
- Aquilo também.
- Ué, tudo é pronome demonstrativo?
- Não. Tudo é um pronome variável.
- Ah, e por quê?
- Porque é conjunção explicativa.
- Ah, tudo é um pronome variável porque é conjunção explicativa. Entendi.
Os burros e os inteligentes concordam em muita coisa.
Na sociedade canibal as funerárias são supermercados e o IML é a Central de abastecimento. Não há cemitérios e os cozinheiros se vestem de preto em respeito aos ingredientes.
- Só sei que meu QI é SOS.
- O torrão do arroto.
- Ri de pedir.
- É de fel e fede.
- O nó só do sono.
- Alarde medra lá.
- Alie-se, sei lá.
- A lebre ser bela.
- Só ir atores é ser otários
Todos os problemas do mundo foram causados por políticos. Por políticos institucionais ou por alguém fazendo papel de político. O grande azar da humanidade é ter que inevitavelmente ser governada por políticos.
O relativismo serve a embromadores. Violência é tudo o que EUA fizer e nada que o EUA sofrer. Isto é, o conceito de violência depende de quem agiu. Droga é qualquer coisa, TV, religião, refrigerante, álcool. Porém, Cocaína, maconha, heroína etc seriam apenas tipos de droga, o que nivela o ato de usar crack e assistir o SBT. Isto é, o conceito de droga depende do rumo que o sujeito quiser dar ao argumento. Em algumas dessas abordagens não há problema algum em assistir ao SBT, logo, usar cocaína é tão inocente quanto e não trará mal algum para os outros, só para o usuário. E as mortes “causadas” pelo capitalismo? Põe-se aí um elástico no conceito. Falemos de doença, por exemplo, descobriram que é mais fácil tratar um vício chamando-o de doença. Assim a pessoa considera que as recaídas são apenas crises da tal doença e passa o resto da vida controlando a tal “doença”. Mas o viciado sabe que não é assim, ele tem consciência que aquilo é só um estupro que se deu no sentido da palavra. Um alcoólatra sabe que não é doente, ele é um cachaceiro, isto sim. Vício (mania e defeito) só é doença em sentido figurado, quando você diz, por exemplo, que a paixão de um sujeito pelo Flamengo é uma doença (se fosse pelo Vasco, vá lá!). Assim, chamando o vício de doença, o sujeito não se sente obrigado a de criar vergonha da cara, porque você não fala para alguém gripado, por exemplo, “toma jeito, rapaz, sai dessa gripe”. Na verdade se trata apenas de embromação porque, segundo os terapeutas, os viciados quando tentam parar o vício e não conseguem, se sentem muito frustrados e acabam se desestimulando. Ah, quer dizer que o mocinho que sempre fez o que quis na vida não pode se sentir frustrado, vamos então perpetuar sua infância, dizendo que ele tem, na verdade, uma doença, isto é, não dependerá dele a cura e sim do remédio que tomar. Esta geração de pessoas que chegam aos 30 anos sempre fez o que quis: iam à escola para se sentir bem, os professores tinham que tratá-los como se fossem superiores, alguns deles começaram a fumar aos 13 anos para provar que eram homens, agora tentam parar para provar a mesma coisa e não conseguem. Enfim, como já está comprido este texto, dou-o também por cumprido. Devia ser bom viver em um mundo em que os conceitos existiam e eram respeitados, no século XIII, talvez.
Só existe um mercado confiável: o mercado informal. Fora disto, é querer forçar a barra. As leis devem se adaptar a ele.
Foi à casa da namorada e esclareceu a verdade:
- Não, Adriana, eu não vim pedir sua mão, vim pedir sua mãe em casamento.
Tivessem aqueles portugueses quinhentistas um mínimo de senso premonitório, teriam chamado o Brasil de Ilha de Vera Cruz, depois Terra de Santa Cruz e finalmente, Terra de São Nunca. O Brasil é a maior piada de português da história.
Cigarro eu não sei, mas cinema é Hollywood.
