- No socialismo o povo só vê realizados (ou construídos) os sonhos daqueles que estão no poder;
- É o mercado, isto é, os consumidores, quem decide os preços. Ao abolir o mercado, ao socialismo é vedado saber o real preço das coisas;
- Não é o custo quem determina o preço, é o consumidor quem o faz;
- Mercadoria é qualquer coisa que tenha um consumidor; A força de trabalho, por exemplo, é mercadoria, cujo preço é definido pelo consumidor de acordo com a escassez ou necessidade;
- A ação humana não se presta a experimentos científicos;
ps - Dá para escrever um livro sobre isto, me ocorreu agora que o morno é holístico, o morno é uma pessoa que “detesta rótulos...”, ter um rótulo é um bom sinal de que não se é morno... O morno é “de centro”. O morno é oportunista como os políticos brasileiros.
A água que sai do mar
Vira nuvem, se evapora.
Vento sopra, a nuvem vai.
Até onde se ignora
A nuvem com a água do mar
Voa embora para o sertão
Fazer sombra, amenizar
O absurdo quenturão
E segue o seu desafio
Atravessa o Ceará
Ignora serra e rio
E findo esse seu voar
Pode então se desmanchar
No Riacho do Navio
Temos que fazer uma ONG para proteger os pobres da fúria desse bando de gente caridosa que tem por aí.
O pintor borrou a parede de medo.
Piando de tanto medo, a sonata chora. Lembra-se do tempo em que, com apenas alguns compassos, era ainda pequena. E recorda como tudo se orquestrou. Da capo, se lembra de cada acidente, contraponto, contratempo, interlúdios e consonâncias. Seu prelúdio foi prestíssimo, muito breve, mas era um allegro só. Então os compassos se tornaram compostos e, sabe como é, o tempo voa e não tem concerto (sic). Passaram-se os cravos, cornes, espinetas e a cada escala, harmonicamente, a sonata, cheia de cromatismos e intervalos, vivia uma fantasia giocosa. Levava a vida na flauta, como se diz. Mas em três tempos mudou o ritmo, o tom, as variações e a tessitura. A tônica hoje é outra e os tons vizinhos estão a bocca chiusa. Realidade tosca, trágica, um uníssono troppo triste. Já lhe propuseram uma fuga, mas a sonata recusou, apesar do medo e do choro perene. Está um pouco confusa. Não só com fusa, está também com semicolcheias, semínima e semibreve. Em sua mente giram os pensamentos seriais, dodecafônicos, de um réquiem. Uma marcha fúnebre lhe toca a alma. A sonata tem medo, mas nada poderá fazer. É chegado o dia. Amanhã será executada.
Um homem como o professor Hawkins entrevado em uma cadeira de rodas e ainda em plena atividade só existe por causa da evolução da medicina. O que significa também que se não houvesse a medicina, os homens seriam mais saudáveis. Acontece que o indivíduo é importante para a humanidade, diferentemente dos animais, onde a espécie é que é importante. Os bois de hoje em dia, por exemplo, foram melhorados geneticamente pelo homem. São, os bois de hoje, de espécies superiores às anteriores porque o homem quer comer a carne dos indivíduos bovinos. O aumento da longevidade no ser humano se deu mais por mudança de costumes do que por progresso na medicina curativa. Inclusive, se não houvesse medicina, muitos, por medo da morte, adotariam costumes mais saudáveis. O ato de "dar descarga" fez mais pela humanidade do que quase todo a química medicamentosa.
No futuro quando a morte morrer, quem se suicidar, será imediatamente ressuscitado e metido no xadrez por assassinato.
O celular do médium Tim não manda mensagem para Vivo.
(nosso repórter direto da Faixa de Esparadrapo)
Dizem que o substituto do Ia Ser Arar Fax será Issiehu Limrrabah ou então o Jalim Rabei, ambos da linha de sucessão da profecia palestina. Os dois são perigosos e requerem que o interlocutor não desencoste da parede. Na análise deste analista, porém, seria mais vantajoso para o ocidente a indicação de Issi Ehu Limrrabah, pois este ainda dialoga com a vítima. Quanto ao Jalim Rabei, ah, com esse não tem mais conversa. Lico Brino direto da Cisjordânia, vai daí, César.
