janeiro 26, 2005

DEPENDÊNCIA

Nem só de trem vivem os trilhos
Nem só de milhos vive um xerém
Nem só de sertão vive a fome
Nem só de pão vive o homem

Nem só de saudade vive a solidão
Nem só de ilusão vive a felicidade
Nem só de nós dois vive uma relação
Nem de feijão e arroz vive uma refeição

É muito mais do que isso sim
Ou então pode ser o reverso
E pode nem ser tanto assim
Nem só de mim vive este verso.

Posted by César Miranda at janeiro 26, 2005 08:41 PM
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