Devemos apoiar a campanha "Homens contra a violência contra as mulheres", mas também deveríamos apoiar uma luta contra a violência das mulheres contra as crianças, das crianças contras os gatos, dos gatos contra os ratos e dos ratos contra os elefantes. Tudo está mesmo interligado porque os elefantes fornecem marfim, que serve para fazer bolas de bilhar. Então o homem sai do bilhar e chega tarde da noite em casa, a mulher resmunga e o homem age com violência contra a mulher. A mulher então bate na criança, que bate no gato, que bate no rato, que assusta o elefante, que morre do coração, então retiram suas presas e fazem bolas de bilhar, que servirão para o homem jogar bilhar e chegar tarde em casa. Talvez se os ratos não assustassem os elefantes, estes não morreriam. Se eles não morressem, não haveria bolas de bilhar. Então, o verdadeiro culpado pela violência contra a mulher seria a morte dos elefantes, causada pelos ratos, que fogem dos gatos, que fogem das crianças, que fogem das mulheres, que resmungam quando o homem chega tarde porque aprecia fazer com que se choque uma bola na outra, bolas feitas de presa de elefante que morreu porque o rato etc etc etc. Como se trata de um círculo, não há uma raiz este problema, e a violência contra a mulher nem chega a ser um dos elos do podemos chamar “o círculo do marfim” e explicarei em seguida o porquê. Talvez se elas não resmungassem, quebrariam o círculo, pensaria o leitor incauto (os não incautos sabiamente apenas seguem meu lúcido raciocínio). Bem, diriam uma feminista, que tal ela resmungar e o homem não agir com violência?! Certo, o homem pode não agir com violência, mas poderá também se separar dela, pois ninguém é obrigado a viver com alguém que sempre resmunga quando você chega em casa. Então, separada do marido e triste com a solidão e por ter sido abandonada, ela será violenta com a criança, que baterá no gato e eis o círculo do marfim novamente refeito. Enquanto isto, o sujeito lá que não larga o taco chegará a hora que quiser em casa sem nenhuma resmungadora por perto. Concluindo, o círculo do marfim não tem na violência contra as mulheres um componente fundamental, nem é responsável por tal violência, nem precisa dela para existir. A violência contra as mulheres pode acabar, que o círculo do marfim permanecerá intacto, pois o buraco é mais embaixo (calma leitor, logo entenderá onde quero chegar). Nem o homem é componente fundamental do círculo em questão, porque esse ridículo animal aprecia fazer com que se choque uma bola de marfim em outra e meramente se aproveita do subproduto do tal círculo para fabricar sua diversão. O resto é a natureza pura e simples agindo e, é bom assinalar, a mãe, esta sim, está inserida neste círculo natural. A mãe sempre é violenta com a criança, pois quando é amorosa e protetora demais é tão violento quanto quando dá uma surra, pois o amor e o excesso de atenção também são atos violentos. Então, dando tapas ou beijos, a mãe fará com que a criança maltrate o gato, que maltratará o rato, que matará o elefante do coração. Então, as mulheres, meramente como mulheres, nada poderão fazer por si mesmas, nem pelos elefantes. Se a mulher não resmungar, criará um marido cada vez mais folgado que logo logo chegará em casa com marca de baton na cueca. Se resmungar levará porrada ou será abandonada. Então, como mulheres, as mulheres estão certas em resmungar. Como mães, porém, sim, poderiam agir proativamente no sentido de acabar com o círculo do marfim. Bastava que fossem mães discretas, nem boas nem más, bem low-profile, dessas que deixassem a criança enfiar a mão no fogo, assim ele aprenderia e não cresceria com a ilusão de que fogo é apenas bonito. Essa maternidade discreta seria a verdadeira revolução, para o bem das crianças, gatos, ratos e elefantes. Agora, quero é ver uma mãe low-profile. Não seria mãe. A maternidade não admite interferências de ações culturais como discrição, por exemplo. A natureza não é discreta, jamais foi, jamais será. Por isto os elefantes morrem do coração.
Uma senhora, certa vez, há muito tempo, salva pelos bombeiros, quando foi colocada em um lugar seguro respondeu:
- Brigada!