Um dos objetivos do Estado moderno é substituir a Deus, inclusive transformando leis em mandamentos, enquanto não conseguem, os parvos políticos, interpretam um ou outro mandamento e o transformam em lei. Um dos problemas desse imbróglio é que lei não proíbe nada. A lei serve apenas para revelar a pena. A lei diz "Matar, 20 anos de prisão", ela não diz, "Não mate", ela diz "pode matar, fica à vontade, mas passará 20 anos da prisão, topas?", "hummm, deixôvê? Num sei... e se eu só der uma surra?!?". Está lá nos códigos, "bater em alguém, tantos anos", você escolhe se bate ou não, se bater, terá a contrapartida mas não é proibido bater. A lei diz, "se dirigir acima de 80 km nesta via, você pagará quinhentas pratas, tá bom?!". Trata-se de uma proposta, não de um mandamento. A lei não manda nada, a lei propõe. É um negócio como outro qualquer.
Já um mandamento são outros quinhentos. Deus disse, "não matarás". Moisés não teve a presença de espírito (ele devia ficar paralisado de susto ao conversar cara-a-cara com o Todo-Poderoso) ou não lhe ocorreu perguntar, "e se a pessoa matar, hein, TP, o que acontece?". Nem Deus disse nada. Não disse inclusive porque há a possibilidade de nada acontecer. Um pecador pode (e deve) ser perdoado. Um criminoso não. Para Deus não existe criminoso, para o Estado não existe pecador. Eis a fundamental diferença que descoberta tudo se aclara, a diferença entre criminoso e pecador.
A medicina não cura ninguém, é apenas, às vezes, uma forma de manter os doentes vivos.
- Sempre haverá muitos ricos, mas no capitalismo, eles não são sempre os mesmos;
- No capitalismo todos são uma autoridade econômica. No socialismo só há uma, o Estado;
- No socialismo todos são meros instrumentos do Estado, isto é, dos ditadores de plantão;
- O socialismo transforma os cidadãos em soldados obedientes que devem fazer sem discutir as ordens, isto é, robôs;
- O sucesso do socialismo dependerá sempre da inteligência dos mandatários, isto é, da inteligência de algum político (ora, não me faça rir)
Sabedoria é saber o que fazer com o que se sabe fazer.
Se os artistas não falam a língua do povo, o povo forja seus artistas. É o que ocorre atualmente. O povo chegou a um ponto de indigência mental de dar pena. A geração atual é o que há de mais fino em matéria de grossura. Atualmente, se alguém tem jeito para a música e é compositor, a pior coisa que pode fazer para sua conta bancária é estudar música. Quando um músico estuda, seu nível sobe e o raio de atenção de sua música se reduz pois o povo não estuda música. Mesmo que estudasse música, seu nível em outras matérias é tão baixo que prejudica também sua percepção musical. O nível musical de hoje é tão caótico que coisas que não são músicas, como rap e assemelhados, são consumidos como se o fossem. O povo, evidentemente, não vai se dar ao trabalho de evoluir para entender a música de Elomar. Elomar também quer que o povo vá ouvir a porcaria que costuma ouvir, pois Elomar também se recusa a descer sua linguagem só para agradar o povo. Guinga um dia disse que gostaria de ser popular. É pena (para suas pretensões de ser popular) , pois ele estudou com Hélio Delmiro. Quem estuda com Hélio Delmiro está a uns graus acima do popular, nem que queira consegue imitar o Reginaldo Rossi. Foi mal, Guinga, quem mandou estudar!. O verdadeiro artista não deve viver de sua arte. E quer saber, não vivem mesmo. Se viver, não é um grande artista. Não neste mundo de hoje. Este mundo não quer a grande arte. Admira-se aqui umas porcarias inacreditáveis, coisa muito pior que Reginaldo Rossi (que tem senso de humor e tornou-se uma paródia de si mesmo).
Infelizmente não poderei por estes dias manter o Pró Tensão com a freqüência atual. Não estranhem. Na minha ausência, leiam o Padre Vieira.
