Se os artistas não falam a língua do povo, o povo forja seus artistas. É o que ocorre atualmente. O povo chegou a um ponto de indigência mental de dar pena. A geração atual é o que há de mais fino em matéria de grossura. Atualmente, se alguém tem jeito para a música e é compositor, a pior coisa que pode fazer para sua conta bancária é estudar música. Quando um músico estuda, seu nível sobe e o raio de atenção de sua música se reduz pois o povo não estuda música. Mesmo que estudasse música, seu nível em outras matérias é tão baixo que prejudica também sua percepção musical. O nível musical de hoje é tão caótico que coisas que não são músicas, como rap e assemelhados, são consumidos como se o fossem. O povo, evidentemente, não vai se dar ao trabalho de evoluir para entender a música de Elomar. Elomar também quer que o povo vá ouvir a porcaria que costuma ouvir, pois Elomar também se recusa a descer sua linguagem só para agradar o povo. Guinga um dia disse que gostaria de ser popular. É pena (para suas pretensões de ser popular) , pois ele estudou com Hélio Delmiro. Quem estuda com Hélio Delmiro está a uns graus acima do popular, nem que queira consegue imitar o Reginaldo Rossi. Foi mal, Guinga, quem mandou estudar!. O verdadeiro artista não deve viver de sua arte. E quer saber, não vivem mesmo. Se viver, não é um grande artista. Não neste mundo de hoje. Este mundo não quer a grande arte. Admira-se aqui umas porcarias inacreditáveis, coisa muito pior que Reginaldo Rossi (que tem senso de humor e tornou-se uma paródia de si mesmo).
Posted by César Miranda at novembro 10, 2004 11:54 PMMalungo Cesar,
Ler os seus textos nos remete a um estado auspicioso onde vemos que ainda não estamos solitários com nosso pensar.
De certa forma temos uma idéia que saboreamos um manjar que só nós sabemos onde se encontra e que é livre a boca de qualquer um, porém, a virtude maior que está dentro da nossa mente serve de talheres a esse prato saboroso. E com toda essa paródia, Elomar seria uma boa duma buchada apimentada acompanhada de uma boa pinga de Salinas.
Saudações nordestinas,
Ilvan