Daí então deu-se o nome de "Brigada" às Brigadas de incêndio, Brigadas militares, Brigadas mirins etc. Pois é.
Agradeço a Deus que fez Ella Fitzgerald, para alegrar a solidão.
Eis o que eu sou
Adoro sintetizar,
Sou sintetizador

O Ray Charles, coitado, morreu e não viu o filme sobre sua vida.
Masoquistas despudorados se fazem passar por amantes da verdade. Um masoquista com pudores geralmente é educado, cheio de eufemismos e omissões. O masoquista sem pudor vive cobrando a verdade do outro e se decepciona quando o outro, por pudor, não o decepciona. O pudor é uma forma de inimizade consigo mesmo. A verdade dói porque liberta, por isto despudorados se julgam seres livres. O que fazer com a liberdade, depende se você é masoquista ou não. Então eis uma encruzilhada onde se chocam e se embaralham a verdade, a liberdade, o despudor e o masoquismo. Sabedoria é discernir o que é o quê.
Esse negócio de reforma agrária é uma agenda totalmente ultrapassada. O campo é um negócio inserido em um mundo competitivo. Quem quiser trabalhar no campo, procure um patrão dono de fazendas. O MST é uma quadrilha de bandidos, pois é isto que é qualquer esquerdista revolucionário, um fora-da-lei com ideologia, comandando uma massa de ignorantes, é algo de dar dó e inacreditável que ocorra em um país minimamente civilizado. Os governos são reféns dessa gente e sempre serão apenas por que levam a sério e se emocionam com frase como essas de que tem que se fazer reforma agrária no Brasil. Tem coisa nenhuma! Quando tinha que fazer, não foi feita, agora é tarde, o mundo mudou. E se tivesse feita naquela época, hoje as terras estariam com os mesmo que estão hoje, isto é, com gente que sabe tirar o melhor dela, que sabe produzir e enriquecer o país. Nenhum desses sem-terra sabe fazer nada na terra além de armar tendas e ganhar dinheiro do governo. O Brasil que já foi o país do futuro, hoje se torna a cada dia, o país do passado.
Ser brasileiro deve ser um atenuante na hora do juízo final, exceto para políticos, carnavalescos e apresentadores de TV. Não se pode exigir muita santidade desse povo que vive com mulheres seminuas se esfregando em suas caras o tempo todo.
Nosso esqueleto e nossas carnes são muito parecidos. Só somos diferentes na superfície.
Filosofa quem não corta cana. Digo isto porque eu não sinto a menor vontade cortar cana, imagino que os cortadores de cana também não sintam a menor necessidade da fazer qualquer consideração profunda sobre a realidade. Ou talvez não. E estará lá o cara com o facão na mão no meio da fuligem dizendo para si mesmo, “cabra besta aquele Occam, sou mais o Duns Scot”. Nunca se sabe.
Comentário na gaiola fez um buraquinho.
Voou, voou, voou, voou.
E o blogueiro que gostava tanto do bichinho.
Chorou, chorou, chorou, chorou.
A escravidão não acabou. Somos todos escravos do Estado.
As pessoas vêm e vão
Vêm e vão
E quando vêm
Não vêem o vão
Que deixam
Quando vão
E quando vão
Não vêem
O vão
Que deixam
Por que
Vieram
Bondade sem Deus é um egoísmo como qualquer outro. De fato, não é bondade. É só um escambo.

A dor demora, mas um dia chega. E aí, e aí é que se tem história para contar.
A reverência embota a coragem. Nossa coragem aumenta na medida em que fazemos o objeto de nossa reverência (ou de nosso medo) menos merecedor de reverência, quando acrescentamo-lo certas pitadas de vulgaridade. A reverência é um medo respeitoso.
Cego não vê o dente
Do cavalo baio que
Ganhou de presente
O Bolinha anuncia:
- E agora com vocês: Demééééétrio e Contarrrrrrrrrrrdo.
A dupla entra no palco.