A paz nem sempre é a ausência da guerra, embora a guerra seja sempre a ausência da paz. O certo é aceitarmos a guerra quando ela se impõe e assim podemos guerrear em paz sem os pacifistas nos incomodando. Guerra ao pacifismo! Pois o pacifismo é só uma espécie de guerra enrustida. Não tarda muito e criarão um exército pacifista com hino, bandeira e armas de destruição em massa. Tudo em nome do pacifismo. Os pacifistas guerreiam contra a guerra esquecendo-se de que a paz também é o objetivo de toda guerra.
O avanço do Estado sobre todas as áreas, levado ao extremo resulta na inutilidade privada, e denunciar isto é um caso de utilidade pública. Gostaram do chiste?!
Despertar um deus é o maior dos riscos que um mortal pode correr. Um deus com amnésia é um perigo. Um deus pode soltar fogo pelas narinas, como se fosse um demônio. Um deus que se julgava gente há dez minutos, pode ser muito perigoso. O contrário é apenas trágico.
Espirro bastante sempre que leio os jornais. Devo ser alérgico a notícias.
Amar é sofrer de alguém. É adoecer de alguém. Curar-se de alguém é deixar de amá-lo. Fique doente!
- Os comunistas propagam um conflito irreconciliável de interesses; Sob a liberdade e o livre comércio, porém, a realidade converge a uma conciliação de interesses, pois todos trabalham para servir a todos, não há espaços para conflitos;
- Na escravidão, a conquista da liberdade significa uma perda para o senhor do escravo; Em uma sociedade livre, ninguém ganha com qualquer tipo de escravidão, quanto mais escravos, menos consumidores;
- Nem todos somos patrões, nem todos somos empregados. TODOS somos consumidores;
- Só em uma sociedade livre posso ver alguém na rua e não inferir seu status. Um milionário pode trajar-se como um hippie e parecer um mendigo e um pobre pode ir à missa de terno (os evangélicos costumam descer das favelas vestidos de ternos com uma Bíblia em punho) e parecer um executivo;
- Mobilidade social só existe no capitalismo;
O homem canta a liberdade, enquanto, livremente, forja os próprios grilhões.
Coincidência será quando um Menudo se tornar cozinheiro e então lançar um livro de receitas chamado "Menu do Menudo".
A unanimidade é burra porque a multidão é má (não há ninguém mais burro do que o diabo). Há poucos motivos, um linchamento, por exemplo, para uma multidão se formar. Toda associação é cheia de ódio. Todo grupo é bobo. Toda comissão é injusta (principalmente as comissões julgadoras), todo partido é nazista, toda eleição é selvagem, toda categoria é fascista. Todo grupo usa drogas (se fosse proibido aos roqueiros que tivessem grupo, só lhes permitindo carreira e shows solo, o consumo de drogas no planeta cairia enormemente). Em uma reunião de santos, um deles se lembrará de como é ridícula aquela interpretação de Lutero deu àquela parte das escrituras e enquanto o santo espuma de ódio, o outro seguro um garfo como segurasse uma peixeira. São santos no recanto de seus cantos. Uniu-se, o diabo aparece! Só conheço um caso de alguém que se colocou acima de uma multidão que ia linchar de uma mulher adúltera. Mas aí não vale, o cara era Deus. Qualquer um de nós diria, “pega, mata essa égua!" E o mundo perderia a Mônica Bellucci, o que seria uma sacanagem, num é?
Ciência existe para inventar coisas (o telefone, o karaokê, o carrinho de mão, o aparelho ortodôntico etc), não para discutir se Deus existe. Governo serve para tapar buracos, não para tratar a doença do povo. Por isto o povo está como estradas, esburacados. E, pior, cientistas se sentem com autoridade para falar que Deus não existe. Esses cientistas não existem!
As idéias só têm conseqüências quando tentam colocá-las em prática. Enquanto ficarem quietinha lá no paiol das intenções de quem as engendrou, tá limpo. As idéias na cabeça do pensador só fazem mal - ou bem - a ele mesmo. É como a droga. Quando o pensador as coloca no papel é como um traficante, querendo que alguém experimente da experiência que ele experimentou. Até aí a droga continua restrita a quem por livre escolha resolveu usá-la para seus devaneios. Então vem o desastre. Quando um débil chega ao poder e resolve pô-las em prática é como se um avião polvilhasse um país com a droga favorita do piloto, obrigando todos indiscriminadamente a usá-la. Idéia não é coisa para se colocar em prática. A prática sim é que, após ser devidamente aprovada, poderá ser consolidada em forma de provérbio, máxima, suma, tese etc. Enfim, só escreva o que a prática lhe fez ver primeiro, ó pretenso filósofo! Não "ache", viva! E não faça afirmação sobre o que não viveu.
O que o professor faz com o giz é um risco.
Meu primeiro pensamento quase todo dia é: “que droga, eu estava era sonhando!”.
Duas pessoas próximas de mim (mas distante um da outra) recentemente têm sofrido com febres persistentes. Fizeram todos os exames possíveis e segundo tais exames, são as pessoas mais saudáveis do mundo. Uma médica arriscou um dignóstico: "você sofre de idiopatia". Idiopatia, idiopatia. Sem muito esforço concluímos que "idiopatia" significa "doença que só você tem" ou "sua doença". Interessante, alguém após lhe fazer passar por todos os exames conhecidos, lhe diz "você tem sua doença e ela é só sua". Pois bem, urge um novo especialista médico, "o idiopata", pois as "demopatias" estão ficando raras. E que Deus nos ajude!
Teve uma idéia? Ponha-a em prática com ratos de laboratórios. Ah, a idéia tem que ser com gente? Aplique-a em você mesmo. Ah, tem que ser com muita gente? Inclusive muitas delas podem não gostar nem um pouco? Além disso, será só com os outros, não com você? Além disto essa idéia já foi colocada em prática em outras partes do mundo gerando miséria e morte? Você acha que aqui e agora vai dar certo só por que você quer, inclusive lhe elegeram para pô-las em prática?! Pois, espero sinceramente que você traia seus eleitores.
É muito fácil. Com a melhor das intenções, tente melhorá-lo. Entre para um partido político. Minta o máximo que puder. É por aí.
Os principais marginais da face da terra são as praias, son of beach, veio daí. Bando de marginais também é toda a população ribeirinha. Relativamente ao olho, a remela é uma marginal também, fica ali, na margem das pálpebras, pentelha, deveria se mancar, delinqüente, vagabunda! Falam tanto da violência no Rio. Ora, rio tem margem e tudo o que fica na margem de um rio, é marginal, então, a mim não admira. É claro que alguns trazem benefícios marginais à população em face de aspectos marginais dessa questão toda. As matas ciliares, que também são marginais (imorais, criminosas, infratoras, por mim tocava fogo nessa laia), bem, como eu dizia, as matas ciliares, mesmo marginais, protegem os rios. Falam do Rio, mas São Paulo também não fica atrás. O que me dizem dos nacionalmente conhecidos marginais do Rio Pinheiro e os não menos famosos marginais do Rio Tietê?! Isto aí é um rio sujo falando de um rio mal lavado. Há projetos com o objetivo de recuperar marginais. Ora enquanto essa gente estiver na beira de rios e mares serão eternamente marginais.
- Estou procurando umas fontes de cimento?
- Fonte de cimento?! Pra quê isto?
- Para fazer um poema-concreto!
O bem, o amor, a verdade e o ser se fundem e se confundem, pois todos esses elementos juntos e em sentido absoluto são Deus. Todo ser humano tende, e é irresistivelmente atraído por esses elementos porque nossa alma é um sopro divino.
A maior parte daqueles que, dizem, “lutaram contra a ditadura”, não lutou contra a ditadura, coisa nenhuma. Lutaram para implantar outra ditadura, de esquerda. Hoje há o MST, a diferença é que no tempo da ditadura militar não havia conivência do governo com os movimentos revolucionários. O mesmo jeito dos jornalistas e intelectuais que não eram de oposição, eram de esquerda. Quem é de oposição o é sempre, não importa o governo. Quem é de esquerda não pode falar mal de ditadura nenhuma, pois a ditadura que apóia é terrível. Deveriam ser honestos e dizer “lutamos para implantar outra ditadura diferente dessa aí”.