- Gente amiga, um grande abraço e um bom dia do Demétrio.
- ...e um beijo carinhoso do Contardo, para todas as nossas fans.
Explicando a piada:
Demétrio Magnóli e Contardo Caligaris são colunistas da Folha. Em um mundo ideal seriam famosos e consumidos como as duplas sertanejas do momento. Eles são a minha dupla do momento. Vivo a escutá-los ultimamente.
Dizem que o próximo fórum social mundial será na África. Perfeito, ressoarão os ideais e idéias responsáveis pela mais eficientes produções de miseráveis, justamente na região mais miserável do mundo. Um outro mundo é possível. Um mundo de miséria e morte como costuma acontecer onde há socialismos. Pobres africanos. A propósito, a África é rica, pobres são os africanos.
"Entrada negada." É o que diz o visor de cristal líquido em meu tabalho, quando o raio laser não consegue ler meu crachá, que é um cartão magnético. Entrada negada! Não é um absurdo? Vou repetir: ENTRADA NEGADA. Isto é coisa que se diga?! Por que não "Entrada brancada" ou "Entrada branquelo"? Por que "negada"? Temos que mudar esse verbo. "Negar" é um verbo muito racista. Além de racista, analfabeto, porque o correto seria "negrada".
Anselmo morreu sem muita convicção.
- Eu não quero morrer. Eu não quero morrer. Eu não quero morrer – gritava a plena garganta, pois pulmão quase não os tinha.
Ninguém quer morrer, Anselmo tampouco, mas morreu. Morreu e o embarcaram em um carro da funerária, que saiu em disparada como se tivesse pressa.
Perto dali, Felício tentava um suicídio sem muita convicção também. Ninguém quer morrer, embora alguns queiram estar mortos. Felício abriu o gás, enfiou a cara no forno e ficou lá se debatendo. A porta foi arrombada por vizinhos, que o embarcaram em uma ambulância, que saiu em disparada com pressa com toda razão, pois Felício ainda se mexia.
Motoristas de ambulâncias são os donos das ruas. São imunes às leis do trânsito e correm como se tivessem tomado purgante. Ora, ninguém toma purgante se é motorista por profissão. Motoristas têm que ter intestino preso. Um motorista com intestino solto tem sérios problemas na profissão. Enfim, não tomam purgante, mas vivem apressados. Motoristas de carro de funerária são seres meio assustados. Têm medo que alguém lhes bata nas costas - " e aí amigo?!" - então dirigem apressadamente por puro nervosismo advindo do fato de não poder dialogar com o passageiro. O passageiro, embora nada faça ou diga, lhe incomoda bastante. Corre porque quer se livrar do incômodo passageiro que se algo fez foi parar definitivamente de fazer qualquer coisa.
Então, no principal cruzamento da cidade: cataplum! Chocam-se violentamente o carro funerário com Anselmo e a ambulância com Felício. A maca e o caixão foram arremessados e os dois corpos inertes jaziam no asfalto. Chamaram um novo carro funerário e uma nova ambulância que logo chegaram e levaram os dois corpos. Trocados!
Apressada como sempre, a ambulância levava Anselmo – o morto – para o pronto-socorro e nervoso, o carro funerário levava Felício ainda se mexendo para o velório, onde era aguardado por parentes e amigos (de Anselmo). Os dois, Anselmo e Felício eram parecidos fisicamente. A mesma altura, mesma cor e mesmo corte de cabelo. Em um pronto socorro ninguém olha muito na cara do socorrido. Há trabalho demais a fazer e não se pode perder tempo.
Chegando lá, Anselmo tomou logo duas injeções e lhe puseram um soro na veia. Posto no caixão, minutos depois, Felício abriu os olhos e concluiu que morrera e estava no próprio velório. Achou natural. Só mãe gosta de olhar de muito perto a cara de um morto. As pessoas normais vão a enterros por obrigação ou para comer o lanche. Fecham-se os olhos dos mortos para que ninguém se veja neles. Deve ser assustador se ver passando pelo parapeito das janelas da alma de um defunto. Enfim, nem Felício nem os convidados notaram nada demais no suposto velório, que seria de Anselmo. Na madrugada, meio com dor nas costas, Felício se levantou, andou por entre as pessoas, comeu uns quitutes e voltou a deitar no caixão, sem sequer ser notado.
O enterro de Felício ocorreu as dez da manhã. Todos choravam, mas Felício estava feliz, afinal queria morrer mesmo.
Anselmo passa bem e receberá alta na próxima semana.
Esse negócio de reclamar de fim de orquestra pública é uma armadilha em que aqueles que se dizem liberais, às vezes caem. Não vejo argumentos suficientemente bons para justificar que o dinheiro público seja utilizado para manter uma orquestra sinfônica que não possa até igualmente ser usado para justificar que o mesmo dinheiro público financie palhaçadas como o Forum de Porto Alegre. Tudo isto são diversões que se alguém quiser, que pague do próprio bolso. Qualquer brincadeira que não se sustente comercialmente não deve existir. Simples assim. Que morram as orquestras, o choro, o lundu, a capoeira, o Forum de Porto Alegre, o cinema nacional etc e ninguém vai nem notar. Quem quiser alguma dessas coisas, que junte uns amigos e monte uma. O dinheiro público é para fazer estrada nova e tapar o buraco das velhas. Se algo é inviável comercialmente significa que as pessoas, a sociedade, o povo em sua maioria NÃO QUER tal coisa. Então por que o povo deve financiar a tal coisa para a minoria amante da música clássica ou dos pensamentos estúpidos de Marx? Vi um exemplo, um abaixo-assinado com três mil e oitocentas assinaturas (até ontem) foi feito pedindo que a Sinfonia Cultura, orquestra sinfônica de São Paulo, não fosse extinta. Ora, tal orquestra, segundo editorial da Folha de São Paulo de hoje gasta três milhões de reais por ano. Façam as contas. Se essas 3800 pessoas que assinaram o documento fizessem uma vaquinha e cada uma desse sessenta e cinco reais e setenta e nove centavos por mês, só essas pessoas sustentariam a tal orquestra. Por que não fazem isto? Por essa via, aposto que teríamos dezenas de grandes orquestras pelo país. Deixem o dinheiro público em paz, seus amantes de fracassos comerciais.
Pessoas que vivem do ódio disfarçado de caridade, como a Senadora Heloísa Helena, por exemplo, e que acreditam que poder (ou a posse de bens materiais) e bondade são dons inversamente proporcionais, pois bem, tais pessoas tão viciadas que são em odiar “os poderosos” quando chegarem ao céu não se sentirão muito à vontade com aquela aristocracia toda. (agora leia imitando um discurso de Heloísa Helena) "um regime monárquico e desigual onde O grandão lá manda e todos obedecem, uma estrutura feita, evidentemente [atenção aqui, capriche no sotaque alagoano], para apadrinhar arcanjos que mamam nas tetas do poder e querubins conservadores. Uma hierarquia totalmente injusta que deve ser reformulada em suas bases...”
O vegetariano leva a mulher pra moita e come a moita; O canibal leva a mulher pra moita, como a moita como prato de entrada e depois come a mulher.
O prazer anda na cola de tudo o que é desagradável. O enfado, a fome, a sede, a prolongada carência, são do prazer as sombras. Prazer é apenas o nome que damos à aniquilação de tudo isto. Saciar-nos é tudo o que queremos. Todas essas coisas em demasia também causam desconforto. Os prazeres físicos são, portanto, negativos, não podemos dizer que a fome é a falta de saciedade, mas podemos dizer o contrário.
Se eu fosse espanhol estaria morrendo de vergonha da coragem que a maioria do povo iraquiano demonstrou ao comparecer às urnas. É daquele jeito lá que se deve agir com terroristas. Que fique o exemplo e a lição para o resto do mundo e para cada um de nós: faça a coisa certa e jamais ceda a chantagem.
Não é bem que errar seja humano. Humano é perceber que há uma exceção. Não é que a máquina não erre. A máquina só cuida da regra.