Eu não voto em quem vai governar. Ao votar, escolho principalmente quem será a oposição. Acho que é muito mais útil para um país uma oposição chata do que uma situação gente boa. O grande defeito do Kerry era a falta de um Michael Moore. Uma oposição gente boa arruina qualquer governo.
Imitar é apenas fazer o que se quer com algum respaldo. É ter uma chancela para se ser o que se é.
Desde o começo dos tempos que o homem para alcançar a paz, costuma matar dois ou três. A partir daí fica todo mundo quietinho (com o cu que não cabe uma semente de fumo, como diz minha mãe) porque não se sabe quem poderá ser o próximo sacrificado pela paz.

Reportagem no Jornal Nacional sobre a reprodução de corais ignora solene e inexplicavelmente o fenômeno da reprodução de corais em Brasília. Trata-se de uma das cidades brasileiras com mais quantidades de corais por habitantes. Tenho um amigo que só ele participa de quatro corais. Conheço gente que vai para a Grécia para um encontro de corais. Penso até em abandonar o blogue e voltar à música, pois as chances do Pró Tensão me levar à Grécia são mínimas. Na matéria do JN falam também do "ritual de sexo dos corais". Isto francamente, eu desconheço, as pessoas que conheço e que cantam em corais juram que é um ambiente de absoluto respeito, embora a reportagem diz que, pela primeira vez no Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco e do Museu Nacional do Rio de Janeiro, flagraram em laboratório o momento, em noite de lua cheia, que só acontece uma vez por ano, a tal suruba, que no caso de corais pode-se dizer que é cobra engolindo cobra.
Estimular é forçar a barra para que façam o que queremos. Quando um assaltante põe a arma na têmpora da vítima, apenas está lhe estimulando que passe a grana.
- Quando o Estado intervém e proíbe que consumidores adquiram certos produtos ou serviços (drogas, prostituição, jogo), um mercado paralelo, fora-da-lei, é automaticamente criado para atender ao soberano consumidor que QUER aquelas coisas. Quando o consumidor QUER alguma coisa, não adianta proibir, um empreendedor tratará de atendê-lo;
- As autoridades, no afã de proteger a saúde do corpo das pessoas, não percebem que qualquer legislação nesse sentido, lhes adoecerá a mente, pois em seguida virão leis que (na opinião dos políticos) lhes protegerão a alma, e teremos que ler, ouvir e ver apenas o que a legislação permitir.
- Errar é um direito que a liberdade nos dá;
- Quem é impedido do direito de errar é vítima do maior dos erros;
- A liberdade é um dos pressupostos do capitalismo; A escravidão é inerente ao socialismo.
Os cemitérios são grandes plantações de gente, da quais jamais se colheu ninguém até agora. No entanto, quase todo mundo quando morre, os parentes teimam em plantarem-no lá, na esperança de que brotem.
Enquanto isto, Salomá, a mulher de Bin Laden, diz "Binzinho, querido, me traga a cabeça de seis mil americanos em uma bandeja ou não danço para você". O Bin lhe responde, "calma querida, deixe o Kerry, a estranha, entrar na Casa Branca. Esse Bush Jr. apela fácil demais, doravante só atacaremos povos sob governos pacifistas, se o ataque ao WTC tivesse sido no governo Clíntores, o cumpanhêro Saddam ainda estaria no poder são e salvo. Viva os pacifistas! Por falar nisto, vou mandar mais dinheiro para ONGs pacifistas, estão fazendo um belo trabalho para nós".
Bush Jr é o Waldomiro do mundo, a Geni da atualidade. Matou o porco, sujou as mãos livrando o mundo de um tirano, agora o mundo o vê com maus olhos. Todo mundo quer comer lingüiça, mas odeia quem matou o porco. Tadinho do porco! Enquanto isto, Kerry (a estranha), afia os talheres para traçar uma costelinha assada do porco que o malvado Bush Jr matou. São assim os seres humanos. E assim como são os seres humanos são as pessoas. Assim como são os policiais é a polícia e assim como são as coisas, são os objetos, já nos ensina mestre Falcão.
Nelson Ascher chama Georges Brassens de "uma espécie de Chico Buarque francês". Será que Ascher conhece Elomar? Caço e não acho semelhança entre Brassens e Buarque. Com Caymmi eu concordaria.